You are browsing the archive for Conhecimento Livre.

Participe do 4º Plano de Ação para o Brasil da Parceria para o Governo Aberto

Isis Reis - April 9, 2018 in acesso à informação, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, Open Knowledge Brasil, participação, planejamento, sociedade civil, transparência

* Com informações do site Governo Aberto. A Parceria Para o Governo Aberto, iniciativa que visa incentivar globalmente práticas relacionadas à transparência dos governos, ao acesso à informação pública e à participação social, inicia agora sua construção do 4º Plano de Ação para o Brasil. Três etapas farão parte do 4º Plano de Ação: definição dos temas, oficinas de cocriação e aprovação do Plano. A fase de definição dos temas compreende a seleção dos principais assuntos relacionados às políticas de Governo Aberto, divididos em três categorias:  i) estruturantes; ii) priorizados pela sociedade civil; e iii) priorizados pelo governo. A etapa atual do Plano prevê a definição dos temas priorizados pela sociedade civil. O processo abre espaço para a sugestão de qualquer assunto que a sociedade considera importante ser tratado por meio de políticas de Governo Aberto. A Parceria A Parceria Para o Governo Aberto (ou Open Government Partnership – OGP) reúne nações e organizações da sociedade civil, líderes em transparência e governo aberto para que todos avancem no fortalecimento das democracias, na luta contra a corrupção e no fomento a inovações e tecnologias para transformar a governança do século XXI. No Brasil, a Open Knowledge é uma das organizações da sociedade civil que participam da iniciativa. As ações relativas à Parceria são postas em prática por meio de um Plano de Ação criado por cada país de acordo com as áreas nas quais precisam desenvolver. Cada nação participante especifica quais são os seus compromissos e delimita as estratégias e atividades para concretizá-los. Como participar Tem um tema para sugerir? Preencha o formulário até o dia 22 de abril. Flattr this!

Como foi o #OpenDataDay2018 em Maceió e em Porto Alegre

Elza Maria Albuquerque - March 8, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Eventos, governo, Internet, Jornalismo de dados, Lei de acesso à informação, Open Data Day, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

Neste ano, o Open Data Day (Dia de Dados Abertos), celebrado no dia 3 de março, contou com 406 eventos registrados (segundo o mapa oficial do ODD). Para nós, da OKBR, essa iniciativa representa muito: é uma oportunidade verdadeira e prática para que pessoas do mundo inteiro possam ensinar e aprender sobre dados abertos. Significa fazer com que elas se empoderem e saibam mais que é possível tornar a sociedade mais transparente. Isso impulsiona a gente, o nosso trabalho. No Brasil, o dia contou com eventos em 9 cidades. Pra você ter o gostinho de como foi, Thiago Ávila, especialista em Transparência e Governo Aberto e orientador da equipe organizadora, conta um pouco sobre o ODD em Maceió (AL); e Marlise Brenol, professora da UFRGS e uma das organizadoras do evento, e Irio Musskopf, da equipe do Programa Ciência de Dados para Inovação Cívica da OKBR e fundador da Operação Serenata de Amor, dividem relatos sobre a edição em Porto Alegre (RS) do evento.   EM MACEIÓ (AL) O Open Data Day Maceió, ao contrário dos demais eventos, começou no dia 2 de março, seguindo até o dia 3. Representantes da academia, governo e setor privado interagiram em discussões sobre o uso de dados abertos para negócios e melhoria do cotidiano das pessoas. Thiago Ávila, especialista em Transparência e Governo Aberto, abriu o evento explicando o que são os dados abertos. Na palestra, ele apresentou conceitos e diversas bases de dados abertas disponíveis no Brasil e no mundo. Na sequência, as Secretarias de Planejamento e de Fazenda de Alagoas apresentaram suas bases de dados abertas. A SEFAZ disponibiliza APIs sobre os preços dos produtos comercializados nos estabelecimentos comerciais de Alagoas, dados sobre situação do contribuinte, dentre outros dados disponíveis no site (sefazal.github.io). Já a SEPLAG, além de coordenar o Portal Estadual de Dados Abertos em Alagoas (www.dados.al.gov.br), abriu os dados do Guia de Serviços do Governo de Alagoas  (www.servicos.al.gov.br), plataforma que cataloga os serviços governamentais. O encontro contou com palestras que preparam os participantes para um Hackathon – maratona de desenvolvimento de soluções baseados em dados abertos. Teve palestra sobre ferramentas de consumo de dados abertos, como as Qlikview, Qliksense e Pentaho. E a oficina de Modelo de Negócio com Canvas e de Raspagem de Dados, com a ferramenta Webscrapy. A equipe TurAdvise, formada por professores e alunos do Instituto Federal de Alagoas, venceu o hackathon. A aplicação tem como objetivo, a partir da base de dados abertos de atrativos turísticos de Alagoas, associar aos estabelecimentos que ofertam produtos e serviços nestes equipamentos, proporcionando um conhecimento especializado da oferta turística em Alagoas bem como incentivando os comerciantes a melhorarem os dados que informam a Secretaria da Fazenda – tais dados serão usados para melhorar a sua visibilidade no aplicativo.   EM PORTO ALEGRE (RS) Em Porto Alegre, o ODD contou com troca de conhecimentos sobre transparência pública como ferramenta para a democracia. O encontro aconteceu na sede da Unisinos e teve a participação de 65 pessoas interessadas na publicidade dos dados governamentais em ano eleitoral. Têmis Limberger, professora da Unisinos e procuradora do Ministério Público Estadual, foi a primeira a se apresentar. Ela deu uma aula sobre a Lei de Acesso à Informação e avaliação de transparência governamental:  “O que é a Lei de Acesso à Informação (LAI) e como ela se compara com o resto do mundo? Criação de rankings globais de transparência. Por que normalmente vemos países nórdicos no topo de qualquer ranking? Suécia, por exemplo, teve a sua própria LAI criada em 1266. Não é à toa que a Operação Serenata de Amor foi nomeada a partir de um caso de corrupção sueco.” “A compreensão da lei ajuda a cobrar e fiscalizar a adaptação dos órgãos públicos aos preceitos exigidos pela norma como publicação de um site interativo, disponibilidade de serviço de atendimento ao cidadão e fornecimento dos dados em formatos legíveis por máquinas”, diz Marlise Brenol, professora da UFRGS e uma das organizadoras do evento. Para falar sobre esse tema, o evento contou com a participação da Liliana Barcellos, subchefe de Ética da Casa Civil, e  Francine Ledur, auditora pública externa do TCE-RS. O governo do Rio Grande do Sul lançou recentemente o seu próprio site de dados abertos e reuniu coleções de dados de pesquisas realizadas pela Fundação de Economia e Estatística e outras do portal de transparência do Estado. Francine mostrou o estudo do TCE-RS que avalia a adaptação dos 497 municípios gaúchos à lei e o papel educador e orientador que  o tribunal de contas desempenha para garantir a inclusão dos dados por prefeituras. Em 2012, metade das Câmaras municipais não tinha site. Com uma metodologia que classifica cada Câmara em 80 critérios, a força-tarefa para avaliar os municípios vem alcançando melhorias a cada ano. Um auditor avalia o mesmo critério em todos os municípios para garantir que saberá como comparar entre um e outro. Francine fez dois pedidos à comunidade: – Fazer um fork do Plone para prefeituras, isto é, clonar a ferramenta para que cada uma delas possa utilizá-la de seu modo. O TCE-RS pode ajudar definindo o que é necessário em cada site; – Automatizar avaliação. Da mesma forma que temos sites para avaliar em diversos critérios a acessibilidade de um site e mostrar como as deficiências podem ser corrigidas, a ideia é criar isso para sites de Câmaras municipais. O uso de dados abertos no jornalismo também foi discutido. Em mesa mediada por Luciana Mielniczuk*, professora de jornalismo da UFRGS, os jornalistas Juliana Bublitz, do jornal Zero Hora, Livia Araújo, do Jornal do Comércio, e Francisco Amorin, da UFRGS e UniRitter, relataram suas experiências com o uso de dados abertos e portais de transparência na elaboração de notícias. Para acompanhar mais anotações do evento em Porto Alegre, confira o texto do Irio Musskopf.   E QUE VENHA ODD 2019 A Open Knowledge Brasil espera que no próximo ano, cada vez mais pessoas possam participar do Open Data Day, tornando a discussão sobre dados abertos ainda mais eficiente no país! *Luciana Mielniczuk faleceu no início desta semana. Nossos sentimentos a seus familiares, amigos e alunos. Flattr this!

Participe do Open Data Day 2018 no dia 3 de março!

Elza Maria Albuquerque - January 31, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Eventos, Gastos Abertos, governo, Open Data Day, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil

Uma data para aprender, pensar e criar alternativas para uma vida melhor por meio de dados abertos. O Open Data Day é uma celebração anual de dados abertos em todo o mundo. Grupos de diversos países realizam eventos locais no dia em que usarão dados abertos em suas comunidades. É uma oportunidade para mostrar os benefícios de dados abertos e incentivar a adoção de políticas de dados abertos no governo, nas empresas e na sociedade civil. O Open Data Day 2018 irá acontecer no dia 3 de março (sábado) e o foco será em quatro áreas onde os dados abertos podem ser uma solução: pesquisa em dados abertos, rastreamento de fluxos de dinheiro, mapeamento aberto, dados pela igualdade de desenvolvimento. No mapa dos eventos do ODD, você localiza os encontros que vão acontecer. Por enquanto, no Brasil, os seguintes eventos já estão marcados: ODD em Brasília (DF), Open Data Day Maceió, Open Data Day Salvador. Quem pode participar Todo mundo pode participar do Open Data Day. Quanto mais gente quiser se envolver nas atividades, melhor! Se você quer buscar um projeto interessante para contribuir,  tem alguma ideia para usar dados abertos, aprender como visualizar ou analisar dados ou simplesmente quer ver o que está acontecendo, participe. Todos são livres para expressar suas opiniões de forma construtiva. Como participar A Open Knowledge Internacional dá recursos para quem quiser participar ou organizar um evento do Open Data Day. Se você precisa se inspirar ou não sabe onde encontrar os dados, confira os recursos para os eventos de 2018. O site oficial traz também um mapa com todos os eventos registrados em diversos países. Além disso, a Open Knowledge Brasil oferece apoio na divulgação do ODD. Caso esteja pensando em organizar o evento na sua cidade, envie pra gente via mensagem no Facebook. Com informações do site oficial do Open Data Day. Flattr this!

Contribua com o nosso banco de pesquisas sobre transparência e inovação cívica

Elza Maria Albuquerque - January 23, 2018 in Conhecimento Livre, Destaque, inovação cívica, transparência

Chamada para toda a comunidade! A Open Knowledge Brasil começou um levantamento colaborativo de trabalhos acadêmicos brasileiros focados nos temas de transparência, governo aberto e/ou inovação cívica. O levantamento será indexado e publicado em uma plataforma online, facilitando a busca e o acesso às pesquisas sobre essas temáticas. Qualquer um pode contribuir indicando um trabalho acadêmico (monografias, dissertações, teses, artigos, etc) no formulário que preparamos. As indicações com temáticas afins ao escopo do levantamento serão publicadas. “O objetivo deste levantamento é contar com a ajuda de uma comunidade interessada para reunir estudos e referências, ampliando o acesso ao conhecimento produzido sobre as pautas estruturantes da Open Knowledge. Vamos investir em mais atividades de pesquisa neste ano”, diz Natália Mazotte, codiretora da organização. A primeira fase do levantamento vai até 12 de março, quando faremos a curadoria das pesquisas enviadas que entrarão na plataforma. Os trabalhos sugeridos a partir do formulário ficam disponíveis pra consulta na planilha da iniciativa.
Flattr this!

Um resumo do que aconteceu nos últimos oito meses

Elza Maria Albuquerque - April 3, 2017 in colaboração, Conhecimento Livre, parcerias

Por Ariel Kogan, diretor-executivo da Open Knowledge Brasil A Open Knowledge Brasil (OKBR) busca construir uma sociedade mais aberta, transparente, justa e colaborativa. E, ao mesmo tempo, construir um modelo organizacional que dialogue e seja coerente com essa missão e com os desafios do século XXI. E é nesse caminho que atuamos. Há oito meses, com esse foco, aceitei o desafio de ser o diretor-executivo na organização e, de forma colaborativa, com conselheiros e comunidade OKBR, construímos parcerias, criamos e participamos de ações e desenvolvemos projetos. Tem sido uma jornada muito produtiva! E, por isso, queremos compartilhar um resumo desse período. Primeiramente, de forma colaborativa, elaboramos um documento essencial: o planejamento da organização até 2018. As iniciativas prioritárias vão ser:
  • A nossa participação no processo nacional e subnacional (São Paulo) na #OGP (Open Government Partnership);
  • O projeto Gastos Abertos. Mais de 180 líderes das mais diversas regiões do Brasil estão jogando um game para abrir os dados orçamentários das suas cidades. Também realizamos o primeiro curso sobre Orçamento Público em parceria com o ITS Rio.
  • Em parceria com o DAPP-FGV, estamos construindo o Open Data Index no Brasil para o nível federal e local (Rio de Janeiro e São Paulo). Vamos lançar os resultados em abril de 2017;
  • Estamos desenhando e construindo uma estrutura enxuta, leve e inteligente para a organização, que consiga dar o apoio necessário para os projetos e para a comunidade.

Aprendizado

Com o apoio da Fundação Avina, viajamos para a Estônia. O objetivo foi conhecer um dos principais cases atuais de governo digital. Compartilhamos essa experiência nos seguintes artigos: “Estônia: uma democracia digital” e “O país que vota pela internet”.

Parcerias

Estamos construindo novas parcerias estratégicas para a missão da OKBR. Já fechamos com a Rede Observatório Social, Transparência Brasil e estamos em processo de fazer o mesmo com o Ministério do Planejamento e o Ministério da Transparência do Governo Federal, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o Governo do Estado de Alagoas e com a Prefeitura de São Paulo. Viramos parceiros, acolhemos e estamos ajudando no planejamento e na captação do projeto Operação Serenata de Amor, uma das iniciativas mais interessantes que está acontecendo atualmente no Brasil. Ela mistura inteligência artificial, dados abertos, luta contra a corrupção e um time brilhante de jovens apaixonados pelo o que fazem. Também construímos (colaborativamente) e lançamos o Manifesto pela Identificação Digital no Brasil. Essa é uma iniciativa importantíssima que busca proteger e preservar os dados pessoais dos cidadãos em vistas de uma sociedade cada vez mais digital. Além disso, em parceria com o Fluxo e com o AppCivico, estamos construindo uma ferramenta de microfinanciamento de jornalismo independente. Em breve, vamos ter e compartilhar mais novidades sobre esse projeto nas redes da OKBR.

Ações

Em dezembro de 2016, lançamos a série de webinários chamada de “OKBR Webinar Series: conhecimento & informação abertos pelo mundo” com especialistas em conhecimento e governo aberto. O primeiro deles aconteceu no dia 6/12, com empreendedor Bart van Leeuwen, sobre “Dados linkados e prevenção de emergências”. Em janeiro, o webinário foi com Paola Villarreal, Fellow do Berkman Klein Center, programadora/data scientist, sobre Dados para a Justiça; em fevereiro, Fernanda Campagnucci, jornalista e analista de políticas públicas, falou sobre o tema “Dados abertos e governos locais: como atender às demandas das pessoas com os dados”. O próximo webinário vai acontecer no dia 5/04, às 13 horas, com Rufus Pollock, presidente e cofundador da Open Knowledge International, sobre o tema “O papel da sociedade civil na abertura de dados e conhecimento”. Flattr this!

Rufus Pollock participa de webinário realizado pela OKBR

Elza Maria Albuquerque - April 3, 2017 in Conhecimento Livre, Destaque, webinário

Wikimania 2014 at the Barbican in London

Na quarta-feira (5/04), às 13h, Rufus Pollock, fundador da Open Knowledge International, vai participar do quarto webinário do “OKBR Webinar Series: conhecimento & informação abertos pelo mundo”, realizado pela Open Knowledge Brasil. O tema do encontro vai ser: “O papel da sociedade civil na abertura de dados e conhecimento”. O ciclo de webinários da OKBR tem o objetivo de promover conhecimento e informação abertos por meio de boas práticas para ampliar e qualificar a discussão sobre o assunto no Brasil. As inscrições são gratuitas e limitadas para participar no dia, mas o webinário vai ser gravado e disponibilizado com legendas no canal da Open Knowledge Brasil no YouTube. A iniciativa OKBR Webinar Series já contou com a participação dos seguintes especialistas: Bart Van Leeuwen, empreendedor; Paola Villarreal, Fellow do Berkman Klein Center, programadora/data scientist; Fernanda Campagnucci, jornalista e analista de políticas públicas. Quem quiser se inscrever para o webinário do próximo dia 5/04, com Rufus, é só preencher a nossa lista de presença. Se estiver cheia, acompanhe os canais da OKBR para saber quando vamos liberar o vídeo de cada webinário. Flattr this!

Open Knowledge Brasil realiza ciclo de webinários com especialistas em conhecimento aberto

ariel-kogan - November 25, 2016 in Conhecimento Livre, Destaque, Rufus Pollock, webinar series okbr, webinário

Open Data Eindhoven

Open Data Eindhoven

A partir de dezembro, a Open Knowledge Brasil realizará uma série de webinários chamados de “OKBR Webinar Series: conhecimento & informação abertos pelo mundo”. O primeiro deles vai acontecer no dia 6/12, sobre “Dados linkados e prevenção de emergências”, com o empreendedor Bart van Leeuwen. O ciclo de webinários da OKBR tem o objetivo de promover conhecimento e informação abertos por meio de boas práticas para ampliar e qualificar a discussão sobre o assunto no Brasil. As inscrições são gratuitas e limitadas para participar no dia, mas o webinário será gravado e disponibilizado com legendas no canal da Open Knowledge Brasil no YouTube. “O ciclo de Webinários sobre dados e conhecimento aberto está totalmente alinhado com os objetivos e atuação da Open Knowledge Brasil, que promove o conhecimento livre para tornar a relação entre governo e sociedade mais transparente e para que haja uma participação política mais efetiva e aberta”, diz Ariel Kogan, diretor-executivo da Open Knowledge Brasil. Quem quiser fazer a sua inscrição para o webinário do próximo dia 6/12, com Bart, é só preencher a nossa lista de presença. Se estiver cheia, acompanhe os canais da OKBR para saber quando vamos liberar o vídeo de cada webinário.

Participação do Bart van Leeuwen

O principal trabalho do Bart envolve linked data para prevenir acidentes na prática. Dono da empresa Netage.nl, ele desenvolve ferramentas da web semântica para criar vocabulários interoperáveis padronizados. As consequências do trabalho dele são uma possível internacionalização da prevenção de acidentes e da pesquisa sobre isso porque seria possível se compartilhar globalmente as informações de fontes diferentes sobre o meio ambiente e ambientes urbanos via dados linkados. Além disso, ele também trabalha com agilidade no compartilhamento e acesso às informações em situações de emergência. Essas situações são bastante universais – bombeiros e outros agentes de segurança que agem em emergência geralmente já seguem protocolos padronizados e melhores práticas disseminadas mundialmente. Trabalhar com dados comparativos pode manter os bombeiros mais seguros e aumentar a eficiência das instituições, compartilhando informações.

Próximos webinários

Paola Villarreal, programadora e fellow do Berkman Klein Center em Harvard; Rufus Pollock, cofundador da Open Knowledge International e Fernanda Campanucci, jornalista que teve uma importante participação na Controladoria Geral do Município de São Paulo, são alguns dos nomes já confirmados para participar dos webinários que estão previstos para acontecer uma vez por mês até abril de 2017. Confira as datas dos webinários confirmados: Bart Van Leeuwen, empreendedor  Data: 6/12/2017 Tema: Dados linkados e prevenção de emergências Paola Villarreal, Fellow do Berkman Klein Center, programadora/data scientist Trabalha na ACLU em Massachusetts em projetos relacionados à justiça social utilizando dados abertos e tecnologias livres. Data: 24/01/2017 Tema: Dados para a Justiça Fernanda Campagnucci, jornalista e analista de políticas públicas Data: 21/02/2017 Tema: Dados abertos e governos locais: como atender às demandas das pessoas com os dados Rufus Pollock, presidente e cofundador da Open Knowledge International Data: 21/03/2017 Tema: O papel da sociedade civil na abertura de dados e conhecimento

Mais informações:

Imprensa OKBR: imprensa@ok.org.br Inscrições: https://goo.gl/forms/yYkF7I4K2rKDnctd2 O link para a transmissão será enviado por e-mail. Flattr this!

Software livre: tecnologia social para combater desigualdades digitais

ariel-kogan - November 6, 2016 in Conhecimento Livre, software livre

letters-792379_1280

Foto: Pixabay.

Por Thiago Rondon* O atual governo federal acaba de anunciar seu interesse, por meio de uma carta de intenção, de comprar soluções da Microsoft, o que sinaliza um forte investimento em licenças de tecnologias proprietárias de empresas estrangeiras, além dos atuais R$ 3,7 bilhões já investidos anualmente em licenças de software. Anualmente, o Brasil investe grandes recursos em licenciamento de software em todas as esferas do governo e esse investimento, em sua maioria, é destinado às empresas estrangeiras, significando uma oportunidade perdida de fomentar o desenvolvimento de uma política local de incentivo destinada às empresas de inovação e capacitação do setor tecnológico no país. Software livre pode ser denominado como um programa para computador que não restringe a modificação, acesso e distribuição dos códigos gerados para sua construção, o código fonte, a uma licença restritiva de propriedade. Mundialmente, muitos governos e empresas já adotam o conceito de software livre como estratégia de desenvolvimento e cultura para a área de tecnologia, principalmente em setores em que o mercado não tem condições de se desenvolver localmente ou na mesma velocidade que o resto do mundo. Pode-se tomar como exemplo a Índia, a Nova Zelândia e a Inglaterra, que mantêm políticas que guiam a atuação do governo para absorver e incentivar tecnologias desenvolvidas globalmente. O governo americano utiliza estratégias semelhantes em agências como a Nasa, por exemplo. No governo Lula, em 2002, uma frágil política sobre a utilização de software livre foi adotada. Infelizmente, o direcionamento que se tomou à época foi pautado em redução de custos e poucos esforços foram feitos para envolver o mercado local na questão, o que poderia ter incentivado o desenvolvimento de um mercado de software livre brasileiro. Neste exato momento, a estratégia do governo sobre tecnologia para servidores, bases de dados, desktops e a suíte de ferramentas para escritórios está balizada pelo anúncio do interesse de compra de soluções da Microsoft, e a intenção é trocar os softwares livres existentes por produtos da empresa, como o Office, Windows Professional, Windows Server e outros. Vários boatos e discussões surgiram relacionados à questão, muitos envolvendo falta de manutenção desses software livres, e até mesmo sendo levantadas dúvidas sobre a segurança desse tipo de ferramenta, mesmo sem evidências concretas ou um debate aberto e transparente. Além da questão do desenvolvimento interno, vivemos um momento de altos níveis de desemprego e de dificuldades do setor para inovar. Por esse motivo, é necessário repensar e reavaliar a compra de produtos proprietários, que não contribuem com o desenvolvimento nacional em diversos setores como empreendedorismo e capacitação, além de tirar a autonomia e o poder sobre os códigos executados dentro do governo, o que evitaria casos como o relatado em 2013 sobre espionagem do governo brasileiro por acordos entre a Microsoft e agência de espionagem americana através do programa “Prism” relevados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden. As tecnologias estão transformando nossas economias, a sociedade e principalmente as instituições públicas, mas isso não acontece apenas pelo fato de a tecnologia estar sendo mais acessível para toda a população. No começo de 2016, o Banco Mundial divulgou um relatório chamado “Dividendos Digitais”, no qual alerta sobre as desigualdades que a tecnologia pode acentuar devido à falta de estratégias integradas de políticas públicas que a incorporem como plataforma de desenvolvimento humano. Também destaca a necessidade de regulamentações para estimular a concorrência interna e o desenvolvimento de aptidões digitais na sociedade, tais como alfabetização em tecnologia e preparação de carreiras em vez de empregos. No Brasil, mais da metade das pessoas tem acesso à internet, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e o número de smartphones já é de 168 milhões de aparelhos de acordo com dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) de São Paulo. Para que possamos usufruir e aproveitar o potencial transformador da tecnologia, precisamos desenvolver estratégias de desenvolvimento digital por meio de inclusão, eficiência e inovação. Caso contrário, iremos perder uma grande oportunidade, principalmente de promover aptidões e poder estimular o mercado de pesquisadores e desenvolvedores e não apenas o de consumo. Trabalhadores e empresas no mundo inteiro estão se adaptando não apenas à tecnologia em si, mas também a políticas públicas digitais, este é o caso do leste da África, onde 40% dos adultos pagam suas contas de serviços de utilidade pública por celular. Na China, são 8 milhões de empresários que se utilizam de e-commerce (um terço deles são mulheres), bem como serviços de saúde pública que foram beneficiados pelo uso de tecnologia por meio de sistemas de mensagens. Esses impactos são cada vez mais evidentes quando há investimento em cultura digital, seja tornando a tecnologia mais acessível, seja desenvolvendo políticas de inclusão no mercado de trabalho. A tecnologia deve ser olhada como política de Estado, e não apenas como serviço ou bens de consumo. Software livre não deve ser encarado como redução de custos, mas como uma decisão estratégica e um investimento em toda uma cadeia de valor que tem um grande potencial de criar novos postos de trabalho, promover o desenvolvimento de um ecossistema nacional mais sólido de inovação e tecnologia. Não devemos perder a chance de incluir nesse debate a promoção e o fortalecimento de empreendedores locais, por meio de desenvolvedores de tecnologia e prestadores de serviços relacionados, e não apenas olhando os cidadãos como usuários. *Thiago Rondon é diretor da startup studio EOKOE, fundador do AppCívico que atua com tecnologias para causas sociais e é conselheiro da Open Knowledge Brasil. Flattr this!

Escola do Parlamento promove debate “Abrindo a Câmara”

Isis Reis - April 19, 2016 in #EuVoto, CMSP, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, escola de parlamento, Gastos Abertos, governo, governo aberto, São Paulo, sociedade civil, transparência

  • com informações da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo
Captura de Tela 2016-04-19 às 15.01.00 A Escola do Parlamento promove o debate “Abrindo a Câmara” como parte de seu ciclo de debates gratuito. O encontro será no dia 28 de abril, das 19 às 22h, na Sala Sérgio Vieira de Mello, 1º subsolo, no Viaduto Jacareí, 100, em Bela Vista. O ciclo de debates pretende explicar o funcionamento da Câmara Municipal, apontar as experiências já vividas e apresentar possibilidades de práticas inovadoras. Este primeiro encontro apresentará o processo legislativo da Câmara, as instâncias de decisão, os agrupamentos e suas atribuições. Para debater, estarão presentes o vereador Paulo Fiorilo, Karen Lima Vieira da CMSP, Pedro Markun da Transparência Hacker, Rafael Carvalho da iniciativa Adote um Vereador e Thiago Barbosa da CBN. O evento é gratuito, mas possui vagas limitadas, e conta com a organização e realização da Escola do Parlamento, a CMSP, o projeto EuVoto e Update. Para se inscrever, clique aqui.   Flattr this!

Escola do Parlamento promove debate “Abrindo a Câmara”

Isis Reis - April 19, 2016 in #EuVoto, CMSP, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, escola de parlamento, Gastos Abertos, governo, governo aberto, São Paulo, sociedade civil, transparência

  • com informações da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo
Captura de Tela 2016-04-19 às 15.01.00 A Escola do Parlamento promove o debate “Abrindo a Câmara” como parte de seu ciclo de debates gratuito, que faz parte da parceria firmada em dezembro entre a Câmara e o projeto EuVoto. O encontro será no dia 28 de abril, das 19 às 22h, na Sala Sérgio Vieira de Mello, 1º subsolo, no Viaduto Jacareí, 100, em Bela Vista. O ciclo de debates pretende explicar o funcionamento da Câmara Municipal, apontar as experiências já vividas e apresentar possibilidades de práticas inovadoras. Este primeiro encontro apresentará o processo legislativo da Câmara, as instâncias de decisão, os agrupamentos e suas atribuições. Para debater, estarão presentes o vereador Paulo Fiorilo, Karen Lima Vieira da CMSP, Pedro Markun da Transparência Hacker, Rafael Carvalho da iniciativa Adote um Vereador e Thiago Barbosa da CBN. O evento é gratuito, mas possui vagas limitadas, e conta com a organização e realização da Escola do Parlamento, a CMSP, o projeto EuVoto e Update. Para se inscrever, clique aqui.   Flattr this!