You are browsing the archive for américa latina.

OKBR participou da reunião da rede da OCDE sobre Governo Aberto e Inovador na América Latina e no Caribe

- December 3, 2018 in américa latina, colaboração, governo, governo aberto, OCDE, OGP, okbr, participação, sociedade civil

Neide De Sordi, integrante do Conselho Deliberativo da Open Knowledge, participou da reunião da rede da OCDE sobre Governo Aberto e Inovador na América Latina e no Caribe, realizada no período de 27 a 29 de novembro de 2018. A rede, criada pela OCDE em 2015 por ocasião da Cúpula Global da Parceria para o Governo Aberto (OGP) no México, constitui-se em uma plataforma para proporcionar aos países da AL e do Caribe oportunidade de engajar-se no diálogo sobre políticas, transferência de conhecimento e intercâmbio de boas práticas nas áreas de governo aberto, inovação do setor público e governo digital. Brasil e Colômbia compartilham a co-presidência desta rede, que visa conectar governo, sociedade civil, associações empresariais para trocar ideias, experiências e conhecimentos sobre como construir instituições públicas melhores e mais fortes. A rede também tem como objetivo identificar e a disseminar boas práticas de governos abertos e inovadores e, ainda, a gerar exemplos e recomendações aos seus membros sobre como sequenciar as reformas de governo aberto e apoiar sua implementação para promover o desenvolvimento socioeconômico e a integração regional. Neide De Sordi foi convidada pela CGU para falar na abertura do evento sobre as ações da sociedade civil para o Governo Aberto. Na ocasião, ela abordou as inúmeras ações das organizações da sociedade civil brasileiras, desenvolvidas para ampliar os espaços de participação e controle social. Inclusive, enfatizou que essas ações não estão restritas ao âmbito dos compromissos da OGP. Entre as ações exitosas que não integram os planos da OGP, ela deu destaque à Operação Serenata de Amor, à plataforma Queremos Saber, as pesquisas da organização Artigo 19, e à Frente para o Controle e Combate à Corrupção.    A abertura do evento contou ainda com pronunciamentos do Ministro da Transparência e Controladoria Geral da União, do Ministro das Comunicações da Costa Rica, do Secretário de Transparência da Colômbia, do Embaixador de Portugal e do chefe da unidade de governo aberto da diretoria de governança pública da OCDE. Flattr this!

As políticas de dados abertos irão contribuir para a resolução de desafios do desenvolvimento?

- November 27, 2015 in abrelatam, américa latina, colaboração, condatos, Conferência Internacional de Dados Abertos, Dados Abertos, Destaque, governo, planejamento, políticas públicas, sociedade civil, transparência

O texto abaixo é uma adaptação de “Will Open Data Policies Contribute to Solving Development Challenges?”, de Fabrizio Scrollini, publicado no site da IV Conferência Internacional de Dados Abertos, que acontecerá em Madri, na Espanha, nos dias 6 e 7 de outubro de 2016.
Ao passo que a Carta Internacional de Dados Abertos ganha importância no contexto da agenda de desenvolvimento mais ampla, relacionada aos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidas pela Organização das Nações Unidas, uma pergunta pertinente a se fazer é: as políticas de dados abertos vão contribuir para resolver desafios de desenvolvimento? Neste post, tento responder esta questão baseando-me em experiências recentes na América Latina a fim de contribuir para um debate global. A América Latina vem explorando os dados abertos desde 2013, quando a primeira desconferência (Abrelatam) e a primeira conferência (ConDatos) aconteceram em Montevidéu. Em setembro de 2015, em Santiago, no Chile, uma comunidade vibrante de ativistas, servidores públicos e empreendedores se reuniram na terceira edição da Abrelatam e ConDatos. Esta é, agora, uma comunidade mais madura. Os dias nos quais era suficiente apenas abrir alguns conjuntos de dados e estabelecer um portal estão para trás. O foco desta reunião era na colaboração e uso de dados para abordar alguns desafios sociais. Pegue, por exemplo, o setor da saúde. A transparência neste setor é a chave para uma entrega melhor das metas de desenvolvimento. Um dos painéis na ConDatos mostrou três formas diferentes de usar dados para promover transparência e empoderamento cidadão neste setor.
Crédito: justgrimes

Crédito: justgrimes

A tu servicio, um empreendimento conjunto da ONG uruguaia DATA e do Ministério Uruguaio da Saúde ajudaram a padronizar e abrir conjuntos de dados públicos que permitiram com que mais de 30.000 usuários melhorassem a forma pela qual escolhem planos de saúde. A colaboração entre governo e sociedade civil foi crucial neste processo em termos de partilha de recursos e competências. O primeiro protótipo só foi possível porque alguns dos dados já estavam abertos. Este caso contrasta com Cuidados Intensivos, um esforço peruano com o objetivo de prover informações importantes sobre o setor de saúde. Ativistas peruanos tiveram que preencher pedidos de acesso à informação, transformar e padronizar dados para finalmente lançarem o projeto. Ambas as experiências demandaram uma grande capacidade técnica, política e de comunicação. E ambas mostram as posturas que o setor público pode adotar: se engajando ou ignorando o potencial dos dados abertos. No mesmo setor, vemos um estudo recente lidando com a dengue e os dados abertos desenvolvido pela nossa iniciativa de pesquisa. Se organizações internacionais e países estivessem persuadidos a adotarem padrões comuns para casos de surtos de dengue, eles poderiam ser potencialmente previstos se os dados abertos certos estiverem disponíveis e padronizados. Dados abertos neste setor não apenas oferecem a prestação de contas mas também eficácia e prevenção para a alocação de recursos escassos. Países da América Latina – reunidos no grupo de dados abertos da Rede Gealc – admitem o crescente valor público dos dados abertos. Este grupo se engajou construtivamente na ConDatos com os princípios consagrados na carta e vão alimentar a formalização de políticas de dados abertos na região. Uma revolução de dados não vai produzir resultados se os dados estiverem fechados. Quando você abre os dados, você permite que diversas iniciativas surjam e mostrem seu valor. Uma vez que certo nível de maturidade é alcançado em algum setor em particular, mais dados são necessários. Padrões são cruciais para assegurar a comparação e facilitar a coleta, o processamento e o uso de dados abertos governamentais. Fomentar e interagir com usuários de dados abertos também é necessário, como várias estratégias implantadas por algumas cidades latino-americanas mostram. Voltando a nossa questão: as políticas de dados abertos vão contribuir para resolver desafios de desenvolvimento? A experiência latino-americana mostra evidências de que vão. A estrada em direção à IODC 2016 em Madrid, na Espanha, vai precisar que nós discutamos mais sobre mostrar o valor e a colaboração para usar dados abertos governamentais a fim de resolver desafios de desenvolvimento. Dados e padrões são parte do núcleo. Mas as pessoas, o uso e as políticas são cruciais para transmitir a revolução de dados abertos através dos setores. Fabrizio Scrollini é o Coordenador de Pesquisa da Iniciativa de Dados Abertos da América Latina. Ele é doutorando na London School of Economics and Political Science e Presidente da DATA, uma ONG uruguaia que trabalha com transparência, dados abertos, e desenvolvimento humano. Como acadêmico, Fabrizio está interessado em instituições de prestação de contas, acesso à informação, transparência e dados abertos. Flattr this!

Comunidade – A resposta para inovação?

- April 1, 2015 in abrelatam, américa latina, community, comunidade, condatos, Dados Abertos, Destaque, Inovação

_MG_4699Post originalmente publicado no blog Open Data Innovation em 23 de março. Comunidade. Community. Essa palavra continua aparecendo em todas as nossas entrevistas. Mas o que comunidade realmente significa? Qual é a conexão entre comunidades e inovação? Consultando o dicionário, alguém vai encontrar pelo menos dez diferentes definições para a palavra comunidade. No caso de dados governamentais abertos, esta definição pode se aplicar: “A condição de compartilhar ou ter certas atitudes e interesses em comum.” Todas as pessoas com quem falamos têm um interesse em comum óbvio: dados abertos. Em todo caso, durante nossa pesquisa, nós encontramos diferentes envolvidos (stakeholders) nessa comunidade que também acreditam em transformação social e veem dados governamentais abertos como uma ferramenta e não uma condição para esta mudança. Em todos os países – Chile, Argentina e Uruguai – encontramos pessoas que acreditam que podem fazer a sociedade avançar contribuindo com ela. Ainda assim, quando pensamos na América Latina, não podemos deixar de considerar o contexto geográfico, que sugere a aplicação de outra definição da palavra comunidade: “Uma área em particular ou lugar considerado um conjunto com seus próprios habitantes”. Percebemos que como continente, a América Latina tem um espírito comunitário único, com implicações mais amplas importantes. Primeiro, há uma rede de indivíduos e organizações próximos que cooperam entre si diariamente. Por exemplo, existe um grupo no Whatsapp que conecta membros diferentes da comunidade e tem membros de múltiplos países da América Latina. Segundo, diferente de outras regiões do planeta, a comunidade de dados abertos da América Latina fala predominantemente um idioma, o Espanhol (com a única grande exceção, o Brasil). Isso contribui para criar um ambiente mais confortável para colaboração em língua nativa, permitindo que as ideias se espalhem rápido. Terceiro, existem também conexões pessoais. A maioria dos nossos entrevistados mencionou que eles veem outros membros da rede não apenas como colegas, mas como amigos. A impressão que ficou das entrevistas é que essa rede dá suporte e permite aos diferentes membros do grupo não apenas compartilhar ideias, mas também testá-las e implementá-las fornecendo mentoria e às vezes apoio financeiro. Comunidade de Dados Abertos de Buenos Aires no ODD ’15 O que faz essa comunidade ser tão próxima? Nossa pesquisa aponta para uma iniciativa principal: AbreLATAM. AbreLATAM (uma brincadeira com a palavra abrelatas, em espanhol) é a desconferência de praticantes de dados abertos na América Latina. A ideia começou no Uruguai, onde a única ong de dados abertos local, DATA Uruguai, decidiu que eles precisavam de uma plataforma para compartilhar experiências com outros ativistas de dados abertos do continente. A ideia foi quase considerada loucura na época – levar pelo menos 100 pessoas para Montevideo para discutir dados governamentais abertos. DATA Uruguai levou a questão a alguns financiadores, que ficaram felizes em dar uma ajuda na criação do evento, mas também pediram por um evento que envolvesse governos. Isso levou à primeira conferência regional de dados abertos chamada Con Datos, que este ano acontece em seguida à AbreLATAM. A AbreLATAM é agora gerenciada por uma comunidade de organizações e foi realizada pela segunda vez em outubro de 2014 na Cidade do México pelo SOCIALTIC; O Ciudadano Inteligente em Santiago será o responsável pela terceira edição em setembro. De qualquer forma, enquanto discutir dados abertos é importante, entrevistados do Chile, Argentina e Uruguai mencionaram outro aspecto da AbreLATAM como o momento de confraternização. Não é nenhuma surpresa que bater papo e dividir experiências fora dos interesses comuns ajude a criar intimidade entre os participantes e aproximá-los como grupo. Ainda não existem melhor conexão do que o olho-no-olho. Além do mais, dada a ênfase social, talvez nós devêssemos pensar em comunidade no sentido oferecido por Rollo May, o famoso psicólogo americano: “comunicação leva à comunidade, que é compreensão, intimidade e valorização mútua.” Isso nos leva a pensar: podemos replicar AbreLATAM e o “efeito confraternização” na Europa, onde não há um idioma central e há diferentes culturas? E se essa initimidade for criada, isso ajudaria a promover inovação de um modo sem fronteiras, fortalecendo a sociedade civil no continente? É, pelo menos, um experimento a ser considerado. flattr this!

Conheça os projetos que podem transformar a realidade latinoamericana premiados pelo DAL 2014

- December 17, 2014 in américa latina, aplicativos sociais, DAL2014, Destaque, Sociedade, vencedores

A Open Knowledge Brasil, em parceria com a Casa do Desenvolvimento Humano Contemporâneo e o LabExperimental, com o apoio do Garoa Hacker Club, Raul Hacker Club e Calango Hacker Club, realizaram em novembro a edição de 2014 do desafio Desarrollando América Latina (DAL). IMG_1803 O Brasil participou junto com outros 14 países promovendo uma série de atividades que buscaram incentivar o desenvolvimento de projetos nas áreas de Governo Aberto, Transparência Pública e Participação Popular. Os encontros aconteceram no mês de novembro em Brasília, São Paulo e Salvador, acontecendo simultaneamente nas 3 cidades e também com a possibilidade de participação online. Mais de 16 iniciativas se inscreveram para participar do processo na etapa nacional. O primeiro lugar no Brasil ficou com o aplicativo Pimp My Carroça, que localiza equipamentos para a reciclagem de resíduos na cidade. O projeto De Olho na Câmara, do Instituto Nossa Ilhéus, ficou em segundo, com a proposta de automatizar o monitoramento dos projetos da Câmara de Vereadores da cidade. Finalmente, o terceiro prêmio foi para o Parto em Pauta, uma app que permite calcular a taxa de cesarianas de um determinado médico, culminando na criação de um ranking de médicos que auxilirá mulheres e casais a tomarem suas decisões no momento do parto. Os prêmios internacionais ficaram com iniciativas da Guatemala (1º lugar), Equador (2º lugar) e México (3º lugar). Saiba mais sobre os vencedores internacionais aqui. “Desafios como esse integram os países da América Latina na prática e são muito importantes para nos potencializarmos e tornarmos protagonistas das mudanças que queremos. O fluxo de ideias e ações é facilitado através desse mapeamento de iniciativas e códigos livres como o que está disponível no site da DAL”, comenta Jonaya de Castro, uma das organizadoras da etapa nacional. O DAL acontece desde 2012 e busca resolver os problemas sociais da região em áreas como educação, saúde, transporte e outros com o uso das tecnologias, dados abertos e a colaboração entre diversos atores sociais. A proposta é promover o desenvolvimento de aplicativos inovadores, sustentáveis, escaláveis e de alto impacto social e fomentar uma cultura da criatividade, inovação e empreendimento na América Latina. flattr this!

Tem uma ideia para um aplicativo social? Participe do Desafio DAL 2014!

- November 20, 2014 in américa latina, aplicativos sociais, Dados Abertos, DAL2014, Destaque

O Desarrollando América Latina é uma iniciativa que busca encontrar soluções a problemas sociais comuns aos países da região com a criação de aplicações cívicas inovadoras que unam tecnologia e dados abertos. No Brasil, estão previstas hackathonas em Brasília, Salvador, São Paulo e online. Se você tem uma ideia ou aplicativo social em desenvolvimento, e quer participar, se inscreva aqui. As inscrições estão abertas até o dia 25 de novembro. Ainda dá tempo! Veja os prêmios a que você concorre: Prêmios DAL (concorrem equipes de toda a América Latina)
  • 1 prêmio de incubação com 1 semana na argentina e 3 meses no país de origem
  • 2 prêmios para projetos sem programador: 1 programador por 3 meses
Prêmios locais (concorrem apenas equipe do Brasil)
  • 1 prêmio de 500 reais + 1 mês de incubação local com espaço
  • 1 prêmio de 300 reais
  • 1 prêmio de 200 reais
  post02_b Imagem de capa:School Of Open Workshop WMDE / Elly Köpf / CC BY-SA flattr this!