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OKBR recebe com preocupação notícia de decreto que altera aplicação da LAI

- January 24, 2019 in Destaque, Lei de Acesso

As organizações e pessoas abaixo se manifestam contrárias ao Decreto 9.690/2019, publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 24 de janeiro. O decreto altera regras de aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI) no Executivo federal determinadas no Decreto 7.724/2012, ampliando o grupo de agentes públicos autorizados a colocar informações públicas nos mais altos graus de sigilo: ultrassecreto (25 anos, renováveis por mais 25) e secreto (15 anos). Antes, apenas o presidente, seu vice e ministros, comandantes das Forças Armadas e chefes de missões diplomáticas e consulares podiam classificar informações como ultrassecretas. E apenas eles e os titulares de autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista estavam autorizados a colocar informações no grau secreto. Essas autoridades não podiam delegar a outros agentes públicos a tarefa de aplicar esse sigilo, segundo o §1º do Art. 30 do Decreto 7.724/2012. Com o novo decreto, as autoridades podem passar a tarefa de classificação de documentos em graus ultrassecreto e secreto a servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo DAS de nível 101.6 ou superior e do Grupo DAS de nível 101.5 ou superior. De acordo com o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, em dezembro de 2018 havia 1.292 pessoas nesses cargos. As mudanças colocam em grave risco o espírito da LAI de atribuir ao sigilo um caráter excepcional e de aumentar o controle e o custo político da classificação sigilosa. Ampliar o grupo de autoridades competentes para aplicar sigilo abre espaço para que o volume de informações classificadas como secretas e ultrassecretas aumente. O monitoramento da classificação dessas informações, consequentemente, é dificultado. Associado a isso, amplia-se a possibilidade de arbitrariedade nos critérios para o que constitui motivo para sigilo. Não há hoje regulamentação clara sobre o que constitui risco à sociedade ou ao Estado que justifique adoção de sigilo, por exemplo, ou regras para determinar quando de fato é necessária a utilização dos graus máximos de sigilo. Ampliar essa decisão para os escalões mais baixos tende a gerar um comportamento conservador do agente público, reduzindo a transparência, e variação nos critérios utilizados na administração pública. Há que se considerar ainda que, por medo de represálias e por estarem subordinados aos agentes políticos, os servidores públicos que receberem essas atribuições poderão atuar de modo reativo e classificar um maior número de informações como sigilosas para evitar a abertura e exposição do governo. Além disso, a medida, assinada pelo vice-presidente Hamilton Mourão, não foi debatida com a sociedade civil e sequer esteve na pauta da mais recente reunião do Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção da CGU, realizada em 12 de dezembro de 2018 e presidida pelo atual ministro da CGU. Ainda, fato sintomático da falta de debate acerca deste decreto, apenas dois representantes do Executivo o assinaram, ao contrário dos dezesseis representantes que o fizeram na promulgação do decreto alterado (nº 7.724/2012). No limite, isso sinaliza um afastamento da administração das políticas de promoção de transparência e combate à corrupção. Pelos motivos expostos e em defesa do direito de acesso à informação, solicitamos a revogação deste decreto. Assinam esta carta: Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo Associação Contas Abertas AEPPSP – Associação dos Especialistas em Politicas Públicas do Estado de São Paulo AMASA – Amigos Associados de Analândia- SP ARTIGO 19 Brasil.io Bússola Eleitoral Ciclocidade Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo Conectas Direitos Humanos Congresso em Foco Conselho dos Assentamentos Sustentáveis da América Latina – CASA Brasil Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH) INCITI – Pesquisa e Inovação par INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos Instituto de Governo Aberto Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social Instituto Não Aceito Corrupção Instituto Nossa Ilhéus Instituto Soma Brasil Instituto Centro de Vida IP.Rec – Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife Lagom Data Movimento Cultural das Periferias Movimento Mães Unidas – MS Movimento Popular de Saúde – São Paulo Observatório Social de Brasília Open Knowledge Brasil Pernambuco Transparente Programa Cidades Sustentáveis Rede Nossa São Paulo Rede pela Transparência e Participação Social – RETPS Rede Ver a Cidade Três Lagoas Transparência Brasil UCB – União dos Ciclistas do Brasil Gregory Michener – Professor da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas (EBAPE-FGV) e Diretor do Programa de Transparência Pública Irene Niskier – Coordenadora do Programa de Transparência Pública da Fundação Getulio Vargas (PTP-FGV) Marcus Vinicius de Jesus Bomfim – professor do Curso de Relações Públicas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP Maria do Socorro Mendonça – Diretora Presidente do Instituto Nossa Ilhéus Gabriel Siqueira – Gestor de conflitos e sustentabilidade no Irradiando Luz, pesquisador do Núcleo ORD (UFSC) Gustavo Sousa – educador, empresário, diretor do Yázigi Ruy Carneiro (João Pessoa-PB) Zuleica Goulart (Coordenadora de Mobilização do Programa Cidades Sustentáveis Karine Oliveira – coordenadora do Instituto Soma Brasil) Flattr this!

OKBR marca presença no III Encontro Brasileiro de Governo Aberto

- December 11, 2018 in acesso à informação, ciência aberta, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, Internet, Jornalismo de dados, Lei de acesso à informação, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

Nos dias 3 e 4 de dezembro foi realizada a terceira edição do Encontro Brasileiro de Governo Aberto, que tem por objetivo debater e trocar experiências sobre os desafios para a promoção de transparência, participação, prestação de contas e novas tecnologias no Brasil. Além da Open Knowledge Brasil, as organizações Agenda Pública, Artigo 19, Ceweb.br/NIC.br, Fast Food da Política, Fórum de Gestão Compartilhada, Imaflora, Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União, Controladoria Geral do Município de de São Paulo e São Paulo Aberta também ficaram responsáveis pela realização do evento. Durante o evento, membros da Open Knowledge estiveram presentes em debates sobre a Lei de Acesso à Informação, jornalismo de dados e ciência aberta.

Privacidade e acesso à informação são debatidos em mesa do III Encontro Brasileiro de Governo Aberto

Na conversa sobre as fronteiras entre acesso à informação e privacidade, os debatedores apresentaram casos concretos que exemplificam a importância de trazer esses dois tópicos para o mesmo debate. Renato Morgado, gerente de políticas públicas do Imaflora, falou da necessidade de abrir o CPF no Cadastro Ambiental Rural para o cruzamento dessa base de dados. Discutiu-se a questão dos limites dos sigilos comercial e fiscal frente ao interesse público de algumas informações. Camille Moura, pesquisadora da Open Knowledge, falou do Queremos Saber, plataforma lançada no último mês com o apoio da organização, que assegura a privacidade de quem utiliza a LAI. Além deles, participaram da mesa Eduardo Nogueira, auditor do TCU, e Kátia Brasil, diretora da agência de jornalismo Amazônia Real.

Natália Mazotte, Luiz Fernando Toledo e Bruna Santos discutem jornalismo de dados em mesa do III Encontro Brasileiro de Governo Aberto

Já Natália Mazotte, diretora da OKBR, debateu alfabetização em dados com Bruna Santos, diretora de conhecimento e inovação da Comunitas, e Luiz Toledo, repórter do Estadão Dados. Os participantes abordaram os principais desafios e as estratégias utilizadas para levar letramento em dados a públicos não técnicos, como jornalistas e membros de organizações sociais. “As estratégias de abertura de dados e mobilização em prol de mais transparência pública precisam passar por pensar os usuários dos dados. Diminuir a brecha de letramento de dados entre atores da sociedade civil e nos próprios órgãos governamentais é essencial para que as políticas de governo aberto sejam realmente efetivas”, afirmou Natália. Ainda tivemos a participação de Neide de Sordi, conselheira da organização, na mesa sobre ciência aberta e livre acesso às publicações e aos dados de pesquisas. Segundo ela, é possível aproveitar a expansão do acesso à Internet para também expandir o acesso online e sem limitações às publicações de pesquisa e seus dados brutos, estimulando o uso de formatos e licenças abertas. Você pode ver a íntegra de todas as transmissões que foram feitas durante o encontro na página São Paulo Aberta. Flattr this!

Catherine Stihler é a nova diretora executiva da Open Knowledge Internacional

- December 5, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Internet, OKF, Open Knowledge Internacional

Catherine Stihler foi nomeada como a nova CEO da Open Knowledge Internacional. Stihler tem anos de experiência na criação e compartilhamento de conhecimento no cenário global. Ela se juntará à equipe da OKI em fevereiro e deixará o parlamento europeu no final de janeiro, após uma extraordinária carreira de quase 20 anos na elaboração de políticas da União Europeia. Catherine foi deputada da Escócia desde 1999, onde vive com o marido e os filhos pequenos. Nesta função, foi vice-presidente da Comissão do Mercado Interno e da Proteção dos Consumidores do Parlamento Europeu e foi a autora de relatórios e opiniões influentes que moldaram a política da UE. Ela também é ex-reitora da Universidade de St. Andrews – onde recebeu um doutorado honorário no início deste ano. Ela trabalhou em política digital, priorizando o mercado único digital, habilidades digitais, proteção de dados on-line para cidadãos, reforma dos direitos autorais para apoiar as liberdades da Internet e o papel da Inteligência Artificial e da automação.

Catherine Stihler | Crédito: European Parliament audiovisual

“Estou adorando novos desafios e oportunidades com a Open Knowledge International. Habilidades digitais e uso de dados sempre foram uma paixão pessoal, e estou ansiosa para ajudar grupos em todo o mundo a criar e compartilhar conhecimento aberto, e encorajar a próxima geração a entender que informação é poder que pode ser usada para lidar com a pobreza e outras desafios sociais ”, disse Catherine. Já Tim Hubbard, presidente da diretoria da Open Knowledge International, afirmou: “Estamos muito felizes em dar as boas vindas à Catherine ao nosso time. Ela tem anos de experiência na formulação de políticas e no uso de evidências e abertura para ajudar a enfrentar desafios globais, como mudanças climáticas, liberdades na internet e saúde pública. Catherine demonstrou capacidade de reunir pessoas, construir coalizões e confiar em um mundo que realmente precisa disso. Ela traduziu conhecimentos complicados e técnicos sobre habilidades digitais, direitos autorais e inteligência artificial para ajudar a moldar a política europeia, fazendo uma diferença real e duradoura para centenas de milhões de pessoas. Seu dinamismo, energia e comprometimento serão inestimáveis para o movimento aberto quando enfrentarmos os novos desafios do século 21”. Flattr this!

3º Encontro Brasileiro de Governo Aberto acontece em São Paulo, na próxima semana

- November 30, 2018 in acesso à informação, colaboração, Destaque, Gastos Abertos, governo, governo aberto, Jornalismo de dados, LAI, Lei de acesso à informação, orçamento público, participação, sociedade civil, transparência

Dias 04 e 05 de dezembro marcam a realização do 3º Encontro Brasileiro de Governo Aberto. O evento será no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112), em São Paulo, e busca fortalecer as relações entre as entidades em busca de um impulso democrático na governança das políticas públicas. Esta edição do encontro pretende reunir membros de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, iniciativa privada, movimentos sociais, universidades e cidadãos em geral para debater e trocar experiências sobre os desafios para a promoção da transparência, da participação, da prestação de contas e das novas tecnologias no Brasil. Outro objetivo é aproximar Estado e sociedade civil em iniciativas e trabalhos futuros, assim como na manutenção e melhoria de práticas já existentes. Na programação do evento, que conta com atrações internacionais, os participantes encontram debates e atividades sobre dados abertos, gestão, privacidade, inteligência artificial, participação social, transparência ambiental, entre outros temas. A transparência também figura como um dos temas-chave da reunião, e em mesa com participação de Camille Moura, da Open Knowledge Brasil, serão debatidos os limites entre privacidade e publicidade de órgãos públicos, os novos desafios em torno do assunto e o que pode ser feito para fomentar ainda mais a prestação de contas e o uso da tecnologia e da participação popular. Confira a agenda completa do evento e faça sua inscrição para participar.

Sobre o Encontro Brasileiro de Governo Aberto

Os dois primeiros encontros, realizados em 2016 e 2017, em São Paulo, contaram com ampla participação e promoveram uma intensa troca de experiências sobre o tema. O sucesso das duas edições anteriores motivou a realização deste terceiro encontro, bem como a proposta de aprofundar as discussões temáticas e a ampliação dos parceiros envolvidos em sua realização. Neste ano, a fim de aumentar o alcance dos debates e contribuir mais ainda para o desenvolvimento da pauta de governo aberto no Brasil, as atividades do evento serão registradas e disponibilizadas em vídeo. O 3º Encontro Brasileiro de Governo Aberto é uma organização da Agenda Pública, Artigo 19, Ceweb.br/NIC.br, Fast Food da Política, Fórum de Gestão Compartilhada, Imaflora, Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União, Open Knowledge Brasil, e Prefeitura do Município de São Paulo – Controladoria Geral do Município e São Paulo Aberta. Flattr this!

Carta aberta: estados e municípios devem permitir pedidos de informação anônimos

- November 29, 2018 in acesso à informação, carta aberta, CGU, Dados Abertos, Destaque, LAI, Lei de Acesso, Lei de acesso à informação, privacidade, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge Brasil é uma das signatárias de carta aberta (íntegra abaixo) para que estados e municípios protejam a identidade de cidadãos que fazem pedidos de informação por meio da Lei de Acesso à Informação. Organizações da sociedade civil, pesquisadores e jornalistas, também assinam o documento, que tem por objetivo fazer com que governos estaduais e municipais adotem a mesma medida instaurada pelo governo federal em 6.nov.2018: permitir a ocultação da identidade de quem faz uma solicitação de informação. Atualmente, o sistema do governo federal para receber pedidos de acesso conta com a opção “Gostaria de ter a minha identidade preservada neste pedido”. Desta forma, a identificação do cidadão fica apenas com a CGU e não circula nos outros órgãos que processarão o pedido para respondê-lo. A medida é uma forma de reduzir problemas no atendimento a pedidos de informação. Relatórios de avaliação do cumprimento da Lei de Acesso à Informação revelam que a qualidade e o tempo de respostas a pedidos de informação variam dependendo de quem faz o pedido. Segundo estudo da ONG Artigo 19, jornalistas e ativistas enfrentaram problemas para terem as solicitações respondidas por causa de suas atividades. Foi neste sentido que a Open Knowledge Brasil lançou o site Queremos Saber, plataforma alternativa para apresentar pedidos de informação sem identificação direta de quem faz a solicitação em outros níveis de governo. Carta aberta: estados e municípios devem permitir pedidos de informação anônimos O Brasil deu um importante passo no direito ao acesso à informação nas últimas semanas. Em agosto, a Controladoria-Geral da União (CGU) informou que criaria um dispositivo para proteger os requerentes de acesso à informação, garantindo que eles pudessem pedir dados a qualquer órgão do governo federal sem precisar se identificar. Tal medida, defendida amplamente por especialistas, foi implementada oficialmente em novembro de 2018 e já é uma realidade com o objetivo de proteger a integridade de quem precisa desses dados públicos, bem como evitar viés nas respostas. A mudança é parte de um compromisso acordado pelo Brasil ao fazer parte, como membro fundador, da Open Government Partnership (OGP), iniciativa que busca maior transparência governamental nos países que dela participam. Mas essa realidade, até então, é válida somente para o governo federal. O Brasil tem mais de 5 mil municípios, 26 Estados e um Distrito Federal, todos eles submetidos à Lei de Acesso à Informação (LAI). Não é incomum encontrar relatos de ameaças e pressões contra jornalistas e pesquisadores que tentam obter documentos que possam, de alguma maneira, prejudicar políticos ou governos locais. Um amplo histórico desses casos pode ser encontrado na publicação Identidade Revelada, da entidade internacional Artigo 19. Um dos exemplos citados no estudo aconteceu em novembro de 2017 e mostra como o então chefe de gabinete da Prefeitura de São Paulo tinha conhecimento sobre quem eram os requerentes dos pedidos de informação sobre os quais ele era um dos responsáveis por avaliar. Conforme amplamente documentado em artigo dos pesquisadores Karina Furtado Rodrigues, professora do Instituto Meira Mattos, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, e Gregory Michener, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Rio), a necessidade de identificação do requerente pode ser uma barreira ao acesso à informação. “A identificação obrigatória cria o potencial para a discriminação ou represália do requerente, gerando fortes desincentivos para se pedir informações aos governos”, escrevem. Na prática, isso faz com que o requerente busque maneiras informais de se manter no anonimato, seja usando um e-mail ou uma identidade que não é dele, seja pedindo a instituições que façam os pedidos em seus nomes. Estas práticas, no limite, dificultam o acesso à informação e instauram um clima de de medo e insegurança, contrapondo as boas práticas de transparência governamental observadas em outros países. Diante das medidas já tomadas pelo governo federal e respaldadas na legislação atual, as instituições e pessoas que subscrevem esta carta pedem atenção dos governos estaduais e municipais para que adequem seus canais de transparência para proteger seus cidadãos e garantir, cada vez mais, um acesso à informação imparcial e de qualidade. Assinam: Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo Artigo 19 Elda Valim – Movimento pela Moralidade Pública e Cidadania/ONG Moral Fiquem Sabendo – O Brasil em Dados Frente pelo Controle e Contra a Corrupção Gênero e Número – Narrativas pela Equidade Gregory Michener (Pesquisador / Programa de Transparência Pública da FGV-Rio) Karina Furtado Rodrigues (Professora da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército) Karine Oliveira – Instituto Soma Brasil Lucas Lago – Pesquisador do Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia da Universidade de São Paulo e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo Luiz Carlos V. Silva – Transparência Hacker-DF Marcos Silveira – Datapedia Maria do Socorro Mendonça – Instituto Nossa Ilhéus Michael Freitas Mohallem (professor e coordenador do Centro de Justiça e Sociedade da FGV-Direito Rio) Open Knowledge Brasil Transparência Brasil Flattr this!

Escola de Dados realiza Coda.Br nos dias 10 e 11 de novembro

- November 7, 2018 in academia, Coda.Br, conferência, dados, Destaque, Escola de Dados, Evento, Jornalismo de dados, Métodos Digitais, métricas, monitoramento

Mais de 40 palestrantes nacionais e internacionais estão confirmados para a terceira edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais, Coda.Br, organizada pela Escola de Dados. O evento ocorre em São Paulo nos dias 10 e 11 de novembro, na ESPM. Confira a programação completa e inscreva-se no site: coda.escoladedados.org. O Coda.Br recebe Jeremy Merril da ProPublica, premiadíssimo veículo norte-americano de jornalismo investigativo; Alberto Cairo, referência internacional quando o assunto é visualização de informações; Fernanda Viegas, pesquisadora sênior do Google; Neale El-Dash, cientista político fundador do Polling Data; entre outras dezenas de especialistas já confirmados.   Como conseguir evidências ou boas histórias utilizando bases de dados públicas? Que tal criar mapas para visualizar sua informação espacialmente? Ou usar a linguagem R para analisar políticas governamentais? São mais de 60 horas de workshops, apresentações e oficinas práticas com convidados nacionais e internacionais. Não sabe por onde começar? O Coda.Br vai ter momentos de debates abertos e atividades introdutórias para ensinar a lidar com bases de dados massivas, usando Python ou SQL, por exemplo. Mas se você quer aprofundar, vale conferir as atividades sobre Machine Learning ou quem sabe se aventurar nos workshops de Estatística Avançada ou Processamento de Linguagem Natural aplicados ao jornalismo. Além das mesas e dos workshops práticos, o evento vai ter espaços de networking sobre dados abertos, bootcamps de 6h para quem deseja aprender a programar em Python ou R e sessões de mentoria no estilo “Traga seu problema”, onde os participantes vão poder tirar dúvidas de projetos em andamento ou já realizados. Ainda há ingressos disponíveis. Garanta já o seu aqui. (Dica: junte um grupo de quatro ou mais amigos, colegas de trabalho ou da faculdade, para conseguir descontos. Basta entrar em contato no e-mail de contato da Escola de Dados) Se você já está mais certo que as planilhas, confirme também no evento no Facebook e convide amigos por lá. Ajude a notícia a chegar em possíveis interessados e ampliar a comunidade de jornalistas e cientistas de dados no Brasil. Esperamos você lá! Flattr this!

Repudiamos a discriminação e a violência na política

- October 16, 2018 in Destaque, Open Knowledge Brasil

*Nota originalmente publicada no site do Pacto pela Democracia, do qual a Open Knowledge Brasil é integrante A democracia é um compromisso de todos, em especial dos atores políticos. Não há democracia com violência, discurso de ódio e discriminatório.
Processos eleitorais devem ser a expressão de uma democracia saudável, durante os quais propostas, ideias e respectivos posicionamentos sejam vistos, escutados e discutidos de forma livre e fundamentada. É, portanto, inadmissível que seja permeado por tantos atos de violência, ameaças e agressões.
No atual processo eleitoral, a maioria dos relatos já divulgados da intolerância política tem sido direcionada a grupos historicamente discriminados, como mulheres, negros, LGBTs. Além de serem sistematicamente excluídos da representação política, agora essas pessoas têm sua liberdade de expressão e integridade física ameaçadas.
O Pacto pela Democracia repudia os atos de violência que vêm sendo noticiados ao longo da última semana e reafirma a premência da promoção do diálogo e da tolerância, bem como do repúdio a todas as formas de discriminação e violência na ação pública.
Enfatizamos a importância de que essa mensagem seja ecoada de forma ampla e contundente pelas candidaturas ainda em disputa nesta corrida eleitoral, pelos representantes eleitos ao redor do Brasil, bem como por todas as figuras políticas de relevo comprometidas com o regime democrático que vigora em nosso país. Convocamos também todos os cidadãos e cidadãs a se comprometerem diariamente com o exercício do debate virtuoso de ideias marcado pelo respeito e pela tolerância às divergências quanto ao futuro do país, princípios tão fundamentais para a vitalidade da nossa democracia.
Assinam esta nota todos os movimentos, coletivos e organizações signatários do Pacto pela Democracia.
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OKBR participa de painéis na maior conferência global de dados abertos

- September 28, 2018 in acesso à informação, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Escola de Dados, Eventos, Gastos Abertos, governo aberto, IODC, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge Brasil marca presença na International Open Data Conference (IODC) deste ano, nos dias 27 e 28 de setembro, em Buenos Aires, na Argentina, e participa de debates sobre como ciência de dados pode promover inovação e gerar impacto no jornalismo e o uso de tecnologia para ampliar a participação social na política. Natália Mazotte, diretora-executiva da OKBR, vai apresentar projetos da organização nas mesas Open Data + Journalism, no dia 27 de setembro, e Open Data + Government Finances, no dia 28. Na mesa sobre jornalismo e dados abertos, ela fala sobre sua experiência à frente da Escola de Dados, programa da Open Knowledge Brasil voltado à alfabetização de dados para jornalistas e membros de organizações da sociedade civil. Também apresenta o Perfil Político, ferramenta lançada nesta semana e criada pelo programa de inovação cívica da OKBR, voltada para jornalistas e formadores de opinião construírem pautas a partir de comparações de históricos dos políticos que pleiteiam um cargo nas eleições 2018. Já no painel sobre gastos governamentais, uma das pautas é a Operação Serenata de Amor, projeto que integra nosso programa de inovação cívica e apresenta Rosie, a inteligência artificial criada pelo projeto para verificar gastos suspeitos da cota de exercício parlamentar, ao público da conferência. Flattr this!

OKBR debate a importância das tecnologias cívicas no Congresso Pacto pelo Brasil

- August 21, 2018 in Eventos, Parceiros

A Open Knowledge Brasil participa nessa quarta-feira, 22 de agosto, do “Dia da Tecnologia” no 2º Congresso Pacto pelo Brasil, promovido pelo Observatório Social do Brasil com instituições parceiras. A diretora da Open Knowledge Brasil, Natália Mazotte, vai participar do painel “Tecnologia à serviço da Transparência e Eficiência da Gestão” e apresentar a Operação Serenata de amor como case de sucesso em inovação cívica. A proposta da mesa é mostrar como a tecnologia pode facilitar e ajudar na transparência da informação e na eficiência da gestão pública.   A mesa contará ainda com a participação de Eduardo Gussen, responsável pelo “MP em Mapas” Ministério Público do Rio de Janeiro; Wesley Vaz Silva, Secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo – TCU; Cristiano Ferri Soares de Faria, Fundador Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados; Bianca Vaz Mondo, Gerente do projeto Obra Transparente, na Transparência Brasil; Francisco Soeltl, vice-presidente de Tecnologia da Informação do OSB; e Armelindo Carraro, Presidente do Observatório Social de Chapecó. O segundo painel “Cidadania, Tecnologia e Gestão Pública”, será composto por Kevin Berry; Marcelo Vidal, Coordenador-Geral de Governo Aberto e Transparência do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União; Cláudio Gastal; e Stpehan Garcia, Fundador do Code for Brazil. O dia contará ainda com uma Mesa redonda sobre cooperação no planejamento de Ações Coletivas para criação da Central de Inteligência de Dados Públicos. Os participantes são: Stephan Garcia, Natália Mazotte, Francisco Soeltl, Marcelo Vidal, Wesley Vaz Silva e Fabiano Zucco, SEO da RCC Licitações. O Congresso Pacto pelo Brasil acontece de 20 a 23 de agosto em Curitiba-PR, com a temática “Governança, Integridade e Tecnologia”, e tem inscrições gratuitas. O evento é correalizado pelaa Open Knowledge Brasil, Alliance for Integrity, Pacto Global – Rede Brasil, Transparência Internacional (TI), Code For Brazil, Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU). Flattr this!

OKBR debate a importância das tecnologias cívicas no Congresso Pacto pelo Brasil

- August 21, 2018 in Eventos, Parceiros

A Open Knowledge Brasil participa nessa quarta-feira, 22 de agosto, do “Dia da Tecnologia” no 2º Congresso Pacto pelo Brasil, promovido pelo Observatório Social do Brasil com instituições parceiras. Natália Mazotte, diretora da Open Knowledge Brasil, vai participar do painel “Tecnologia a serviço da transparência e eficiência da gestão” e apresentar a Operação Serenata de Amor como case de sucesso em inovação cívica. A proposta da mesa é mostrar como a tecnologia pode facilitar e ajudar na transparência da informação e na eficiência da gestão pública.   A mesa contará ainda com a participação de Eduardo Gussen, responsável pelo “MP em Mapas” Ministério Público do Rio de Janeiro; Wesley Vaz Silva, Secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo – TCU; Cristiano Ferri Soares de Faria, Fundador Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados; Bianca Vaz Mondo, Gerente do projeto Obra Transparente, na Transparência Brasil; Francisco Soeltl, vice-presidente de Tecnologia da Informação do OSB; e Armelindo Carraro, Presidente do Observatório Social de Chapecó. O segundo painel “Cidadania, tecnologia e gestão pública”, será composto por Kevin Berry; Marcelo Vidal, Coordenador-Geral de Governo Aberto e Transparência do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União; Cláudio Gastal; e Stpehan Garcia, Fundador do Code for Brazil. O dia contará ainda com uma mesa redonda sobre cooperação no planejamento de ações coletivas para criação da Central de Inteligência de Dados Públicos. Os participantes são: Stephan Garcia, Natália Mazotte, Francisco Soeltl, Marcelo Vidal, Wesley Vaz Silva e Fabiano Zucco, SEO da RCC Licitações. O Congresso Pacto pelo Brasil acontece de 20 a 23 de agosto em Curitiba-PR, com a temática “Governança, Integridade e Tecnologia”, e tem inscrições gratuitas. O evento é correalizado pela Open Knowledge Brasil, Alliance for Integrity, Pacto Global – Rede Brasil, Transparência Internacional (TI), Code For Brazil, Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU). Flattr this!