You are browsing the archive for Open Knowledge Brasil.

A Open Knowledge Brasil busca novo gerente para o Programa de Tecnologia Cívica

- February 14, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

Já pensou em aplicar seus conhecimentos técnicos em projetos de empoderamento cívico como Serenata de Amor, Querido Diário e Gastos Abertos? Se curte a ideia, venha trabalhar com a gente. Estamos com uma vaga aberta em nosso programa de inovação cívica. Confira a seguir o job description:

Descrição da vaga

Como Gerente do Programa de Inovação Cívica, o(a) profissional vai liderar projetos de tecnologia cívica na Open Knowledge Brasil, sendo o(a) principal responsável por desenvolvimento de produtos e gerenciamento de equipes de tecnologia. Principais atividades/responsabilidades
  • Propor e coordenar projetos de tecnologia, com foco em ampliar transparência, participação social e empoderamento cívico
  • Gerenciar os projetos aprovados, garantindo o cumprimento dos entregáveis acordados em cada um deles dentro do prazo estabelecido
  • Executar e colocar em produção alguns desses projetos, liderando times de desenvolvimento
  • Elaborar e implementar métricas de monitoramento e impacto para o programa
  • Representar a Open Knowledge publicamente e cultivar relações com organizações parceiras e colaboradores

Especificações do profissional

Estamos procurando um profissional automotivado, organizado e com excelentes habilidades técnicas. A pessoa deve se sentir confortável trabalhando com diversos projetos ao mesmo tempo, ter iniciativa e saber se comunicar com o público geral. Familiaridade com métodos ágeis é um requisito. Os projetos mais recentes da Open Knowledge usam Python como linguagem para o backend, coleta, tratamento e análise de dados, bem como para automações. Usamos muito Docker também, principalmente na infra-estrutura da DigitalOcean. O conhecimento dessas tecnologias e plataformas é essencial. Experiência de participação em comunidades open source e administração de projetos em organizações não governamentais será considerada um diferencial. É necessário saber se comunicar bem em inglês e/ou espanhol. Dedicação: 35h/semana Local: Preferencialmente São Paulo (há possibilidade de trabalho remoto) Salário: A combinar, proporcional à experiência para o cargo

Instruções para Candidatura

Envie e-mail  até o dia 28 de fevereiro para contato@ok.org.br, com o assunto “Vaga Programa Tecnologia Cívica”, contendo as seguintes informações:
  • currículo
  • link no github para projetos realizados
  • pretensão salarial
  • carta de apresentação (tamanho máximo: 2000 caracteres) indicando sua motivação para trabalhar na Open Knowledge e, se houver, seu envolvimento com comunidades de código aberto.

Sobre a Open Knowledge Brasil

A Open Knowledge Brasil (OKBR) é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos e apartidária, fundada em 2013, que representa oficialmente a Open Knowledge Internacional no país. A Open Knowledge Brasil utiliza e desenvolve ferramentas cívicas, faz análises de políticas públicas, oferece treinamento em produção e uso de dados abertos e promove o conhecimento livre para tornar a relação entre governo e sociedade mais transparente e para promover uma participação política mais efetiva e aberta. Durante a última década, a Open Knowledge tem desempenhado um papel-chave no fortalecimento do ecossistema global de dados abertos e transparência governamental. Seu portfólio inclui: CKAN, o software livre para catálogo de dados abertos mais bem sucedido mundialmente; Escola de Dados, uma rede global comprometida com o avanço do uso de dados para resolver problemas reais em prol de sociedades mais conscientes, sustentáveis e justas; Índice Global de Dados Abertos, metodologia de avaliação que fornece uma visão abrangente do estado da publicação de dados governamentais abertos no mundo; Serenata de Amor, um dos mais populares projetos brasileiros de uso de dados governamentais para controle social dos gastos públicos.  

Política de igualdade e diversidade

A Open Knowledge está comprometida com a promoção da igualdade e da diversidade, valores centrais para a organização. Valorizamos o trabalho de funcionários e colaboradores e construímos um ambiente de trabalho respeitoso e construtivo para todos independente de deficiência, nacionalidade, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, raça, idade, religião/crença ou quaisquer outras características pessoais. Flattr this!

Assine o Semanário OKBR, nossa curadoria semanal sobre os temas da instituição

- February 5, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

  • Texto por Pedro Vilanova
A Open Knowledge Brasil lançou uma novidade: o Semanário OKBR. Diferente das outras newsletters que já produzimos até hoje, o Semanário traz uma curadoria semanal sobre diversos temas afins da instituição e dos seus seguidores. A ideia é informar e enriquecer os debates. Os temas englobam governo aberto, educação e ciências abertas, tecnologias cívicas e inovação política. Tudo em uma coletânea de matérias, links, textos autorais e outras formas de conteúdo produtivas para manter os seguidores em dia com as novidades da semana. O Semanário é uma produção de quem faz inovação cívica e voltado para quem faz, tem interesse ou trabalha com isso. Com essa curadoria, acreditamos que podemos aproximar as pessoas e levar conteúdo de qualidade para nos inspirarmos, discutirmos e criarmos soluções novas nas nossas áreas de interesse. A newsletter é totalmente gratuita e para participar basta se inscrever aqui. Flattr this!

Open Data Day  2019

- January 25, 2019 in Dados Abertos

* Texto por Pedro Vilanova. O Open Data Day é um momento anual onde todo o mundo debate e promove, por um dia, o uso de dados abertos. Em geral, acontecem eventos, workshops, fóruns online, hackatons e todo o tipo de atividade usando informação livre. O intuito da data é incentivar governos, empresas e a sociedade civil a usarem dados abertos em suas iniciativas. Em 2019, o evento acontece pela nona vez. Este ano, a data escolhida foi o dia 2 de março, sábado, e as 3 áreas chave de discussão são: rastrear fluxo de dinheiro público, mapeamento aberto e desenvolvimento igualitário. O público do Open Data Day é bastante diverso: servidores públicos, desenvolvedores, designers, advogados, estatísticos e demais cidadãos interessados. Não é preciso ter uma formação específica para fazer parte. O importante é participar. Por que usar dados abertos? No Brasil, de acordo com a Lei de Acesso à Informação (LAI), os dados abertos devem ser gratuitos, acessíveis e legíveis por máquina. Isso por si só facilita o trabalho de quem quer explorar boas bases de dados sem precisar desembolsar nenhum centavo. Mas o uso de dados abertos vai muito além. O uso de dados abertos promove a transparência, pelo fato dos dados da gestão pública estarem disponíveis. Depois, quanto maior o uso de dados abertos, mais relevância eles têm e, por isso, mais dados disponíveis tendemos a ter. Isso aumenta muito a área de atuação em open data, movimentando a ciência e o conhecimento livre em diversos setores, o que implica diretamente em cidades e sociedades mais inteligentes. É possível usar dados abertos em mobilidade urbana, segurança pública e educação, por exemplo. Onde acontece o Open Data Day? O Open Data Day é um evento global. São centenas de cidade por todo o mundo que participam de forma simultânea promovendo atividades gratuitas para a comunidade. Mais próximo da data, você pode acompanhar a lista dos eventos nesse link. Por que participar do Open Data Day?
  1. Muitos eventos: por se tratar de um dia especial, a comunidade promove eventos gratuitos em diversas cidades, facilitando para quem quer ter acesso a conteúdos legais. Sem contar que muitas dessas atividades são gravadas, então é possível ter acesso a várias delas depois. Só que vale lembrar da importância de ir pessoalmente a alguns dos eventos prestigiar.
  2. Muita gente envolvida: o Open Data Day movimenta muito a comunidade. Com isso, é uma data muito oportuna para conhecer pessoas com trabalhos relevantes. É o dia que aquela galera que todo mundo admira está ali palestrando ou disponível para bater um papo sobre áreas do conhecimento. Uma ótima oportunidade para networking.
  3. Um ótimo começo: se você nunca participou de eventos da comunidade, essa é uma bela chance de começar. Como o público é plural, há atividades para todos os níveis técnicos.
  4. Sociedades melhores: como falamos ali em cima sobre os temas, participar do Open Data Day é possibilitar o desenvolvimento de projetos que impactam nossas vidas. Seja escrevendo código, divulgando ou apoiando as iniciativas, vale a pena se envolver nisso.
  5. Um movimento global: estar no Open Data Day é sua chance de fazer parte de uma iniciativa que move milhares de pessoas por todo o mundo. Vamos juntos aumentar o impacto do trabalho com dados abertos.
Quer fazer seu evento? A Open Knowledge pode te ajudar de duas formas. A primeira é para quem quer fazer o seu próprio evento e movimentar a comunidade local, mas precisa daquele empurrãozinho financeiro. Você pode se inscrever para os nossos mini grants, que podem dar até US$ 300 para ajudar a custear a sua iniciativa no Open Data Day. Você pode conferir um pouco mais nesse link. Agora, se você já conseguiu organizar seu evento e precisa de uma forcinha na divulgação, conte com a gente. Mande o seu evento, com os detalhes, que nós usaremos a nossas redes para levá-lo a mais pessoas. E se você quer estar nesse movimento como participante, nossa dica é: fique de olho na divulgação e se programe para não perder nenhuma das atividades do Open Data Day 2019. Flattr this!

Justa: um projeto para analisar as barganhas entres os 3 poderes

- January 22, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

  • Texto por Pedro Vilanova
Você com certeza sabe ou já ouviu falar que o Brasil é regido por três poderes: o Legislativo, que cria leis que valem para todos os brasileiros, o Executivo, que administra o país tendo como base essas leis e o Judiciário, que julga baseado nessas leis. A ideia é que cada um desses poderes atue de forma independente, porém conectados, como se fossem uma engrenagem. Assim, um é capaz de regular o outro e evitar excessos ou uma sobreposição de um ao outro. O problema é que o mesmo mecanismo desenvolvido para garantir que o sistema funcione de maneira coesa, sem abuso de poder, também facilita a troca de favores. O toma lá, dá cá. Ou uma excessiva politização da Justiça ou judicialização da política. Foi para entender um pouco mais como esse mecanismo funciona na prática no âmbito estadual que o Justa, projeto do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, foi criado. Para identificar quando as mútuas interferências entre os poderes deixam de servir à democracia e aos direitos da população e passam a refletir apenas benefícios para seus próprios membros. O projeto nasceu a partir de uma tese da Luciana Zaffalon ao observar as relações entre os poderes no estado de São Paulo. Agora, em parceria com a Open Knowledge, ele será expandido e ganhará uma maior sofisticação no tratamento e análise de dados para outros estados. Como faremos isso? Com tecnologia. O principal desafio do projeto está na obtenção dos  dados públicos necessários para que se possa observar as interferências políticas no Judiciário.  E estes dados se dividem em três eixos diferentes. O primeiro eixo analisado é o orçamentário. Nele, analisamos o valor pago para manter o sistema de justiça brasileiro e o quanto desse montante vai diretamente para os salários e outros benefícios dos juízes, promotores e defensores públicos. Além disso, passamos um pente fino na concessão de créditos adicionais ao Judiciário. Isto é, verbas que não foram previstas no orçamento pelo Poder Legislativo, mas que são liberadas diretamente pelo Poder Executivo.    O segundo eixo é o legislativo, que mapeia projetos de leis e leis cujo texto favorece as carreiras do sistema judicial brasileiro. Isso considerando os diferentes cargos e órgãos públicos inseridos aqui.   O terceiro e último eixo é o da suspensão de segurança. Aqui, investigamos as decisões do alto escalão, os presidentes do tribunais, que favorecem membros do poder executivo, servindo aos seus interesses, muitas vezes ignorando o que a população realmente necessita. Em outras palavras, o presidente do tribunal tem o poder de suspender decisões judiciais que obrigavam o Executivo de cumprir com alguns deveres. A proposta é que os eixos se complementem e combinem informações para um mapeamento preciso de possíveis trocas de favorecimento envolvendo os poderes. Porém, mesmo com a LAI, chegar a esses dados não é nada fácil. “O Justa usa dados abertos, mas muito poucos deles são acessíveis. Em geral, eles estão atrás de formulários ou captchas, alguns que nem cumprem os requisitos de acessibilidade na web previstos pela LAI. Sem contar que cada estado tem o seu padrão e, por isso, um desafio técnico diferente.”, afirma Eduardo Cuducos, líder do Programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil e desenvolvedor no Justa. Um dos maiores trunfos do projeto também está no livre acesso às análises, disponibilizadas no site do projeto juntamente com dados que podem ser livrementes pesquisados e analisados. “É um trabalho de coletar e organizar dados que são abertos, mas não são acessíveis”, completou Cuducos.   Flattr this!

Nossos projetos open source: tudo o que você precisa saber para participar.

- January 16, 2019 in código aberto, Conhecimento Livre, css, d3, Destaque, Gastos Abertos, Gastos Públicos, governo aberto, html, jekyll, Open Knowledge Brasil, Open Source, Python, transparência, visualização de dados

Por Pedro Vilanova Se você acompanha projetos de tecnologia – ou trabalha no mercado, independente da área de atuação, provavelmente já ouviu falar sobre projetos open source. Mesmo em crescimento, porém, o universo de projetos de código aberto ainda gera muitas dúvidas até mesmo em profissionais. Esse texto é para facilitar um pouco o entendimento e ajudar as pessoas a colocarem em prática um dos principais conceitos do open source: participação.

O que é Open Source?

Na prática, um projeto open source nada mais é do que um trabalho cujo código é aberto. Isto é, tem seu licenciamento livre, com o conteúdo do software disponível para quem quiser modificar, copiar, estudar e fazer os mais diversos tipo de experiência, inclusive trabalhando e ganhando dinheiro com isso. Apesar do caráter de troca de conhecimento e experiência, se engana quem pensa que a comunidade de código aberto é composta apenas por estudantes e acadêmicos. As maiores empresas do mundo, como IBM e Microsoft, mantém participação ativa e olhos bem abertos sobre iniciativas de código aberto. Isso acaba por trazer mais profissionais experientes para a comunidade e movimentar um maior investimento.

A importância do open source para a ciência.

Projetos em código aberto proporcionam o que chamamos de trabalhos derivados. Qualquer pessoa pode ter acesso e aprimorar o que já foi feito. Qualquer pessoa. Com isso, as possibilidades de melhoria são infinitas. Além disso, em geral, quem contribui com projetos open source também tem muito a ganhar em termos de conhecimento e oportunidades profissionais.

A importância do open source para a democracia.

Dentro da Open Knowledge Brasil, trabalhamos muito com código aberto voltado para iniciativas políticas. Isso porque acreditamos que essa é uma das principais vocações de se trabalhar com software livre. Um projeto que busca democracia precisa ser, acima de tudo, democrático.

Nossas iniciativas open source facilitam o acompanhamento, a transparência e auditoria do nosso trabalho, pilares do que acreditamos ser o conhecimento livre. Isso sem falar no engajamento. Em um país grande e diverso como o Brasil, trabalhar de forma aberta é dar a oportunidade do código passar por todo o país, sendo agregado, adaptado a diferentes realidades e servindo a democracia em seu potencial máximo.

Ok. E como vocês ganham dinheiro com isso?

Se engana quem acha que trabalhar com open source é sinônimo de trabalho voluntário. É bem verdade que muito do universo de código aberto é voluntário, mas o mercado só cresce globalmente, reunindo cada vez mais profissionais experientes e chamando a atenção de grandes empresas. A diferença é que, por não gerar custos em torno da licença, o mercado de código aberto gera maior valor no conhecimento, com investimentos em serviço e formação. Existem algumas formas clássicas de capitalização de trabalhos open source, como por exemplo:
  • Doações: alguns projetos open source servem a um propósito muito forte, o que faz com que pessoas – técnicas ou não – se mobilizem em torno da causa, contribuindo com doações em dinheiro. As plataformas de financiamento coletivo estão repletas de projetos incríveis que alcançaram seus objetivos financeiros para serem desenvolvidos.

  • Desenvolvendo para grandes empresas: é bastante comum que grandes empresas adaptem softwares open source para suas necessidades ou até mesmo internalizem algumas iniciativas. Com a entrada de companhias maiores nesse mercado, a tendência é que tenhamos cada vez mais código aberto dentro de grandes organizações, o que movimenta muito a comunidade financeiramente.

  • Conhecimento: o mercado de open source movimenta muito investimento em conhecimento. Linguagens e softwares open source abrem espaço para aulas, consultorias e demais serviços. Não se paga licença, mas se vê alto valor na aplicação da tecnologia dentro do conhecimento.

Nossos principais projetos open source.

Como falamos ali em cima, a OKBr atualmente conta com várias iniciativas open source prontinhas para receber participação. Confira algumas delas:

Serenata de Amor

Linguagens utilizadas: Python (e HTML/CSS com Jekyll). O que o projeto entrega: inteligência artificial para auditoria de gastos com a cota parlamentar. Como contribuir: o Serenata possui três grandes repositórios: o principal, o website e o tool box. No primeiro, é possível contribuir com a Rosie, inteligência artificial que analisa os gastos públicos, melhorando sua performance, e em outras diversas tarefas essenciais para o funcionamento do projeto. Nesse repositório está também o Jarbas, que é nosso painel de visualização desses dados todos.

Perfil Político

Linguagens utilizadas: Python (com Django na API) e Javascript (com D3 no frontend). O que o projeto entrega: perfis detalhados de todos os candidatos a cargos eleitorais no Brasil. Como contribuir: o Perfil possui três repositórios: o principal (API) e o de frontend. O primeiro é um prato cheio para jornalistas de dados: ali são coletadas, tratadas e organizados em um banco de dados único informações de candidatos a diversos cargos, vários deles eleitos, prontos para serem analisadas. O frontend, por sua vez, traz a parte visual, oferecendo uma melhor usabilidade e apresentação dos dados a partir da nossa API. O Perfil é mais um projeto aberto para diferentes perfis profissionais que queiram contribuir.

Vítimas da intolerância

Linguagens utilizadas: Python (com Sanic) O que o projeto entrega: mapeamento de casos de violência com fundo político.   Como contribuir: no repositório do Vítimas é possível conferir todo o código e todos os casos levantados até agora, onde os contribuidores podem adicionar, analisar e melhorar a leitura de dados desenvolvida até agora.

Queremos Saber

Linguagens utilizadas: Python (Django) O que o projeto entrega: possibilidade de fazer pedidos de informação dentro da lei sem revelar sua identidade.   Como contribuir: acesse o repositório do Queremos Saber no GitHub e veja a lista de tarefas em aberto. Em especial, as marcadas como “good first issue” são as que consideramos boas para alguém que ainda está se familiarizando com o código-fonte.

 

Querido Diário

Linguagens utilizadas: Python O que o projeto entrega: raspagem e análise de dados de compras emitidas nos diários oficiais municipais. Como contribuir: os diários oficiais mudam bastante e o Brasil é um país com milhares de municípios. Quem entrar no repositório do Querido Diário encontra tarefas e a documentação necessária para atuar com dados no seu município e fazer a sua parte pelo controle social no país. Por que não criamos uma grande rede e contemplamos o Brasil todo com essa tecnologia? Participe de iniciativas open source. Contribua com os nossos projetos e faça parte da comunidade. Se você não é da parte técnica e quer ajudar a manter os nossos projetos, pode contribuir com o apoia.se/serenata.   Flattr this!

OKBR participou da reunião da rede da OCDE sobre Governo Aberto e Inovador na América Latina e no Caribe

- December 3, 2018 in américa latina, colaboração, governo, governo aberto, OCDE, OGP, okbr, participação, sociedade civil

Neide De Sordi, integrante do Conselho Deliberativo da Open Knowledge, participou da reunião da rede da OCDE sobre Governo Aberto e Inovador na América Latina e no Caribe, realizada no período de 27 a 29 de novembro de 2018. A rede, criada pela OCDE em 2015 por ocasião da Cúpula Global da Parceria para o Governo Aberto (OGP) no México, constitui-se em uma plataforma para proporcionar aos países da AL e do Caribe oportunidade de engajar-se no diálogo sobre políticas, transferência de conhecimento e intercâmbio de boas práticas nas áreas de governo aberto, inovação do setor público e governo digital. Brasil e Colômbia compartilham a co-presidência desta rede, que visa conectar governo, sociedade civil, associações empresariais para trocar ideias, experiências e conhecimentos sobre como construir instituições públicas melhores e mais fortes. A rede também tem como objetivo identificar e a disseminar boas práticas de governos abertos e inovadores e, ainda, a gerar exemplos e recomendações aos seus membros sobre como sequenciar as reformas de governo aberto e apoiar sua implementação para promover o desenvolvimento socioeconômico e a integração regional. Neide De Sordi foi convidada pela CGU para falar na abertura do evento sobre as ações da sociedade civil para o Governo Aberto. Na ocasião, ela abordou as inúmeras ações das organizações da sociedade civil brasileiras, desenvolvidas para ampliar os espaços de participação e controle social. Inclusive, enfatizou que essas ações não estão restritas ao âmbito dos compromissos da OGP. Entre as ações exitosas que não integram os planos da OGP, ela deu destaque à Operação Serenata de Amor, à plataforma Queremos Saber, as pesquisas da organização Artigo 19, e à Frente para o Controle e Combate à Corrupção.    A abertura do evento contou ainda com pronunciamentos do Ministro da Transparência e Controladoria Geral da União, do Ministro das Comunicações da Costa Rica, do Secretário de Transparência da Colômbia, do Embaixador de Portugal e do chefe da unidade de governo aberto da diretoria de governança pública da OCDE. Flattr this!

Open Knowledge e TCU celebram acordo de cooperação para ampliar controle social

- November 27, 2018 in Destaque, governo aberto

A Open Knowledge Brasil (OKBr) e o Tribunal de Contas da União (TCU) celebraram a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica em um encontro promovido pelo órgão em Brasília, no dia 26 de outubro. No documento, as instituições se comprometem a desenvolver um plano de trabalho com o objetivo de fortalecer o controle social da gestão pública. A proposta envolve atividades como elaboração de projetos direcionados ao diagnóstico e combate à corrupção, intercâmbio de experiências, promoção de eventos sobre dados abertos e capacitações para a realização de análises de dados com uso de técnicas de inteligência artificial. “A Open Knowledge tem um histórico de desenvolvimento de tecnologias cívicas que pode ganhar mais fôlego em parceria com órgãos públicos. Entender de forma mais profunda os desafios da gestão pública é fonte de novos projetos, e o TCU está em uma posição privilegiada pra compartilhar esse conhecimento conosco”, afirmou Natália Mazotte, diretora da organização. “Pretendemos dividir informações importantes para o trabalho das duas entidades: dados, estatísticas, análises, código. O interesse é comum: fortalecer instrumentos de controle e participação social”. Em seu Programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica, a Open Knowledge aplica  expertise em tecnologia para desenvolver projetos como o Perfil Político, que reúne dados para comparar o histórico de políticos, e o Serenata de Amor, que usa inteligência artificial para fiscalizar gastos da Câmara dos Deputados. Já o Tribunal de Contas da União (TCU) é uma das instituições públicas responsáveis pela auditoria das contas públicas no país, e também vem aplicando tecnologia em cruzamentos de dados para realizar auditorias mais complexas e abrangentes. “A aproximação entre a OKBr e o TCU representa um marco no controle social digital. Por meio deste acordo, conhecimento e resultados serão compartilhados, competências serão combinadas e novas habilidades serão construídas, em prol da transparência pública, do fortalecimento do ecossistema de controle e do empoderamento dos cidadãos”, disse Wesley Vaz, Secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo do tribunal. Este é o primeiro termo de cooperação realizado entre a Open Knowledge e o TCU. As entidades vão se reunir nas próximas semanas para definir o plano de trabalho e detalhar as atividades a serem executadas em 2019. O acordo tem duração de 5 anos. Flattr this!

Conheça o Queremos Saber, a nova plataforma de requisições para a LAI da Open Knowledge

- November 5, 2018 in Lei de Acesso, Open Knowledge Brasil

Esse ano a LAI, Lei de Acesso à Informação, completou 7 anos, sendo um dos principais pilares da transparência e do governo aberto no Brasil. A legislação porém, exige identificação do solicitante da informação. O mecanismo de pedidos acaba por expor a pessoa que pede a informação, chegando, em alguns casos, a ameaças, demissões e agressões. O Queremos Saber surge de forma inteligente para solucionar o problema sem que seja necessário alterar o mecanismo da LAI. Na nova plataforma, o usuário faz o pedido e recebe um número de protocolo, sem que seja necessário se identificar. A partir daí, a própria plataforma faz o pedido para o órgão, protegendo o usuário, que pode acompanhar tudo pelo número de protocolo gerado. O Queremos Saber garante que, até receber a informação, o usuário não seja identificado, de ponta a ponta. Assim, qualquer pedido da LAI pode ser feito de forma segura, dentro das normas da legislação, e sem expor o solicitante. Um exemplo de como a inovação cívica pode deixar a participação popular ainda melhor. Se você gostou, conheça as nossas outras iniciativas do Programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica. Flattr this!

Nota de repúdio à declaração de Bolsonaro sobre ativismo no Brasil

- October 15, 2018 in Open Knowledge Brasil

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais têm um histórico significativo de ativismo em defesa dos mais diversos direitos no Brasil. Segundo estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), em 2017 existiam no país mais de 820 mil ONGs, atuando por melhores condições na educação, na saúde, por liberdades individuais e igualdade no acesso a direitos, pelo acesso à informação e a liberdade de expressão, pela dignidade no trabalho, pelo direito das crianças e adolescentes, pelo respeito ao meio ambiente, entre tantas outras pautas. O Brasil também é reconhecido internacionalmente por sua forte rede de voluntariado, que articula milhões de cidadãos e cidadãs que dedicam parte de seu tempo para construir uma sociedade mais justa, mais igualitária, na qual a população mais carente tenha acesso a direitos básicos fundamentais, muitas vezes não garantidos pelo Estado. Este trabalho também é reconhecido como ativismo. A ação desses ativistas tem sido fundamental para a melhoria das condições de vida no país e para o avanço na conquista de direitos. Organizações e movimentos são atores estratégicos na contribuição para a formulação de políticas públicas, na elaboração de leis importantes para o país, na fiscalização do poder público do ponto de vista orçamentário, na cobrança pela execução de políticas e programas de governo. Uma sociedade civil vibrante, atuante e livre para denunciar abusos, celebrar conquistas e avançar em direitos é um dos pilares de sociedades democráticas em todo mundo. Foi por meio do trabalho ativista de tantas entidades que o Brasil conquistou, por exemplo, leis como a do combate ao racismo e de enfrentamento à violência contra as mulheres; políticas públicas como o seguro desemprego e o financiamento estudantil; programas de combate ao desmatamento e de proteção dos animais; a Lei anti-fumo e a Lei da Ficha Limpa, que nasceu da iniciativa da sociedade civil para combater a corrupção nas mais diferentes esferas no país. Neste contexto, a declaração do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) de que irá “botar um ponto final em todos os ativismos no Brasil” é de extrema gravidade. Ela é mais uma ameaça propagada por esta candidatura à nossa democracia. Bolsonaro afirmou seu desejo de acabar com a atuação das organizações da sociedade civil em seu pronunciamento oficial no dia 7 de outubro, veiculado pela Internet logo após a confirmação, pelo Tribunal Superior Eleitoral, de que o candidato disputará o segundo turno no próximo dia 28. Além de uma afronta à Constituição Federal, que garante os direitos de associação e assembleia no Brasil, a declaração reforça uma postura de excluir a sociedade civil organizada dos debates públicos. Trata-se de uma ameaça inaceitável à nossa liberdade de atuação. Não será apenas a vida de milhões de cidadãos e cidadãs ativistas e o trabalho de 820 mil organizações que serão afetados. Será a própria democracia brasileira. E não há democracia sem defesa de direitos. Mais do que nunca, o Brasil precisa de um governo aberto ao diálogo, que se proponha a conduzir a nação junto dos mais diferentes setores, respeitando a diversidade de opiniões e ideias sobre as propostas e rumos para o país. Em breve, a população voltará às urnas para eleger quem será o Presidente da República nos próximos quatro anos. Que o desprezo pelos movimentos sociais e entidades da sociedade civil manifestado nessa declaração seja considerado por todos e todas na hora de decidir seu voto. Calar a sociedade civil, como anuncia Jair Bolsonaro, é prática recorrente em regimes autoritários. Não podemos aceitar que passe a ser no Brasil. Clique aqui para ler a íntegra da nota. Flattr this!

Que tal comparar candidatos das eleições com o Perfil Político?

- September 26, 2018 in acesso à informação, brasil, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, eleições, governo, Jornalismo de dados, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

Nesta semana, a Open Knowledge Brasil lança sua mais nova plataforma de inovação cívica: o Perfil Político. A ferramenta promete ajudar na checagem de informações na reta final da corrida eleitoral e é voltada para jornalistas e formadores de opiniões construírem pautas a partir da comparação dos históricos dos políticos. Pelo Perfil Político, é possível filtrar os políticos que já estão há mais tempo na vida pública e os que estão concorrendo pela primeira vez. Também é possível chegar a grupos sub-representados na maioria dos cargos, tanto para o legislativo quanto para o executivo, como mulheres, negros e indígenas. A partir dos filtros, o usuário consegue informações sobre as alianças políticas, evolução do patrimônio dos que já ocuparam cargos eletivos, troca-troca partidário, entre outras informações valiosas para quem precisa escolher entre milhares de candidatos e diferentes vieses ideológicos, já que o Brasil conta com 35 siglas partidárias. “Se queremos mais renovação, diversidade e ética na política, precisamos conhecer quem está na disputa. Primeiro, olhando o histórico do candidato. Depois, olhando o quanto seu perfil se diferencia daqueles que já ocupam o cargo em disputa”, afirma Natália Mazotte, diretora executiva da Open Knowledge Brasil e uma das idealizadoras do Perfil Político. O projeto usa ciência de dados para auxiliar eleitores na tomada de decisão. “Criamos um dos bancos de dados mais completos sobre os candidatos para entregar essas respostas, usando ciência de dados para melhor informar o eleitor”, comenta. Jornalistas e formadores de opinião, segundo Natália, podem potencializar o efeito do trabalho e alcançar ainda mais pessoas. Para construir a ferramenta, foram meses de trabalho de raspagem e tratamento de dados. O Perfil Político se abastece de fontes como o TSE e os portais da Câmara e do Senado. O projeto, porém, tem como objetivo se expandir, com mais dados, se tornando uma ferramenta de comparação mesmo após as eleições. “Hoje o que temos no Brasil é um cenário de muitos dados e informação, porém poucas delas sendo usadas pela sociedade civil. Nossa plataforma começa a cruzar essas informações para contar histórias mais interessantes e complexas”, afirma Eduardo Cuducos, líder técnico do projeto. O Perfil Político faz parte do Programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil e conta com parte da equipe que lançou a Operação Serenata de Amor, projeto que há dois anos desenvolveu uma inteligência artificial capaz de auditar contas públicas e ajudar no controle social. Para experimentar a ferramentas, acesse: http://perfilpolitico.serenata.ai/. Flattr this!