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Universidade Aberta, Inclusão Digital Aberta, Cidade Aberta, Paulista Aberta e Ciência Aberta!

- August 27, 2015 in Alexandre, Av. Paulista, avaliação, CGM, ciência aberta, CMSP, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, EACH, Educação Aberta, espaço urbano, igualdade, inclusão digital, Jorge Machado, lançamento, lei, livro, meritocracia, Open Knowledge Brasil, Parceiros, Paulista, Police Neto, São Paulo, Sarita Albagli, Secretaria Municipal de Serviços, Sociedade, sustentabilidade, USP Leste

A última semana foi intensa para a Open Knowledge Brasil. Participamos de cinco eventos que envolve algum tipo de abertura, alinhado com o que promovemos para uma sociedade mais justa e igualitária. Vamos descrever cada um desses eventos. Fotos dos eventos aqui.

Apresentações na USP Leste sobre dados abertos, meritocracia, universidades públicas e ciência aberta

Seminários USPFomos convidados para participar da 5ª Semana de Sistemas de Informação da USP, que ocorreu entre os dias 18 e 21 de agosto de 2015, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo. No dia 21 (quinta-feira), apresentei sobre ‘Meritocracia, Dados Abertos e Universidades Públicas’ e o Alexandre Abdo, conselheiro consultivo da OKBr, sobre ‘Sistemas, informação e a confiabilidade do conhecimento científico-acadêmico‘. Na minha apresentação comecei definindo como via meritocracia, distinguindo a boa da má, bastante inspirado no ‘Good Meritocracy, Bad Meritocracy‘, de Donal Low, que aponta algumas falhas do sistema meritocrático de Singapura e dá sugestões como resolver esses problemas. A questão da igualdade de oportunidade, que sempre surge quando meritocracia é abordada, teve inspiração no artigo ‘Equality of Opportunity‘, da enciclopédia de filosofia de Stanford. Por essas palestras recebemos, eu e o Alexandre, R$ 100 (R$ 50 para cada), que será doado para a Open Knowledge Brasil e destinado aos custos para manter o site do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta. Ofereci metade do dinheiro para os custos do livro sobre ciência aberta recém lançado (vejam abaixo), mas ele foi gentilmente doado para nós pela professora Sarita! (Obrigado, Sarita!)

Inclusão Digital Aberta

inclusao digital abertaTambém fomos convidados para participar pela Secretaria Municipal de Serviços, da cidade de São Paulo, da discussão da Lei Municipal nº 14.668/2008, criada pelo vereador José Police Neto. Já foi proposto pelo vereador Police, quando presidente da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), o uso do fundo previsto por ele para criarmos um portal de dados abertos mantido pela sociedade civil, o que nunca ocorreu. Tentamos um diálogo entre a CMSP via sua presidência e a Controladoria Geral do Município na época, mas não houve progresso. Saudamos a iniciativa dessa secretaria em retomar o diálogo com a sociedade civil e colocar essa lei sob consulta pública para seu aprimoramente, disponível nesse site aqui. Acho de extrema importância nossa participação para que esse fundo, proveniente essencialmente do ISS (Imposto Sobre Serviço) para empresas de tecnologia, tenha um processo aberto e transparente para seu uso, que foi o que propusemos há quase 2 anos no diálogo entre CMSP e CGM. Durante o painel que participei, destaquei a importância de focarmos menos na questão da infra-estrutura quando formos pensar em inclusão digital, mas também no conteúdo, mencionando o caso do tanto de conhecimento produzido com dinheiro público que fica trancafiados em locais como se fossem feudos, como por exemplo universidades públicas, onde a maior parte de seu conhecimento é financiado, em alguns casos, por impostos indiretos, mas apenas uma minoria tem acesso a tudo o que é produzido de forma fechada. Citei exemplos nossos, como a Escola de Dados, que oferece cursos gratuitos sobre alguns temas de extrema relevância para o que estava sendo discutifdo.

Cidade Aberta e Hackeável: espaços urbanos

espacos urbanos No sábado fomos eu e a Heloisa Pait, conselheira consultiva da OKBR, num interessante debate sobre Espaço urbano: interesse privado, poder público, organicidade e planejamento, que levantava a questão principal sobre como podem as mídias digitais contribuir para a construção de novas perspectivas dentro deste embate? Questionei o fato de alguns espaços não terem estímulos públicos para o seu uso, como alguns campi da Universidade de São Paulo, que poderia servir nos finais de semana para levar para a população cultura e ciência através de programas de extensão, mas por algum motivo que desconhecemos, não há políticas públicas que estimulem isso na cidade.

Paulista Aberta: transporte sustentável

paulista abertaComo em nosso estatuto foi previsto a promoção de políticas públicas sustentáveis, também participamos da inauguração de mais um trecho da ciclovia na região da Av. Paulista, ligando seu início na praça do cliclita até a região do Paraíso. No último domingo a Av. Paulista foi aberta para toda população que quisesse passear com suas bicicletas, familiares e amigos, num clima muito bom de confraternização na cidade de pedra.

Lançamento do livro Ciência Aberta, Questões Abertas

Fomos também convidados pela professora Sarita Albagli para o lançamento do livro ‘Ciência Aberta, Questões Aberta’, organizado pela prória Sarita,  pelo Alexandre Abdo e pela Maria Lucia Maciel. Ficamos muito contentes que, além de receber a doação mencionada acima no valor de R$ 50, recebemos um livro para nossa biblioteca assinado pela Sarita, pelo Alexandre e pelos professores Jorge Machado, Henrique Parra e pela Luca. Muito obrigado a todos! GT de Ciência Aberta Flattr this!

Parceria com Open Knowledge resulta em plano de ação para uma política de dados abertos no Distrito Federal

- December 15, 2014 in avaliação, banco mundial, Dados Abertos, Destaque, distrito federal, ODRA, Open Knowledge, Partnership for Open Data, plano de ação

Diagnóstico realizado pela Open Knowledge Brasil concluiu que há avanços em termos de transparência, mas é preciso criar uma estratégia unificada para a abertura de dados governamentais de forma eficiente e sustentável. Palácio_do_Buriti_(vista_lateral) A Open Knowledge Brasil, com o apoio da Coalização para os Dados Abertos (Parnership for Open Data), desenvolveu em colaboração com a Secretaria de Transparência e Controle (STC) do governo do Distrito Federal (GDF) um diagnóstico para a abertura de dados governamentais que resultou em um plano de ação para a implementação de uma Política Distrital de Dados Abertos. A parceria foi firmada em maio deste ano por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre o GDF e a Open Knowledge Brasil (OKBr). O objetivo foi de melhorar as iniciativas de transparência ativa do governo e estimular maior participação social. “Trata-se de uma parceria inovadora que possibilitou criar um plano de ação para que a abertura de dados governamentais ocorra de modo mais eficaz, a partir do diagnóstico do que já vinha sendo feito. Todo esse trabalho ficará disponível publicamente, o que é um diferencial em relação a outros locais ao redor do mundo”, ressaltou Everton Zanella Alvarenga, diretor executivo da OKBr. “Em um contexto em que a retórica da abertura nem sempre se reflete em ações efetivas de dados abertos, a iniciativa do GDF de trabalhar de forma aberta e em parceria com a sociedade civil pode servir de exemplo para que outros estados e municípios assumam um verdadeiro compromisso nesse sentido”, destaca, fazendo referência aos resultados de 2014 do Índice Global de Dados Abertos. Resultados O diagnóstico reconhece os avanços do Distrito Federal em termos de transparência e abertura principalmente por conta da criação da Secretaria de Transparência e Controle (STC) e de iniciativas como o Portal de Dados Abertos. “Essas sementes no governo; o favorável cenário legal para a Internet no Brasil, com a aprovação do Marco Civil da Internet; a grande quantidade de usuários de dispositivos móveis em Brasília; e uma classe brasiliense vibrante de desenvolvedores de software colocam a capital brasileira em condições de liderar iniciativas de dados abertos em todo o país”, afirma o relatório. Por outro lado, o documento frisa a importância de se unificar e institucionalizar ações que no momento encontram-se pouco articuladas. Outro desafio é a articulação com a sociedade civil: “o governo precisa sinalizar, claramente, que apoia e estimula a criação de serviços e aplicativos que utilizam dados abertos”, recomenda o texto. O diagnóstico se baseou na Ferramenta de Avaliação de Prontidão em Dados Abertos (em inglês, ODRA – Open Data Readiness Assessment), formulada pelo Banco Mundial e traduzida para o português pela OKBr, que está disponível online para uso, redistribuição e adaptação livres. Foram analisados aspectos políticos, técnicos e econômicos do governo do Distrito Federal, distribuidos em oito eixos: liderança em dados abertos; marco legal relacionado à gestão de dados e acesso à informação; preparação institucional do governo (estruturas, competências e responsabilidades); dados governamentais; demanda de dados e participação cidadã; ecossistema de dados abertos; financiamento e infraestrutura e habilidades da tecnologia nacional. Plano de ação O plano de ação proposto para o Distrito Federal considerando seu estado atual de dados abertos propõe atividades para o curto, médio e longo prazo e um cronograma de implementação.As ações propostas dividem-se por áreas e estabelecem os responsáveis, o esforço necessário, um prazo razoável para sua execução e os custos envolvidos. Tanto o diagnóstico, quanto o plano de ação estão disponíveis online. Mais informações: flattr this!