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A Web dos Dados

Elza Maria Albuquerque - October 16, 2017 in Dados Abertos, Destaque

Por Thiago Ávila e Judson Bandeira* Conforme exploramos no artigo anterior, as perspectivas para a produção de dados nos próximos cinco anos (2020) é animadora e desafiadora. Se por um lado a oferta de dados digitais deverá crescer exponencialmente, por outro lado, um percentual significativo destes dados podem não ser úteis para coisa alguma. As arquiteturas tradicionais para armazenamento de dados, especialmente na era pré-internet, foram sendo estabelecidas para armazenar os dados, em arquivos, isolados do mundo externo, caracterizando verdadeiras ilhas de dados e informações. Decorrente deste modelo, inúmeros problemas surgiram, especialmente a redundância de dados, que por sinal é um problema existente até os dias de hoje. Ao longo dos anos, o armazenamento de dados evoluiu para a criação dos bancos de dados, e posteriormente modelos de agrupamento como os sistemas de bancos de dados distribuídos e as federações de bancos de dados[1]. Paralelamente, em meados de 1996, Tim Berners-Lee publicou o artigo “The World Wide Web: Past, Present and Future [2] que definiu as diretrizes da Web, como ela devia ser na época e como ela deveria ser no futuro. Já naquela época, há quase 20 anos, Berners-Lee estabeleceu que a Web deveria ser um espaço de compartilhamento de informações para que pessoas (e máquinas) possam se comunicar entre si. Complementarmente, ele previu a existência da interação entre pessoas e hipertextos intuitivos e legíveis por máquina. Entretanto, a Web que conhecemos hoje foi se estruturando a partir do hipertexto, conhecidas como páginas web, tendo como principal foco a apresentação de informações. Apesar de Tim Berners-Lee ter previsto a leitura dos dados por máquina, a Web atual é prioritariamente interpretada por humanos. A partir da Web, inúmeras possibilidades de produção de informações foram se desenvolvendo ao longo do tempo. Páginas HTML, sítios, portais, conteúdo multimídia, arquivos diversos e mais recentemente com a “era social”, os blogs, mídias sociais, dentre outros. Ou seja, a Web se tornou um espaço global de informações que cresce a cada dia. Com o volume de informações crescente, surgiram outros problemas relevantes relacionados à busca e recuperação de informações. Rapidamente, a capacidade humana de encontrar informações na Web ficou muito limitada evidenciando a preocupação de que a localização e recuperação de dados na web deveriam ser feita por máquinas, mas faltavam dados sobre as informações que fossem entendidas por máquinas. Estes dados são conhecidos como metadados. Ademais, a Web atual é sintática, cuja busca é feita prioritariamente por palavras-chave num grande número de páginas obtendo baixa precisão. Além disso, as páginas de integram e se “linkam” de forma pouco estruturada e de forma manual. Como resultado, nem todos os dados podem ser encontrados por meio dos mecanismos de busca tradicional na web, muito menos é possível se especificar consultas complexas sobre os dados que estejam presentes em várias páginas, como por exemplo, “Qual o nome completo de todos os capitães dos times de futebol vencedores de todas as Copas do Mundo?”. Ou seja, assim como no tempo dos arquivos, os dados na Web ainda vivem isolados uns dos outros. Felizmente, várias instituições e pesquisadores ao redor do mundo estão muito atentos a este paradoxo, dentre elas e especialmente o W3C – World Wide Web Consortium. O W3C tem como missão liderar a WWW para o uso máximo do seu potencial, desenvolvendo protocolos e guias que apoiem o desenvolvimento da Web em larga escala. Sua visão para a Web envolve a participação, compartilhamento de conhecimentos apoiando a construção de uma confiança em escala global. Esta visão estabelece ainda a existência de uma única Web (One Web), que adota princípios e padrões abertos. Não preciso explicar muito sobre qual relação à Web tem a ver com a grande oferta de dados em escala global, não é? Afinal, por onde trafegam a maioria destes bilhões e trilhões de dados distribuídos mundialmente? Buscando alcançar esta visão, o W3C vem trabalhando fortemente na construção de uma nova Web, que atenda aos princípios e padrões abertos e que vá muito além da Web que conhecemos composta prioritariamente por arquivos e páginas HTML. Esta nova Web, mais conectada e aberta está sendo denominada a “Web dos Dados”. Na “Web dos Dados”, estipula-se que os dados passem a ser facilmente localizáveis bem como sejam associados a elementos semânticos, como os vocabulários. Além disso, os dados passam a serem entendidos como recursos de dados e para tal, precisam de identificadores exclusivos que viabilizem o acesso específico para cada recurso. E ainda, a forma como os dados passam a se relacionar entre si muda dos tradicionais esquemas de tabelas e bancos de dados para um esquema de sujeito-objeto-predicado, conhecido como tripla, dentre outros avanços. Felizmente, apesar da problemática do artigo anterior, as perspectivas podem ser promissoras considerando todo este maravilhoso trabalho que vem sendo desenvolvido por inúmeros especialistas mundo a fora sob a coordenação do W3C. Nos próximos artigos, estaremos explorando ainda mais a Web dos Dados, buscando entender como ela está sendo estruturada, os novos conceitos e aplicações relevantes. Até a próxima!!! * Estes artigos contam são oriundos de pesquisas científicas desenvolvidas no Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), do Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e contam com a contribuição direta dos pesquisadores Dr. Ig Ibert Bittencourt (UFAL), Dr. Seiji Isotani (USP), e Armando Barbosa, Danila Oliveira, Judson Bandeira, Thiago Ávila e Williams Alcântara (UFAL). [1] Ribeiro, Danusa; Lóscio, Bernadette; Souza, Damires (2011). Linked Data: da Web de Documentos para a Web de Dados. V ERCEMAPI – Escola de Computação Ceará, Maranhão e Piaui. Disponível em: http://pt.slideshare.net/danusarbc/linked-data-da-web-de-documentos-para-a-web-de-dados-10057267 [2] Berners-Lee, Tim (1996). The World Wide Web: Past, Present and Future. Disponível em:  http://www.w3.org/People/Berners-Lee/1996/ppf.html Texto publicado no site Thiago Ávila. Ele faz parte da série de artigos Dados abertos conectados.
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Sites testam o LIBRE, projeto de microfinanciamento de conteúdos

Elza Maria Albuquerque - October 10, 2017 in Destaque, LIBRE, microfinanciamento, mídia independente, Open Knowledge Brasil

Arte com logo do site Aos Fatos.

Print da home do site Aos Fatos. Foto: Reprodução.

A Open Knowledge Brasil (OKBR) e o Estúdio Fluxo, com desenvolvimento do AppCívico, lançaram o LIBRE no dia 12 de agosto de 2017. Trata-se de uma ferramenta de microfinanciamento de conteúdos que pretende aproximar veículos digitais e o público interessado em valorizar e sustentar o jornalismo e conteúdos de qualidade. O momento agora é de testes e ajustes para o melhor funcionamento da iniciativa. . O LIBRE foi desenhado e programado especificamente para o universo da mídia digital e funciona por meio de um botão inserido diretamente em posts e em conteúdos jornalísticos. A partir dele, o público pode doar pequenos valores diretamente ao veículo ou ao autor do material em questão. No lugar de assinaturas, crowdfundings ou doações mensais aos veículos, o LIBRE permite que o público possa contribuir de acordo com a relevância do conteúdo e a diversidade de sua dinâmica de consumo de informação.

Versão Beta

A ferramenta está aberta para o cadastro de veículos e jornalistas interessados em utilizar a tecnologia, que está em versão beta. Nesta primeira fase do projeto, ela funciona com planos mensais para o público que poderá distribuir seus créditos entre os veículos e sites parceiros. Os portais Gastrolândia, Aos Fatos, o Gênero e Número e o Vá de Bike são alguns dos veículos que estão testando a plataforma nessa fase piloto. Para William Cruz, do Vá de Bike, o projeto é uma forma simples dos leitores ajudarem a manter a imprensa independente atuante, de forma coletiva e com pequenas doações individuais. “É um incentivo a que bons trabalhos continuem sendo desenvolvidos, pois manter esses projetos operando não é fácil, sendo muitas vezes custeados com recursos pessoais dos editores”, diz. Tai Nalon, do Aos Fatos, compartilhou o motivo da equipe do site ter adotado o Libre. “Nós acreditamos no Libre porque acreditamos que o leitor deve participar do processo de produção do jornalismo na sua maneira mais íntima: o financiamento. Só com uma gama de financiadores bastante plural o jornalismo pode se dizer verdadeiramente independente e livre de pressões que visam constranger o ofício. O Libre ajuda nessa busca e na ampliação do pensamento de que o jornalismo deve ser financiado pelo público para que ele se torne, de fato, um serviço público”, afirma. Você tem um site e tem interesse de testar a ferramenta também? Preparamos um material com as instruções.
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Natália Mazotte é a nova codiretora da Open Knowledge Brasil

Elza Maria Albuquerque - October 5, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Open Knowledge Brasil

Natália Mazotte. Foto: Álvaro Justen.

Desde setembro, a Open Knowledge Brasil conta com uma nova diretora-executiva. A jornalista Natália Mazotte, que já liderava o programa da Escola de Dados no Brasil, agora trabalha com Ariel Kogan, nomeado em julho de 2016 como diretor-executivo da organização. A decisão foi aprovada pelo conselho deliberativo no dia 29 de agosto deste ano, como parte de um planejamento organizacional que terá como meta ampliar as frentes de trabalho da Open Knowledge em pesquisa e capacitação para a produção e o uso de dados abertos no país. Natália Mazotte atua na interseção entre dados abertos, tecnologias cívicas e jornalismo desde 2010. Em 2012, participou dos esforços iniciais para criar o capítulo da Escola de Dados e consolidá-lo no Brasil. É cofundadora da Gênero e Número, organização que trabalha dados abertos para expor as assimetrias de gênero, e da primeira agência de jornalismo de dados do país, a J++. Tem mestrado em Comunicação e Cultura pela UFRJ e foi pesquisadora no MediaLab da UFRJ, com experiência em análise de redes sociais e métodos digitais. Como diretora, ela vai desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento e aperfeiçoamento de projetos da Open Knowledge. “Existe um enorme potencial para avançarmos com a agenda de dados abertos no país. Especialmente se olharmos para os problemas que podemos resolver com eles, para a abertura como um meio, e não como um fim”, afirma. “Vou concentrar meus esforços em gerar mais conhecimento sobre o impacto da produção e do uso de dados, e continuar dedicando meu trabalho ao florescimento do nosso principal programa de capacitação, a Escola de Dados.” Ariel Kogan pontua que a codireção já havia sido proposta para Natália antes mesmo dele assumir o cargo como diretor-executivo da organização. “Na prática, a Natália já vinha desempenhando um papel de direção, na área de capacitação, mas era importante formalizar com o conselho. Para a organização, a entrada dela representa inovação e mais um passo na consolidação da Open Knowledge Brasil como referência em debates e questões ligadas ao universo dos dados digitais, suas aplicações e implicações. Ao mesmo tempo, traz o desafio de construir projetos e modelos novos”, destaca.
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OKBR é tema de estudo sobre fundações de código aberto e inovação social

Elza Maria Albuquerque - October 2, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Open Knowledge Brasil

Uma visualização da rede da mailing list da Open Knowledge*. Imagem: CC BY SA.

Como as pessoas inicialmente se reúnem para criar um projeto on-line? Por que elas escolhem as licenças livres? Como o grupo se organiza quando está crescendo? Qual é o modelo econômico dessas organizações? Essas são as principais questões do artigo “Fundações de código aberto como inovadoras sociais em economias emergentes: o estudo de caso no Brasil”, do Clément Bert-Erboul, especialista em sociologia econômica, e do professor Nicholas Vonortas. A pesquisa, focada na dinâmica das organizações, tem a Open Knowledge Brasil (OKBR) como objeto de estudo. A intenção deles é apresentar o trabalho sobre inovação social na conferência Globelics, em outubro, e depois submeter para uma revista internacional. Segundo Clément, o Brasil tem uma história especial de propriedade intelectual. Por isso ele tem interesse particular neste país. “Eu fiz o meu doutorado sobre as redes sociais de comunidades livres na França (Sésamath, Videolan e OWNI) para entender como as licenças gratuitas são usadas em diferentes profissões. Agora, minha pesquisa no Brasil me permite fazer um estudo sobre outros tipos de comunidades e fazer uma análise mais geral para tentar uma comparação internacional”, diz. Entre 2010 e 2014, no Departamento de Sociologia da Universidade de Lille 1, Clément fez doutorado sobre o impacto das instituições sobre as redes sociais da Internet. Desde 2016, Clément é pós-doutorando no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) da UNICAMP. “Tenho uma bolsa de estudos pós-doc da FAPESP para trabalhar em redes de conhecimento e propriedade intelectual até outubro de 2018. No DPCT, eu trabalho com a equipe INSYSPO focada em políticas científicas de inovação. Tenho interesse em estudar comunidades como a OKBR ou análise de scientometrics da plataforma Lattes, por exemplo. Também trabalho no DPCT com Luis Ignacio Reyes Galindo no acesso aberto de revistas científicas e Gil Vicente sobre o bio hacking”, disse. Confira, abaixo, a conversa que tivemos com Clément sobre seu estudo: OKBR: Por qual motivo veio para o Brasil? Clément: O Brasil tem uma história especial de propriedade intelectual. Por isso, eu tenho interesse particular neste país. Eu fiz o meu doutorado sobre as redes sociais de comunidades livres na França (Sésamath, Videolan e OWNI) para entender como em diferentes profissões, as licenças gratuitas são usadas. Agora, minha pesquisa no Brasil me permite fazer campo sobre outros tipos de comunidades e fazer uma análise mais geral para tentar uma comparação internacional. OKBR: Por que escolheu a OKBR como objeto de pesquisa? Clément: Minha pesquisa na França era sobre profissões diferentes, como professores, jornalistas e engenheiros de informação. Quero ver como diferentes tipos de organizações que não são de informática usam a licença aberta. A OKBR é um bom exemplo dessa difusão em diferentes atividades que se chama processo de institucionalização. É possível analisar diferentes tipos de contribuições como os acadêmicos, os ativistas das ONGs, os membros do OKBR, empresas ou contribuidores individuais. OKBR: Desde quando você se interessa pelos temas que a Open Knowledge aborda? Clément: Estou trabalhando em dados livres desde o final da minha pós-graduação. Grande parte do meu trabalho foi na comunidade Sésamath. Na França, esse grupo produziu manuais escolares e software para matemática em colégios secundários. O modelo econômico dessa organização tem a particularidade de vender manuais em papel e distribuir gratuitamente o mesmo conteúdo online. OKBR: Quais são os desafios da sua pesquisa? Clément: O desafio mais importante da minha pesquisa é buscar dados qualitativos e quantitativos. Eu desejo comparar minhas análises de rede com entrevistas de contribuidores. Hoje as tecnologias mudam. As tecnologias de comunicação das comunidades viram proprietárias com o Facebook, o WhatsApp etc. Este fenômeno está excluindo os pesquisadores públicos no exterior dos campos numéricos. Em seguida, eu trabalhei com arquivos de listas com endereços de e-mails públicos, mas agora essas tecnologias não estão sendo mais usadas. Acho que esse fenômeno vai ser um problema para marcar e registrar a história das comunidades online que a base de minha pesquisa possibilitou. OKBR: Quais são os destaques? Clément: Os arquivos das listas de discussões da OKBR têm muita informação para tornar a rede social dos colaboradores e analisar as diferentes organizações que participam das discussões. É possível estudar muito bem o processo de institucionalização de comunidades. OKBR: Pelas suas pesquisas, o que sugere para aprimorar o trabalho e aumentar o impacto da Open Knowledge Brasil? Clément: O resultado principal do artigo é que a institucionalização comunitária tende a reduzir a diversidade das origens institucionais dos contribuintes. Isso poderia ser um problema para o turn-over de sua comunidade. Para resumir nossos resultados, podemos dizer que existem dois tipos de inovadores sociais em código aberto: insiders e outsiders. Em primeiro lugar, os insiders estão envolvidos em um processo de baixo para cima e usando uma instituição dedicada para realizar suas ideias em colaboração com uma organização estruturada em uma área geográfica restrita. Em segundo lugar, os outsiders participam de longe com diferentes organizações e trabalham em instituições na periferia dos campos de código aberto, como as universidades. Eles têm a possibilidade de engajar processos de inovação de alto e baixo nível, sem uma forte participação de comunidades locais abertas. Essas categorias podem ser identificadas em uma rede social, e sua gestão específica deve melhorar a inovação, visando atores-chave, geralmente ignorados devido ao seu baixo envolvimento a priori em um layout núcleo / periferia. Esses resultados podem significar, pelo menos, duas coisas que não são contraditórias. Primeiro, os acadêmicos e as empresas representam inovadores sociais independentes – específicos em comparação com as organizações sem fins lucrativos envolvidas em cidades específicas. Em segundo lugar, as comunidades acadêmicas e de empresas estão muito dispersas tanto no nível nacional quanto no nível internacional. Para uma investigação futura, a avaliação desses grupos não pode ser feita em apenas uma monografia, mas múltiplas investigações de campo. *Explicação sobre a imagem da matéria:  A imagem foi feita com dados do arquivo da mailing list da Open Knowledge Brasil durante o ano de 2014. As cores representam as pessoas que se envolvem no mesmos tópicos (é um cálculo estatístico). O tamanho é calculado com o número de contatos que os indivíduos têm. A posição no layout é definida pelo número de contatos. Quanto mais um indivíduo tiver contatos, mais ele/ela estará no centro. A rede mostra um núcleo muito ativo e algumas pessoas externas se envolvendo em tópicos específicos.
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Brasileiros querem saber como os parlamentares votam, segundo pesquisa

Elza Maria Albuquerque - September 17, 2017 in Consulta Cidadã, Destaque, governo, transparência

Em julho, a Rede Latino-americana pela Transparência Legislativa (RLTL) lançou a Consulta Cidadã 2017 no Brasil. O objetivo foi dar oportunidade às pessoas de diferentes países latino-americanos de expressarem como percebem o trabalho realizado pelos Congressos em grande parte da região. Os resultados preliminares da consulta, conduzida entre julho e agosto de 2017, já saíram e contam com destaques representativos para a sociedade. Mais de 450 brasileiros participaram da pesquisa. Os resultados da consulta, conduzida entre julho e agosto, vão ser fundamentais na identificação de soluções conjuntas e abrangentes para reforçar a atuação da sociedade civil por um legislativo mais transparente, responsivo e eficiente. Um dos destaques foi sobre os três pontos considerados como os mais importantes para que os parlamentares façam um bom trabalho. São eles: 80% querem maior transparência em sua gestão; 70% querem que eles levem mais em conta a opinião cidadã e 70% querem que eles prestem contas aos seus eleitores. A Consulta Cidadã 2017 deu a oportunidade para pessoas de 16 países latino-americanos expressarem como percebem o trabalho realizado pelos Congressos em grande parte da região. A consulta é a primeira etapa de um processo de diagnóstico para investigar a lacuna que hoje afasta os congressos dos cidadãos e cidadãs na América Latina e que resultará na proposição de soluções conjuntas e abrangentes. Além da Open Knowledge Brasil, a consulta contou com o apoio das seguintes organizações: Fundação Cidadania Inteligente, Agenda Pública, LabHacker, Cidade Democrática, Operação Serenata de Amor, ITS, INESC, Update Politics, Vote LGBT e #Me Representa.

Contexto

Em 2015, o Latinobarómetro indicou que 70% dos habitantes não se sentem representados pelos Congressos de seus países. Com base nesse contexto de grave crise de legitimidade do legislativo, a Rede lança a Consulta Cidadã sobre a Confiança no Legislativo por meio das plataformas de organizações em 14 países para compreender a lacuna que hoje afasta os congressos dos cidadãos e cidadãs na América Latina. A Rede Latino-americana pela Transparência Legislativa é a primeira aliança de organizações da sociedade civil da América Latina e Caribe para a promoção políticas de transparência, participação cidadã e prestação de contas em matérias legislativas. Alguns resultados preliminares: Os três principais aspectos sobre os quais os cidadãos gostariam de estar mais informados são: – 68% Como votaram os parlamentares – 61% Como se gastam as verbas para o trabalho legislativo – 56% Financiamento de campanha dos parlamentares
  • As pessoas mostraram alto interesse nas atividades do congresso: 4.47 numa escala de 1 a 5
  • As pessoas mostraram baixo sentimento e representatividade: 1.28 em uma escala de 1 a 5
  • Os três pontos considerados como os mais importantes para que os parlamentares façam um bom trabalho são: – 80% maior transparência em sua gestão – 70% levar mais em conta a opinião cidadã – 70% prestar contas aos seus eleitores
  • 96% dos consultados não acham que o congresso representa adequadamente a diversidade (gênero, raça, sexualidade, etc) da população brasileira.
Mais resultados da consulta cidadã podem ser acessados em: bit.ly/resultadosconsulta2017
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OKBR apoia oficina sobre transparência e controle social em Itajaí (SC)

Elza Maria Albuquerque - September 15, 2017 in advocacy, Destaque, transparência

Um evento para incentivar o debate sobre a Agenda 2030 e os ODS em âmbito municipal. Com esse foco, no dia 19/09 (terça-feira), a Oficina “Do Global ao Local ODS 16” vai abordar temas como o controle social e transparência, advocacy e cidadania em relação à legislação nacional vigente e a responsabilização dos envolvidos. A iniciativa vai reunir gestores públicos e empresariais, alunos, professores, lideranças multissetoriais da região da Foz do Rio Itajaí. O encontro vai acontecer das 13h30 às 18h na Universidade do Vale do Itajaí, em Itajaí (SC), sala 413, auditório do PPCJ, bloco D1. A iniciativa é do projeto de extensão Laboratório de Cidadania e Sustentabilidade em parceria com a Penha que Merecemos, Defensores do Planeta, Open Knowledge Brasil (OKBR) e Controladoria Geral da União.

Contexto

Promover instituições fortes, inclusivas e transparentes, e o respeito aos direitos humanos baseados no Estado de direito são a base para o desenvolvimento humano sustentável. Esses são alguns dos princípios que sustentam as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, que também inclui temas sensíveis, como o enfrentamento à corrupção, ao terrorismo, a práticas criminosas, especialmente aquelas que ferem os direitos humanos (PNUD, 2017). A partir do contexto da Agenda 2030 e suas metas, surge a necessidade de discutir conceitos, ferramentas e boas práticas que possam auxiliar acadêmicos e a comunidade em geral no controle social das contas públicas, na fiscalização e na participação nos espaços públicos.
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Olhe o problema e meça o impacto: principais achados no encontro da comunidade latino-americana de dados abertos

Elza Maria Albuquerque - September 1, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Open Knowledge Brasil

Por Natália Mazzote* De 22 e 25 de agosto a comunidade latino-americana de dados abertos se reuniu na Costa Rica em seus principais eventos regionais, Abrelatam e Condatos de 2017. Dos muitos debates que aconteceram entre atores da sociedade civil, governo, academia e entidades privadas que marcaram presença, um se destacou: o avanço na agenda de dados abertos depende da capacidade de gerarmos e medirmos seu impacto na solução de problemas reais. Dados não são um fim em si mesmo e a comunidade ¨abredatera” tem entendido e defendido essa visão. Na Abrelatam, a desconferência que começa com a construção de uma agenda colaborativa, foram tantos post-its perguntando “por que estamos aqui?”, “qual o propósito da abertura de dados?”, “a quem estamos servindo?” que os facilitadores abriram uma sessão intitulada “questões existenciais em dados abertos”. Claro que não se ignora o fato de que dados abertos são um bem público e uma necessidade para Estados Democráticos, ampliando a transparência e a possibilidade de participação e controle social nas instituições que nos governam. Mas, em última instância, desejamos governos mais abertos porque eles possibilitam avaliações de políticas públicas baseadas em evidências e dados, e isso contribui para melhorias nos serviços oferecidos à cidadania, resolução de problemas coletivos e promoção de inovação social. Portanto, o ponto-chave dos questionamentos é: estariam os dados abertos produzindo o impacto esperado, ou seja, de fato melhorando a vida das pessoas? Uma das falas mais inspiradoras durante a Condatos, na hospitaleira San José, foi a da Beth Novack, cofundadora do think-tank americano The Gov Lab. E a frase que mais resume sua apresentação é: “Don’t tell me how many datasets you opened, tell me how many lives you improved and problems solved” (não me diga quantas bases de dados você abriu, me diga quantas vidas melhorou e quantos problemas resolveu).

Beth Novack durante o evento. Foto: Natália Mazzote / Open Knowledge Brasil.

Novack trouxe exemplos de projetos de impacto com dados, que têm a colaboração na raiz da abertura de dados, e destaco dois: o Network of Innovators e o Smarter Crowdsourcing for Zika. O primeiro é uma rede de compartilhamento de habilidades que permite que inovadores governamentais e cívicos avaliem as capacidades internas de resolução de problemas públicos. O segundo busca gerar soluções inovadoras no setor público para lidar com epidemias causadas por mosquitos, como Zika e dengue. Também conheci projetos de impacto com uso de dados apresentados na noite de #DatosyChilinguiros, promovida pelos sempre animados parceiros da Social Tic e Escuela de Datos. Dónde reciclo, do DataUY, é um app cívico que visualiza como e onde reciclar resíduos em Montevidéu. La tierra esclava, do ElDiario.es e ElFaro.net, é uma série de investigações jornalísticas guiadas por dados que mostram o fluxo da comercialização de monoculturas em países como Guatemala, Colômbia e Brasil. Iniciativas que envolvem inteligência coletiva, uso de dados em aplicativos cívicos ou no jornalismo investigativo. Todos voltados a entender melhor ou resolver problemas complexos das nossas sociedades. E desenvolvidos por públicos muito específicos: pesquisadores, jornalistas, inovadores do setor público e do setor privado. Quem está, no fim das contas, colocando a mão na massa para usar dados abertos. Entre chilinguiros e bons debates, essas foram algumas das lições tiradas da troca em San José, na edição que celebrou o 5o ano de Abrelatam e Condatos. Não menos importante, vale registrar o bordão que marcou o evento: Abre la data, mae! O próximo destino da comunidade “abredatera” latino-americana será Buenos Aires, junto com outros atores globais que estarão na International Open Data Conference (IODC) no ano que vem. *Natália Mazzote é codiretora da Open Knowledge Brasil e coordenadora da Escola de Dados. Ela representou a OKBR no evento. Flattr this!

A Open Knowledge Brasil agora aceita doações em bitcoin

Elza Maria Albuquerque - August 26, 2017 in bitcoin, Blockchain, Destaque, microfinancimento, Open Knowledge Brasil

Nós, da Open Knowledge Brasil (OKBR), somos uma organização sem fins lucrativos que atua no Brasil (e no mundo inteiro) em prol da abertura de todo tipo de conhecimento (científico, educacional, político, cultural…). Atualmente, recebemos doações de institutos e fundações, mas queremos cada vez mais apostar e fortalecer os mecanismos de microfinanciamento de pessoas físicas, pessoas que acreditam no impacto do nosso trabalho. Na era da internet, e para o perfil das pessoas que participam da rede da Open Knowledge Brasil, acreditamos que a possibilidade de ajudar a financiar a organização com criptomoedas facilita o processo de colaboração e, principalmente, ajuda a reforçar as políticas de transparência da organização. “A organização, infelizmente, sem recursos (inclusive financeiros), não funciona. Apesar da organização ter uma estrutura muito leve e enxuta, precisamos de recursos financeiros para a nossa subsistência, para fortalecer e aumentar o impacto do nosso trabalho. Contamos com o engajamento da comunidade da OKBR nesse processo”, conta Ariel Kogan, diretor-executivo da Open Knowledge Brasil.

Entenda melhor o sistema Bitcoin

Conversamos com Peter Krauss, associado efetivo da OKBR, responsável por organizar esse sistema para a organização. Falamos do nosso sistema e também como você pode criar sua conta. OKBR: Como isso vai funcionar?
Peter: É bem simples. Lembra uma transferência entre contas bancárias. A OKBR tem um “Endereço de Carteira Bitcoin”. Quem quiser doar, é só transferir seus bitcoins para nosso endereço-bitcoin. Anote (e doe!), o endereço da nossa carteira é: 13djtV2Lt9XDV3wkzsUgRCX67UpmxM1Lsq que pode ter as suas transações consultadas neste link do bitref.com, neste outro do blockchain.info ou em qualquer outro site de visualização de carteiras. Todas as carteiras possuem uma face pública para transparência e rastreabilidade do seu histórico de transações. Nosso endereço-bitcoin também tem uma representação em QR-Code para a divulgação em meio impresso: (aponte seu leitor de QR-code e abrirá seu APP de pagamento ou mostrará um texto “bitcoin:13dj….Lsq” que é o endereço citado acima) Imprimir esse QR-code seria como imprimir um link para o número da conta bancária da OKBR, para recebimento de pagamentos ou doações. Definição de bitcoin Adaptando a definição da Wikipedia inglês, que é uma boa referência para o assunto: O bitcoin (minúsculo ou abreviado BTC) é uma criptomoeda global e o Bitcoin (maiúsculo) é um sistema de padrões e protocolos (peer-to-peer) para pagamento digital, que implementa o bitcoin. Se destaca por vários motivos das demais iniciativas: – foi a primeira moeda digital descentralizada (primeira transação em 2008); – opera hoje o com maior quantidade de transações diárias; – apresenta hoje maior liquidez (volume no mercado de câmbio); – todos os seus protocolos e algoritmos possuem licença livre desde 2009. Para você ter os seus Bitcoins, é preciso montar a sua “carteira de bitcoins”. Não se pode comprar Bitcoins como se compram dólares ou ouro, é preciso ter onde guardar e definir quem é o dono. Ao contrário do dinheiro comum, que pode ser escondido como tesouro, não existe Bitcoin sem dono. Entradas e saídas da sua Carteira Bitcoin (transações) são gravadas em uma espécie de “diário oficial das transações em bitcoins”, que fica eternamente gravado com cópias e testemunhas pela internet, é o chamado “Blockchain do Bitcoin”. Alguns portais, como o blockchain.info, publicam na internet uma transcrição atualizada (tipicamente a cada segundo) dos registros de saldo, entradas e saídas das milhares de carteiras-bitcoin existentes. Uma descrição didática dos fundamentos do blockchain é apresentada neste artigo (recomendo!). Essa forma inovadora de lidar com a transparência das transações financeiras está revolucionando os sistemas bancários e inspirando dezenas de outras aplicações — a mais famosa é o Ethereum, que foi além e implementou além da moeda, a infraestrutura para contratos inteligentes. Em 2016, apoiamos o VotoLegal, que faz uso indireto de blockchains. As aplicações que mais aguardamos na OKBR é a votação online segura e descentralizada e, para uso em diários oficiais, a datação autenticada. Na prática, o que se publica para todo mundo ver, e é suficiente para proporcionar rastreabilidade (!), é um hash criptográfico (mais especificamente o “double SHA-256”) dos seus metadados e os dados da transação. OKBR: O que a pessoa precisa fazer para ter bitcoin? 
Peter: É fácil: basta criar a sua própria carteira. Para recheá-la, é uma questão de divulgar seu endereço para pedir doações ou pagamentos, ou comprar seus primeiros bitcoins em uma das diversas “casas de câmbio” (brokers) da Internet. As carteiras cumprem um protocolo aberto e seus dados também são armazenados dentro de um padrão aberto, mas o software de interface da carteira pode variar bastante e ser inclusive um software-proprietário (exclusivo do fornecedor), um hardware ou um serviço online. Há dezenas de fornecedores e de opções para obter sua carteira. As carteiras Web são gratuitas e as mais usadas por iniciantes. A escolha que fizemos de fornecedor foi baseada na seguinte “metodologia” que até recomendo: 1) conferir na internet os fornecedores mais populares e sua crítica em sites neutros como a Wikipedia; 2) conferir com pessoas de sua confiança já usuárias do sistema Bitcoin, o que acham da confiabilidade daquele fornecedor. Uma vez decidido o fornecedor, é só iniciar o processo de cadastro nele. Na hora de cadastrar, use rede e computador de confiança, com opção “janela privativa” no navegador. É tudo bem simples, mas não se deve desdenhar do cadastro por sua simplicidade. É coisa séria. Requer atenção e dados corretos. Atenção redobrada quanto ao chamado “ID da carteira” (secreto) e às senhas: sem elas você perde tudo! Não tem como ligar para um gerente e recuperar a senha: não existe isso com Bitcoins. E não é recomendado guardar as senhas num arquivo digital, o papelzinho (imprima os QR-codes do ID e do endereço) no “cofre” físico é melhor e mais barato. Ideal dividir a guarda com outra pessoa da mais alta confiança (como mãe, cônjuge ou sócio), guardando em dois lugares distintos, igualmente secretos e seguros. Teste pelo menos uma vez (entrar e sair da carteira) o que anotou no papel. Doe um centavo para a OKBR!
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Gastos Abertos abre inscrições para segundo ciclo de ação com novos líderes

Elza Maria Albuquerque - August 22, 2017 in Destaque, Gastos Abertos, transparência

Você quer fazer a sua parte pela transparência, principalmente do orçamento público do município onde mora? Então você já pode se inscrever para ser um líder do Gastos Abertos! Após atender 150 municípios no primeiro semestre de 2017, nesta terça-feira (22/08), o Gastos Abertos abre inscrições para novos líderes! Para participar desse segundo ciclo do jogo, os interessados podem se inscrever pelo chat da página do Gastos Abertos no Facebook ou no site até o dia 06/09. Grande parte dos gestores públicos promete e incorpora a transparência da gestão em programas de governo, mas ainda há obstáculos na aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI) e da Lei de Transparência. O objetivo da iniciativa Gastos Abertos é conectar os cidadãos com o orçamento público e mudar essa realidade. “Promovemos a educação cívica sobre transparência e o orçamento público nos municípios brasileiros. Neste segundo ciclo, queremos replicar a metodologia do Gastos Abertos em diferentes municípios, ampliar o número de lideranças formadas e portais de transparência avaliados”, diz Thiago Rondon, coordenador do Gastos Abertos.

Como será o 2º Ciclo

A metodologia de capacitação de líderes, conta com algumas missões. Para esse novo ciclo, o projeto terá uma novidade: o lançamento do Guaxi, um robô que será o assistente digital dos participantes. Trata-se de um esperto guaxinim, desenvolvido com inovadora tecnologia chatbot – que simula uma interação humana com os usuários – e irá facilitar a jornada, inicialmente, por meio da página do Gastos Abertos no Facebook. O Guaxi vai coordenar o processo de missões, auxiliando a nova liderança na explicação e conclusão dos desafios e na apresentação de novas missões. O agente virtual do Gastos Abertos também mostra os indicadores sobre o processo de informações e ajuda os líderes locais na formulação de pedidos de acesso à informação. Para facilitar ainda mais a comunicação, a equipe criou um canal de contato no WhatsApp para os líderes do Gastos Abertos.

O primeiro ciclo do Gastos Abertos

O primeiro ciclo do Gastos Abertos aconteceu entre janeiro e junho de 2017, com período de planejamento e produção em 2016. Ao todo, foram 181 lideranças inscritas, 150 municípios atendidos, 75 portais de transparência avaliados, 25 pedidos realizados, 3 dados públicos de orçamento abertos, 1 carta compromisso assinada. Com objetivo de documentar o que foi construído e a experiência de desenvolver uma tecnologia social nova, a iniciativa lançou o relatório “Primeiro Ciclo do Gastos Abertos 2016-2017”. O documento conta detalhes sobre o primeiro ciclo, como os desafios enfrentados, apresenta a metodologia aberta, os resultados e aprendizados. Um dos pontos positivos apontado pelo relatório foi o interesse e o compromisso de muitos cidadãos em mudar a realidade de suas cidades com o uso de dados e que a tecnologia precisa estar acessível a eles. Abaixo, escolha o melhor formato para você visualizar o relatório “Primeiro Ciclo do Gastos Abertos 2016-2017”: Flattr this!

Projeto LIBRE, de microfinanciamento para jornalismo, vai ser apresentado durante evento no INSPER

Elza Maria Albuquerque - August 11, 2017 in Destaque, LIBRE, Parceiros

No dia 12/8 (sábado), a partir das 10h30, o jornalista Bruno Torturra vai apresentar, pela primeira vez ao público, o projeto LIBRE, ferramenta inovadora de microfinanciamento para jornalismo, no evento Workshop Modelos de Negócios para o Jornalismo, no INSPER, em São Paulo. No evento, além do Bruno, estarão Renata Rizzi, do Nexo, e Eduardo Acquarone, da TV Globo e Flying Content. No encontro, Bruno vai explicar como a ferramenta funciona e a visão do projeto: a urgência de buscar novas métricas que superem a mera audiência e saídas técnicas que possam criar uma nova sustentabilidade para o campo da imprensa a partir do público. Uma parceria da Open Knowledge Brasil e do Estúdio Fluxo, com desenvolvimento do AppCivico, a ferramenta pretende aproximar veículos digitais e o público interessado em valorizar e sustentar o jornalismo de qualidade. O LIBRE, desenhado e programado especificamente para o ecossistema da imprensa digital, vai funcionar por meio de um botão, inserido diretamente em posts e em conteúdos jornalísticos. A partir dele, o público poderá doar pequenos valores diretamente ao veículo ou ao autor do material em questão. Em vez de assinaturas, crowdfundings ou doações mensais aos veículos, o LIBRE permite que o público possa contribuir de acordo com a relevância do conteúdo e a diversidade de sua dieta de informação. Ainda em sua versão beta, a ferramenta está aberta para o cadastro de veículos e jornalistas interessados em utilizar a tecnologia. Na primeira fase, ela vai funcionar com planos mensais para o público que poderá distribuir seus créditos entre os veículos e sites parceiros. Os portais Gastrolândia, focado na gastronomia, Aos Fatos, plataforma de checagem de informações, e o VadeBike, site de notícias especializado em mobilidade urbana não motorizada, já são alguns dos veículos que estão testando a plataforma nessa fase piloto. Bruno Torturra é jornalista há 16 anos. Desde 2011, desenvolve projetos de jornalismo que exploram as possibilidades da rede e da hiperconectividade. Pioneiro na realização de streamings de rua no Brasil, criador da PósTV, primeira rede descentralizada de streaming no Brasil, fundador da Mídia Ninja e do Estúdio Fluxo de Jornalismo. INFORMAÇÕES GERAIS Workshop Modelos de Negócios para o Jornalismo Quando: Sábado, 12 de agosto, Local: Insper – R. Quatá, 300 – São Paulo – SP Horário: 10h30 Flattr this!