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Último dia do Coda.Br faz reflexão sobre futuro do jornalismo de dados

Elza Maria Albuquerque - November 28, 2017 in bootcamp, Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais, Destaque, Escola de Dados, Inovação, Jornalismo de dados, Métodos Digitais, pesquisa, tecnologia

  O segundo dia do Coda.Br deste ano (26/11) foi aberto com uma discussão urgente e necessária: a transparência e a mediação dos algoritmos. A professora Fernanda Bruno, do MediaLab da UFRJ, ressaltou que os algoritmos são moderadores da nossa experiência. Ela pontuou, porém, que, em uma ‘rede sociotécnica’, ninguém age sozinho. “Os algoritmos, por serem opacos, são pouco permeáveis quando produzem um efeito enviesado”, disse. “A pergunta que a gente lança é: como permear os algoritmos que estão mediando nossa paisagem? Como que eu posso negociar com a nossa mediação? Não basta abrir a caixa preta e ver o código.” Jennifer Stark, cofundadora da Foxling, compartilhou uma análise de dados do tempo de espera do Uber em Washington, nos EUA. O que ela descobriu foi que conseguir um carro em áreas com predominância da população afro-americana demora muito mais do que no Centro ou em regiões com mais moradores brancos. Stark discutiu, a partir disso, como os algoritmos podem causar resultados enviesados. “Não precisamos seguir cegamente as recomendações dos algoritmos da Netflix, por exemplo”, lembrou.

Colaboração cidadã

Um dos destaques da conferência, Florência Coelho, editora do La Nación Data, apresentou as experiências colaborativas que o jornal argentino lançou para análise de grande quantidade de dados. Por meio da plataforma VozData, os jornalistas conseguiram verificar as gravações do ex-procurador federal assassinado Alberto Nisman, nas quais ele acusa a ex-presidente Cristina Kirchner de acobertar o envolvimento de terroristas iranianos em um atentado. Foram 40 mil áudios analisados, organizados posteriormente em playlists no site do jornal. Essa análise foi realizada por um time de voluntários. “Os voluntários eram alunos de Jornalismo, de Direito e de Ciências Políticas. Também tinha minha mãe e minha filha. Recrutei outros voluntários pelo meu Facebook e pelo Instagram”, relembrou. “Valeu muito a pena escutar todos esses 40 mil áudios”. A plataforma também permitiu que a equipe de dados analisasse em diferentes anos os gastos do senado argentino. Para estimular a participação dos cidadãos, o La Nación Data fez rankings dos ‘times’ que mais computavam dados de gastos dos parlamentares.

Presente e futuro do jornalismo de dados

O jornalista computacional da Universidade de Columbia Jonathan Stray deu aos participantes do Coda.Br um gostinho da ferramenta Workbench, ainda em fase beta. O ambiente online combina raspagem, análise e visualização de dados. Não é preciso ter experiência em programação para montar fluxos de trabalho com atualização automática, que podem produzir gráficos publicáveis ou uma live API. Durante a oficina “Workbench: a ferramenta do jornalista computacional”, Stray usou como exemplo os dados dos tweets do presidente americano, Donald Trump, fazendo instantaneamente um gráfico da frequência das publicações do republicano. Cada módulo é construído em Python, o que quer dizer que podem ser infinitamente extensíveis. Outros objetivos da ferramenta são aumentar a transparência e facilitar o trabalho dos jornalistas, segundo Stray. “Estamos tentando trazer toda a funcionalidade do Jupyter Notebook, mas com a facilidade de uso de uma planilha de Excel”, disse. “Um dos problemas para o jornalismo de dados é que existem muitas ferramentas, mas elas não se conectam. Então, muitas ferramentas ‘morrem’.” Os próximos passos para o time que desenvolve o Workbench junto com Stray são consertar os bugs e tornar a ferramenta ainda mais fácil de usar. “Um dos nossos objetivos é tornar a programação mais fácil para jornalistas que não sabem programar muito bem.” O jornalista americano também participou da mesa de encerramento do Coda.Br, “Qual evolução? Promessas quebradas e cumpridas pelo jornalismo de dados”. Ao lado da espanhola Mar Cabra, Stray listou os desafios que a prática enfrenta atualmente. Entre eles, está a contextualização correta dos dados. Nesse sentido, ele é crítico ao Wikileaks, que não fez uma boa mediação do conteúdo oferecido.“O Wikileaks é o ex-namorado da internet”, brincou Stray. Ele pontuou ainda que, apesar de vários problemas, o Wikileaks merece crédito por ter sido pioneiro em vazamentos. Cabra, que liderou a equipe de investigação do Panama Papers, acredita que os documentos obtidos pelo International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) perderão, em breve, o posto de maior vazamento de dados da história do jornalismo. Para ela, a quantidade de informações vazadas será cada vez maior. No entanto, ela ressaltou que é preciso ter uma perspectiva maior sobre vazamentos, de modo que as reportagens publicadas em diferentes ocasiões possam ser conectadas. “Estamos jogando bingo no jornalismo de dados”, disse, reforçando a necessidade de pensar além.

Cuidado com pesquisas eleitorais

O jornalismo usa com frequência as pesquisas eleitorais. Para esmiuçá-las, a CEO do Ibope, Márcia Cavallari, explicou alguns pontos importantes da produção delas. Márcia alertou, por exemplo, para o perigo de se olhar uma pesquisa específica sem compará-la com outras que saíram. Uma pesquisa sozinha não diz nada, segundo a CEO. Ela também se debruçou sobre o problema de credibilidade que os institutos têm enfrentado em todo o mundo. Não são poucos os candidatos que, a exemplo de Donald Trump nos Estados Unidos, surpreenderam as previsões. “As pessoas estão decidindo cada vez mais tarde”, apontou.

Apresentando bem os dados

O editor de infografia da Gazeta do Povo, Guilherme Storck, ensinou algumas formas práticas de elaborar infográficos e mapas. Por meio da ferramenta gratuita Tableau, Storck elaborou formatos diferentes e interessantes de visualização de dados – mostrando como cada um funciona de acordo com a informação que se quer passar. No workshop “#sexysemservulgar: Como tornar sua história de dados atraente”, a repórter da BBC Brasil Amanda Rossi compartilhou vários exemplos de matérias que conseguem aliar dados com boas histórias. “Hoje em dia nós competimos pela atenção das pessoas. E quando conseguimos que a pessoa clique no conteúdo, precisamos que elas leiam e entendam”, indicou. “Temos que ter essa constante busca para que a informação que vamos apresentar seja interessante, relevante o suficiente para contarmos as informações humanas que os dados destacam.”

Outros momentos

O Coda.Br também teve as jam sessions, idealizadas para dar espaço aos participantes para discutirem temas que envolvem o jornalismo de dados. Os temas foram:
  • Modelos de negócio com dados em pesquisa e jornalismo
  • Dados para análises de políticas públicas
  • Alfabetização em dados
  • Dados e fact-checking
  • Dados e vieses
  • Precisa saber programar?
Além disso, o evento contou com as seguintes palestras e workshops:
  • Algoritmos e robôs: aplicações e limites para o jornalismo ( com Jennifer Stark, Fernanda Bruno e Daniela Silva – moderadora)
  • Datastudio: seu ateliê virtual para visualizações interativas e colaborativas (com Marco Túlio Pires)
  • #sexysemservulgar: Como tornar sua história de dados atraente (com Amanda Rossi)
  • Visualizações interativas com D3 (com Thomaz Rezende)
  • Destrinchando as pesquisas eleitorais para analisar seus resultados sem errar (com Márcia Cavallari)
  • Desvendando fake news com o Lemonade (com Wagner Meira)
  • Desvendando os dados do IBGE (com Paulo Jannuzzi)
  • ctrl+c/ctrl+v nunca mais: raspando dados com Google Sheets e outras ferramentas (com Marco Túlio Pires)
  • Explorando dados de mobilidade urbana em R (com Haydee Svab)
  • Workbench: a ferramenta do jornalista computacional (com Jonathan Stray)
  • 60 ferramentas para trabalhar com dados em 90 minutos (com Natália Mazotte)
  • Dados inconsistentes? Expressão regular neles! (com Álvaro Justen)
  • Visualizando relações e comunidades com Gephi (com Fabio Malini)
  • Geojornalismo no hardnews: como virar visualização em mapas rapidamente usando o My Maps (com Marco Túlio Pires)
  • Visualização de dados: o básico, o rápido e o prático (com Guilherme Storck)
  • Como estruturar bases de dados de forma colaborativa (com Florência Coelho)
  • Introdução à linha de comando (com Álvaro Justen)
  • Monitoramento (Social Listening) para Jornalismo e Ciências Sociais (com Débora Zanini)
  • Lidando com dados públicos em Python (com Fernando Masaroni)
  • Data Wrangling em R (com Guilherme Jardim)
  • Qual revolução? Promessas quebradas e cumpridas pelo jornalismo de dados (com Jonathan Stray,  Mar Cabra e Rosental Calmon Alves (moderador).
Sobre o Coda.Br O Coda.Br — realizado pela Escola de Dados, em parceria com o Google News Lab — é o primeiro evento do Brasil focado em jornalismo de dados e reúne os melhores profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. A conferência conta com a parceria da FAAP e apoio da Abraji, La Nación Data, Knight Center for Journalism in the Americas e Python Software Foundation.
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Primeiro dia do Coda.Br começa com discussão sobre eleições de 2018

Elza Maria Albuquerque - November 26, 2017 in Comunicação, Destaque, Escola de Dados, jornalismo, Jornalismo de dados

Com o auditório lotado, o Coda.Br começou na manhã deste sábado (25/11) na FAAP, em São Paulo (SP), com a mesa “Jornalismo de dados a serviço do combate à desinformação nas próximas eleições”. O debate teve a participação de Florencia Coelho (La Nación Data), Fábio Malini (UFES) e José Roberto Toledo (Estadão), com moderação de Daniel Bramatti (Estadão Dados). O Coda.Br – realizado pela Escola de Dados, em parceria com o Google News Lab – é o primeiro evento do Brasil focado em jornalismo de dados e reúne os melhores profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. A conferência conta com a parceria da FAAP e apoio da Abraji, La Nación Data, Knight Center for Journalism in the Americas e Python Software Foundation. Na parte da manhã, os participantes tiveram a oportunidade de aprender mais sobre raspagem de dados, bibliotecas python, tratamento de dados, criptografia e análise de redes. Fernando Masanori, professor da FATEC de São José dos Campos, apresentou uma ferramenta que pode ser uma mão na roda para os jornalistas que ficam soterrados sob grandes bases de dados. É o Pandas, biblioteca de estruturação e análise de dados em Python. “É tão útil para ler microdados que parece bruxaria”, brincou o professor. “O Pandas permite ter uma visão geral que você não conseguiria vendo um pedacinho do dado. Com ele, consigo chegar a conclusões que não chegaria antes.” Masaroni garantiu que aprendeu Pandas em 10 minutos – e compartilhou um tutorial no GitHub para quem também quer usar a biblioteca. “Não precisa deixar de comer nem de dormir para aprender Pandas. É só deixar de tomar um café”, brincou. O coordenador do Google News Lab, Marco Túlio Pires, compartilhou dicas simples e complexas de pesquisa durante o workshop “Masterizando a pesquisa avançada do Google”. Entre elas, comandos específicos para facilitar a investigação de arquivos e a busca de documentos em diversos formatos. Para Luana Copini, assistente de comunicação da Rede Nossa São Paulo, o encontro foi produtivo por elucidar mecanismos de busca de diferentes níveis. “São ótimas ferramentas para o nosso dia a dia, inclusive para monitorar fake news, informações históricas.” No workshop “Com que dado eu vou?”, Tiago Mali (Abraji) apresentou aos alunos uma série de sites de transparência para investigar os dados públicos. Seja na área de saúde, com o Datasus, ou na de política, com os portais de transparência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Uma seção desses portais que costuma render boas pautas, segundo Mali, é a que expõe os gastos com cota parlamentar. “O Eduardo Cunha, por exemplo, usava dinheiro público para abastecer os carros privados dele”, citou. Além dessas atividades, aconteceram 16 workshops: < ul>
  • Faxina Jedi: como usar o Google Cloud Dataprep para limpar bases de dados (Marco Túlio Pires)
  • Criptografe! Ferramentas de segurança da informação para jornalistas (Joana Varon e Amarela)
  • Toolkit essencial do lobo solitário (Juan Torres)
  • Introdução à lógica de programação (Érika Campos)
  • Análise de Redes em Mídias Sociais: começando sem erros (Tarcízio Silva)
  • Eu robô’ no “Google Sheets: transforme seu processador de planilhas num repositório e raspador de dados sem gastar um tostão (Marco Túlio Pires)
  • Mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas (Daniel Mariani)
  • Entrevistando bases de dados para responder questões de gênero (Natália Mazzote)
  • Explorando dados de financiamento de campanha com SQL (Adriano Belisário)
  • Processamento de Linguagem Natural: aplicações em jornalismo e pesquisa (Ana Schwendler)
  • Masterizando a pesquisa avançada do Google (Marco Túlio Pires)
  • Histórias que sacamos de mapas (Daniel Bramatti)
  • Como construir transparência editorial em equipes de jornalismo de dados (Jennifer Stark)
  • Lava Data: ‘Lidando com dados sujos e mal estruturados com Open Refine (Natália Mazotte)
  • Github para jornalistas – repositório de dados e publicação de projetos (Sérgio Spagnuolo)
  • Graph Databases: Discutindo o Relacionamento dos seus Dados com Python (Nicolle Cysneiros)
    O primeiro dia da conferência acabou com as Lightning Talks, em que cada palestrante teve sete minutos para contar histórias de iniciativas inovadoras que aplicaram e ganharam destaque. A cofundadora do Nexo Jornal Renata Rizzi, por exemplo, explicou o processo de produção de alguns gráficos do site, que tem ocupado espaço importante no cenário de jornalismo de dados no país. “É preciso narrar bem o que está acontecendo, não só colocar uma observação com asterisco”, apontou.
    O Coda.Br continua no domingo (26/11). O dia começa com um tema bem específico – algoritmos e robôs – e termina propondo uma reflexão mais ampla sobre o futuro do jornalismo de dados. Acompanhe a cobertura pelo Twitter @escoladedados ou pelas hashtags #codabr e #aprendinocoda.
    Texto por: Equipe Coda.Br
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    Escola de Dados abre inscrições para Conferência de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais

    Elza Maria Albuquerque - October 24, 2017 in CODA, Coda.Br, Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Jornalismo de dados, networking

    A Escola de Dados abriu as inscrições para a segunda edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais (Coda.Br). O evento, realizado em parceria com o Google News Lab, vai acontecer nos dias 25 e 26 de novembro, no campus da FAAP, em São Paulo (SP). O encontro é o primeiro do Brasil com foco em jornalismo de dados. O objetivo é reunir os melhores profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. A programação traz mais de 30 workshops em oito salas paralelas com treinadores especializados em habilidades e ferramentas de pesquisa e jornalismo guiado por dados. Além disso, terá rodas de debate com jornalistas e pesquisadores nacionais e internacionais sobre responsabilidade algorítmica, machine learning, privacidade, o futuro do jornalismo de dados, entre outros temas. A proposta é que os participantes – iniciantes ou avançados em jornalismo de dados – possam colocar a mão na massa, compartilhar conhecimento, aprender, expandir o networking, refletir e sair do evento prontos para melhorar ou tirar do papel seus projetos guiados por dados. O evento vai trazer referências internacionais em jornalismo de dados – como Mar Cabra, Jonathan Stray, jornalista computacional da Universidade de Columbia com passagens pelas equipes de dados do New York Times e da ProPublica, Momi Peralta, líder do La Nación Data da Argentina, a mais premiada equipe de jornalismo de dados da América Latina, e Jennifer Stark, jornalista computacional da Universidade de Maryland, com publicações em veículos como Washington Post e Vice. Também estarão presentes brasileiros à frente de grandes trabalhos em redações, programadores, pesquisadores e empreendedores da área. O número de vagas é limitado a 250 pessoas. O valor das inscrições é de R$ 250 para profissionais e R$ 180 para estudantes, até 5 de novembro. A partir dessa data, se ainda houver vagas, o valor passa para R$ 325 para profissionais e R$ 220 para estudantes. As inscrições podem ser realizadas no site do evento: coda.escoladedados.org A conferência conta com o apoio da Abraji, do La Nación Data, do Knight Center for Journalism in the Americas e da Python Software Foundation.

    A Escola de Dados

    A Escola de Dados é uma rede global, presente em mais de 20 países, com a missão de capacitar cidadãos no mundo dos dados, de modo a contribuir com o fortalecimento das democracias. Atua há quatro anos no Brasil com foco na formação de ONGs e jornalistas, ensinando-os a usar dados abertos para estimular o debate bem informado, promover transparência e criar narrativas eficazes para suas agendas. Responsável por dezenas de tutoriais e formações presenciais e online: milhares de pessoas em todo o mundo já aprenderam com a rede a trabalhar com dados abertos.

    SERVIÇO

    2ª Coda.Br
    Data: 25 e 26 de novembro
    Valor: R$ 180 (estudante) e R$ 250 (profissional)
    Inscrições e mais informações: coda.escoladedados.org
    Local: FAAP/São Paulo (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis)
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    Natália Mazotte é a nova codiretora da Open Knowledge Brasil

    Elza Maria Albuquerque - October 5, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Open Knowledge Brasil

    Natália Mazotte. Foto: Álvaro Justen.

    Desde setembro, a Open Knowledge Brasil conta com uma nova diretora-executiva. A jornalista Natália Mazotte, que já liderava o programa da Escola de Dados no Brasil, agora trabalha com Ariel Kogan, nomeado em julho de 2016 como diretor-executivo da organização. A decisão foi aprovada pelo conselho deliberativo no dia 29 de agosto deste ano, como parte de um planejamento organizacional que terá como meta ampliar as frentes de trabalho da Open Knowledge em pesquisa e capacitação para a produção e o uso de dados abertos no país. Natália Mazotte atua na interseção entre dados abertos, tecnologias cívicas e jornalismo desde 2010. Em 2012, participou dos esforços iniciais para criar o capítulo da Escola de Dados e consolidá-lo no Brasil. É cofundadora da Gênero e Número, organização que trabalha dados abertos para expor as assimetrias de gênero, e da primeira agência de jornalismo de dados do país, a J++. Tem mestrado em Comunicação e Cultura pela UFRJ e foi pesquisadora no MediaLab da UFRJ, com experiência em análise de redes sociais e métodos digitais. Como diretora, ela vai desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento e aperfeiçoamento de projetos da Open Knowledge. “Existe um enorme potencial para avançarmos com a agenda de dados abertos no país. Especialmente se olharmos para os problemas que podemos resolver com eles, para a abertura como um meio, e não como um fim”, afirma. “Vou concentrar meus esforços em gerar mais conhecimento sobre o impacto da produção e do uso de dados, e continuar dedicando meu trabalho ao florescimento do nosso principal programa de capacitação, a Escola de Dados.” Ariel Kogan pontua que a codireção já havia sido proposta para Natália antes mesmo dele assumir o cargo como diretor-executivo da organização. “Na prática, a Natália já vinha desempenhando um papel de direção, na área de capacitação, mas era importante formalizar com o conselho. Para a organização, a entrada dela representa inovação e mais um passo na consolidação da Open Knowledge Brasil como referência em debates e questões ligadas ao universo dos dados digitais, suas aplicações e implicações. Ao mesmo tempo, traz o desafio de construir projetos e modelos novos”, destaca.
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    Open Knowledge Brasil celebra Termo de Cooperação Técnica com a Câmara Municipal de São Paulo

    Isis Reis - December 17, 2015 in #EuVoto, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, governo, Internet, Jornalismo de dados, okbr, Open Knowledge Brasil, Parceiros, participação, planejamento, projetos, São Paulo, sociedade civil, software livre, transparência

    A Open Knowledge Brasil (OKBr) e a Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) celebraram a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica não-oneroso, na última reunião da Mesa Diretora no dia 9 de dezembro. A data coincidiu com o dia internacional contra a corrupção. No documento, as partes se comprometem a desenvolver um programa de cooperação por meio de projetos, cursos e eventos, aprimorando o uso das tecnologias da informação e comunicação com o objetivo de ampliar e qualificar os espaços de participação cívica e estimular a transparência das instituições públicas. A parceria tem como objetivo potencializar o trabalho que a Open Knowledge Brasil vem realizando desde 2011, com ênfase na promoção do uso do software livre, a liberação de dados públicos em formatos abertos, uma maior transparência governamental e maior participação com o uso inteligente da tecnologia. “O termo envolve transferência de experiências e conhecimentos. A Câmara, assinando esse termo de cooperação com a Open Knowledge Brasil, formaliza seu compromisso com a sociedade civil na implementação de mecanismos que contribuam com uma maior transparência e participação cidadã. Com o apoio da Câmara, pretendemos criar novos projetos e dar continuidade a alguns já existentes, como a ampliação da seção de dados abertos no portal da Câmara e o desafios de dados abertos, por exemplo”, afirma Everton Zanella Alvarenga, diretor executivo da OKBr. “As instituições públicas têm um papel fundamental na implementação de ferramentas e processos abertos, que promovam maior transparência e participação cidadã, utilizando tecnologias da sociedade da informação. Através deste acordo, a Open Knowledge Brasil coloca à disposição da Câmara Municipal de São Paulo todo o seu conhecimento e experiência na utilização e desenvolvimento de ferramentas cívicas abertas, jornalismo de dados e promoção do conhecimento livre”, afirmou Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr e um dos criadores do Eu Voto, plataforma que permite aos membros da CMSP saberem como seus projetos são avaliados pelos cidadãos paulistas.
    Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr,  e vereador Donato, presidente da CMSP

    Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr, e vereador Donato, presidente da CMSP

    O acordo, válido por 3 anos, prevê a cooperação em quatro frentes diferentes: ampliação e qualificação dos espaços e mecanismos de participação cidadã, transparência da gestão pública e abertura de dados, realização de cursos e de eventos. Um plano de trabalho para essas quatro frentes está em construção junto aos interlocutores responsáveis por cada área dentro da Câmara Municipal de São Paulo e será divulgado no começo do ano que vem. A Comunicação Externa da Câmara se compromete, por meio do acordo, a apoiar e participar ativamente, do projeto EuVoto. A ideia é ir além da atual interface web do projeto, desenvolvendo novas versões que ajudem a fomentar maior envolvimento dos cidadãos. Os coordenadores da Escola de Dados (Open Knowledge Brasil) e Escola do Parlamento (Câmara Municipal de São Paulo) já começaram os diálogos e a construção do planejamento para definir as ações conjuntas. Será realizado, entre outros, um evento sobre participação cívica, dados abertos e governança de dados. Em relação à agenda de transparência, retomamos o diálogo com a presidência da Casa para que a lei 16.051, de 6 de agosto de 2014, seja regulamentada. Flattr this!

    Essa semana na Rede pelo Conhecimento Livre

    Tom - December 4, 2015 in Câmara Transparente, curso, Dados Abertos, Destaque, Diego Rabatone, Escola de Dados, FGV DAPP, Gastos Abertos, Judiciário, LAI, Mapa da Saúde, Open Knowledge Brasil, Pedro Marin, Sociedade, Transparência Hacker

    Pedro Marin aula Gastos Abertos

    Pedro Marin explicando sobre orçamento público em curso do projeto Gastos Abertos.

    Essa semana foi bastante intensa na Rede pelo Conhecimento Livre! Começou o curso do projeto Gastos Abertos. No primeiro módulo das aulas, Pedro Marin explicou um pouco sobre orçamento público e Diego Rabatone falou sobre dados abertos e alguns conceitos importantes para jornalistas contarem suas histórias, como o que é uma API. Saiba o que ocorreu nos primeiros dias do curso. Na comunidade Transparência Hacker, Carlos Junior anunciou o início do projeto Mapa da Saúde, que mapeará todos os órgãos de saúde do Brasil, permitindo a visualização de dados e promovendo uma reflexão mais ampla sobre os problemas na área de saúde enfrentados pelo país. Mapa de Saude A Lei de Acesso à Informação também foi regulamentada em todos os órgãos do judiciário do Brasil. Os tribunais e conselhos terão 120 dias, a partir da publicação da resolução, para colocar as novas normas em vigor. Veja mais informações aqui. O GobAPP, think tank do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou um convite à apresentação de trabalhos de sobre o uso de Dados Abertos e Big Data para tratar dos desafios do desenvolvimento na América Latina e no Caribe. Os interessados têm até 15 de janeiro de 2016 para enviar seus trabalhos por este link. A FGV DAPP, colaboradora da Open Knowledge Brasil, que construiu com nosso apoio o Mosaico Orçamentário, lançou a página Transparência Política, a fim de mostrar dados públicos sobre política de forma interativa para permitir análises. Além do Mosaico Orçamentário, há a ferramenta Câmara Transparente, onde é possível ver quem financia nossa representação política.
    Camara Transparente

    Câmara Transparente, nova ferramenta da FGV DAPP

    Por fim, nesse domingo, dia 6 de dezembro, ocorrerá em São Paulo as votações para conselheiros do Conselho Participativo da cidade. O É Nóis e o LabHacker desenvolveram uma ferramenta que permite consultar seu local de votação e todos candidatos. Acesse! Flattr this!

    Algumas impressões sobre o Abrelatam/Condatos, realizada em Santiago no mês de setembro

    Isis Reis - November 3, 2015 in abrelatam, colaboração, condatos, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Gastos Abertos, governo, Internet, LAI, okbr, sociedade civil, sofware livre, transparência

    O Abrelatam/Condatos 2015 foi realizado entre os dias 7 e 10 de setembro, em Santiago, no Chile. No evento, houve o lançamento da Carta Internacional para los Datos Abiertos, disponível em inglês, espanhol e francês e esperamos que em breve em português (a Open Knowledge Brasil está articulando a tradução da carta junto ao Tribunal de Contas da União). O diretor executivo da OKBr, Everton Zanella Alvarenga, teve a oportunidade de acompanhar alguns painéis e compartilhou suas percepções sobre a conferência. Inicialmente, Everton notou que a comunidade hispanoparlante é mais integrada que o Brasil. Além disso, sentiu falta de representantes do governo brasileiro no evento. “Será que não está na hora de o Brasil mostrar o que está fazendo no campo da transparência na América Latina e organizar o próximo Abrelatam/Condatos?”, questiona. No painel “Modelos de negócios e dados abertos”, muitos afirmaram que quando se fala em dados, em alguns países, como nos EUA, empresas utilizam-se da lei análoga à Lei de Acesso a Informação (LAI), a FOIA (Freedom of Information Act) para ter acesso a dados públicos e criar suas estratégias de negócios. Questionou-se, portanto, a ausência de grandes empresas nas últimas Abrelatam/Condatos para apoiar as iniciativas das sociedade civil organizada e pequeno empreendimentos (e. g., startups). Como proposta, Everton sugere que na próxima Abrelatam/Condatos se faça um esforço para atrair grandes empresas que financiem boas iniciativas envolvendo dados, que farão pitches sobre seus projetos buscando capital de risco, como ocorre em diversos outros eventos focados em startups. Quando o tema Empreendimentos Sociais e Dados Abertos foi abordado, a questão da importância da participação na resolução dos problemas sociais mapeados pelos dados foi levantada. Como analisar os benefícios sociais e impactos nos diversos problemas sociais dos projetos com dados abertos? Everton aponta a necessidade de se investigar como os dados balizam a atuação da sociedade civil e a elaboração de políticas públicas, de maneira a resolver ou ao menos atenuar os problemas detectados. Já o workshop de Contratos Abertos, que tinha como objetivo ajudar os participantes a identificar e avaliar os dados existentes sob o padrão estipulado pelo Open Contracting Data Standard e identificar opções de implementação e exibição dos padrões, apresentou conteúdos que puderam beneficiar iniciativas como o projeto Gastos Abertos, da OKBr, que trabalha com os contratos da cidade de São Paulo. Além de ver os painéis e participar dos workshops mencionados, Everton Zanella contribuiu com sua apresentação sobre Comunidades Dateras, apresentando hackatonas e hackdays feitos pelo Brasil, comunidades brasileiras que trabalham com dados abertos, manuais e guias disponíveis para trabalhar com esses dados e diversos projetos empreendidos pela Open Knowledge e pela Open Knowledge Brasil ou que contam com a parceria desta última. Como destaque sobre as reflexões produzidas após o evento, Everton cita o post “Essa ressaca de dados abertos”, de Yasodara Cordova, da W3C Brasil. O artigo, de acordo com a própria autora, é uma reflexão sobre cidades inteligentes, seu fluxo prometido de dados e o sistema no qual estamos incluídos. “As perguntas das conferências de open data, smart cities, bigdata e seus derivados quase sempre giram em torno de como esse fluxo de dados vai gerar mudanças, ou sobre como estes dados podem ser gatilho para um gerenciamento decente de nossos recursos, trazendo a transparência e o tal ‘governo aberto’ como consequência”, ressalta Yasodara. Flattr this!

    Escola de Dados oferece curso gratuito para jornalistas em São Paulo sobre dados orçamentários

    Natália Mazotte - October 27, 2015 in brasil, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Gastos Abertos, governo, Internet, Jornalismo de dados, Open Knowledge Brasil, orçamento, orçamento público, São Paulo, sociedade civil

    Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

    Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

    Jornalistas interessados em entender como utilizar os dados orçamentários para fazer análises e criar histórias interativas podem se inscrever na primeira edição das oficinas Gastos Abertos, que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro. O curso é gratuito e será oferecido pela Escola de Dados como parte do projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, premiado como finalista do Desafio Social do Google. As inscrições podem ser feitas a partir deste domingo, 25 de outubro, até 23h59 do dia 8 de novembro, por meio de formulário online (clique aqui para acessá-lo). Serão selecionados até 20 participantes e o resultado será divulgado no blog da Escola de Dados no dia 13 de novembro. O curso é dividido em dois módulos e conta com o apoio da FIAP e do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito São Paulo. O primeiro módulo vai apresentar como funciona o orçamento público municipal, as fontes dos dados orçamentários e como verificar contratos e licitações públicas. O segundo módulo traz um panorama sobre jornalismo de dados, apresentando as principais técnicas e ferramentas utilizadas para busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados. Ao final do curso, os alunos terão projetos próprios de narrativas jornalísticas com o uso de dados sobre o orçamento público. A metodologia do curso envolverá aulas expositivas e atividades em grupo guiadas pelos tutores. O objetivo é que, com mais conhecimentos sobre como analisar os dados orçamentários, os jornalistas possam abordar melhor o assunto em seus veículos e estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos. Jornalistas e estudantes de Comunicação podem se inscrever. A seleção dos candidatos avaliará o grau de experiência em jornalismo e o potencial de aplicação dos ensinamentos, não sendo necessário conhecimento prévio em jornalismo de dados. Entre os tutores estão Natália Mazotte, coordenadora da Escola de Dados no Brasil; Pedro Marin, doutorando em Administração Pública e Governo pela FGV e coordenador de planejamento da Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico de São Paulo; Rodrigo Burgarelli, repórter do jornal O Estado de S. Paulo com experiência em administração pública e jornalismo de dados; e Diego Rabatone,  co-fundador do Grupo de Estudos de Software Livre da Poli-USP e ex-membro do Estadão Dados. O projeto Gastos Abertos vai oferecer visualizações fáceis e intuitivas sobre o que o governo está fazendo com o nosso dinheiro. Como parte do projeto, a Escola de Dados vai oferecer cursos presenciais e um curso massivo online, todos gratuitos, sobre orçamento público e uso de dados. A Escola de Dados, um programa que no Brasil nasceu dentro do capítulo brasileiro da Open Knowledge, é parte de uma comunidade global que trabalha para capacitar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos para usar dados de forma eficaz em seus esforços para criar sociedades mais justas. Nossa missão é ensinar as pessoas a ter insights poderosos e criar histórias interessantes, utilizando dados abertos. Curso “Como o governo gasta nosso dinheiro” Realização: Escola de Dados Inscrições: de 13 a 24/11, por meio de formulário disponível neste link Resposta aos selecionados: 28/11, no blog da Escola de Dados 1º Módulo – Orçamento Público Quando: 30/11 a 02/12, de 8h30 às 12h Onde: FIAP, Av. Paulista, 1106, 7º andar – Bela Vista, São Paulo 2º módulo – Análise e Visualização de dados Quando: 7/12 a 11/12, de 8h30 às 12h Onde: FGV/SP, R. Rocha, 233 – Bela Vista, São Paulo *Apoio: FIAP e GEPI /FGV DIREITO SP (Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação – projeto Democracia Digital) logo fiap     GEPI FGV  - LOGO          
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    Inscrições abertas para nova edição do curso gratuito “Introdução ao Jornalismo de Dados” em São Paulo

    Larissa Brainer - March 18, 2015 in Dados Abertos, Escola de Dados, Jornalismo de dados, School of Data

    Curso gratuito vai mostrar como o jornalismo pode se beneficiar de técnicas comuns a outras áreas, como ciência da computação, design e análise de dados.

    Curso gratuito vai mostrar como o jornalismo pode se beneficiar de técnicas comuns a outras áreas, como ciência da computação, design e análise de dados.

    *Atenção: as datas do curso foram atualizadas, ele ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril de 2015. Depois de uma edição em Salvador e outra no Rio de Janeiro, o curso “Introdução ao Jornalismo de Dados” chega a São Paulo entre os dias 06 e 10 de abril, oferecido pela Escola de Dados junto com a Escola de Comunicação da Universidade de São Paulo (ECA/USP). O treinamento é gratuito e faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge Foundation para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. As inscrições podem ser feitas a partir desta sexta-feira, dia 13 de março, até 23h59 do dia 22 de março, por meio de formulário online. Serão selecionados até 25 participantes e o resultado será divulgado no blog da Escola de Dados no dia 25 de março. Jornalistas e estudantes de Comunicação podem se inscrever. A seleção dos candidatos avaliará o grau de experiência em jornalismo e o potencial de aplicação dos ensinamentos, não sendo necessário conhecimento prévio em jornalismo de dados. O curso inclui um panorama sobre jornalismo de dados e uma apresentação das principais técnicas e ferramentas utilizadas para busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados. Os alunos irão examinar projetos publicados por grandes redações do mundo todo e também partirão de projetos próprios para produzir tabelas, gráficos, mapas e diagramas usando uma variedade de softwares, ferramentas web e scripts básicos de programação. A metodologia do curso envolverá aulas expositivas e atividades em grupo guiadas pelos tutores. No total, serão 30h de atividades, divididas em cinco aulas oferecidas das 14h às 20h. Os participantes deverão levar seus próprios notebooks para participar das aulas. Ao final do curso, cada aluno receberá um certificado de conclusão emitido pela Universidade de São Paulo. Entre os tutores estão Marco Túlio Pires, coordenador da Escola de Dados no Brasil; Rodrigo Burgarelli, repórter do jornal O Estado de S. Paulo com experiência em administração pública e jornalismo de dados; e Vitor George, desenvolvedor de software e especialista em mapas da equipe do EcoLab. Este é o terceiro curso presencial oferecido pela Escola de Dados no Brasil. O primeiro aconteceu em Salvador, na Universidade Federal da Bahia, entre os dias 24 e 28 de novembro, e o segundo no Rio de Janeiro, na Escola de Comunicação da UFRJ, entre os dias 8 e 12 de dezembro. A Escola de Dados é uma comunidade global que integra a rede da Open Knowledge Foundation e trabalha para capacitar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos para usar dados de forma eficaz em seus esforços para criar sociedades mais justas. Nossa missão é ensinar as pessoas a ter insights poderosos e criar histórias interessantes, utilizando dados abertos. Curso “Introdução ao Jornalismo de Dados” Realização: Escola de Dados e Escola de Comunicação da Universidade de São Paulo (ECA/USP) Quando: de 06/04 a 10/04, de 14h às 20h; Onde: Auditório Freitas Nobre da ECA/USP Inscrições: de 13 a 22/03, por meio de formulário disponível em: http://bit.ly/1FTtQJR Resposta aos selecionados: 25/03, no blog da Escola de Dados Originalmente publicado no blog da Escola de Dados. flattr this!

    Introdução ao Jornalismo de Dados: Novo curso gratuito da Escola de Dados será no Rio de Janeiro

    Jamila Venturini - November 17, 2014 in curso, Dados Abertos, Escola de Dados, Jornalismo de dados, Rio de Janeiro

    (Publicado primeiro no blog da Escola de Dados) A segunda edição do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados” acontecerá entre os dias 8 e 12 de dezembro na Escola de Comunicação da UFRJ. O curso é gratuito e faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge Foundation para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. As inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira, dia 13 de novembro, até as 23h59 do dia 24 de novembro, por meio de formulário online (clique aqui para acessá-lo). Serão selecionados até 25 participantes e o resultado será divulgado no blog da Escola de Dados no dia 28 de novembro. Jornalistas e estudantes de Comunicação podem se inscrever. A seleção dos candidatos avaliará o grau de experiência em jornalismo e o potencial de aplicação dos ensinamentos, não sendo necessário conhecimento prévio em jornalismo de dados. O curso inclui um panorama sobre jornalismo de dados e uma apresentação das principais técnicas e ferramentas utilizadas para busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados. Os alunos irão examinar projetos publicados por grandes redações do mundo todo e também partirão de projetos próprios para produzir tabelas, gráficos, mapas e diagramas usando uma variedade de softwares, ferramentas web e scripts básicos de programação. A metodologia do curso envolverá aulas expositivas e atividades em grupo guiadas pelos tutores. No total, serão 30h de atividades, divididas em cinco aulas oferecidas das 10h às 17h, com uma hora de intervalo de almoço. Ao final do curso, os participantes receberão um certificado de conclusão emitido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre os tutores estão Marco Túlio Pires e Natália Mazotte, coordenadores da Escola de Dados no Brasil; Rodrigo Burgarelli, repórter do jornal O Estado de S. Paulo com experiência em administração pública e jornalismo de dados; e Vitor George, desenvolvedor de software e especialista em mapas da equipe do EcoLab. Este é o segundo curso presencial oferecido pela Escola de Dados no Brasil. O primeiro acontece em Salvador, na Universidade Federal da Bahia, entre os dias 24 e 28 de novembro. A Escola de Dados é uma comunidade global que integra a rede da Open Knowledge Foundation e trabalha para capacitar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos para usar dados de forma eficaz em seus esforços para criar sociedades mais justas. Nossa missão é ensinar as pessoas a ter insights poderosos e criar histórias interessantes, utilizando dados abertos. Curso “Introdução ao Jornalismo de Dados” Realização: Escola de Dados e Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro Quando: de 08/12 a 12/12, de 10h às 17h; Onde: Auditório da Central de Produção Multimídia da Eco/UFRJ Inscrições: de 13 a 24/11, por meio de formulário disponível em: http://bit.ly/1tMWcgG Resposta aos selecionados: 28/11, no blog da Escola de Dados Imagem de capa: https://www.flickr.com/photos/madmannova/8383535541/ flattr this!