Direto ao Esquecimento: jubileu digital ou censura?

Elza Maria Albuquerque - April 29, 2017 in direito ao esquecimento, transparência

Foto: Alexei Kuznetsov / (CC BY 2.0)

Por Heloisa Pait* No passado, o direito ao esquecimento era garantido pelo trânsito. Longas viagens, às vezes oceânicas, garantiam que nossa vida pregressa desse espaço a novas identidades civis ou religiosas. Como cidadãos das Américas que somos, a maioria de nós descende de homens e mulheres que, aportando em nossa costa generosa, deixaram para trás marcos de suas vidas que só lhes trariam problemas. Meu avô Miguel, por exemplo, tornou-se cidadão mineiro obtendo uma certidão de nascimento de Uberaba, distante 10 mil quilômetros de sua cidade natal Brichon. Converse com seus avós e ouvirá histórias parecidas… Hoje, a internet mantém a memória como o papel e ainda a leva a lugares inimagináveis. O gentil escrivão, a quem homenageio humildemente nesse texto, que autenticou a certidão de nascimento de meu avô paterno não teria a desculpa de não saber, com a internet ao seu alcance, que o bessarábio à sua frente era natural da Romênia. Talvez depois disso o jovem tivesse que voltar à sua terra natal, onde catástrofes maiores que a burocracia nacional o aguardavam. Mas ele ficou, pode conhecer minha avó e, daí por diante, vocês podem imaginar o que houve. Legalmente, ainda nos tempos bíblicos, formalizaram-se períodos em que dívidas e obrigações eram esquecidas, o que indica que esquecer sempre teve um lugar relevante em nossa ordem social. Há várias situações onde o passado se fecha a sete chaves. A mais conhecida delas é a dos crimes juvenis, que são apagados de registros oficiais depois que o jovem acerta as contas com a justiça. Não fazer isso seria condenar um menor a uma vida estigmatizada. Cada Estado tem sua forma de lidar com o passado dos cidadãos que se chocaram com ele, anistiando crimes ou suprimindo sua memória. Isso também pode ser questionado, como nas tentativas de revogar a Lei de Anistia no Brasil ou de aprovar a anistia ao caixa 2 eleitoral. O que lembramos? O que esquecemos? O que relevamos? Cabe a cada sociedade decidir, democraticamente, a partir de seus valores e ideias. Já a luta atual pelo direito ao esquecimento busca resguardar a história do indivíduo do acesso público e amplo (e não seus atos dos braços do Estado), dada a profunda penetração da internet em todas as áreas da vida humana. Estando ao alcance de todos, informações pessoais nos perseguem mesmo quando cruzamos oceanos e nos deparamos com gente que nunca antes nos viu ou ouviu. Uma leitura rápida no artigo sobre essa questão na Wikipédia mostra a complexidade do tema, onde se chocam o direito à informação e à privacidade do cidadão. Nesse caso, o Estado é apenas mediador desta relação, feita por canais de comunicação privados. Inúmeras batalhas jurídicas se desenrolam atualmente, até mesmo nos Estados Unidos, onde a liberdade de expressão tende a pesar sempre mais na balança. Uma delas, sobre o direito ao esquecimento na França, contestado pelo Google, é descrita nesse artigo e atualizada nesse. O direito ao esquecimento se restringe às fronteiras nacionais? Que tipo de informação pode ser coberta por esse direito? Quem decide e é responsável por essa privacidade temporal? Não vejo resposta fácil ou óbvia. Um homem público pode ter direito de apagar o rastro que seus mandatos anteriores deixaram na rede? Não parece razoável. Que dizer de um homem de negócios e suas falências passadas? Já soa mais ambíguo. Que dizer sobre acusações falsas de um governo ditatorial a refugiados políticos? Aí já começamos a simpatizar com os que querem limitar o acesso ao que se diz sobre eles, como provavelmente o faríamos com mulheres em relação a sua vida pessoal pregressa. Os críticos do direito ao esquecimento apontam que ele abre uma brecha para que empresas inidôneas apaguem seus rastros e, pior ainda, governos autoritários se blindem de críticas indesejadas. Ignoradas as fronteiras nacionais, essa blindagem global poderia se converter numa verdadeira censura, segundo os críticos. O pano de fundo destas batalhas são as diferentes ênfases aos direitos: ao direito individual à sua própria história e ao direito difuso que todos os cidadãos têm de se informarem. Trata-se de um dilema complexo que terá apenas solução provisória, sempre questionada nos tribunais. Parece-me um assunto intrincado, mas natural num mundo de informação abundante, cujas melhores respostas virão do exame de casos concretos, formando uma jurisdição relativamente racional e aceita globalmente, apesar das diferenças culturais. O direito ao esquecimento não me parece uma questão política, no sentido de que as respostas dadas pelos tribunais não têm, pelo que compreendi, poder para reforçar ou ameaçar democracias nacionais. Quando olhamos hoje ao redor do globo, com a catástrofe da Síria, o colapso social na Venezuela, o autoritarismo crescente na Turquia, as graves suspeitas que pairam sobre as eleições americanas, os desafios da União Européia que, com todos os seus problemas, tem mantido o continente em longa paz, para não falar de nossos próprios problemas domésticos, parece-me que vivemos uma grande crise que exige que resistamos, local e globalmente aos ataques à liberdade e à democracia, já que a inação pode ter sérias consequências. Onde resistir? Se aqui no Brasil a descrença na democracia vem de um Estado opaco e indiferente ao cidadão, temos que concentrar nossos esforços no reforço à legitimidade das instituições democráticas, aprimorando o diálogo com o cidadão e aumentando a transparência governamental – duas áreas nas quais a internet tem um grande papel. Nosso problema não é o Estado invasivo, detendo muita informação sobre o cidadão, coisa de governos totalitários. Também não é nosso principal drama que pessoas privadas saibam pouco de seus concidadãos, por conta de mecanismos como o direito à privacidade, nem muito, por conta de coletas indevidas de empresas. No Brasil, e provavelmente em toda a América Latina, nosso calcanhar de Aquiles é a relação do Estado com o cidadão, que não tem informações suficientes sobre aquele para organizar decentemente sua vida nem para lhe cobrar ações. É essa questão que pode ameaçar o funcionamento democrático no Brasil – o divórcio entre Estado e cidadão. E portanto é a essa questão que devemos dedicar nossos esforços. Olhando de longe, acredito que os Estados Unidos (e talvez a Europa também) devam refletir sobre o papel da internet na criação de bolsões de significado impenetráveis, como nos alertou Gilad Lotan em um artigo recente, que parecem ter um efeito muito maior na identidade do país do que se imaginava meses atrás. De qualquer modo, o desafio hoje parece ser o de construir – e rapidamente – pontes para o diálogo que sustenta nossos direitos fundamentais, e não tanto o de delimitar micro-direitos já que, como temos visto, eles podem ruir todos de uma só vez com o pontapé de um governante alucinado. Voltando às histórias de família, meu bisavô materno, ao contrário de meu avô, teve seu pedido de naturalização negado pela polícia varguista. Há coisas que a gente escolhe não esquecer…
*Heloisa Pait é Professora de Sociologia da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho e Conselheira Consultiva da Open Knowledge Brasil. Flattr this!

Plataforma facilita o envio de propostas para o Programa de Metas 2017-2020

Elza Maria Albuquerque - April 28, 2017 in campanha, Destaque, metas de são paulo

Arte com o panorama de casas, prédios, pessoas, bicicleta, ônibus, carro, caminhão de reciclagem e pessoas em um ambiente urbano. Em destaque, os dizeres Metas de SP.

Imagem de divulgação da plataforma de pressão sobre as Metas de São Paulo. Imagem: Divulgação / Cidade dos Sonhos.

Até o dia 30 de abril, os paulistanos poderão apoiar a inclusão de metas em Áreas Verdes, Mobilidade, Gestão de Resíduos e Energia Limpa na plataforma #MetasdeSP para que sejam incorporadas no Programa de Metas 2017-2020 da cidade de São Paulo. Instalação de painéis de energia solar em 70% das 1.500 escolas municipais e criação de 47 novos parques são algumas das metas que podem ser apoiadas. A plataforma é resultado do trabalho do projeto Cidade dos Sonhos, iniciativa da Purpose que conta com a colaboração de diversas organizações da sociedade civil. A Open Knowledge Brasil é uma delas. Grupos temáticos, de forma coletiva, revisaram as propostas da primeira versão do Programa de Metas relacionadas a Áreas Verdes, Energia Limpa, Gestão de Resíduos e Mobilidade. Essa análise gerou quatro documentos com sugestões que serão entregues à Prefeitura no final do período de consulta pública (disponíveis em http://bit.ly/rev_metas). No final de março, o Programa de Metas foi divulgado pela atual gestão da Prefeitura de São Paulo e está aberto para consulta pública durante o mês de abril. Segundo a Lei Orgânica do Município, o documento deve estabelecer um conjunto de ações estratégicas com indicadores e metas quantitativas com as quais o atual prefeito João Doria se comprometerá a cumprir nos quatro anos de sua gestão, priorizando as atividades em todos os setores da administração pública municipal e também em cada região da cidade.

Campanha

Para incentivar a participação da sociedade, uma campanha de redes sociais está sendo divulgada com as principais propostas da revisão, sempre com a hashtag #MetasDeSP. Também está sendo realizada uma série de 12 atividades presenciais em todas as regiões da cidade até o final do mês. Segundo Gabriela Vuolo, representante do Cidade dos Sonhos, o “objetivo é que a população tenha uma maneira mais fácil e lúdica de participação e se engaje nos vários pontos discutidos para a melhoria da cidade, já que as formas de participação oferecidas pela Prefeitura estão sendo pouco divulgadas e foram prejudicadas por um calendário de apenas 4 dias de audiências públicas.” O projeto Cidade dos Sonhos vem debatendo os temas de mobilidade, gestão de resíduos, energia limpa e áreas verdes com organizações da sociedade civil desde as eleições municipais de 2016. Em março deste ano, foram protocoladas propostas sobre cada um dos temas nas respectivas Secretarias Municipais. No começo do mês de abril, o grupo fez a análise da primeira versão do Programa de Metas apresentado pela Prefeitura e divulgou as propostas de revisão e inclusão de metas e linhas de ação. Fonte: Cidade dos Sonhos Flattr this!

Take aways from TicTec2017 – what happen when civic tech and research meet

Danny Lämmerhirt - April 28, 2017 in civic tech, research

This week mySociety held TICTeC 2017 in Italy, a conference to present and debate the impact of civic technology. The programme was very well curated, convening high-quality talks from theory and practice, while striking a balance between discussing fundamental questions and looking at practical solutions. All session notes are on a hackpad that was kindly prepared by g0v and the conference attendees. We sent Danny Lammerhirt, our research lead to attend and report how this connect to the Open Knowledge network. 
  I have to be honest, my fear was that fake news or elections would overshadow the conference. I am glad to report that it didn’t happen. However seeing Google and Facebook showcasing their civic applications to address these issues raised the questions of whether and how Silicon Valley will alter the landscape of civic technology (which is a topic for another post). TICTeC 2017 demonstrated how civic technology has matured. We have success stories and failures to share. Now we need to better connect our knowledge better and systematically develop strategies that are more realistic in addressing what we feasibly can do and how. Here are my four takeaways from TICTeC 2017: 1) We need to be realistic and honest about the (adverse) effects of civic technology Tiago Peixoto’s opening keynote showed that current aspirations of civic technology are not new. From the French Morse tower (semaphore) to the Internet – communication technology is heralded to bring about an Athenian Agora and more egalitarian modes of participation. Later Peixoto showed with the examples of prominent participation platforms like Change.org and FixMyStreet, that participatory tools may reproduce social inequalities, create their social dynamics, and allow for very specific participatory modes. Civic technology is a socio-technical system and may amplify social dynamics. Will it help the design of civic technology to be more attentive to these?   2) “Citizens”, “civil society”, “empowerment”, “public good” – we need to avoid clichés and name our actions precisely Language matters, but jargon is frequently used to describe whom platforms are designed for (“citizens”, “civil society”) or for what cause (“improving people’s lives”, “holding the government to account”, etc.). These slogans do not help the cause of civic technology. One session asked whom we exclude when designing apps for “citizens”? What about those who are no official citizens in a country? In traditional terms, citizenship is a relation between citizen and state. We may say that this binary is too narrow because many actors (including private sector) are nowadays part of the problem and the solution. Also treating our audiences under catch-all phrases like “civil society” overlooks the different interests and functions of members of civil society. Who gathers around similar matters of concern? What can we learn from these for our understanding of civil society?   A more thoughtful use of language may help to be more inclusive (to non-citizens), to more precisely naming the relationship between stakeholders, and also to expose existing real power relations (who holds power over what) more clearly. This is important not only for our own projects, but for the purpose of civic technology more broadly. Vague terms are easy to appropriate and colonise, and may lead to a loss of credibility and false expectations (as the history of the word empowerment shows).   3) Good strategy design requires more well-grounded theory, and less black/white thinking One session was a great example of the binaries in which we tend to think. It discussed the four levels of interaction between civic technology and government as convergence, collaboration, confrontation and conflict. This model is well known from political theory. However, it loses much of its usefulness if we don’t pay attention to the question of whom should interact with whom to gain which benefit.   The government is not one monolith but contains many different interests across hierarchical levels and departments. Sometimes one agency may be supportive of an application, while another one is not. Our own partisanship should not blind us from these nuances. We need to document the mutual benefits across our stakeholders more precisely. For whom is what technology useful and why? These questions could help design more meaningful and actionable technologies.   4) The need to better share and connect our learnings TICTeC is an excellent venue for practitioners and theorists to come together and exchange ideas. It is satisfying and sobering at the same time, that we hit similar obstacles, and have the same success stories to share. But there is a need to better connect our learnings, not only in venues like TICTeC, but also as routine part of our work.   Some participants mentioned that local tech communities might shy away from consulting longer established organisations. I’m not sure how much of a problem this is in reality. But it shows that our scene might be cluttered. We should find a way how newcomers and smaller groups can tap into existing open source solutions and profit from the learnings of others. A well-grounded and shared evidence base is urgently needed, as Christopher Wilson tweets: Overall, whilst TICTeC did not answer the big questions, it clearly laid out important next steps that civic technology needs to take. These might not directly change the world into the open Agora we dream of. Nevertheless, they would allow to manage expectations, inform more strategic thinking, enable to reflect the effects of our projects, and facilitate a replication of our success stories.

19. Mai 2017: Hackathon zum Thema “Pädagogik” in Siders

murielstaub - April 28, 2017 in Allgemein, Daten, event, Sierre

Am Freitag, dem 19. Mai 2017 organisiert unser Vorstandsmitglied Alexandre Cotting und das Institut für Wirtschaftsinformatik der HES-SO Valais-Wallis einen Hackathon zum Thema “Pädagogik” in Siders

Diese interdisziplinäre Veranstaltung stellt die Innovation ins Zentrum und bringt Pädagogen, Informatiker, Designer und andere Interessierte zusammen. Es ist das Ziel, das Prototypen und Tools zur Unterstützung der Pädagogik entwickelt werden.

Bist du interessiert ? Die Veranstaltung ist öffentlich. Die Teilnahme ist kostenlos. Aus organisatorischen Gründen bitten wir dich, mit dem folgenden Link eine Einschreibung vorzunehmen: https://www.eventbrite.fr/e/billets-hackedu-32946269178.

Für mehr Informationen kannst du einen Blick auf unsere Webseite werfen: www.hevs.ch/hackedu.

Wir freuen uns, dich am Hackathon zu begrüssen und zusammen einen interessanten und lehrreichen Tag zu verbringen.

The Burning Stable (1896)

Adam Green - April 27, 2017 in biograph, edison, fire

A remarkable short, most likely staged, showing a stable on fire with horses being rescued and humans fleeing.

Open Knowledge Brasil e DAPP lançam Índice de Dados Abertos para Brasil

Elza Maria Albuquerque - April 27, 2017 in Dados Abertos, Destaque

Com uma pontuação de 65%, país ocupa no 9º lugar em ranking mundial e lidera entre nações da América Latina Nesta quinta-feira (27/04), a Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP) e a Open Knowledge Brasil (OKBR) lançam a edição anual do Índice de Dados Abertos Brasil (ODI, na sigla em inglês). O levantamento é uma ferramenta de avaliação e identificação de gargalos, de forma a orientar a administração pública em relação ao aprimoramento de suas políticas de dados abertos. Ao todo, foram analisadas, a partir de nove critérios, 15 dimensões relacionadas a temas como gastos públicos, meio ambiente e legislação. O país alcançou, no balanço geral, pontuação de 65%, o que o coloca em nono lugar no ranking mundial, uma posição antes dos Estados Unidos. Numa comparação entre os países da América Latina, o Brasil lidera. No entanto, a pontuação geral indica que ainda há muito espaço para aprimoramentos. Apenas seis — ou 40% — dimensões do índice receberam a nota total, ou seja, foram consideradas totalmente abertas: orçamento público, resultados eleitorais, mapas nacionais, estatísticas socioeconômicas, leis em vigor e atividade legislativa. Já para três dimensões pesquisadas, não foram sequer encontrados bancos de dados públicos: localizações, qualidade da água e propriedade da terra. O problema mais recorrente encontrado no conjunto de datasets foi a dificuldade de se trabalhar os dados e, em segundo lugar, a não disponibilização da base de dados completa para download. Isso indica que os órgãos responsáveis pelas informações talvez não tenham a compreensão de que a facilitação do processo de edição e manipulação dos dados é também sua responsabilidade e parte importante da transparência. Três dimensões não apresentaram qualquer gargalo, seja em relação à usabilidade, seja em relação ao seu processo de disponibilização: estatísticas socioeconômicas, mapas nacionais e orçamento público. No extremo oposto, a dimensão qualidade do ar apresentou problemas em quase todos os critérios da avaliação. Com isso, a FGV/DAPP e a OKBR sinalizam recomendações, com base nos resultados preliminares do levantamento: Em primeiro lugar, identificamos a necessidade de sincronização do modo de provimento dos dados em todas as dimensões, de forma a parametrizar a qualidade do serviço de disponibilização dos dados entre os diferentes órgãos. Para isso, é importante determinar estratégias de atuação para cada unidade de acordo com um manual de orientação geral que pode ser gerado com insumos deste mesmo relatório. Recomendamos, adicionalmente, a criação de formas inovadoras de apresentação das informações, por meio da criação de uma metodologia de visualização de dados. Esta ação deve contribuir significativamente para melhora da usabilidade das bases no escopo nacional, além de reforçar a posição de liderança no Brasil no que diz respeito ao avanço da política de transparência. Em síntese, acredita-se que essa iniciativa pode ter uma série de benefícios, tanto internamente quanto externamente à administração pública. Internamente, porque o próprio processo de abertura de dados cria um mecanismo de cobrança interno para resultados das diferentes unidades, o que contribui para uma maior eficiência da gestão pública. Além disso, a abertura de dados permite que os cidadãos possam contribuir de diversas formas, seja com análises, controle social, criação de aplicativos, replicação da informação, entre outras, o que acaba por tornar a gestão mais eficiente ao congregar esforços por meio da participação da sociedade. Por outro lado, há também benefícios externos: a administração passa a ser vista como mais accountable aos seus cidadãos. Além dos ganhos de imagem, a possibilidade de se tornar referência internacional em dados abertos, contribui positivamente para o advocacy da questão da transparência em outros países.
>>> Confira o relatório na íntegra.
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Donner envie d’apprendre et de réussir, valoriser les capacités, aider aux devoirs, trouver un stage de 3è etc : ce qu’a révélé l’expédition de données sur le thème de la relation parents-école pendant les années collège.

Samuel Goeta - April 27, 2017 in école des données, open knowledge France

Donner envie d’apprendre et de réussir, valoriser les capacités, aider aux devoirs, trouver un stage de 3è etc : tout autant de besoins exprimés faisant écho à l’expérience d’une quinzaine de parents présents à l’expédition de données sur la thématique de la relation parents-école pendant les années collège. Ce samedi 22 avril 2017, au Centre Social Espace Torcy situé dans le quartier de Marx Dormoy du 18è arrondissement de Paris, l’École des Données a rencontré une quinzaine d’habitant.e.s du quartier, venu.e.s participer à l’expédition de données. Cette troisième expédition de données du cycle mené dans le cadre du partenariat avec la Caf de Paris, s’est déroulée toute la journée de 10h à 17h autour d’activités visant à comprendre les besoins et les priorités des parents face à la vie et l’épanouissement de leurs enfants au collège. 15  Le nombre de participant.e.s à l’expédition Les personnes participant à l’expédition ont des enfants scolarisés dans tout le quartier : collège Aimé Césaire, Marx Dormoy, Daniel Mayer ou Saint Vincent, et venaient pour la plupart partager leurs expériences et leurs difficultés face au suivi de la scolarité, des relations avec le collège, la présence requise, l’aide aux devoirs, ou encore la motivation des enfants à étudier. Ces pères et ces mères sont venus avec l’envie de rencontrer d’autres personnes, d’échanger et de dénoncer certaines situations qui leur posent problème. 3  Le nombre d’heures passées à recenser et exprimer les besoins L’expédition de données s’est déroulée sur une journée, de 10h à 17h et a été rythmée par plusieurs activités dont de nombreux débats et discussions. Citons les principaux thèmes abordés :
  • La difficile relation avec l’administration et l’équipe éducative du collège. Par manque d’ouverture des établissements, la prise de rdv en avance obligatoire même pour des problèmes mineurs.
  • Être seul.e et élever son enfant. Être présent.e auprès de ses enfants malgré le travail. Trouver du temps pour les accompagner.
  • Baisse des résultats scolaires. Que faire pour les aider et les encourager ?
  • La valorisation des capacités des enfants.
  • Les difficultés à utiliser “pronote”, le logiciel de suivi de scolarité utilisé dans les collèges
  • Trouver des bons stages de 3è demande souvent d’avoir des relations.
  • Peu d’espace de vie à la maison (les familles vivent dans de petits espaces, souvent communs, peu propices à la concentration lors des devoirs)
  • Comment assurer l’indépendance des associations qui agissent dans le quartier et dans certains collèges pour l’aide aux devoirs par exemple
Quelques verbatims : Comment impliquer davantage les parents dans la compréhension de la scolarité :
Comment faire pour que les familles se sentent concernées par les études de leurs enfants et que le collège soit perçu comme un vecteur de réussite, un tremplin pour l’avenir? De nombreux parents ne parlent pas bien français et ne comprennent pas le fonctionnement du système. Ils sont parfois désarçonnés par la complexité du système administratif et éducatif, et beaucoup d’entre eux ne connaissent pas leurs droits

Le collège n’apprend pas comment aider les parents, ils ont besoin d’être soutenus.” Je n’ai pas été préparé à la transition entre école primaire et collège. En particulier les relation avec le personnel éducatif. Comment former et aider à utiliser les logiciels de suivi de scolarité Beaucoup de parents ne savent pas se servir d’internet, et éprouvent beaucoup de difficultés à utiliser Pronote, le logiciel qui intègre les notes, les absences, et permet de dialoguer avec l’administration éducative. Ils se sentent exclus. Discrimination, inégalités, démotivation Le problème c’est que les enfants sont rabaissés. On ne les met pas en avant dans le 18e. Ils n’ont plus envie. Ils pensent qu’il n’ont pas d’avenir. Mon enfant de 10 ans me dit que parce qu’il est noir, les autres ne veulent pas jouer avec lui. Il faut donner envie de réussir.” “Le problème, c’est quel exemple ont leur donne Les lycées qu’on propose à nos enfants après la 3è sont uniquement des lycées professionnels et jamais de lycées généraux. Les métiers scientifiques ont leur dit que ce n’ait pas fait pour eux. Parce qu’ils habitent porte de la Chapelle… C’est horrible. Harcèlement Mon enfant a vécu une histoire de harcèlement. Le fait que la prof l’ai repéré ca a aidé. Des fois ils faut vraiment l’aide d’une tierce personne. La situation s’est calmée grâce à la bienveillance de la professeure.” 18  Le nombre de besoins exprimés
  1. Montrer les perspectives d’avenir.
  2. Faire intervenir une personne extérieure (pas forcément un professionnel)
  3. Intégrer les parents dans la vie du collège
  4. Restaurer la confiance en soi et surmonter les complexes (côté enfant)
  5. Oser parler et prendre la parole (coté parent)
  6. Sortir les enfants de la maison et trouver de nouvelles activités extérieures
  7. Trouver des lieux et des personnes pour aider au devoir
  8. Pouvoir choisir un collège
  9. Comprendre ce que pense et vie mon enfant
  10. Savoir ou se trouve mon enfant
  11. Lutter contre les discriminations et les préjugés
  12. Trouver du temps pour aller aux réunions
  13. Rester présent en travaillant
  14. Trouver un stage
  15. Apprendre à se servir des outils numériques (pronote)
  16. Corriger les informations sur la scolarité
  17. Garantir la sécurité de mon enfant
  18. Prévenir et arrêter le harcèlement
1   Spectrogramme produit pour classer l’importance des besoins Une fois que chaque besoin a été clairement identifié par les participant.e.s,  chacun.e “note” sur une échelle d’importance allant de 1 à 5 (1 étant le moindre degré d’importance et 5 le plus élevé) chaque besoin suivant son expérience personnelle. La visualisation réalisée est appelée spectrogramme : Une fois chaque « vote » exprimé, voici comment nous pouvons représenter la liste des besoins triée en fonction de leur importance accordée par les participant.e.s :     20   Le nombre d’initiatives financées par la Caf recensées dans le quartier  Repérer l’offre d’accompagnement existante aux relations avec le collège et à la vie au collège dans le 18ème arrondissement était un des objectifs annoncés pour cette expédition de données. Une carte de ces lieux a été préparée et imprimée (source des données : CAF, lieux de médiation et familiale et REAAP) Légende :     Voir la carte > https://github.com/datactivist/CAF/blob/master/livrables/carte_18.png Umaps > Carte enrichie    

Paljon on avattu dataa, vaan mistä tehdään rahaa?

Raimo Muurinen - April 27, 2017 in 6aika, avoimuus, avoin, avoin data, blog, businss, Data, Featured, liiketoiminta, okffi, okfi, Open Knowledge, open knowledge finland, tieto

Tieto on aarre. Aarrekartta tiedon luokse.

Avoimen datan kartoituksessa etsitään tiedosta tehtyjä aarteita. (Kuva on CC-lisensoitua kuvapankkimateriaalia, eikä sen tekemisessä ole käytetty julkisia varoja)

Viitisen vuotta sitten Suomessa oli valloillaan todellinen avoimen datan hype. Uudet paremmat palvelut olivat tiedon vapauttamisen puolestapuhujien ensisijainen myyntiargumentti. Julkinen hallinto tarttui myös toimeen ja asian edistämiseen on sijoitettu ainakin seitsemännumeroisia summia. Suurimmat kaupungit, yliopistot ja monet muut julkiset organisaatiot ovat avanneet tietojaan vapaaseen käyttöön. Mutta ovatko yritykset ehtineet jo hyödyntää uusia aineistoja liiketoiminnassaan?   Open Knowledge Finland kartoittaa avoimen datan käyttöä liiketoiminnassa 6Aika-strategian Avoin data ja rajapinnat -kärkihankkeen toimeksiannosta kevään aikana. Parhaat esimerkit erilaisista palveluista, innovaatioista, sovelluksista ja yrityksistä tullaan julkaisemaan databusiness.fi -sivustolla toukokuussa. Hyviä kokemuksia haetaan niin kotimaasta kuin rajojen ulkopuolelta. Projektissa työskentelevät projektipäällikkö Raimo Muurinen sekä asiantuntijat Kari A. Hintikka ja Mikael Seppälä. OKFI:n toiminnanjohtaja Teemu Ropponen avustaa myös projektia.   “Sellaiset palvelut ja käyttötavat kiinnostavat, joita voisi soveltaa Suomessa, nyt tai tulevaisuudessa” sanoo kärkihankkeen vetäjä Matti Saastamoinen. “Pyrimme tarjoamaan näyttöä hyvistä mahdollisuuksista sekä datan hyödyntäjille että tuottajille”   Avoimen datan liiketoimintalupauksen toteutumisen perään on jo ehditty kysellä. Esimerkiksi Ville Peltola kirjoitti pari vuotta sitten, että alalla on suhteellisen vähän startupeja, koska julkinen hallinto on avannut lähinnä staattisia datasettejä jotka eivät kiinnosta kehittäjiä. Tulevaisuus näyttää hänen mukaansa kuitenkin paremmalta, kun jatkuvasti päivittyviä datavirtoja tulee enemmän tarjolle.   Peltolankin esiinnostama liikennedata on edelleen hyvä esimerkki. Liikennevirasto ja HSL tekevät parhaillaan pohjatyötä alan ekosysteemin mahdollistamiseksi avoimien rajapintojen ja avoimen lähdekoodin avulla. Otsikoissa onkin näkynyt erilaisia avauksia liikkuminen palveluna -liiketoiminnan ensi askeleista.   Vielä laajempaa yleisöä koskettaa julkinen päätöksenteko, johon liittyviä aineistoja on avautunut ja avautumassa lähiaikoina. Avoin data ja rajapinnat -hanke on työskennellyt Suomen suurimpien kaupunkien päätösdatan avaamiseksi Helsingin pioneerityön pohjalta. Ensi alkuun on julkaistu päätöstietoja rakenteisessa muodossa Oulusta ja Vantaalta, sen jälkeen seuraavat muut 6Aika-kaupungit.   Kaupunkien lisäksi valtiotason päätökset ovat jo osittain avattu. Eduskunta on saanut oman rajapintansa rajoitettuun koekäyttöön pitkän odotuksen jälkeen. Lakikokoelma Finlex tuli tarjolle linkitettynä avoimena datana Aalto-yliopiston tutkijoiden ansiosta viime vuonna.   Kartoituksessa tarkastellaan myös avoimen datan liiketoiminnan ansaintamalleja. Pohjana hyödynnetään Matti Rossin tutkimukseen pohjautuvaa viiden ansaintamallin jaottelua. Sen mukaan yksi yleinen liiketoimintamalli on datan poiminta ja paketointi uudelleenkäyttö- ja myyntikuntoon muutetussa muodossa.   Menestyksekkäiden businesscasejen lisäksi huomioidaan yhteiskunnallisesti merkittävät tavat hyödyntää avointa dataa. Avoimen datan myyntipuheeseen ovat nimittäin kuuluneet säästöt hallinnon tehostumisen ansiosta sekä demokratian vahvistuminen.   Paljonko rahaa avoin data on sitten tuonut tai säästänyt? Se on valitettavasti liian suuri kysymys selvitettäväksi tässä yhteydessä, vaikka tietysti sitäkin kiinnostavampi. Ennen kesälomia tiedämme kuitenkin minkälaista liiketoimintaa avoimella datalla tehdään jo nykysin, ja mitkä aineistot ovat osoittautuneet käyttökelpoisimmiksi. Samalla voi saada vinkkiä siitä, mitä kannattaisi avata seuraavaksi. Showcaseja esitellään Mitä data mahdollistaa matkailualalla -tapahtumassa Allas Sea Poolilla Helsingissä 23.5.2017. The post Paljon on avattu dataa, vaan mistä tehdään rahaa? appeared first on Open Knowledge Finland.

Technarium hackerspace celebrates Open Data Day in Vilnius, Lithuania

Egle Marija Ramanauskaite - April 27, 2017 in Open Data Day

This blog is part of the event report series on International Open Data Day 2017. On Saturday 4 March, groups from around the world organised over 300 events to celebrate, promote and spread the use of open data. 44 events received additional support through the Open Knowledge International mini-grants scheme, funded by SPARC, the Open Contracting Program of Hivos, Article 19, Hewlett Foundation and the UK Foreign & Commonwealth Office. This event was supported through the mini-grants scheme under the Open Research theme. Open Data Day was celebrated for the first time at Technarium hackerspace (Vilnius) this year, with not one but two amazing events! The morning part – Open Data Hackathon – kicked off with the Vilnius City Council, who brought some pizzas & told us all about the open data work they do. Vilnius has recently become a hotspot of open data in Lithuania, as the council elected in 2015 has made it one of its top priorities. Council representatives demonstrated the Open Vilnius website, open data repository on GitHub, as well as the recently created opendata.lt portal, which was “fired up” in one weekend by one of the advisors of the mayor – Povilas Poderskis, an open data & IT expert. The portal has an exciting background story, as it was inspired by a 2.8 mln euros worth project for a national open repository, but was created in a few hours by Povilas entirely voluntarily, by purchasing a server and installing CKAN open source software. The portal now serves as an “unofficial national open data repository”, but is used by an increasing number of institutions under their own initiative or by encouragement from the Vilnius City Council. According to Povilas Poderskis, the main goal of encouraging institutions to open up their data is transparency:
Open data ensures that mistakes, misuse and corruption are revealed sooner rather than later, persons responsible for abuse of power lose their positions, thus bringing positive change that affects everyone. – Povilas Poderskis

The city council representatives shared some success stories of open data use at a national level, including Lithuanian Road Administration, National Health Insurance Fund and others, and Vilnius-specific issues, such as opening up the kindergarten registry so citizens can better plan their applications, and Tvarkau Vilnių – an app that allows you to submit problems you see around the city, which are then displayed on a public map and passed to appropriate institutions. Then a group of hackers took the challenge of hacking the open city data for the rest of the afternoon and came up with a couple of creative visualizations & tools, including an application that connects streets names with the areas of the city they’re in (very handy!), analysis of registered cats and dogs (suspiciously, about twice as many dogs are registered than cats, suggesting cat owners might be skipping this responsibility!) and other tools which are still in progress and will be reported on via Technarium blog!

Participants at the event

In the evening we held a separate event – Café Scientifique: Opening up YOUR research data – aimed at researchers of various disciplines. We had two fantastic speakers: Michael Crusoe, one of the founders of the Common Workflow Language (CWL) project, and Vida Mildažienė, a biochemist at Vytautas Magnus University. Michael gave an engaging talk about the general purpose of communicating the scientific process clearly, and how having a shared specification make it easier for scientists to share their workflows, especially in data-intensive fields, such as bioinformatics, and highlighted the importance of doing so to enable greater reproducibility & usability of research data.

Michael Crusoe, co-founder of the Common Workflow Language (CWL) project leading a presentation.

Quite a few participants insisted on a demo of CWL after the talk, and that is what they got! :)

Michael Crusoe, demonstrating the Common Workflow Language (CWL) project to some participants

Next, Vida spoke about the state of open science in Lithuania for education & for society. She took us through the different science communication efforts and events that are ongoing or have been organised in the past in Lithuania and highlighted some cultural problems we are still facing with respect to connecting science and the society. Vida also shared some local citizen science projects that are brewing, and highlighted hackerspaces as places for open science to organically occur!

Vida Mildažienė, a biochemist at Vytautas Magnus University leading a discussion on open science in Lithuania.

After the talks we engaged in an important discussion regarding open science in Lithuania, and tried to answer these questions: It was especially helpful to have Michael in the audience – someone who knows open science as it applies to the international scene, but also new to Lithuania, and can, therefore, ask insightful questions! We discussed the general difficulty of getting researchers to share their data – the time it takes, the fear of sharing their ideas and results prematurely in case they get “scooped”, which are problems familiar across the world. We also raised the question of whether there is enough information about open science and its methods in Lithuania, as, e.g. people seem oblivious about pre-publishing or other alternative methods of sharing in the scientific process, or even national open research data repositories. On the other hand, since the concept of open science is reaching us a bit later, we have a chance to do it right the first time, by learning from mistakes already made! The event was filmed by a grassroots science popularisation show called Mokslo Sriuba (“Science Soup”), and will be reported on Mokslo Sriubos TV on Youtube soon!  

Wahlsalons 2017

Fiona Krakenbürger - April 27, 2017 in Uncategorized

Dieses Jahr steht der Schwerpunkt von Code for Germany ganz im Zeichen von Wahlen, Politik und Demokratie

Wahlen und Technik

Im Herbst diesen Jahres finden die 19. Bundestagswahlen statt. Zu diesem Anlass nehmen wir uns dieses Jahr das Thema Wahldaten und Wahlen als Schwerpunkt vor. Wir wollen nützliche und informative Tools rund um die Wahl entwickeln und mit Offenen Wahldaten arbeiten. Dafür organisieren wir die Wahlsalons in Berlin und Köln. Es gibt zahlreiche Möglichkeiten, Code und Design zum Thema Wahlen einzusetzen: Vom Wahllokalfinder über den Wahl-o-maten und informative Seiten wie Abgeordnetenwatch bis hin zum Faktenchecker - rund um Wahlen, Politik und Parteien gibt es eine Vielzahl an nützlichen Einsatzmöglichkeiten für Code und Design. Websites und Anwendungen können dabei helfen, Informationen besser aufzubereiten und zugänglich zu machen. Auf Basis von offenen Daten können Civic-Tech-Tools entstehen, die Wählerinnen und Wähler besser informieren, sie zur Beteiligung anregen und spannende Zusammenhänge und Einblicke darstellen. Für die 19. Bundestagswahl wollen wir in den OK Labs genau daran arbeiten. Das Thema Wahlen und Wahldaten bewegt die OK Labs von Code For Germany schon seit längerem - schon 2013 organisierten Open Data-Aktivisten aus Köln das Event Wahldatenhelfer, ein Hackathon rund um die Bundestagswahl. Im Rahmen von Code for Germany waren ebenfalls früh Projekte rund um Wahldaten vertreten, beispielsweise im OK Lab Münster. Ende letzten Jahres vernetzten sich dann erste Interessierte aus den Labs miteinander und mit Akteuren aus Journalismus und Politik. Mit den Wahlsalons wollen wir die Zusammenarbeit und Vernetzung zwischen Labs, Zivilgesellschaft, Journalismus und Politik weiter fördern.

Die Wahlsalons

In Zusammenarbeit mit Google organisieren wir in drei solcher Städten Wahlsalons. Im ersten Wahlsalon in Berlin findet ein Kickoff statt. Hier können Projekte vorgestellt und gestartet werden. Neben Inputs von spannenden Speakerinnen wird es auch Zeit für’s praktische Arbeiten geben. Nach sechs Wochen findet in Köln ein Checkin statt, Gastgeber sind das OK Lab Köln und unsere Partner vom hack.institute die schon 2013 den Wahldatenhelfer-Hackathon organisiert haben. Auf dem Checkin berichten wir über Zwischenstände und weitere Schritte. Im September findet dann die Projektpräsentation in den Räumlichkeiten von Google in Berlin statt. Ab heute könnt ihr euch für das Event in Berlin anmelden. Eingeladen sind alle, die Projekte im Gepäck haben und Mistreiterinnen suchen, am Thema interessiert sind und sich gerne mit anderen Akteuren vernetzen wollen. Wir freuen uns auf euch!