Launch of timber tracking dashboard for Global Witness

Sam Leon - July 31, 2015 in Data Journalism

Open Knowledge has produced an interactive trade dashboard for anti-corruption NGO Global Witness to supplement their exposé on EU and US companies importing illegal timber from the Democratic Republic of Congo (DRC).

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The DRC Timber Timber Trade Tracker consumes open data from DataHub.io to visualise where in the world Congolese timber is going. The dashboard makes it easy to identify countries that are importing large volumes of potentially illegal timber, and to see where timber shipped by companies accused of systematic illegal logging and social and environmental abuses is going on.

Global Witness has long campaigned for greater oversight of the logging industry in DRC which is home to two thirds of the world’s second largest rainforest. The logging industry is mired with corruption with two of the DRC’s biggest loggers allegedly complicit in the beating and raping of local populations. Alexandra Pardal, campaign leader at Global Witness said:

We knew that DRC logging companies were breaking the law, but the extent of illegality is truly shocking. The EU and US are failing in their legal obligations to keep timber linked to illegal logging, violence and intimidation off our shop floors. Traders are cashing in on a multi-million dollar business that is pushing the world’s vanishing rainforests to extinction.

The dashboard is part of a long term collaboration between Open Knowledge and Global Witness through which they have jointly created a series of interactives and data-driven investigations around corruption and conflict in the extractives industries.

To read the full report and see the dashboard go here.

If you work for an organisation that wants to make its data come alive on the web, get in touch with our team through services.okfn.org.

Walters Art Museum goes CC0

Sarah Stierch - July 30, 2015 in Featured, News

In 2012, the Walters Art Museum, in Baltimore, Maryland, became one of the first American cultural institutions to adopt an open license model for their digitized collections. Using a Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 license, they released over 18,000 images into the OpenGLAM world. These images were not only available via the Walters website, but, also on […]

GeoNext Hackfest launch

stevebennett - July 30, 2015 in Government data, Melbourne

Tonight at Open Knowledge Melbourne we helped launch a 2 week open data hackfest leading up to the spatial conference GeoNext. The competition rewards the most innovative use of official competition APIs from Airbus Defence & Space, What 3 Words, HERE Maps, and the Victorian Government. Participants must submit a web-accessible demo by midnight on August the 12th to be eligible for the $7500 prize pool.

Staff from VicRoads, who are running the hackfest and provided refreshments for the launch, were there in force. Brent from HERE Maps showed the incredible range of services available through the HERE Developer portal, which is open to anyone throughout the hackfest. Airbus are providing access to high resolution satellite imagery, available through a range of geospatial services – see the hackfest page for the details. And What3Words provides an alternative, simpler location service in which any location on earth can be specified with three words.

Full details of the competion are at www.geonext.com.au/hackfest.

Steve Bennett’s slides with a summary are here.

Presenting the Open Content Exchange Platform

Lieke Ploeger - July 29, 2015 in eSpace, Featured, tools

Last year Open Knowledge joined the eSpace (Europeana Space) project to cooperate on the work for the Content Space, one of the spaces of possibility for the creative reuse of digital cultural content which this project is developing. Recently this Content Space went live, including the first version of the Open Content Exchange Platform, a resource […]

Open Knowledge Australia Board Meeting 28 July

Steven De Costa - July 28, 2015 in event, Featured

Minutes will also be posted here once they are approved.

 

Wikipedia na Universidade: enciclopédia vira ferramenta de ensino em sala de aula

Convidados da OKBrasil - July 27, 2015 in Conhecimento Livre, Fisl, Parceiros, Sociedade, UFRGS, universidade, WIkipedia

Maior enciclopédia do mundo, a Wikipedia vem ganhando um reforço de peso entre seus colaboradores. Por meio do projeto Wikipedia na Universidade, alunos e professores realizam atividades em sala de aula ao mesmo tempo que desenvolvem pesquisas sobre os temas do curso e colaboram com a edição de verbetes relacionados na enciclopédia. O projeto é realizado no Brasil desde 2011 e está presente em mais de 10 universidades no país. O projeto já teve sua participação em sua coordenação de Célio Costa Filho, conselheiro da Open Knowledge Brasil, e Everton Zanella Alvarenga, diretor da mesma organização.

É o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde o professor do Departamento de Matemática e voluntário da Wikipedia, Fábio Azevedo, utiliza o site como ferramenta de ensino. Na 16ª edição do Fórum Internacional do Software Livre, que acontece em Porto Alegre, ele apontou os benefícios da iniciativa: “ao escrever os verbetes, o estudante pode pesquisar, buscar referências, resumir informação e organizar o pensamento, além de aprender como funciona a produção de conteúdo online”, avalia.

Por outro lado, aponta Fábio, o projeto leva a Wikipedia para o centro do conhecimento, que é a universidade: “essa aproximação pode melhorar a qualidade dos conteúdos da enciclopédia, atrair novos editores e renovar a comunidade que mantém a Wikipedia com pessoas muito qualificadas”. Esse contato, de acordo com o professor, pode contribuir também para aumentar a aceitação da Wikipedia, que, por muitos, não é vista como uma fonte confiável: “qualquer fonte está sujeita a erro, mas os projetos colaborativos ou feitos por muitas pessoas sofrem mais resistência do que grupos editoriais com assinatura”, conclui.

Qualquer professor ou estudante pode editar voluntariamente a Wikipedia, já que a enciclopédia é uma plataforma aberta. É possível, também, atuar com o apoio da comunidade “Wikimedia Fundação” que mantém a Wikipedia. Os interessados podem escrever para o e-mail educacao@wikimedia.org e acessar materiais de apoio para o desenvolvimento do projeto.

Confira 5 vantagens pedagógicas de se usar a Wikipedia, pelo professor Fábio Azevedo

  1. melhora o conhecimento do aluno ao escrever um verbete;
  2. aumenta o conhecimento do estudante durante o processo de pesquisa e escrita;
  3. torna-se capaz de entender melhor os fluxos de como a informação chega nas outras pessoas;
  4. aprofunda-se em tópicos de interesse do próprio do aluno em vez de assuntos generalistas;
  5. para a Wikipedia, a participação dos estudantes ajuda a divulgar a enciclopédia e melhora o conteúdo do site.

Mais informações: http://educacao.wikimedia.org/

Post adaptado da matéria de Anderson Falcão, no portal EBC.

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快評:交通部大數據的問題

OKFN Taiwan - July 27, 2015 in Comment

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交通部的新聞稿:交通部與六都共同達成交通大數據六大核心共識

過度著重分析

整個基調很明顯完全側重於分析,或對大數據只有在分析的這一段願意公開承認其價值。只要有碰過數據和資料的人都知道,要從資料中萃取出價值,分析只是其中的一個環節。前面後面都有更多免去不了的功夫。其他各個環節沒有特別強調,應該有幾種可能,一種是已有交通部部內(如運研所、統計處和管理資訊中心)或是六都交通局內的相關編制,自行統包扛去業務,但此法在大數據的時代,相當危險。第二種是主其事者,真的不知道這事不是只有分析而已。但部內和六都各單位限於交通評估專業本來就是相對封閉的政務和產業生態,想要搭上大數據甚至是開放資料(即便是 G2G 而已),業務本身的強烈本位考量,自然就限縮了所謂交通部在此事推進所反應在會議的議題設計上。

不過,六大核心共識是什麼?

三大方向是什麼:(一)公共運輸服務之創新、(二)重大交通路況疏導,以及(三)提升交通安全。

所謂公共運輸服務之創新,「運輸服務」指的範圍是什麼?是指公營的運輸服務體系內的創新(台鐵?),還是包含民營業者服務面的創新(如市區巴士)?還是依附在特許都市特殊軌道系統的服務創新(如小額付費)?還是交通監理面的服務創新?創新的目的是什麼?為什麼要創新?解決了什麼問題?還是發現了什麼新問題的苗頭,不得已要導入大數據的思維?或是,在交通部幾個單位、六都的交通單位之間,根本就連基本資料交換的功夫沒有做好,所以才要特地鎖定在公共運輸服務之創新,來處理本來資料治理缺乏想像、沒有實質進度,導致缺乏常態平台、機制和默契的困境?

所謂的重大交通路況疏導,是大數據的問題嗎?大數據拿來解決這問題,值不值得?

提昇交通安全這點,大概所有的人都不會有什麼特別的意見。而是在怎麼做的層面會有本位和專業的不同。例如交通安全的指標是什麼?支撐這些指標的訊息效度為何,例如交通事故死亡人數,各縣市自行整理和上繳匯報的資料,更新頻率和質量都相當有待改善的空間。在資料本身的質量還無法提供在決策面能有更快反應的空間(例如一個月出一次報表),直接分析這些次級資料的限制是什麼?值得直接就下去分析嗎?還是在「大數據分析工作小組」裡反應比較好?這屬於分析業務嗎?

大問題和新問題?

什麼是交通部自己的大問題?新問題呢?哪些新問題是透過大數據思維才能獲得解法的依循?那些是地方政府的痛呢?六都的交通問題,有一樣也有不一樣的,那些是什麼?這是否可以透過 G2G 的資料交換,讓面貌更為清晰,讓交通部的這個平台和這個小組,能起草的更有價值?

交通管理是交通問題的上游嗎?會不會都市開發計畫才是上游?那麼交通工程呢?一條路做了下去若做的不好,造成事故頻發,是交通管理的範疇嗎?若做下去做的很好,但事故仍頻發,那麼地方政府交通和警政單位之間的資料交換和聯繫是什麼?這些資料交換是否最後可以影響到交通管理的上游,讓某些特定交通管理場景的下游不藥而癒?

如果是台北的知名公車專用道拆了,還是台中的 BRT 專用道轉型廢掉了,那麼交通評估怎麼做?交通部的這個分析小組,這個三年計畫,這個分包下去的計畫,能不能處理道這一段,真正有些拓展大數據和交通「管理」領域的味道?

數據的洞見怎麼進入交通管理的決策?怎麼進入交通工程的決策?怎麼進入公共運輸服務的決策?決策的是哪些人?這些人習慣數據決策嗎?數據的決策怎麼插入決策的流程?靠會議上印出來的紙本報表?另有衡量的指標?交通會報?還是?

資料的交換?

舉一個地方政府(位階類似台北市大安區)的資料交換現況。這個地方政府有兩個主要的資料交換平台,為65個單位提供資料登記、查詢和共享和交換的業務服務,這四種業務服務的定義都不同,不是如字面上想當然耳可以互相替換(交通部這新聞稿也有這毛病)。截至2015年6月9日為止,統整後的服務共有1083個資料表的描述,資料指標超過12706項,每月交換批次約600多次,交換總量超過4000萬條。在政務資料應用權限的部分,分為分析、共享、公開和開放四級。對內向政府各部門提供資料共享和資料分析,對外向市民提供公開資訊 (public information) 和開放資料 (open data)。至於對內有哪些業務單位加入這平台?工商、產業、勞動、社福、民政、衛生、財政、衛生、教育、警政等都包含在內。

另外,在這個地方政府轄內的登記註冊公司,約有16萬家之譜。

我想請問的是,交通部運輸研究所在這部份 (G2G) ,不知道自我的期許可能是什麼。又,交通部的其他單位,例如統計、資訊以及本部等,對於 G2G 又有什麼樣的具體想法。在開了一個關鍵的會議之後,應該有更紮實、全面的想法才是。

作者:TH

Convocação de Assembleia Geral Ordinária da Open Knowledge Brasil

Tom - July 26, 2015 in Assembleia Geral Ordinária, Convocação, okbr, Open Knowledge Brasil, Sociedade

Prezados e prezadas, convovamos todos membros e interessados a participar da Assembleia Geral Ordinária da Open Knowledge Brasil, que será realizada no próximo dia 4 de agosto, às 19h, na Rua Bela Cintra, 409 (Impact Hub).

Após a apreciação dos documentos da reunião ordinária, podemos todos sairmos para comemorar em algum local próximo à reunião.

Todos estão gentilmente convidados a participar!

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Open Education Lithuania

Guest - July 24, 2015 in Featured, guestpost, world

airinaFrom one side of Europe to the other…this week we have an Open Education story from Lithuania. Lithuania is a former Soviet bloc nation that that is known for its beautiful capital: Vilnius, amazing medieval castles and fantastic scenery. A little known fact – in 2011 Lithuania ranked first worldwide for internet upload and download speed!

Airina Volungeviciene provides us with a historical perspective on how openness and OER have evolved in Lithuania over the last few years. Airina is the Director of Innovative Studies Institute at Vytautas Magnus University and President of Lithuanian Distance and e-Learning (LieDM).


A Historical Perspective

The concept of Open Educational Resources (OER) has a very specific development in Lithuania. The concept of openness of education has historical roots. Education was open in the country for many years, in the sense that it was free. The concept of open resources was also embedded in the tradition, as all the resources were the public good for many decades in the country or were supposed to be provided by education institutions for free.

Trakai, Vilnius County, Lithuania

Trakai, Vilnius County, Lithuania on Flickr, by Mindaugas Danys, CC-BY

On the one hand, education was free and accessible to everyone, on the other hand – no one asked the question how open education was?

With the regaining of independence in Lithuania, educational resources started to be updated (we all believe towards the openness of their content). They continued to be provided for free at education institutions, but the time came when organisations faced difficulties with the availability of the resources in their hard form.

Possibilities created by new digital and online forms of the resources were met very enthusiastically. The case of Lithuania is a success case to develop good preconditions for OER: advanced ICT infrastructure established for distance learning resources development and broad band connection provided by the Lithuanian Academic and Research network. These preconditions were established by Lithuanian Government and the Ministry of Education and Sciences which launched the national projects to establish the infrastructure in the country suitable to broadcast and access high quality education content throughout the country (started in 1998). These decisions had many important positive effects in terms of preparation of education organization for online learning, development of professional competences of staff, experimentation of the new forms of education.

However, the content created using huge technological infrastructure networks was closed in many ways: it was used for dedicated study programs within the closed virtual learning environments; digitalised content was not available for accessing in terms of re-use, re-publish, re-design; copyright would raise more questions for the correct use of the resource rather than facilitated content use.

Free access did not mean openness at all: openness to the evaluation of the resources, re-use of the resources, re-publishing and editing of the resources. But most important – questioning the contents of the resources.

It should be acknowledged here that the global concept of OER came to Lithuania from Scandinavia with the advent of the first OER focused projects: Nordplus Horizonal program NORDLET project and eContentPlus program OpenScout project. These projects introduced the long – time awaited discussion – are the resources that we can openly (freely!) access open educational resources?

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Unesco Institute for Information Technologies in Education coordinated the project on Open Educational Resources (since 2009) which tendered a Lithuanian case study on the state of the art of OER in Lithuania. The study was implemented by researchers at Vytautas Magnus University and produced the results which demonstrated that huge repositories that contain openly accessible content and publications for education organizations in Lithuania are not OER repositories. Surprisingly enough, the study revealed that school sector has the best existing examples of OERs and the best OER repository for secondary school education available in the country.

The most important infrastructure projects were of huge importance for the country, but the movement of OER was still to come: Lithuanian educators had to learn the new concept of collaborative and open professional networking to establish open, free-licensed content and resources, the correct use, re-use and re-purposing of OER, the development of open educational practices and cooperative learning. Still, in the past five years, there is confusion existing in education organizations in terms of OER, OEP, open access, open society, and open education. But this is challenging and needs time.

Opening Up Education

European Commission launched the communiqué of Opening Up Education, and national priorities started integrating the concept of open education more actively. This was a very important moment. The Ministry of Education and Science launched many projects to meet the initiative of open education, and the best examples again can be attributed to school education.

Universities and higher education institutions have already developed open resources (with different levels of openness). The phenomenon of MOOCs introduced large discussions and confusions in the country and was often confused with OER phenomenon as such. However, the majority of higher education organizations discussed the strategies for opening in terms of scalability and study program portfolios. The tendency which is quite evident is not to follow a quite segmented MOOC format (opening one or two courses for the society), but rather to establish a more consistent and study program portfolio covering option of open education. Recent discussions imply the question of scalability and the variety of forms. But universities are on their way.

Looking back at the year 2008 when the first OER project NORDLET reached Lithuania, the global concept of OER has found its place in Lithuania. The term “Atviri švietimo ištekliai” was coined, the study and recommendations were developed, the policy makers integrated the concept of opening education in strategic programs and projects calls. Schools do have and do use OER from the best and the oldest repository at http://portalas.emokykla.lt. New repositories appear and their developers learn and share their experiments with others.

Lithuanian Distance and eLearning (LieDM) association embracing secondary schools, vocational education and training organizations, adult learning centres, and higher education institutions organizes trainings and seminars for teachers all over Lithuania. The topic of OER is among prior demanded topics of organizations. Teachers need to learn to work in an open education way. Organizations need to find scalable strategies to integrate new open education forms. The international conference “Open professional collaboration” organized by LieDM association and Vytautas Magnus University in 2015 is the event dedicated to meet the aims of opening up of education organizations.

openUThe concept of openness found many ways that were integrated in higher education. One of them – virtual mobility – bringing the best international studies with full credit transfer and recognition, using OERs in higher education – both, open and closed virtual learning environments. Study programs at universities introduced the curriculum subject Open Educational Resources.

OER Projects in Lithuania

Several projects should be mentioned here that have considerable input towards embedding of OER into education ‘direct’.

ubicampUbiCamp project (526843-LLP-1-2012-1-ES-ERASMUS-ESMO) established open educational practices when universities started opening up their study resources as OERs on the basis of learning outcomes. Universities opened up their study forms to meet virtual mobility requirements, as well as to allow consistency of OER in terms of study subjects (e.g. http://openu.vdu.lt ). Even though small attempts, the initiatives contributed to the shift in attitude and study forms.

Another Erasmus+ project “Opening Universities for Virtual Mobility – OUVM” (2014-1-LT01-KA203-000550) developed the idea further on also preparing training material for teachers on OER and Creative commons, with the aim to train teachers on how to integrate OERs into international virtual mobility in university studies.

openprofErasmus+ project “Open Professional Collaboration for Innovation – OpenPROF” (2014-1-LT01-KA202-000562) educates adult educators, university teachers, company trainers and CVET target groups to collaborate in developing and re-using OERs. Even though a lot of issues seem to be clear and easy for the advanced professionals, very simple and very important challenges – like creating editable versions of OERs, with collaborative options using ICT – evolve and are already solved by OpenPROF.

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Erasmus+ project “Open Educational Ideas – 2” facilitates collaboration of educators providing collaborative idea development space. The space created allows development of editable versions of open educational ideas and resources and allows collaboration on OERs.

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OER pilot 3ECTS course

The Open Educational Resources (OER) pilot was a 3ECTS course delivered by 10 teachers from 6 countries in 2014. 18 students from 7 universities participated in the pilot. Vytautas Magnus University coordinated virtual mobility course design and virtual mobility implementation. There were 3 target groups selected for pilot (e-learning centre staff members, teachers and trainers, and students of different levels of study programs), because the topic of the curriculum was considered as transversal on. Course designers and teachers agreed that though the topic of the course has great potential to be very popular among the audience, the teachers agreed that they should limit the number of registered participants per institution, allowing only 5 places per institution.

A more detailed presentation of the pilot is available on Slideshare. A full report on the pilot is also available.

And of course, there are more important projects and initiatives that are running on, and which will be started in the near future.

To summarise, it should be acknowledged that opening up education is possible only with the agreement of all the stakeholders: policy makers, decision makers, education organisations, teachers and learners. All are evoked here in Lithuania and are tuned into the opening up. A different opening up that was perceived for many years. But the open education which allows open content, open society, open evaluation and feedback, open licencing, open networking, open learning and open professional collaboration and development.

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Tecnologia e Representação: substitutos ou complementares?

Heloisa Pait - July 24, 2015 in governo aberto, Sociedade

Para o debate no Centro Cultural Vergueiro, preparei o texto curto abaixo, que é basicamente uma defesa da política, com suas instituições, com seus procedimentos, com suas pessoas, com os conflitos, com os partidos, e com a cultura política que cada povo tem. Para aproveitarmos todo o potencial que os novos meios de comunicação oferecem à política, é preciso ter em mente de modo claro o que é a democracia: é o modo como decidimos decidir. Ela não pode ser superada, nem resolvida. Pois é apenas um modo de decisão. Os conflitos sempre estarão ali, independentemente de sermos ágrafos ou digitais. O encontro com o outro em sua diferença não é apenas cultural; é político, ou seja, temos divergências sobre como a vida deve ser regrada, e qualquer consenso é provisório e incompleto.

Claro que a política cansa, decepciona, impulsiona para aventuras fora dela. E, nesse afã em querer fugir dela, a tecnologia pode aparentemente oferecer um escape. Ou uma nova consciência pode parecer indicar um caminho. Mas felizmente não há no horizonte uma consciência que traga harmonia, nem uma tecnologia que elimine a negociação. Sempre teremos desavenças, e isso é bom. A tecnologia pode apenas nos ajudar a fazer dos conflitos algo mais alegre, dos consensos algo mais produtivo. O ponto de partida é aceitar nossas culturas políticas e nossas instituições, e a partir daí apoiar a transparência, a participação e reformas que surjam desse diálogo – tais como o voto distrital –, aprimorando as instituições e enriquecendo nossa cultura.

Foi uma experiência fascinante debater com Marina Silva, com sua biografia extensa e seus milhões de votos, assim como com Santiago Siri, com seu questionamento jovem da política argentina. Mas o depoimento do vereador Ricardo Young, do idealizador do debate Ariel Kogan e do mediador Milton Jung me tocaram fundo. Eles deram seu testemunho sobre o uso de novas tecnologias no exercício cotidiano da política. Falaram sobre como a experiência da representação, que é uma experiência humana, um laço entre pessoas, se enriquece com a conversa digital. Digital? Sim, digital. Não porque a banda larga tenha alguma propriedade mágica. Mas apenas porque ela é, hoje, um modo de estarmos juntos.

Então aqui vai o texto preparado anteriormente ao debate:

Sempre depositamos nossas maiores aspirações na última invenção disponível. A alfabetização em massa traria racionalidade, o telégrafo a paz, a televisão a integração nacional, e a internet a democracia planetária. É importante então lembrar que um computador móvel é apenas uma versão mais sofisticada de um caderno; um tweet é um telefonema dado a várias pessoas ao mesmo tempo; uma filmadora equivale a um bom contador de histórias e assim por diante. São todos instrumentos para registro, cálculo ou conversa.

Esses instrumentos mudam um pouco o modo como fazemos as coisas, mas ainda temos os mesmos medos, desejos e necessidades, individualmente ou em grupo. Como decidir o que fazer? Quem vai decidir? E quem vai fazer? E se fizer outra coisa, como corrigimos? E quem corrige? Essas são as perguntas da vida política, que não mudam com a tecnologia. Por isso é importante definir objetivos para depois pensar sobre como novos meios de comunicação podem nos ajudar. Especificamente em relação ao legislativo, o que queremos?

Queremos questionar as estruturas políticas? Não. Queremos preservar a democracia representativa. As sociedades mais justas e pujantes são aquelas onde há consenso a respeito dessas instituições, que incluem partidos, parlamentos, grupos de pressão, liberdade de expressão e alternância de poder. Ou seja, há consenso em divergir.

Queremos aprofundar o debate público? Não precisamos. Já há inúmeras arenas de discussão, seja na sociedade civil, na universidade e nas artes, na imprensa e na internet, e no dia-a-dia social. Precisamos sim defender o que já temos, com a defesa de jornalistas e com a proteção à liberdade de expressão.

Queremos transparência nas câmaras e assembléias? Sim, do mesmo modo que em outras instituições públicas. Uma burocracia inchada e ineficiente atrapalha o próprio trabalho legislativo e acaba causando distorções no processo de renovação, muito semelhante a outros órgãos com seus concursos viciados. Já o conhecimento dos processos legislativos em suas várias etapas deve ser de fácil acesso não só para político e o lobista, mas para o cidadão comum. Também é importante saber quem são os representantes, como pensam, como votam, que princípios seguem, a que grupos pertencem e se opõe, com que grupos podem negociar e em que base o fazem.

Queremos participar das decisões? Depende. Não, se estivermos falando de participação plebiscitária, com decisões sendo tomadas com desrespeito à Constituição, ao regimento do legislativo, sem argumentação nem coerência. O tempo e a negociação são partes da boa política; deslegitimar isso é deslegitimar a própria democracia.

Mas sim, se essa participação se der através de diálogo com os representantes eleitos. Os novos meios – e os tradicionais – já revelaram o quanto estamos distantes deles. Agora precisamos de instrumentos para travar diálogo com eles, facilitando consultas por parte do parlamentar, que pode ter a disposição uma gama de experiências e conhecimentos, e também dando a ele a oportunidade de explicar suas posições e suas opções em negociações com outros representantes. Ou seja, adensando a relação de representação.

Queremos democratizar os partidos? Sim, é fundamental que os partidos se abram, se democratizem, se modernizem inclusive tecnologicamente. Por alguma razão, esquecemos dos partidos nessa discussão toda, e tentamos fazer com que a tecnologia substitua uma instituição milenar, que é o grupo político. Entre os índios Kraô, por exemplo, um grupo lidera a tribo no verão, outro no inverno. Na democracia, os partidos é que têm o papel fundamental de fazer a mediação entre as visões de mundo que se encontram na sociedade e o Estado. De uma forma ou outra, sempre nos dividiremos em grupos.

No Brasil, onde não temos voto distrital e os candidatos dependem mais do apoio partidário (através de fundos públicos e de grandes doadores) do que popular para obter votos, o representante eleito serve muito mais ao líder partidário do que a quem o elegeu. E aí a contradição: queremos com a tecnologia forçar uma relação com o eleitor e nos surpreendemos com a indiferença dos políticos, leais aos seus caciques – com louváveis exceções!

Enquanto isso, deixamos os partidos nessa zona sombria: quem são os filiados e o que pensam? Quais os processos de deliberação? Quem participa deles? Como as candidaturas são escolhidas? Quem decide sobre alianças, e com base em quê? Nós nos contentamos com as insinuações que aparecem na imprensa escrita e deixamos de lado esse importante elo da democracia. De dentro, os políticos pouco têm feito para arejar os partidos. A tecnologia pode ajudar os partidos a se aproximarem da vida social e, consequentemente, oferecerem melhores candidatos nas eleições, mais afinados com o eleitorado.

Um desejo que está solto aí na sociedade, e que explica as grandes manifestações de rua, é o desejo de atuar, de pertencer a grupos que tomam parte de decisões públicas. Não é só a minha opinião individual que eu quero que seja considerada – as enquetes não bastam. Quero fazer parte de um grupo que pensa, que debate, que tem conflitos, que decide, que escolhe líderes, que propõe uma visão para o país ou para a cidade. Quero estar em contato, por exemplo, com outros eleitores do deputado Jacyntho de Souza ou com os apoiadores do partido PRP da minha cidade. Quero fazer política e não apenas opinar. A tecnologia deve ajudar na democratização desses grupos, nos partidos ou nos mandatos, servindo à política e não buscando substitui-la.

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