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Como foi 2018 para a Open Knowledge Brasil?

- January 10, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

O ano de 2018 foi de grande evolução para a Open Knowledge Brasil do ponto de vista institucional. Sob nova liderança e com uma nova equipe, fruto da entrada do time da Operação Serenata de Amor, dedicamos tempo a fortalecer nossa visão estratégica e nossas linhas programáticas, com o objetivo de posicionar a organização na vanguarda do movimento do conhecimento aberto. Conseguimos alcançar esse objetivo de três formas: 1) Com a intensificação de  projetos e atividades com alto potencial de impacto e com o DNA da Open Knowledge, 2) nas parcerias e coalizões firmadas com órgãos de controle do setor público, visando uma maior colaboração em escala, e 3) na participação em eventos relevantes e menções na mídia para pautar o debate nacional em torno da transparência e governo aberto.

Confira o relatório completo de atividades 2018 da Open Knowledge Brasil

Entendemos o enorme valor da tecnologia e da utilização de dados abertos para o fortalecimento da governança democrática. Por essa razão, centramos nossos esforços na estruturação do programa de ciência de dados para inovação cívica, que lançou quatro novos projetos: Perfil Político, Querido Diário, Vítimas da Intolerância e Queremos Saber. Todos com potencial de se desenvolver nos próximos anos.

Ampliamos também as nossas ações de articulação e advocacy. Emitimos sete posicionamentos públicos com outras organizações, em especial sobre temas relacionados a transparência e governança aberta. Assinamos parcerias com órgãos públicos, como o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União e participamos ativamente de coalizões como a Rede pela Transparência e Participação Social e o Pacto pela Democracia.

A Escola de Dados, nosso programa de capacitação para o letramento em dados, realizou a terceira edição do principal evento de jornalismo de dados e métodos digitais do Brasil –  o Coda.Br 2018, que contou com a presença de mais de 300 pessoas em São Paulo, em novembro. A Escola de Dados também expandiu seu cardápio de cursos e lançou novos tutoriais online.  Além disso, passou a fomentar o desenvolvimento de comunidades interdisciplinares para pensar desafios e projetos guiados por dados com impacto social, em um ambiente informal e descontraído: as Cervejas com Dados. Foram 18 edições do evento em 10 cidades, reunindo ao longo do ano cerca de 700 participantes.

Participamos de mais de 20 eventos pelo Brasil, realizados por parceiros da academia, da sociedade civil e de governos. Isso nos permitiu ampliar o alcance dos nossos projetos e costurar novas frentes de trabalho com mais entidades públicas e privadas.

O resultado da comunicação acompanhou o ritmo das demais frentes da Open Knowledge. Tivemos uma atuação mais consistente nas redes sociais, voltada à apresentar nossa visão e nossos projetos e atividades, e mais aparições na grande mídia, inclusive em telejornais. Participamos ou fomos explicitamente citados em oito programas de TV, sendo três deles na TV Globo – um no Jornal Nacional, três na GloboNews, um na TV Al Jazeera e outro na Rede Record. Com isso, conseguimos pautar, com um alcance de milhões de brasileiros, temas como fiscalização das campanhas eleitorais, aumento da violência por motivação política, desafios para avançar nas políticas de abertura de dados e outros.

Foi também um ano de grandes desafios. O fraco desempenho das atividades econômicas, aliado ao cenário de crise política impulsionada pelo processo de impeachment e pelas consecutivas fases da Operação Lava-Jato, minaram a confiança nas instituições públicas e nos atores sociais. A onda de populismo e ações antidemocráticas que se espalham ao redor do mundo ganharam força no Brasil, em especial durante as eleições, marcadas pela polarização e pela desinformação.

O papel da Open Knowledge nessa conjuntura é de incentivar a participação social em prol da garantia de direitos e fortalecer a relação da sociedade civil com instituições públicas. O apoio a uma cidadania ativa é um caminho para a retomada da confiança no país. E isso só é possível se pressionarmos por mais transparência do poder.

Os desafios para 2019 estão postos. Transparência, dados abertos e tecnologia cívica serão temas transversais a todos eles, e vamos fortalecer nossa atuação para multiplicar experiências relevantes nestes temas. Demonstrar o valor de uma sociedade aberta e justa é o que orienta a contribuição da Open Knowledge Brasil nos anos que estão por vir.

Natália Mazotte, Diretora-Executiva Flattr this!

Escola de Dados oferece curso gratuito para jornalistas em São Paulo sobre dados orçamentários

- October 27, 2015 in brasil, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Gastos Abertos, governo, Internet, Jornalismo de dados, Open Knowledge Brasil, orçamento, orçamento público, São Paulo, sociedade civil

Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

Jornalistas interessados em entender como utilizar os dados orçamentários para fazer análises e criar histórias interativas podem se inscrever na primeira edição das oficinas Gastos Abertos, que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro. O curso é gratuito e será oferecido pela Escola de Dados como parte do projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, premiado como finalista do Desafio Social do Google. As inscrições podem ser feitas a partir deste domingo, 25 de outubro, até 23h59 do dia 8 de novembro, por meio de formulário online (clique aqui para acessá-lo). Serão selecionados até 20 participantes e o resultado será divulgado no blog da Escola de Dados no dia 13 de novembro. O curso é dividido em dois módulos e conta com o apoio da FIAP e do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito São Paulo. O primeiro módulo vai apresentar como funciona o orçamento público municipal, as fontes dos dados orçamentários e como verificar contratos e licitações públicas. O segundo módulo traz um panorama sobre jornalismo de dados, apresentando as principais técnicas e ferramentas utilizadas para busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados. Ao final do curso, os alunos terão projetos próprios de narrativas jornalísticas com o uso de dados sobre o orçamento público. A metodologia do curso envolverá aulas expositivas e atividades em grupo guiadas pelos tutores. O objetivo é que, com mais conhecimentos sobre como analisar os dados orçamentários, os jornalistas possam abordar melhor o assunto em seus veículos e estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos. Jornalistas e estudantes de Comunicação podem se inscrever. A seleção dos candidatos avaliará o grau de experiência em jornalismo e o potencial de aplicação dos ensinamentos, não sendo necessário conhecimento prévio em jornalismo de dados. Entre os tutores estão Natália Mazotte, coordenadora da Escola de Dados no Brasil; Pedro Marin, doutorando em Administração Pública e Governo pela FGV e coordenador de planejamento da Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico de São Paulo; Rodrigo Burgarelli, repórter do jornal O Estado de S. Paulo com experiência em administração pública e jornalismo de dados; e Diego Rabatone,  co-fundador do Grupo de Estudos de Software Livre da Poli-USP e ex-membro do Estadão Dados. O projeto Gastos Abertos vai oferecer visualizações fáceis e intuitivas sobre o que o governo está fazendo com o nosso dinheiro. Como parte do projeto, a Escola de Dados vai oferecer cursos presenciais e um curso massivo online, todos gratuitos, sobre orçamento público e uso de dados. A Escola de Dados, um programa que no Brasil nasceu dentro do capítulo brasileiro da Open Knowledge, é parte de uma comunidade global que trabalha para capacitar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos para usar dados de forma eficaz em seus esforços para criar sociedades mais justas. Nossa missão é ensinar as pessoas a ter insights poderosos e criar histórias interessantes, utilizando dados abertos. Curso “Como o governo gasta nosso dinheiro” Realização: Escola de Dados Inscrições: de 13 a 24/11, por meio de formulário disponível neste link Resposta aos selecionados: 28/11, no blog da Escola de Dados 1º Módulo – Orçamento Público Quando: 30/11 a 02/12, de 8h30 às 12h Onde: FIAP, Av. Paulista, 1106, 7º andar – Bela Vista, São Paulo 2º módulo – Análise e Visualização de dados Quando: 7/12 a 11/12, de 8h30 às 12h Onde: FGV/SP, R. Rocha, 233 – Bela Vista, São Paulo *Apoio: FIAP e GEPI /FGV DIREITO SP (Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação – projeto Democracia Digital) logo fiap     GEPI FGV  - LOGO          
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Hackday sobre violência policial no Rio de Janeiro

- December 10, 2014 in Dados Abertos, Eventos, hackathon, Hackday, PM, Polícia Militar, Rio de Janeiro, segurança pública, Sociedade, sociedade civil, transparência, violência

Apenas no estado do Rio de Janeiro, todo dia pelo menos uma pessoa é morta pela Polícia Militar. No Brasil, diariamente, o Estado tira a vida de centenas de pessoas, em sua maioria jovens, negros e pobres. E, sabemos, quem atira também morre. Para cada quatro vítimas da polícia, um policial foi assassinado em 2013. Neste ano, a média de homicídios bateu recorde histórico, superando países em guerra.
Fonte: Wikipedia

Fonte: Wikipedia

O vandalismo de Estado durante as manifestações ampliou este debate. Porém, apesar da multidão de Claudias, Amarildos e Douglas que aumenta a cada hora, o genocídio oficial tornou-se banal. Em sua maioria ignoradas ou, pior, estimuladas pela grande mídia, os ‘homicídios decorrentes de intervenções policiais’ encontram respaldo em falas como “direitos humanos para humanos direitos”. Para trabalhar os dados existentes sobre essa realidade e pensar em projetos com o uso da tecnologia, será realizado no Rio de Janeiro o “Hackday Violência Policial” nesta quinta-feira, 11 de dezembro, às 18h30, no Olabi, que fica na Rua Barão de Lucena, 85A, Botafogo. A ideia deste hackday é reunir pesquisadores, programadores, jornalistas, ativistas e quaisquer interessados para colocar a mão na massa, destrinchar a lógica do sistema de segurança pública brasileiro e evidenciar a urgência de mudanças. Como podemos produzir juntos ações para estimular a sensibilidade com o tema e o respeito à vida? Quem for participar, por favor, confirme a presença neste evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1553809231523002 Quem quiser enviar ideias sobre informações públicas e bases de dados que podemos utilizar ou outras atividades que podemos fazer no Hackday: https://pad.riseup.net/p/hackdayrio flattr this!