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AbreLatam / Condatos: after the first 5 years

Oscar Montiel - October 12, 2017 in abrelatam, condatos, Events, Latin America, Open Data

This is a somewhat belated entry about the Abrelatam and Condatos, the regional open data conference of Latin America. It comes more than a month after the conference took place in San José, Costa Rica, but the questions raised there are still relevant and super important for advancing open data in Latin America and working towards truly open states. After five years, the discussions have shifted. We don’t only talk about open data and how to make it happen but about, for example: privacy and how we can make sure our governments will guarantee this the right to privacy in open data work; data standards and how to make them interoperable; and business models and how to be a sustainable organization that can last beyond project funding. These discussions are crucial in the current context in Latin America, with cases of corruption like Lava Jato or #GobiernoEspía in Mexico. They are particularly important if we want open data to not only be a bunch of good intentions, but rather infrastructure that is there for and because of citizens. Still, we have a big challenge ahead. As it was often commented in various sessions, we need to systematize all the knowledge we have gathered in these 5 years. We also need to be able to share it with the newcomers and open it up to organizations that aren’t traditionally in the open data sphere. This will help us avoid the echo chamber and keep the work focused on important matters and make open data a valuable asset in the construction of open states. At the same time, we need to learn from our mistakes, understand what has worked and what hasn’t, continue improving the work, not only go to conferences and speak about the amazing work we do, but also talk about where we make mistakes and help other avoid them. This won’t be an easy task, but I think we have the right ingredients to make it happen: we have a mature community that is eager to share its experiences and learnings. We’re ready to take on the next five years and construct an open region.  

OKBR participa da AbreLatam e da ConDatos na Costa Rica

Elza Maria Albuquerque - August 23, 2017 in abrelatam, condatos, Dados Abertos, Evento

Estaremos em San José, na Costa Rica, nos dias 23, 24 e 25 de agosto, para participar da AbreLatam e da ConDatos, eventos anuais que se tornaram o principal ponto de encontro sobre dados abertos na América Latina e no Caribe. É um momento de diálogo sobre o status e o impacto do tema em toda a região. Natália Mazotte, coordenadora da Escola de Dados, vai representar a Open Knowledge Brasil. No dia 24/08, quinta-feira, ela vai participar do painel “A voz da cidadania: a demanda de dados” (La voz de la ciudadanía: la demanda de datos – nome original), às 14h. A AbreLatam, uma desconferência sem agenda prévia, começou nesta quarta-feira, 23 de agosto. Todos os participantes têm oportunidades iguais de falar sobre temas relacionados à abertura de dados em vários campos, como governo aberto, serviços públicos, privacidade, direitos humanos, participação cidadã, aspectos técnicos e mais. A ConDatos, conferência que acontece logo em seguida, nos dias 24 e 25 de agosto, reúne especialistas de instituições públicas, setor privado e sociedade civil para apresentar, discutir e propor avanços na política de dados abertos, governo aberto, inovação cívica, desafios públicos, privacidade e novas formas de trabalhar com dados abertos. Durante o evento, a Open Knowledge Brasil vai apresentar os resultados de um dos seus principais projetos recentes, a edição brasileira do Open Data Index, além de ter a oportunidade de aprofundar o contato com a comunidade latino-americana de dados abertos e buscar sinergias para ações regionais. Flattr this!

As políticas de dados abertos irão contribuir para a resolução de desafios do desenvolvimento?

Isis Reis - November 27, 2015 in abrelatam, américa latina, colaboração, condatos, Conferência Internacional de Dados Abertos, Dados Abertos, Destaque, governo, planejamento, políticas públicas, sociedade civil, transparência

O texto abaixo é uma adaptação de “Will Open Data Policies Contribute to Solving Development Challenges?”, de Fabrizio Scrollini, publicado no site da IV Conferência Internacional de Dados Abertos, que acontecerá em Madri, na Espanha, nos dias 6 e 7 de outubro de 2016.
Ao passo que a Carta Internacional de Dados Abertos ganha importância no contexto da agenda de desenvolvimento mais ampla, relacionada aos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidas pela Organização das Nações Unidas, uma pergunta pertinente a se fazer é: as políticas de dados abertos vão contribuir para resolver desafios de desenvolvimento? Neste post, tento responder esta questão baseando-me em experiências recentes na América Latina a fim de contribuir para um debate global. A América Latina vem explorando os dados abertos desde 2013, quando a primeira desconferência (Abrelatam) e a primeira conferência (ConDatos) aconteceram em Montevidéu. Em setembro de 2015, em Santiago, no Chile, uma comunidade vibrante de ativistas, servidores públicos e empreendedores se reuniram na terceira edição da Abrelatam e ConDatos. Esta é, agora, uma comunidade mais madura. Os dias nos quais era suficiente apenas abrir alguns conjuntos de dados e estabelecer um portal estão para trás. O foco desta reunião era na colaboração e uso de dados para abordar alguns desafios sociais. Pegue, por exemplo, o setor da saúde. A transparência neste setor é a chave para uma entrega melhor das metas de desenvolvimento. Um dos painéis na ConDatos mostrou três formas diferentes de usar dados para promover transparência e empoderamento cidadão neste setor.
Crédito: justgrimes

Crédito: justgrimes

A tu servicio, um empreendimento conjunto da ONG uruguaia DATA e do Ministério Uruguaio da Saúde ajudaram a padronizar e abrir conjuntos de dados públicos que permitiram com que mais de 30.000 usuários melhorassem a forma pela qual escolhem planos de saúde. A colaboração entre governo e sociedade civil foi crucial neste processo em termos de partilha de recursos e competências. O primeiro protótipo só foi possível porque alguns dos dados já estavam abertos. Este caso contrasta com Cuidados Intensivos, um esforço peruano com o objetivo de prover informações importantes sobre o setor de saúde. Ativistas peruanos tiveram que preencher pedidos de acesso à informação, transformar e padronizar dados para finalmente lançarem o projeto. Ambas as experiências demandaram uma grande capacidade técnica, política e de comunicação. E ambas mostram as posturas que o setor público pode adotar: se engajando ou ignorando o potencial dos dados abertos. No mesmo setor, vemos um estudo recente lidando com a dengue e os dados abertos desenvolvido pela nossa iniciativa de pesquisa. Se organizações internacionais e países estivessem persuadidos a adotarem padrões comuns para casos de surtos de dengue, eles poderiam ser potencialmente previstos se os dados abertos certos estiverem disponíveis e padronizados. Dados abertos neste setor não apenas oferecem a prestação de contas mas também eficácia e prevenção para a alocação de recursos escassos. Países da América Latina – reunidos no grupo de dados abertos da Rede Gealc – admitem o crescente valor público dos dados abertos. Este grupo se engajou construtivamente na ConDatos com os princípios consagrados na carta e vão alimentar a formalização de políticas de dados abertos na região. Uma revolução de dados não vai produzir resultados se os dados estiverem fechados. Quando você abre os dados, você permite que diversas iniciativas surjam e mostrem seu valor. Uma vez que certo nível de maturidade é alcançado em algum setor em particular, mais dados são necessários. Padrões são cruciais para assegurar a comparação e facilitar a coleta, o processamento e o uso de dados abertos governamentais. Fomentar e interagir com usuários de dados abertos também é necessário, como várias estratégias implantadas por algumas cidades latino-americanas mostram. Voltando a nossa questão: as políticas de dados abertos vão contribuir para resolver desafios de desenvolvimento? A experiência latino-americana mostra evidências de que vão. A estrada em direção à IODC 2016 em Madrid, na Espanha, vai precisar que nós discutamos mais sobre mostrar o valor e a colaboração para usar dados abertos governamentais a fim de resolver desafios de desenvolvimento. Dados e padrões são parte do núcleo. Mas as pessoas, o uso e as políticas são cruciais para transmitir a revolução de dados abertos através dos setores. Fabrizio Scrollini é o Coordenador de Pesquisa da Iniciativa de Dados Abertos da América Latina. Ele é doutorando na London School of Economics and Political Science e Presidente da DATA, uma ONG uruguaia que trabalha com transparência, dados abertos, e desenvolvimento humano. Como acadêmico, Fabrizio está interessado em instituições de prestação de contas, acesso à informação, transparência e dados abertos. Flattr this!

Algumas impressões sobre o Abrelatam/Condatos, realizada em Santiago no mês de setembro

Isis Reis - November 3, 2015 in abrelatam, colaboração, condatos, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Gastos Abertos, governo, Internet, LAI, okbr, sociedade civil, sofware livre, transparência

O Abrelatam/Condatos 2015 foi realizado entre os dias 7 e 10 de setembro, em Santiago, no Chile. No evento, houve o lançamento da Carta Internacional para los Datos Abiertos, disponível em inglês, espanhol e francês e esperamos que em breve em português (a Open Knowledge Brasil está articulando a tradução da carta junto ao Tribunal de Contas da União). O diretor executivo da OKBr, Everton Zanella Alvarenga, teve a oportunidade de acompanhar alguns painéis e compartilhou suas percepções sobre a conferência. Inicialmente, Everton notou que a comunidade hispanoparlante é mais integrada que o Brasil. Além disso, sentiu falta de representantes do governo brasileiro no evento. “Será que não está na hora de o Brasil mostrar o que está fazendo no campo da transparência na América Latina e organizar o próximo Abrelatam/Condatos?”, questiona. No painel “Modelos de negócios e dados abertos”, muitos afirmaram que quando se fala em dados, em alguns países, como nos EUA, empresas utilizam-se da lei análoga à Lei de Acesso a Informação (LAI), a FOIA (Freedom of Information Act) para ter acesso a dados públicos e criar suas estratégias de negócios. Questionou-se, portanto, a ausência de grandes empresas nas últimas Abrelatam/Condatos para apoiar as iniciativas das sociedade civil organizada e pequeno empreendimentos (e. g., startups). Como proposta, Everton sugere que na próxima Abrelatam/Condatos se faça um esforço para atrair grandes empresas que financiem boas iniciativas envolvendo dados, que farão pitches sobre seus projetos buscando capital de risco, como ocorre em diversos outros eventos focados em startups. Quando o tema Empreendimentos Sociais e Dados Abertos foi abordado, a questão da importância da participação na resolução dos problemas sociais mapeados pelos dados foi levantada. Como analisar os benefícios sociais e impactos nos diversos problemas sociais dos projetos com dados abertos? Everton aponta a necessidade de se investigar como os dados balizam a atuação da sociedade civil e a elaboração de políticas públicas, de maneira a resolver ou ao menos atenuar os problemas detectados. Já o workshop de Contratos Abertos, que tinha como objetivo ajudar os participantes a identificar e avaliar os dados existentes sob o padrão estipulado pelo Open Contracting Data Standard e identificar opções de implementação e exibição dos padrões, apresentou conteúdos que puderam beneficiar iniciativas como o projeto Gastos Abertos, da OKBr, que trabalha com os contratos da cidade de São Paulo. Além de ver os painéis e participar dos workshops mencionados, Everton Zanella contribuiu com sua apresentação sobre Comunidades Dateras, apresentando hackatonas e hackdays feitos pelo Brasil, comunidades brasileiras que trabalham com dados abertos, manuais e guias disponíveis para trabalhar com esses dados e diversos projetos empreendidos pela Open Knowledge e pela Open Knowledge Brasil ou que contam com a parceria desta última. Como destaque sobre as reflexões produzidas após o evento, Everton cita o post “Essa ressaca de dados abertos”, de Yasodara Cordova, da W3C Brasil. O artigo, de acordo com a própria autora, é uma reflexão sobre cidades inteligentes, seu fluxo prometido de dados e o sistema no qual estamos incluídos. “As perguntas das conferências de open data, smart cities, bigdata e seus derivados quase sempre giram em torno de como esse fluxo de dados vai gerar mudanças, ou sobre como estes dados podem ser gatilho para um gerenciamento decente de nossos recursos, trazendo a transparência e o tal ‘governo aberto’ como consequência”, ressalta Yasodara. Flattr this!

Comunidade – A resposta para inovação?

Larissa Brainer - April 1, 2015 in abrelatam, américa latina, community, comunidade, condatos, Dados Abertos, Destaque, Inovação

_MG_4699Post originalmente publicado no blog Open Data Innovation em 23 de março. Comunidade. Community. Essa palavra continua aparecendo em todas as nossas entrevistas. Mas o que comunidade realmente significa? Qual é a conexão entre comunidades e inovação? Consultando o dicionário, alguém vai encontrar pelo menos dez diferentes definições para a palavra comunidade. No caso de dados governamentais abertos, esta definição pode se aplicar: “A condição de compartilhar ou ter certas atitudes e interesses em comum.” Todas as pessoas com quem falamos têm um interesse em comum óbvio: dados abertos. Em todo caso, durante nossa pesquisa, nós encontramos diferentes envolvidos (stakeholders) nessa comunidade que também acreditam em transformação social e veem dados governamentais abertos como uma ferramenta e não uma condição para esta mudança. Em todos os países – Chile, Argentina e Uruguai – encontramos pessoas que acreditam que podem fazer a sociedade avançar contribuindo com ela. Ainda assim, quando pensamos na América Latina, não podemos deixar de considerar o contexto geográfico, que sugere a aplicação de outra definição da palavra comunidade: “Uma área em particular ou lugar considerado um conjunto com seus próprios habitantes”. Percebemos que como continente, a América Latina tem um espírito comunitário único, com implicações mais amplas importantes. Primeiro, há uma rede de indivíduos e organizações próximos que cooperam entre si diariamente. Por exemplo, existe um grupo no Whatsapp que conecta membros diferentes da comunidade e tem membros de múltiplos países da América Latina. Segundo, diferente de outras regiões do planeta, a comunidade de dados abertos da América Latina fala predominantemente um idioma, o Espanhol (com a única grande exceção, o Brasil). Isso contribui para criar um ambiente mais confortável para colaboração em língua nativa, permitindo que as ideias se espalhem rápido. Terceiro, existem também conexões pessoais. A maioria dos nossos entrevistados mencionou que eles veem outros membros da rede não apenas como colegas, mas como amigos. A impressão que ficou das entrevistas é que essa rede dá suporte e permite aos diferentes membros do grupo não apenas compartilhar ideias, mas também testá-las e implementá-las fornecendo mentoria e às vezes apoio financeiro. Comunidade de Dados Abertos de Buenos Aires no ODD ’15 O que faz essa comunidade ser tão próxima? Nossa pesquisa aponta para uma iniciativa principal: AbreLATAM. AbreLATAM (uma brincadeira com a palavra abrelatas, em espanhol) é a desconferência de praticantes de dados abertos na América Latina. A ideia começou no Uruguai, onde a única ong de dados abertos local, DATA Uruguai, decidiu que eles precisavam de uma plataforma para compartilhar experiências com outros ativistas de dados abertos do continente. A ideia foi quase considerada loucura na época – levar pelo menos 100 pessoas para Montevideo para discutir dados governamentais abertos. DATA Uruguai levou a questão a alguns financiadores, que ficaram felizes em dar uma ajuda na criação do evento, mas também pediram por um evento que envolvesse governos. Isso levou à primeira conferência regional de dados abertos chamada Con Datos, que este ano acontece em seguida à AbreLATAM. A AbreLATAM é agora gerenciada por uma comunidade de organizações e foi realizada pela segunda vez em outubro de 2014 na Cidade do México pelo SOCIALTIC; O Ciudadano Inteligente em Santiago será o responsável pela terceira edição em setembro. De qualquer forma, enquanto discutir dados abertos é importante, entrevistados do Chile, Argentina e Uruguai mencionaram outro aspecto da AbreLATAM como o momento de confraternização. Não é nenhuma surpresa que bater papo e dividir experiências fora dos interesses comuns ajude a criar intimidade entre os participantes e aproximá-los como grupo. Ainda não existem melhor conexão do que o olho-no-olho. Além do mais, dada a ênfase social, talvez nós devêssemos pensar em comunidade no sentido oferecido por Rollo May, o famoso psicólogo americano: “comunicação leva à comunidade, que é compreensão, intimidade e valorização mútua.” Isso nos leva a pensar: podemos replicar AbreLATAM e o “efeito confraternização” na Europa, onde não há um idioma central e há diferentes culturas? E se essa initimidade for criada, isso ajudaria a promover inovação de um modo sem fronteiras, fortalecendo a sociedade civil no continente? É, pelo menos, um experimento a ser considerado. flattr this!

Los datos pisan fuerte en América Latina – Abre Latam

Yas García - October 14, 2014 in abrelatam, condatos, Conocimiento Abierto, Evento, opendata, openknowledge

(*) Por Silvana Fumega.  Si bien las iniciativas de datos abiertos no nacieron en Latinoamérica, no ha pasado mucho tiempo para que se conviertan en un tema relevante. El grado de compromiso y de trabajo de diversos actores ha posicionado a la región como un lugar al que es necesario “prestarle atención”. Cada día, un mayor número de iniciativas y de discusiones nacen y se desarrollan. Prueba de ello es la convocatoria y repercusión de los dos eventos realizados durante la primer semana de Octubre en la Ciudad de México: Abrelatam 2014 y Condatos MX organizados por SocialTiC y el Gobierno de México. En ambas reuniones un gran número de actores se reunieron para compartir y debatir los múltiples temas relacionados con la apertura de datos en la región de cara al futuro. Captura de pantalla 2014-10-14 a la(s) 15.46.04   Si bien muchos fuera de este movimiento imaginan estás reuniones como un encuentro de “techies”, creando aplicaciones y discutiendo sobre temas de código, los que estuvimos allí sabemos que los debates fueron mucho más allá de ese estereotipo. Politólogos, abogados, sociólogos, desarrolladores, entrepreneurs, periodistas, activistas, entre otros, reflexionaron juntos – incluyendo oportunidades y desafíos- así como también su relación con otros movimientos como los de gobierno abierto, gobierno electrónico y acceso a la información pública. Como a las charlas de pasillo usualmente se las lleva el viento, en esta oportunidad se decidió crear un documento que deje por escrito los puntos clave discutidos durante la semana. Un grupo de moderadores nos sentamos a conversar sobre una serie de tópicos con más de 30 participantes que trabajan en el día a día de los datos abiertos, para recabar preocupaciones y reflexiones. Este documento continuará abierto a comentarios por las próximas dos semanas, para luego preparar una versión final que servirá de base para el encuentro en el 2015. Captura de pantalla 2014-10-14 a la(s) 15.50.59 Más allá de lo ya reflejado en ese documento, muchas otras ideas surgieron de los paneles, charlas de café y de pasillo, así como actividades grupales. Si bien es casi imposible resumir en muy pocas palabras todas la información que se generó en la semana de encuentro, algunos de esos puntos que salieron a la luz fueron (el orden es aleatorio y son ideas sueltas que resuenan en mi cabeza al finalizar la semana):
  • Necesidad de documentar los procesos (desde aplicaciones a políticas), de mapear en forma más exhaustiva los actores y de incorporarlos al debate;
  • Necesidad de incorporar al sector privado, en particular, en forma más activa a estas discusiones;
  • Necesidad de incorporar estos temas en las currículas de universidades (desde ingeniería a derecho);
  • Seguir apostando al trabajo en conjunto, más allá de las diferencias, de los actores y grupos que se especializan en temas de datos y aquellos focalizados en temas de acceso a la información pública (no todos tenemos que saber de todos los temas, pero si podemos formar alianzas con aquellos que complementan nuestras posiciones). Si bien muchos actores que trabajan en la promoción de derecho del acceso a la información pública estuvieron presentes en estos eventos y formaron parte de las discusiones, el hecho de que la Semana de la Transparencia de México se haya organizado en las mismas fechas, en la misma ciudad, pero sin puntos de contacto con Condatos demuestra que todavía hay mucho trabajo por hacer en términos de esa colaboración;
  • Todavía falta mucho recorrido en términos de mejora en transparencia, así como de lucha contra la corrupción, particularmente en esta región. Las nuevas tecnologías y el mayor acceso a información pública colaboran para alcanzar mayores niveles de transparencia. De todos modos, es necesario que los gobiernos se comprometan con estos temas y no solo usen las políticas de publicación proactiva de datos como un “badge” de transparencia;
Podría seguir un día entero recopilando ideas… Pero creo que los puntos clave están expuestos el documento en conjunto y en estas pocas líneas (que decidí escribir antes de subirme a un avión y así evitar que las 30 horas de vuelo y el jetlag las vaya borrando de mi memoria). De aquí en adelante, es necesario que más allá de las conversaciones, las promesas y las amistades generadas en esta semana, dejemos los intereses sectoriales y los egos a un costado y nos pongamos a trabajar unidos. Si a las palabras se las lleva el viento, podremos evaluarlo en la próxima reunión que se realizara en Santiago de Chile en Septiembre 2015. * @SilvanavF - Consultora e investigadora de Gobierno Abierto y acceso a la información pública.