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2014 foi um grande ano! Obrigado por fazer parte dele!

- January 15, 2015 in 2014, Destaque, okbr, Open Knowledge Brasil, projetos, retrospectiva

Com certeza 2014 foi muito importante para a Open Knowledge Brasil (OKBr): neste ano nos tornamos o primeiro capítulo oficial da rede Open Knowledge fora da Europa e, junto com nossos parceiros, trabalhamos intensamente para promover o conhecimento livre e os dados abertos por aqui. Por isso, resolvemos fazer uma breve retrospectiva dos principais acontecimentos do ano e agradecer as pessoas que têm se dedicado à essa importante missão e que a cada dia colaboram para o fortalecimento da nossa rede pelo conhecimento livre. Fevereiro: fortalecendo o debate eleitoral Heloisa Pait, idealizadora e coordenadora do projeto. Em fevereiro, recebemos um microssubsídio da Web We Want para fomentar um debate público em torno de temas relevantes para uma Internet aberta e global. O Dialogando foi lançado em setembro e constituiu em um espaço no qual os candidatos e candidatas às eleições puderam apresentar suas opiniões e projetos sobre transparência, liberdade de expressão e privacidade. Março: mapa da educação aberta Em março, junto com o Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) da Unicamp, o Instituto Educadigital (IED) e a Escuela Superior Politécnica del Litoral (ESPOL), iniciamos o MIRA: Mapa Interativo de Recursos Abertos, um projeto que identificou e mapeou iniciativas que disponibilizam recursos educacionais abertos (REA) em 24 países da América Latina. A parceria resultou também em um vídeo totalmente livre, que explica um pouco mais sobre o que são REA, como produzi-los e utilizá-los. Maio: para onde vai meu dinheiro? Google Desafio EquipeEm maio, junto com a Escola de Dados , fomos premiados no Desafio de Impacto Social Google | Brasil, com o projeto Gastos Abertos. Mais de 750 projetos de todo o Brasil participaram do concurso. Quatro receberam o prêmio máximo, de um milhão de reais, e outros seis – entre eles a Open Knowledge Brasil – 500 mil reais cada. Em setembro reunimos mais de 30 representantes da sociedade civil, imprensa, academia e setor público para uma escuta participativa na qual pudemos ouvir suas demandas e planejar, de forma colaborativa, os primeiros passos do projeto. E, desde estão, estamos trabalhando para construir um protótipo de uma ferramenta online que pretende contribuir no debate sobre como o governo gasta nosso dinheiro. Junho: vai mudar? HackatonaEm junho, através do projeto Vai Mudar tentamos explorar as relações de grupos econômicos com a construção da Copa do Mundo e promovemos manifestações pacíficas através do uso criativo da tecnologia, contando com o apoio da Fundação Avina Américas. Tentamos promover discussões em torno de temas concretos sobre os quais os brasileiros anseiam por mudanças e oferecer informações sobre as relações entre as principais redes de poder do país. Julho: invadimos Berlim… Em julho rolou o OKFestival 2014 em Berlim. Neste ano, fomos 33 brasileiros participando do evento e trocando experiências e ideias com pessoas de mais de 60 países sobre temas fundamentais para o avanço do conhecimento livre e dos dados abertos. E o pessoal da Escola de Dados aproveitou para se somar ao Summer Camp da School of Data, que aconteceu logo depois do festival e reuniu um grupo de cerca de 50 pessoas para pensar formas de trabalho em conjunto para os próximos anos. Agosto: …e o Rio de Janeiro! OSRio_-_working_groupSim, em agosto foi a vez do Rio de Janeiro, onde aconteceu o seminário internacional “Ciência Aberta, Questões Abertas”, que reuniu pesquisadores e pesquisadoras de diversas universidades, centros de pesquisa e hackerspaces do Brasil e do mundo, engajados na promoção de práticas abertas na ciência. O encontro foi promovido pela Open Knowledge Brasil, Liinc, Ibict, Unirio e pelo Grupo de Trabalho em Ciência Aberta. Já no fim do ano, o Rio também recebeu o curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”, da Escola de Dados e a ECO/UFRJ. A iniciativa faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. A primeira edição do curso aconteceu em novembro em Salvador. Aliás, a Escola de Dados teve atividades nacionasi e internacionais o ano inteiro! Confira no blog http://escoladedados.org/blog/. Outubro: entrega do projeto ComunicaDH Durante o ano, realizamos em parceria com a Incubadora de Projetos Sociais da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura Municipal de São Paulo (SMDHC) o projeto ComunicaDH, que buscou promover o uso das ferramentas de comunicação para divulgar os direitos humanos para os toda a sociedade. E, em outubro, publicamos o “Relatório e diagnóstico de demanda, mobilização e espaço em comunicação de organizações sociais e socio-cultirais da cidade de São Paulo” com as demandas de comunicação de mais de 30 coletivos e organizações da sociedade civil (OSC) da cidade. Chegou o fim do ano, mas não perdemos o ritmo! Novembro e dezembro foram meses agitados. Lançamos o Mosaico Orçamentário, ferramenta desenvolvida a partir do Open Spending, da Open Knowledge Internacional (OKI) que disponibiliza dados do orçamento federal de 2001 a 2014, oferecendo a possibilidade de filtragem por temas, por órgãos e também pela distribuição de partidos políticos. A iniciativa foi da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP) em parceria com a Open Knowledge Brasil e o jornal O Globo.Captura de tela 2014-12-01 às 14.29.31 Publicamos também um relatório com um diagnóstico para a abertura de dados governamentais no DF e um plano de ação para a implementação de uma Política Distrital de Dados Abertos. O trabalho está disponível para download e se baseou na Ferramenta de Avaliação de Prontidão em Dados Abertos (em inglês, ODRA – Open Data Readiness Assessment), formulada pelo Banco Mundial e traduzida para o português pela OKBr, que está disponível online para uso, redistribuição e adaptação livres. Mas nem tudo são flores. Lançamos em dezembro o Índice de Dados Abertos de 2014, que mostrou que ainda há muitos desafios pela frente e estamos somando forças para seguir com nosso trabalho em 2015. Feliz 2015, obrigada Se não fosse o apoio, colaboração e participação das pessoas que acreditam que o conhecimento livre e os dados abertos podem promover mudanças em nossa sociedade, nada disso seria possível. Por isso, aproveitamos para agradecer a todos vocês que fazem isso acontecer: Ale Abdo, Alexandre, Aimee, Ana Paula, Anders (Suécia), Andres, Antonio Vitor, Ariel, Arthur, Augusto, Carine, Carmela, Carol, Caroline, Caru, Ceci, Célio, Christian, Christian (Dinamarca), Daniela Mattern, Daniela Silva, Diego, Edgar, Gisele, Fernanda, Fernando, Gabriel, Greg, Gui, Gustavo, Jamila, Jonaya, Haydee, Helô, Hercules, James (Reino Unido), Jeff, João, Jorge, Jutta, Katelyn (EUA), Larissa, Laura (Reino Unido), Luciano, Lucy (Reino Unido), Luiz Augusto, Márcio, Marco Túlio, Mariana, Michael (Áustria), Miguel, Milena (Romênia), Nati, Nitai, Oda, Oona, Paula, Pedro, Pri, Rafael, Raniere, Raul, Renata, Rina, Rufus (Reino Unido), Soraya, Raquel, Ronaldo, Sarita, Sol, Tel, Thiago, Tom, Tryggvi (Islândia), Vagner, Vitor, Vlad, Yaso, Zara (Reino Unido) e todas outras pessoas da nossa rede que de alguma forma contribuíram para o trabalho feito até o momento! Que 2015 permita que continuemos unidos em nosso trabalho! Feliz ano novo! flattr this!

Implementação do CKAN em Alagoas traz novas possibilidades e usuários para o portal de dados de abertos

- December 23, 2014 in Alagoas, catálogo de bases de dados, ckan, Dados Abertos, Destaque, portal

Conheça a experiência do Alagoas em Dados e Informações e dicas para a implementação de um portal de dados abertos. Captura de tela 2014-12-23 às 10.00.50 O portal de dados abertos do governo do estado de Alagoas, Alagoas em Dados e Informações , foi reformulado e está de cara nova. Uma das grandes novidades foi a implementação da ferramenta livre CKAN, desenvolvida pela Open Knowledge Internacional para facilitar a publicação, compartilhamento, busca e uso de dados. “Esta reformulação nos levou para outro patamar conceitual e tecnológico e desde então podemos produzir novos datasets em formato aberto”, conta Thiago Avila, superintentende da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas (SEPLANDE/AL), secretaria responsável pela iniciativa. Para ele, o novo portal está atraindo novos usuários, principalmente devido à possibilidade de uso em smartphones e tablets. O CKAN é utilizado por 24 governos nacionais ao redor do mundo, inclusive o brasileiro, e cerca de 55 governos locais, incluindo os de Recife, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Veja mais usos do CKAN ao redor do mundo (em inglês) Entre as funcionalidades do software, Avila destaca o processo simplificado de publicação e documentação dos datasets e os diversos recursos para catalogação e recuperação de informações. “A API também é um recurso muito poderoso, que iniciamos a explorá-lo mediante a divulgação deste recurso junto a comunidade de desenvolvedores aqui de Alagoas”, relata. O CKAN também possibilitou a publicação de séries de históricas de dados do estado. Confira a entrevista de Thiago Avila, superintentende da SEPLANDE, para a Open Knowledge Brasil sobre a experiência de implementação do CKAN em Alagoas e dicas para gestores públicos que estejam buscando impulsionar uma iniciativa de dados abertos em seu governo. Qual o histórico do envolvimento do governo de Alagoas com o tema dos Dados Abertos? Quando e como começaram as primeiras discussões para a criação de um Portal de Dados Abertos? Em meados de 2009-2010 o Governo de Alagoas, através da Secretaria de Planejamento e sua Superintendência de Produção da Informação, definiu como projeto prioritário a criação de uma base de dados e informações socioeconômicas, inicialmente para subsidiar a formulação e execução de políticas públicas. Como evolução deste projeto, também foi desenvolvido um Núcleo de Geoprocessamento, voltado ao ciclo de produção e disseminação de dados geográficos, que somou-se à base já existente e que foi publicada na web no início de 2012 através do Portal Alagoas em Dados e Informações. Diante deste rico acervo de dados, tomamos conhecimento das iniciativas dos E.U.A. e Reino Unido sobre Dados Abertos e consideramos que tais conceitos eram muito adequados aos nossos objetivos, o que nos guiou a desenvolver um catálogo de dados abertos como um subsistema do Alagoas em Dados e Informações. Recentemente, em outubro de 2014, o Alagoas em Dados e Informações foi totalmente reformulado e o portal em si se transformou num catálogo de Dados Abertos (contendo alguns datasets não-abertos) utilizando o CKAN. Esta reformulação nos levou para outro patamar conceitual e tecnológico e desde então podemos produzir novos datasets em formato aberto. O quê os motivou a utilizar a ferramenta CKAN? O que ela traz de novo a essa iniciativa do governo alagoano? Que funcionalidades na gestão e disponibilização dos dados vocês destacariam? A utilização do CKAN veio ao encontro de necessidades dos clientes do Alagoas em Dados e Informações, que solicitavam uma ferramenta mais simples e intuitiva de utilizar e recuperar informações. Para este requisito, o CKAN implementa diversas funcionalidades. A atual versão do Alagoas em Dados está disponível no endereço http://dados.al.gov.br e funciona como um buscador de dados. As novidades foram diversas, mas a principal foi a evolução no conceito. A partir da utilização do CKAN, passamos a ter tecnologia adequada para a implantação de uma Infraestrutura de Dados Públicos, cujas perspectivas para o próximo ciclo governamental (2015-2018) será a produção e publicação descentralizada dos dados, envolvendo diversas instituições do Governo do Estado e outros órgãos produtores de dados em Alagoas. Quanto às funcionalidades, destacamos o processo simplificado de publicação e documentação dos datasets, bem como os diversos recursos para catalogação e recuperação de informações. A API também é um recurso muito poderoso, que iniciamos a explorá-lo mediante a divulgação deste recurso junto a comunidade de desenvolvedores aqui de Alagoas. Que tipo de dados podem ser encontrados no Portal e com vocês decidem que dados devem ser disponibilizados? O Alagoas em Dados e Informações concentra prioritariamente dados socioeconômicos, como estatísticas públicas (de fontes federais, estaduais e municipais), mapas temáticos, publicações, planos de desenvolvimento, dentre outros. Todavia, nos últimos meses, também passou a ofertar diversos conjuntos de dados de interesse público, como a localização de escolas, estádios de futebol, Fóruns e Comarcas da Justiça alagoana, dentre outros. Outros dados como catálogo de unidades produtivas, cooperativas e arranjos produtivos também estão sendo disponibilizados no Alagoas em Dados e Informações. Outro benefício proporcionado pelo uso do CKAN foi que, a partir do seu processo simplificado de publicação, passamos a publicar publicações históricas, inclusive algumas da década de 80, agregando ao Alagoas em Dados um rico acervo histórico sobre a socioeconomia alagoana (disponível aqui e aqui). Como vocês avaliam a recepção do Portal de Dados Abertos pela sociedade? Em relação às pessoas que já conheciam o Alagoas em Dados e Informações, a satisfação foi muito grande devido a simplificação do Portal. Estamos conquistando novos usuários, pois a partir do CKAN foi possível desenvolver uma interface responsiva, que somada ao novo endereço eletrônico (http://dados.al.gov.br), está permitindo uma disseminação do uso do Alagoas em Dados através de smartphones e tablets. O produto está sendo muito divulgado, através de palestras, divulgação de cartazes em órgãos públicos, universidades e faculdades, associações e federações de classe e felizmente, o feedback é sempre muito positivo. Quais os maiores desafios do estado de Alagoas com relação a dados abertos na opinião de vocês? Os desafios são inúmeros, mas destacamos inicialmente, a conscientização dos gestores públicos para o pleno cumprimento da Lei de Acesso à Informação. Somado a isto, descentralizar o processo de produção e publicação dos dados para outras instituições. Por outro lado, estimular ainda mais o uso dos dados para que sejam gerados produtos e aplicações de alto impacto, cujos resultados esclareçam para a sociedade a importância se de desenvolver um Portal e uma política de dados abertos. Do ponto de vista técnico, outro grande desafio consiste na evolução da produção dos dados para que sejam gerados dados conectados (Linked Data), atendendo aos requisitos estabelecidos pela Web Semântica. O que vocês recomendariam a outros governos que estejam ainda avaliando a possibilidade de implementar uma iniciativa desse tipo? Busquem considerar um Portal de Dados Abertos como um “hub” que irá concentrar dados, informações e conhecimento. Recomendamos um forte envolvimento da academia, considerando o seu perfil de grande consumidora de dados para fins de projetos e pesquisas. Por outro lado, o envolvimento da comunidade de tecnologia (empresas e desenvolvedores) também é desejável para que os dados sejam usados em aplicações inovadoras. Em resumo, estimular a demanda é um bom caminho para que a iniciativa tenha um retorno mais rápido. A partir da demanda, é natural que a oferta de dados se desenvolva. Recomendamos ainda que haja uma fase inicial de conscientização da importância dos Dados Abertos, apresentando outras experiências de sucesso e os benefícios gerados a partir das mesmas. É um trabalho de médio e longo prazo, mas fundamental na sociedade do conhecimento em que vivemos. Saiba mais: flattr this!

Conheça os projetos que podem transformar a realidade latinoamericana premiados pelo DAL 2014

- December 17, 2014 in américa latina, aplicativos sociais, DAL2014, Destaque, Sociedade, vencedores

A Open Knowledge Brasil, em parceria com a Casa do Desenvolvimento Humano Contemporâneo e o LabExperimental, com o apoio do Garoa Hacker Club, Raul Hacker Club e Calango Hacker Club, realizaram em novembro a edição de 2014 do desafio Desarrollando América Latina (DAL). IMG_1803 O Brasil participou junto com outros 14 países promovendo uma série de atividades que buscaram incentivar o desenvolvimento de projetos nas áreas de Governo Aberto, Transparência Pública e Participação Popular. Os encontros aconteceram no mês de novembro em Brasília, São Paulo e Salvador, acontecendo simultaneamente nas 3 cidades e também com a possibilidade de participação online. Mais de 16 iniciativas se inscreveram para participar do processo na etapa nacional. O primeiro lugar no Brasil ficou com o aplicativo Pimp My Carroça, que localiza equipamentos para a reciclagem de resíduos na cidade. O projeto De Olho na Câmara, do Instituto Nossa Ilhéus, ficou em segundo, com a proposta de automatizar o monitoramento dos projetos da Câmara de Vereadores da cidade. Finalmente, o terceiro prêmio foi para o Parto em Pauta, uma app que permite calcular a taxa de cesarianas de um determinado médico, culminando na criação de um ranking de médicos que auxilirá mulheres e casais a tomarem suas decisões no momento do parto. Os prêmios internacionais ficaram com iniciativas da Guatemala (1º lugar), Equador (2º lugar) e México (3º lugar). Saiba mais sobre os vencedores internacionais aqui. “Desafios como esse integram os países da América Latina na prática e são muito importantes para nos potencializarmos e tornarmos protagonistas das mudanças que queremos. O fluxo de ideias e ações é facilitado através desse mapeamento de iniciativas e códigos livres como o que está disponível no site da DAL”, comenta Jonaya de Castro, uma das organizadoras da etapa nacional. O DAL acontece desde 2012 e busca resolver os problemas sociais da região em áreas como educação, saúde, transporte e outros com o uso das tecnologias, dados abertos e a colaboração entre diversos atores sociais. A proposta é promover o desenvolvimento de aplicativos inovadores, sustentáveis, escaláveis e de alto impacto social e fomentar uma cultura da criatividade, inovação e empreendimento na América Latina. flattr this!

Parceria com Open Knowledge resulta em plano de ação para uma política de dados abertos no Distrito Federal

- December 15, 2014 in avaliação, banco mundial, Dados Abertos, Destaque, distrito federal, ODRA, Open Knowledge, Partnership for Open Data, plano de ação

Diagnóstico realizado pela Open Knowledge Brasil concluiu que há avanços em termos de transparência, mas é preciso criar uma estratégia unificada para a abertura de dados governamentais de forma eficiente e sustentável. Palácio_do_Buriti_(vista_lateral) A Open Knowledge Brasil, com o apoio da Coalização para os Dados Abertos (Parnership for Open Data), desenvolveu em colaboração com a Secretaria de Transparência e Controle (STC) do governo do Distrito Federal (GDF) um diagnóstico para a abertura de dados governamentais que resultou em um plano de ação para a implementação de uma Política Distrital de Dados Abertos. A parceria foi firmada em maio deste ano por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre o GDF e a Open Knowledge Brasil (OKBr). O objetivo foi de melhorar as iniciativas de transparência ativa do governo e estimular maior participação social. “Trata-se de uma parceria inovadora que possibilitou criar um plano de ação para que a abertura de dados governamentais ocorra de modo mais eficaz, a partir do diagnóstico do que já vinha sendo feito. Todo esse trabalho ficará disponível publicamente, o que é um diferencial em relação a outros locais ao redor do mundo”, ressaltou Everton Zanella Alvarenga, diretor executivo da OKBr. “Em um contexto em que a retórica da abertura nem sempre se reflete em ações efetivas de dados abertos, a iniciativa do GDF de trabalhar de forma aberta e em parceria com a sociedade civil pode servir de exemplo para que outros estados e municípios assumam um verdadeiro compromisso nesse sentido”, destaca, fazendo referência aos resultados de 2014 do Índice Global de Dados Abertos. Resultados O diagnóstico reconhece os avanços do Distrito Federal em termos de transparência e abertura principalmente por conta da criação da Secretaria de Transparência e Controle (STC) e de iniciativas como o Portal de Dados Abertos. “Essas sementes no governo; o favorável cenário legal para a Internet no Brasil, com a aprovação do Marco Civil da Internet; a grande quantidade de usuários de dispositivos móveis em Brasília; e uma classe brasiliense vibrante de desenvolvedores de software colocam a capital brasileira em condições de liderar iniciativas de dados abertos em todo o país”, afirma o relatório. Por outro lado, o documento frisa a importância de se unificar e institucionalizar ações que no momento encontram-se pouco articuladas. Outro desafio é a articulação com a sociedade civil: “o governo precisa sinalizar, claramente, que apoia e estimula a criação de serviços e aplicativos que utilizam dados abertos”, recomenda o texto. O diagnóstico se baseou na Ferramenta de Avaliação de Prontidão em Dados Abertos (em inglês, ODRA – Open Data Readiness Assessment), formulada pelo Banco Mundial e traduzida para o português pela OKBr, que está disponível online para uso, redistribuição e adaptação livres. Foram analisados aspectos políticos, técnicos e econômicos do governo do Distrito Federal, distribuidos em oito eixos: liderança em dados abertos; marco legal relacionado à gestão de dados e acesso à informação; preparação institucional do governo (estruturas, competências e responsabilidades); dados governamentais; demanda de dados e participação cidadã; ecossistema de dados abertos; financiamento e infraestrutura e habilidades da tecnologia nacional. Plano de ação O plano de ação proposto para o Distrito Federal considerando seu estado atual de dados abertos propõe atividades para o curto, médio e longo prazo e um cronograma de implementação.As ações propostas dividem-se por áreas e estabelecem os responsáveis, o esforço necessário, um prazo razoável para sua execução e os custos envolvidos. Tanto o diagnóstico, quanto o plano de ação estão disponíveis online. Mais informações: flattr this!

Índice de Dados Abertos da Open Knowledge indica pouco progresso por parte dos governos em abrir dados chave

- December 9, 2014 in 2014, Dados Abertos, Destaque, estado dos dados abertos, índice global de dados abertos, lançamento, mundo, Open Knowledge Brasil, Open Knowledge Internacional

open data index 2014

A Open Knowledge publicou hoje o Índice Global de Dados Abertos de 2014 mostrando o estado dos dados abertos ao redor do mundo; Brasil ocupa 24ª posição no ranking.

A Open Knowledge Internacional lançou hoje o Índice Global de Dados Abertos de 2014, que mostra que apesar de haver progressos, a maioria dos governos ainda não está disponibilizando informações chave e em formato acessível para seus cidadãos e empresas. Com as estimativas recentes da empresa de consultoria McKinsey e outras de que os benefícios potenciais dos dados abertos superam US$ 1 trilhão, um progresso lento pode por em risco uma grande oportunidade. Para Rufus Pollock, fundador e presidente da Open Knowledge Internacional, “a abertura de dados governamentais leva à democracia, responsabilidade e inovação e permite que os cidadãos saibam e exerçam seus direitos e traz benefícios à toda a sociedade em áreas que vão desde o transporte até a saúde e educação”. “Houve nos últimos anos um aumento no apoio aos dados abertos por parte dos governos, mas o Índice deste ano mostra que o verdadeiro progresso caminha mais lentamente do que a retórica”, completa. O Índice traz um ranking de países baseado na disponibilidade e acessibilidade de informações em dez áreas centrais que incluem gastos governamentais, resultados eleitorais, horários dos meios de transportes e níveis de poluição. Nesta edição, o Reino Unido aparece em primeiro lugar, com uma pontuação de 96%, seguido pela Dinamarca e França, que saiu do 12º lugar no ano passado para ocupar a terceira posição. A Finlândia ficou em quarto, enquanto Austrália e Nova Zelândia dividem o quinto lugar. Resultados impressionantes foram obtidos pela Índia – que passou do 27º para o décimo lugar – e por países da América Latina, como Colômbia e Uruguai, que dividem a 12º posição. Dentre os países analisados, Serra Leoa, Mali, Haiti e Guiné obtiveram as piores colocações, porém há governos menos abertos que não foram incluídos no Índice devido à falta de abertura ou de uma sociedade civil engajada. Já o Brasil, apesar de uma pequena melhora (54% contra 48% no ano passado), ainda ocupa o 24º lugar, atrás de países como Uruguai, Colômbia e Chile na América do Sul. De modo geral, ainda que haja um aumento significativo no número de bases de dados abertas (de 87 para 104), a porcentagem de bases de dados abertas entre todos os países analisados permanece baixa, de apenas 11%. Mesmo entre os líderes em dados governamentais abertos há ainda espaço para melhorias: os Estados Unidos e Alemanha, por exemplo, não oferecem um registro aberto e consolidado de corporações. Além disso, o grau de abertura de dados detalhados sobre gastos governamentais foi decepcionante: a maioria dos 97 países não publica ou limita as informações disponíveis, com exceção apenas do Reino Unido e Grécia. Isso chama a atenção num momento de crescimento lento e austeridade em muitos países e em que dar acesso aberto e gratuito a este tipo de dado seria uma forma de economizar dinheiro público e aumentar a eficiência do governo. A Open Knowledge Brasil (OKBr) acredita nos benefícios que os dados abertos podem trazer para um governo mais transparente e eficiente. “A informação deve ser facilmente compreensível e poder ser utilizada, reutilizada e compartilhada por qualquer pessoa, em qualquer lugar e para qualquer fim de forma livre”, recorda Everton Zanella Alvarenga, da OKBr. Informações complementares:
  • O Índice Global de Dados Abertos é realizado pela Open Knowledge Internacional em parceria com uma rede de especialistas e colaboradores. Durante seu processo de elaboração, membros do público, organizações da sociedade civil e especialistas em dados abertos avaliam a disponibilidade e acessibilidade das bases de dados selecionadas ao redor do mundo. As informações são revisadas por pares e checadas por uma equipe de especialistas locais e em bases de dados e os países recebem pontos de acordo com os resultados encontrados.
  • O Índice oferece uma avaliação independente da abertura nas seguintes áreas: horários dos meios de transporte; orçamento governamental; gastos governamentais; resultados eleitorais; registros de empresas; mapas nacionais; estatísticas nacionais; legislação; códigos postais; emissão de poluentes. Para saber mais veja: http://index.okfn.org/dataset/.
  • Os países e lugares avaliados foram (segundo a colocação no ranking): Reino Unido, Dinamarca, França, Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, Noruega, Alemanha, Estados Unidos, Índia, Taiwan, Colômbia, República Tcheca, Suécia, Uruguai, Islândia, Holanda, Romênia, Chile, Japão, Ilha de Man, Áustria, Canadá, Suíça, Itália, Brasil, Eslovênia, Coreia do Sul, México, Turquia, Kosovo, Malta, Espanha, Letônia, Georgia, Hungria, Irlanda, África do Sul, Portugal, Israel, Paquistão, Paraguai, Equador, Moldávia, Indonésia, Jamaica, Russia, Argentina, Polônia, Sérvia, Bulgária, Croácia, Bélgica, Costa Rica, Grécia, Hong Kong, China, El Salvador, Burkina Faso, Tailândia, Macedônia, Eslováquia, Bangladesh, Bermuda, Nepal, Senegal, Singapura, Tunísia, Guatemala, Lituânia, Filipinas, Ilhas Virgens Americanas, Nigéria, Ruanda, Arábia Saudita, Cambodja, Zâmbia, Costa do Marfim, Egito, Marrocos, Panamá, Gana, Zimbábue, Camarões, Quênia, Líbano, Bósnia e Herzegovina, Botswana, Chipre, Lesoto, República Unida da Tanzânia, República do Benin, Sultanato de Omã, Serra Leoa, Haiti, Mali e República da Guiné.
  • Veja histórias regionais sobre dados abertos e o Índice Global de Dados Abertos de 2014 em: http://index.okfn.org/stories/
  • Incluímos lugares que ainda não são considerados países independentes quando recebemos submissões completas e precisas. Por isso, o Índice Global de Dados Abertos classifica “lugares” e não “países”.
  • Dados Abertos são informações que podem ser livremente utilizadas, reutilizadas e compartilhadas por qualquer pessoa, em qualquer lugar e para qualquer fim. Verdadeiros dados abertos requerem uma série de qualidades técnicas e legais que garantem que qualquer pessoa possa utilizá-los livremente e para seu máximo benefício e o Índice Global de Dados Abertos avalia todas elas. A Definição de Conhecimento Livre estabelece os princípios que definem a abertura em relação aos dados e o conteúdo: http://opendefinition.org/okd/portugues-brasileiro/.
  • A Open Knowledge Internacional, criada em 2004, é uma rede mundial de pessoas apaixonadas pela abertura que através de campanhas, tecnologias e treinamento buscam abrir informações e transformá-las em mudanças. Nosso objetivo é dar a todas as pessoas o poder de usar informações e percepção para o bem. Conheça nossos maiores projetos, que incluem a http://escoladedados.org/ e o http://openspending.org/ (e em breve o http://gastosabertos.org/). Para mais informações, entre em contato com imprensa@okfn.org.br.
Saiba mais:   flattr this!

Brasil ganha ferramenta de visualização de orçamento construída com a Open Knowledge

- December 1, 2014 in colaboração, Dados Abertos, DAPP, Destaque, dinheiro público, doutor Marco, fgv, formato aberto, Gastos Abertos, mosaico, okbr, OKI, Open Spending, orçamento, orçamento federal, políticas pútlicas, senado, SIGA, SIGA Brasil, Sociedade, software livre

Foi lançado ontem, 30 de novembro, o Mosaico Orçamentário, uma ferramenta de visualização de dados do Orçamento Federal desenvolvida a partir do Open Spending, da Open Knowledge Internacional (OKI). A iniciativa é da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP) em parceria com a Open Knowledge Brasil e o jornal O Globo e disponibiliza aos cidadãos dados do orçamento federal de 2001 a 2014, oferecendo a possibilidade de filtragem por temas, por órgãos e também pela distribuição de partidos políticos. Além disso, todas bases de dados estão disponíveis para download num formato aberto (CSV). Segundo Marco Aurélio Ruediger, diretor da FGV-DAPP, a ferramenta busca promover a transparência, “um vetor central não só para aumentar a confiança da sociedade civil nas instituições, como para a melhoria das políticas públicas”.
Captura de tela 2014-12-01 às 14.29.31

Mosaico Orçamentário disponibiliza dados do orçamento federal de 2001 a 2014 com possibilidade de filtragem por temas, órgãos e partidos políticos

O Mosaico utiliza informações públicas obtidas no portal SIGA Brasil, do Senado Federal. Segundo Ruediger, a obtenção dos dados foi um desafio para o projeto. “O banco de dados do orçamento do senado foi central, é um trabalho que tem um viés republicano importante. Nos estados não existe nada tão acessível assim”, conta. Apesar de já estarem disponíveis, os dados são difíceis de serem interpretados por pessoas que não estejam familiarizadas com a linguagem do orçamento. “Nosso  trabalho conseguiu deixar a informação mais clara pro cidadão mediano”, afirma. Para ele, o desafio maior agora é que os dados continuem sendo disponibilizados. O desenvolvimento da ferramenta levou um ano e meio e envolveu uma equipe de 19 pessoas, entre cientistas políticos, economistas, sociólogos, desenvolvedores de software (TI) e profissionais de design. A iniciativa partiu de uma conversa entre a FGV-DAPP e a Open Knowledge Brasil (OKBr) e Internacional sobre alguns trabalhos de abertura de dados e visualizações de orçamento e contou com apoio técnico da OKBr sobre a parte tecnológica (abertura de dados e de software) e de uma equipe da FGV sobre questões conceituais sobre o orçamento. Open spending O Open Spending, da rede da Open Knowledge, é um banco de dados de informações financeiras públicas que permite rastrear e analisar o dinheiro ao redor do mundo. Ele inclui orçamentos, dados sobre gastos, planilhas de balanço, etc., e é contruído por uma comunidade de usuários e colaboradores de diversos locais e mantido pela OKI. Ruediger destaca a importância que o uso de um software livre teve para a evolução do Mosaico Oraçamentário. Partindo de uma primeira versão desenvolvida pela Open Knowledge Brasil (OKBr), o grupo da FGV-DAPP conseguiu realizar uma série de modificações e adaptações. “Pudemos fazer evoluir não só o código e dar uma confiabilidade enorme, mas a versão que vai pro ar agregou um entendimento bastante poderoso do orçamento público e de suas matizes”, conta. Ele ressalta que todo o conhecimento agregado pela FGV na ferramenta segue livre e aberto para que a comunidade possa se apropriar e continuar desenvolvendo. O Open Spending já foi adaptado em países com Bósnia, Eslováquia, Inglaterra, Camarões, Uganda, entre outros e também foi usado pelos governos de Bolonha e Berlim para criar visualizações de orçamento. Veja mais projetos baseados no Open Spending aqui. Orçamento O Mosaico Orçamentário é o quinto projeto envolvendo dados de orçamento promovido ou apoiado pela OKBr. Além dele, a rede promoveu as ferramentas Orçamento ao Seu Alcance, Cuidando do Meu Bairro e o Gastos Abertos. Além disso participou da pesquisa sobre dados de portais de transparência em parceria com o Intituto de Estudos Socioeconômicos. Saiba mais: flattr this!

Tem uma ideia para um aplicativo social? Participe do Desafio DAL 2014!

- November 20, 2014 in américa latina, aplicativos sociais, Dados Abertos, DAL2014, Destaque

O Desarrollando América Latina é uma iniciativa que busca encontrar soluções a problemas sociais comuns aos países da região com a criação de aplicações cívicas inovadoras que unam tecnologia e dados abertos. No Brasil, estão previstas hackathonas em Brasília, Salvador, São Paulo e online. Se você tem uma ideia ou aplicativo social em desenvolvimento, e quer participar, se inscreva aqui. As inscrições estão abertas até o dia 25 de novembro. Ainda dá tempo! Veja os prêmios a que você concorre: Prêmios DAL (concorrem equipes de toda a América Latina)
  • 1 prêmio de incubação com 1 semana na argentina e 3 meses no país de origem
  • 2 prêmios para projetos sem programador: 1 programador por 3 meses
Prêmios locais (concorrem apenas equipe do Brasil)
  • 1 prêmio de 500 reais + 1 mês de incubação local com espaço
  • 1 prêmio de 300 reais
  • 1 prêmio de 200 reais
  post02_b Imagem de capa:School Of Open Workshop WMDE / Elly Köpf / CC BY-SA flattr this!

Participe do Encontro Virtual do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta

- November 18, 2014 in ciência aberta, encontro virtual, GT ciência aberta

Acontece no dia 25 de novembro, às 20h30, mais um Encontro Virtual do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta. Organizado de forma colaborativa, o encontro de novembro pretende discutir, entre outros tópicos, seu formato. O objetivo é melhorar a participação e a qualidade dos eventos. Na próxima reunião também se discutirá o desenvolvimento de um manual de ciência aberta, a realização de oficinas temáticas e a conjuntura de 2015. O encontro também é uma oportunidade para os novos membros ou interessados em participar do Grupo de Trabalho se apresentarem e conhecerem as atividades desenvolvidas pelos demais. As discussões do grupo podem ser acompanhadas pelos canais do GT e na página dos encontros na Wikiversidade, onde também é possível se sugerir novos temas para discussão. Para participar basta acessar https://meet.jit.si/cienciaaberta (em caso de problemas utilizar #cienciaaberta na Freenode: https://kiwiirc.com/client/irc.freenode.org/#cienciaaberta) no dia e horário marcados. Criado em 2013, o Grupo de Trabalho em Ciência Aberta é parte de uma rede global de ciência aberta apoiada pela Open Knowledge. No Brasil, ele é formado por pesquisadores e pesquisadoras em dezenas de universidades brasileiras que buscam promover e estudar práticas abertas na ciência. Atualmente, o grupo mantém um blog com textos de reflexão e notícias sobre o tema, além de uma lista de emails aberta onde as pessoas interessadas podem se inscrever para acompanhar as discussões e se envolver com as atividades do grupo. Serviço: Saiba mais: Imagem de capa: Por English: U.S. Department of Defence [Public domain], via Wikimedia Commons flattr this!

Município de São Paulo disponibiliza catálogo de bases de dados

- November 17, 2014 in acesso à informação, catálogo de bases de dados, cgm-sp, Dados Abertos, Destaque, Prefeitura Municipal de São Paulo, São Paulo, transparência

Lançado pela Controladoria Geral do Município de São Paulo (CGM), o Catálogo Municipal de Bases de Dados (CMDB) permite identificar quais são os dados produzidos no âmbito da administração municipal e as entidades responsáveis por eles. Com isso, a busca por informações já disponíveis no Portal de Transparência, assim como a realização de pedidos de informações, fica mais fácil. O catálogo – previsto pelo Decreto nº 54.779/2014 – reúne 591 bases de secretarias, subprefeituras e entidades da administração indireta e inclui planilhas, documentos, bancos de dados, entre outros tipos de arquivos. Além de uma lista online com um um resumo das bases catalogadas, título, órgão responsável e categoria temática, clicando na base de seu interesse é possível se obter informações detalhadas sobre ela e como obtê-la. Capacitação em dados abertos O desenvolvimento do CMDB foi divido em três fases: um levantamento geral em que as unidades informaram as bases que possuíam e se fez um inventário dos dados; a coleta e desenvolvimento dos metadados, ou seja, a descrição das bases, seus campos e variáveis e a confecção de dicionários de bases em que será possível se visualizar as relações existentes entre elas. A terceira fase ainda não foi implementada. Durante o desenvolvimento do catálogo de dados, a CGM também ofereceu capacitações sobre dados abertos aos servidores públicos dos diferentes órgãos da prefeitura. “Tem muita gente que não sabe o que é uma base de dados, não tem essa visão do que é um dado aberto, por isso tentamos abarcar tudo isso”, explica Gabriel Ponzetto, Diretor de Transparência Ativa da CGM. Para ele, aliar o inventário com as capacitações foi algo fundamental. Fernanda Campagnucci, assessora especial na CGM, concorda. “A tendência até hoje foi o servidor se entender como dono da informação e a gente quando vai implementar políticas de transparência nota uma certa resistência”, explica. “Com as formações, isso foi diminuindo, as pessoas passaram a entender melhor o objetivo e colaborar”. Impacto na gestão Além do impacto na transparência ativa e passiva, o catálogo de dados gerou uma repercussão positiva dentro do próprio governo. “Servidores das unidades dentro da prefeitura nos ligam falando que até então sabiam em que órgão poderiam encontrar quais dados”, conta Ponzetto. Fernanda aponta também que através do catálogo é possível notar como diferentes entes da administração municipal gerenciam com sistemas distintos o mesmo tipo de informação. Esse diagnóstico inicial permite que o governo possa pensar em estratégias para unificar o tratamento desses dados. “Isso nos ajuda a otimizar os próprios processos internos”, afirma. Imagem de capa: Por Andre Deak (Flickr: São Paulo – Skyline by night) [CC-BY-2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons. flattr this!

Introdução ao Jornalismo de Dados: Novo curso gratuito da Escola de Dados será no Rio de Janeiro

- November 17, 2014 in curso, Dados Abertos, Escola de Dados, Jornalismo de dados, Rio de Janeiro

(Publicado primeiro no blog da Escola de Dados) A segunda edição do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados” acontecerá entre os dias 8 e 12 de dezembro na Escola de Comunicação da UFRJ. O curso é gratuito e faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge Foundation para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. As inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira, dia 13 de novembro, até as 23h59 do dia 24 de novembro, por meio de formulário online (clique aqui para acessá-lo). Serão selecionados até 25 participantes e o resultado será divulgado no blog da Escola de Dados no dia 28 de novembro. Jornalistas e estudantes de Comunicação podem se inscrever. A seleção dos candidatos avaliará o grau de experiência em jornalismo e o potencial de aplicação dos ensinamentos, não sendo necessário conhecimento prévio em jornalismo de dados. O curso inclui um panorama sobre jornalismo de dados e uma apresentação das principais técnicas e ferramentas utilizadas para busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados. Os alunos irão examinar projetos publicados por grandes redações do mundo todo e também partirão de projetos próprios para produzir tabelas, gráficos, mapas e diagramas usando uma variedade de softwares, ferramentas web e scripts básicos de programação. A metodologia do curso envolverá aulas expositivas e atividades em grupo guiadas pelos tutores. No total, serão 30h de atividades, divididas em cinco aulas oferecidas das 10h às 17h, com uma hora de intervalo de almoço. Ao final do curso, os participantes receberão um certificado de conclusão emitido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre os tutores estão Marco Túlio Pires e Natália Mazotte, coordenadores da Escola de Dados no Brasil; Rodrigo Burgarelli, repórter do jornal O Estado de S. Paulo com experiência em administração pública e jornalismo de dados; e Vitor George, desenvolvedor de software e especialista em mapas da equipe do EcoLab. Este é o segundo curso presencial oferecido pela Escola de Dados no Brasil. O primeiro acontece em Salvador, na Universidade Federal da Bahia, entre os dias 24 e 28 de novembro. A Escola de Dados é uma comunidade global que integra a rede da Open Knowledge Foundation e trabalha para capacitar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos para usar dados de forma eficaz em seus esforços para criar sociedades mais justas. Nossa missão é ensinar as pessoas a ter insights poderosos e criar histórias interessantes, utilizando dados abertos. Curso “Introdução ao Jornalismo de Dados” Realização: Escola de Dados e Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro Quando: de 08/12 a 12/12, de 10h às 17h; Onde: Auditório da Central de Produção Multimídia da Eco/UFRJ Inscrições: de 13 a 24/11, por meio de formulário disponível em: http://bit.ly/1tMWcgG Resposta aos selecionados: 28/11, no blog da Escola de Dados Imagem de capa: https://www.flickr.com/photos/madmannova/8383535541/ flattr this!