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Implementação do CKAN em Alagoas traz novas possibilidades e usuários para o portal de dados de abertos

- December 23, 2014 in Alagoas, catálogo de bases de dados, ckan, Dados Abertos, Destaque, portal

Conheça a experiência do Alagoas em Dados e Informações e dicas para a implementação de um portal de dados abertos. Captura de tela 2014-12-23 às 10.00.50 O portal de dados abertos do governo do estado de Alagoas, Alagoas em Dados e Informações , foi reformulado e está de cara nova. Uma das grandes novidades foi a implementação da ferramenta livre CKAN, desenvolvida pela Open Knowledge Internacional para facilitar a publicação, compartilhamento, busca e uso de dados. “Esta reformulação nos levou para outro patamar conceitual e tecnológico e desde então podemos produzir novos datasets em formato aberto”, conta Thiago Avila, superintentende da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas (SEPLANDE/AL), secretaria responsável pela iniciativa. Para ele, o novo portal está atraindo novos usuários, principalmente devido à possibilidade de uso em smartphones e tablets. O CKAN é utilizado por 24 governos nacionais ao redor do mundo, inclusive o brasileiro, e cerca de 55 governos locais, incluindo os de Recife, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Veja mais usos do CKAN ao redor do mundo (em inglês) Entre as funcionalidades do software, Avila destaca o processo simplificado de publicação e documentação dos datasets e os diversos recursos para catalogação e recuperação de informações. “A API também é um recurso muito poderoso, que iniciamos a explorá-lo mediante a divulgação deste recurso junto a comunidade de desenvolvedores aqui de Alagoas”, relata. O CKAN também possibilitou a publicação de séries de históricas de dados do estado. Confira a entrevista de Thiago Avila, superintentende da SEPLANDE, para a Open Knowledge Brasil sobre a experiência de implementação do CKAN em Alagoas e dicas para gestores públicos que estejam buscando impulsionar uma iniciativa de dados abertos em seu governo. Qual o histórico do envolvimento do governo de Alagoas com o tema dos Dados Abertos? Quando e como começaram as primeiras discussões para a criação de um Portal de Dados Abertos? Em meados de 2009-2010 o Governo de Alagoas, através da Secretaria de Planejamento e sua Superintendência de Produção da Informação, definiu como projeto prioritário a criação de uma base de dados e informações socioeconômicas, inicialmente para subsidiar a formulação e execução de políticas públicas. Como evolução deste projeto, também foi desenvolvido um Núcleo de Geoprocessamento, voltado ao ciclo de produção e disseminação de dados geográficos, que somou-se à base já existente e que foi publicada na web no início de 2012 através do Portal Alagoas em Dados e Informações. Diante deste rico acervo de dados, tomamos conhecimento das iniciativas dos E.U.A. e Reino Unido sobre Dados Abertos e consideramos que tais conceitos eram muito adequados aos nossos objetivos, o que nos guiou a desenvolver um catálogo de dados abertos como um subsistema do Alagoas em Dados e Informações. Recentemente, em outubro de 2014, o Alagoas em Dados e Informações foi totalmente reformulado e o portal em si se transformou num catálogo de Dados Abertos (contendo alguns datasets não-abertos) utilizando o CKAN. Esta reformulação nos levou para outro patamar conceitual e tecnológico e desde então podemos produzir novos datasets em formato aberto. O quê os motivou a utilizar a ferramenta CKAN? O que ela traz de novo a essa iniciativa do governo alagoano? Que funcionalidades na gestão e disponibilização dos dados vocês destacariam? A utilização do CKAN veio ao encontro de necessidades dos clientes do Alagoas em Dados e Informações, que solicitavam uma ferramenta mais simples e intuitiva de utilizar e recuperar informações. Para este requisito, o CKAN implementa diversas funcionalidades. A atual versão do Alagoas em Dados está disponível no endereço http://dados.al.gov.br e funciona como um buscador de dados. As novidades foram diversas, mas a principal foi a evolução no conceito. A partir da utilização do CKAN, passamos a ter tecnologia adequada para a implantação de uma Infraestrutura de Dados Públicos, cujas perspectivas para o próximo ciclo governamental (2015-2018) será a produção e publicação descentralizada dos dados, envolvendo diversas instituições do Governo do Estado e outros órgãos produtores de dados em Alagoas. Quanto às funcionalidades, destacamos o processo simplificado de publicação e documentação dos datasets, bem como os diversos recursos para catalogação e recuperação de informações. A API também é um recurso muito poderoso, que iniciamos a explorá-lo mediante a divulgação deste recurso junto a comunidade de desenvolvedores aqui de Alagoas. Que tipo de dados podem ser encontrados no Portal e com vocês decidem que dados devem ser disponibilizados? O Alagoas em Dados e Informações concentra prioritariamente dados socioeconômicos, como estatísticas públicas (de fontes federais, estaduais e municipais), mapas temáticos, publicações, planos de desenvolvimento, dentre outros. Todavia, nos últimos meses, também passou a ofertar diversos conjuntos de dados de interesse público, como a localização de escolas, estádios de futebol, Fóruns e Comarcas da Justiça alagoana, dentre outros. Outros dados como catálogo de unidades produtivas, cooperativas e arranjos produtivos também estão sendo disponibilizados no Alagoas em Dados e Informações. Outro benefício proporcionado pelo uso do CKAN foi que, a partir do seu processo simplificado de publicação, passamos a publicar publicações históricas, inclusive algumas da década de 80, agregando ao Alagoas em Dados um rico acervo histórico sobre a socioeconomia alagoana (disponível aqui e aqui). Como vocês avaliam a recepção do Portal de Dados Abertos pela sociedade? Em relação às pessoas que já conheciam o Alagoas em Dados e Informações, a satisfação foi muito grande devido a simplificação do Portal. Estamos conquistando novos usuários, pois a partir do CKAN foi possível desenvolver uma interface responsiva, que somada ao novo endereço eletrônico (http://dados.al.gov.br), está permitindo uma disseminação do uso do Alagoas em Dados através de smartphones e tablets. O produto está sendo muito divulgado, através de palestras, divulgação de cartazes em órgãos públicos, universidades e faculdades, associações e federações de classe e felizmente, o feedback é sempre muito positivo. Quais os maiores desafios do estado de Alagoas com relação a dados abertos na opinião de vocês? Os desafios são inúmeros, mas destacamos inicialmente, a conscientização dos gestores públicos para o pleno cumprimento da Lei de Acesso à Informação. Somado a isto, descentralizar o processo de produção e publicação dos dados para outras instituições. Por outro lado, estimular ainda mais o uso dos dados para que sejam gerados produtos e aplicações de alto impacto, cujos resultados esclareçam para a sociedade a importância se de desenvolver um Portal e uma política de dados abertos. Do ponto de vista técnico, outro grande desafio consiste na evolução da produção dos dados para que sejam gerados dados conectados (Linked Data), atendendo aos requisitos estabelecidos pela Web Semântica. O que vocês recomendariam a outros governos que estejam ainda avaliando a possibilidade de implementar uma iniciativa desse tipo? Busquem considerar um Portal de Dados Abertos como um “hub” que irá concentrar dados, informações e conhecimento. Recomendamos um forte envolvimento da academia, considerando o seu perfil de grande consumidora de dados para fins de projetos e pesquisas. Por outro lado, o envolvimento da comunidade de tecnologia (empresas e desenvolvedores) também é desejável para que os dados sejam usados em aplicações inovadoras. Em resumo, estimular a demanda é um bom caminho para que a iniciativa tenha um retorno mais rápido. A partir da demanda, é natural que a oferta de dados se desenvolva. Recomendamos ainda que haja uma fase inicial de conscientização da importância dos Dados Abertos, apresentando outras experiências de sucesso e os benefícios gerados a partir das mesmas. É um trabalho de médio e longo prazo, mas fundamental na sociedade do conhecimento em que vivemos. Saiba mais: flattr this!

Município de São Paulo disponibiliza catálogo de bases de dados

- November 17, 2014 in acesso à informação, catálogo de bases de dados, cgm-sp, Dados Abertos, Destaque, Prefeitura Municipal de São Paulo, São Paulo, transparência

Lançado pela Controladoria Geral do Município de São Paulo (CGM), o Catálogo Municipal de Bases de Dados (CMDB) permite identificar quais são os dados produzidos no âmbito da administração municipal e as entidades responsáveis por eles. Com isso, a busca por informações já disponíveis no Portal de Transparência, assim como a realização de pedidos de informações, fica mais fácil. O catálogo – previsto pelo Decreto nº 54.779/2014 – reúne 591 bases de secretarias, subprefeituras e entidades da administração indireta e inclui planilhas, documentos, bancos de dados, entre outros tipos de arquivos. Além de uma lista online com um um resumo das bases catalogadas, título, órgão responsável e categoria temática, clicando na base de seu interesse é possível se obter informações detalhadas sobre ela e como obtê-la. Capacitação em dados abertos O desenvolvimento do CMDB foi divido em três fases: um levantamento geral em que as unidades informaram as bases que possuíam e se fez um inventário dos dados; a coleta e desenvolvimento dos metadados, ou seja, a descrição das bases, seus campos e variáveis e a confecção de dicionários de bases em que será possível se visualizar as relações existentes entre elas. A terceira fase ainda não foi implementada. Durante o desenvolvimento do catálogo de dados, a CGM também ofereceu capacitações sobre dados abertos aos servidores públicos dos diferentes órgãos da prefeitura. “Tem muita gente que não sabe o que é uma base de dados, não tem essa visão do que é um dado aberto, por isso tentamos abarcar tudo isso”, explica Gabriel Ponzetto, Diretor de Transparência Ativa da CGM. Para ele, aliar o inventário com as capacitações foi algo fundamental. Fernanda Campagnucci, assessora especial na CGM, concorda. “A tendência até hoje foi o servidor se entender como dono da informação e a gente quando vai implementar políticas de transparência nota uma certa resistência”, explica. “Com as formações, isso foi diminuindo, as pessoas passaram a entender melhor o objetivo e colaborar”. Impacto na gestão Além do impacto na transparência ativa e passiva, o catálogo de dados gerou uma repercussão positiva dentro do próprio governo. “Servidores das unidades dentro da prefeitura nos ligam falando que até então sabiam em que órgão poderiam encontrar quais dados”, conta Ponzetto. Fernanda aponta também que através do catálogo é possível notar como diferentes entes da administração municipal gerenciam com sistemas distintos o mesmo tipo de informação. Esse diagnóstico inicial permite que o governo possa pensar em estratégias para unificar o tratamento desses dados. “Isso nos ajuda a otimizar os próprios processos internos”, afirma. Imagem de capa: Por Andre Deak (Flickr: São Paulo – Skyline by night) [CC-BY-2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons. flattr this!