You are browsing the archive for Gastos Abertos.

Gastos Abertos divulga resultados deste ano e próximos passos da iniciativa

Elza Maria Albuquerque - June 8, 2018 in acesso à informação, brasil, colaboração, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, Lei de acesso à informação, sociedade civil, transparência

Aliar tecnologia e articulação para estimular o acompanhamento e a transparência da execução orçamentária. Com esse foco, o projeto Gastos Abertos, realizado pela Open Knowledge Brasil em parceria com o App Cívico, ajudou mais de 400 cidadãos a entenderem e fiscalizarem o uso de dinheiro público em seus municípios. A partir de agora, o projeto vai integrar as ações do Programa de Inovação Cívica da OKBR, liderado pela equipe do Serenata de Amor. A equipe já vem desenvolvendo projetos como o Querido Diário, que busca abrir os dados dos diários oficiais de municípios para facilitar o controle de processos licitatórios. O AppCívico deixa a coordenação do projeto, mas segue como parceiro da iniciativa.   “O Gastos Abertos foi uma experiência incrível sobre participar de redes de pessoas que buscam fortalecer a transparência em suas cidades. Ficou evidente que a tecnologia pode disponibilizar mecanismos de controle, mas só teremos impactos reais se os cidadãos estiverem conectados entre si e engajados com instrumentos técnicos. O desafio é escalar ações como o Gastos Abertos, pois ficou evidente que é uma demanda real de muitos cidadãos tornar suas cidades mais eficientes e acessíveis”, afirma Thiago Rondon, CEO do AppCívico. “Aliar tecnologia e articulação local é a nossa estratégia para ganhar escala e estimular transparência e participação social onde os problemas mais afetam os cidadãos, que é em nível municipal”, ressalta Natália Mazotte, diretora-executiva da Open Knowledge Brasil. “O nosso programa de inovação cívica tem conseguido grandes avanços na construção de tecnologias de controle social, e o Gastos Abertos construiu uma rede incrível de líderes locais engajados. Vamos integrar essas ações e ouvir mais os líderes para desenvolver ferramentas que sejam realmente úteis para aproximá-los do orçamento”.   Impacto na comunidade de dados abertos e controle social O desafio do Gastos Abertos é posicionar-se em seu compromisso com as lideranças e  dar uma direção para ações conjuntas e coordenadas. Um dos grandes destaques desde o ano passado foi a ferramenta Guaxi, – um robô desenvolvido com tecnologia chatbot – que simula uma interação humana com os usuários, usado para facilitar a jornada dos participantes. No dia a dia, o Guaxi é um gerador de pedidos de acesso à informação e um disparador de notícias com potencial exponencial para tornar-se fonte didática e pulverizador de conhecimento para a comunidade de dados abertos e controle social. Todas as funcionalidades do chatbot (inscrição, disparador de mensagens, gerador de pedidos, avaliação de portal de transparência e outras) estão ativadas no site e página do Facebook do projeto. Foi por meio da tecnologia que o Gastos Abertos atuou para se consolidar no ecossistema cívico como um articulador entre pessoas, organizações e governos interessados no controle social orçamentário. O empoderamento dessa comunidade se deu por meio da troca de informações e experiências nos canais propostos pelo projeto (Facebook, WhatsApp e grupo de e-mails). Neste trimestre, a iniciativa fortaleceu o diálogo com órgãos do governo (prefeituras, CGU e Congresso Nacional) e também com organizações que se interessaram em utilizar a tecnologia do Guaxi para compartilhar seus conteúdos e informativos de forma sistemática (Artigo 19, CGU e Agenda Pública).   Números gerais   O projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, tem o objetivo de conectar o cidadão com o dinheiro e o orçamento públicos por meio de participação, acompanhamento e transparência da execução orçamentária, gestão contratual e processos licitatórios. Ao todo, foram 402 líderes mobilizados, pessoas que têm contato direto com projeto via bot, grupo no WhatsApp, e-mail; atuando em um total de 171 municípios, em 22 estados. Desde que começou, os líderes locais da iniciativa avaliaram 171 portais de transparência e protocolaram 58 pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI). Flattr this!

Líderes do Gastos Abertos destacam aprendizados e mudanças em suas cidades

Elza Maria Albuquerque - May 30, 2018 in colaboração, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, governo, governo aberto, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

Muitos gestores públicos prometem e inserem a transparência da gestão em programas de governo. Há também aqueles que nem se atentam para essa questão. Para piorar, há desafios na aplicação da Lei de Transparência e da Lei de Acesso à Informação (LAI). O objetivo do projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, é conectar os cidadãos com o orçamento público e mudar essa realidade promovendo a educação cívica sobre transparência e orçamento público nos municípios. Desde janeiro de 2017, a iniciativa já impactou mais de 260 cidades brasileiras com mais de 350 líderes inscritos, que foram capacitados por meio do sistema de missões do Gastos Abertos. Cuidar da transparência da sua cidade pode ser uma tarefa cheia de descobertas e aprendizados. Balneário Camboriú foi o primeiro município a assinar a Carta Compromisso de Transparência do Gastos Abertos. Em maio de 2017 o prefeito da cidade, Fabrício Oliveira, assinou o documento. Ao fazer isso, ele se comprometeu a executar ações concretas que vão permitir ao cidadão um melhor e maior acesso aos dados orçamentários da cidade. O responsável pela articulação da iniciativa foi Gabriel Pimentel, líder do Gastos Abertos. “Penso que a atuação como líder local contribuiu de uma maneira geral para oxigenar ideias e conceitos na relação com os atores públicos durante as missões do Gastos Abertos. Foi gratificante contribuir para a assinatura da Carta Compromisso. No entanto, esse é somente um dos primeiros passos para se alcançar a transparência municipal de forma completa”, destaca Gabriel. Segundo ele, a jornada foi muito proveitosa. “Aprendi muito durante o processo, tanto em questões técnicas e legais como em questões políticas e de governança que são parte do processo de abertura e acesso aos dados. Agora entendo melhor como as contas públicas dos municípios se estruturam e funcionam; sei acessar e explorar o Portal de Transparência; fazer um pedido de acesso à informação e ter contato com a estrutura organizacional de secretarias e departamentos (ouvidoria) que estão envolvidos nesse processo de produzir dados públicos. Essas ações contribuíram para que eu entendesse o sentido e a importância da transparência”, disse o líder.   Engajamento da população Márcia Reis, líder do Gastos Abertos da cidade Três Corações (MG), dedicou bastante tempo à iniciativa. “Além de ter participado ativamente do grupo de WhatsApp (por lá, trocamos informações a nível estadual, municipal e federal a todo tempo), me dediquei cerca de cinco a seis horas do dia verificando diversos portais da transparência em Três Corações e no Brasil”. Ela afirma que a interpretação do orçamento da sua cidade foi facilitada pela iniciativa e isso gerou muitos resultados. “Tive muitas respostas de Pedido de Lei de Acesso à Informação fornecidas dentro do prazo e outras completamente fora do prazo. Um deles foi o pedido que fiz à Câmara Municipal de Três Corações em outubro do ano passado. Eles simplesmente não responderam, e após 81 dias sem sucesso, fiz uma transmissão ao vivo via Facebook contando ao Brasil e pedindo apoio do Ministério Público para que meu pedido fosse respondido. A resposta veio no dia 04/01/2018. O vídeo instigou o Presidente do Legislativo a cumprir com o que foi prometido durante um evento que fizemos em parceria com a OAB, Transparency International e Amarribo no ano de 2016 que seria a regulamentação da Lei da Transparência em Três Corações. Entretanto, a Lei foi reprovada pela base aliada do Prefeito Municipal no último dia 2 de abril”, destaca. Segundo ela, o objetivo de tornar os gastos mais transparentes virou febre em Três Corações. “Hoje, a maioria dos cidadãos sabe como navegar pelo Portal da Transparência e ainda divulga gastos que eles acham suspeitos, além de fazerem denúncias junto ao Ministério Público. Só neste ano, o Ministério Público recebeu mais de 140 denúncias em desfavor da Prefeitura Municipal de Três Corações conforme entrevista concedida pelo próprio Promotor do Patrimônio Público. Tomei também algumas medidas enérgicas: a Câmara Municipal rejeitou o orçamento do município para o ano de 2017 e ingressei com um mandado de segurança que tramita na Comarca de Três Corações já em fase de recurso”, diz.   Falta de transparência nos portais Jamile Santana, jornalista e líder do GA em Mogi das Cruzes (SP), destaca o aprendizado que teve. “O orçamento tem muitos termos específicos que, pra quem é leigo, pode gerar dúvidas e induzir ao erro de interpretação. Com o projeto, eu aprendi o significado dos termos e a identificar os gastos na minha cidade. Todo o trâmite do orçamento que é muito burocrático também me parecia bem mais confuso antes do projeto. Hoje, se eu preciso de uma informação, consigo identificar em qual etapa aquele recurso está no orçamento e, assim, fica mais fácil de consegui-lo”, afirma. A líder fez a análise do Portal da Transparência de Mogi das Cruzes e conseguiu constatar o que já tinha observado antes do Gastos Abertos: apesar do portal estar lá, a transparência em seu município ainda não é uma realidade. “É muito difícil encontrar alguns tipos de despesas, por exemplo, e isso compromete a participação do cidadão na gestão. Mas a jornada tem sido bem enriquecedora porque aprendemos o que cobrar da administração para que o orçamento fique mais didático e transparente, e ensinamos outras pessoas a fazer o mesmo”, destaca. De acordo com Jamile, ainda é preciso percorrer um longo caminho para que haja engajamento do cidadão comum na fiscalização do orçamento, mas foi a partir do GA que ela conseguiu realizar matérias com foco nesse tema para conscientizar a sociedade. “Como jornalista, o projeto me ajudou a dar mais peso pra algumas reportagens. Conseguimos fazer matérias em parceria com o Ministério Público sobre reajuste de salário de agentes políticos, reajuste do IPTU (no caso da minha cidade, houve até uma redução no índice de reajuste após protestos), conseguimos impedir o aumento da tarifa de ônibus no começo do ano, e fizemos matérias sobre irregularidades em contratos para compras de pó de café em Mogi das Cruzes e Suzano. Todas estas matérias estão ligadas ao orçamento municipal e geraram um engajamento dos munícipes”, detalha.   Sobre o Gastos Abertos O Gastos Abertos é um dos projetos da Open Knowledge Brasil que busca conectar os cidadãos com o orçamento público por meio de mobilização e educação cívica sobre transparência nos municípios brasileiros. O ciclo de mobilização e formação de líderes oferece conhecimento e ferramentas para quem quer acompanhar e monitorar o orçamento público do seu município. Flattr this!

Embaixador do Gastos Abertos apresenta iniciativa em Montes Claros (MG)

Elza Maria Albuquerque - March 15, 2018 in Destaque, Gastos Abertos, montes claros, orçamento público, transparência

Nesta sexta-feira (16/03), às 9h, o Gastos Abertos, projeto da Open Knowledge Brasil, vai ser apresentado na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Montes Claros (MG). Fernanda Costa, jornalista e orientadora do projeto Gastos Abertos, é quem vai representar a iniciativa. O evento é aberto ao público. O encontro foi organizado por Edenilson Duraes, diretor da ACI e embaixador do Gastos Abertos. Ele convidou vereadores, secretários e membros da comissão de criação do Observatório Social da cidade com objetivo de fazer com eles conheçam o projeto e discutam como impactar positivamente a transparência do orçamento em Montes Claros. “Nós conhecemos a realidade de nossa cidade e o Gastos Abertos conhece a parte técnica da mudança que precisamos. Essa parceria é muito importante”, disse Edenilson. INFORMAÇÕES GERAIS Dia: 16/03/2018 (sexta-feira) Horário: 9h Local: sede ACI Endereço: Rua Carlos Gomes, 110, Centro – Montes Claros (MG) Flattr this!

O Compromisso 14 do 3º Plano de Ação da Parceria para o Governo Aberto (OGP)

Elza Maria Albuquerque - March 2, 2018 in Gastos Abertos, governo aberto, OGP, orçamento público

Por Neide De Sordi* A Open Knowledge Brasil integra o Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Assessoramento em Governo Aberto, criado pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). A finalidade é assessorar o Governo na formulação de instrumentos, políticas e diretrizes relacionados com a atuação governamental na Parceria para Governo Aberto – OGP (do inglês Open Government Partnership) e acompanhar a execução das ações e medidas incorporadas aos planos de ação nacionais. Em razão do Programa Gastos Abertos da Open Knowledge, cujo objetivo é conectar o cidadão com o orçamento público por meio de participação, acompanhamento e transparência da execução orçamentária, gestão contratual e processos licitatórios, divulgamos o Compromisso 14 do 3º Plano Nacional de Ação da Parceria para Governo Aberto – OGP (do inglês Open Government Partnership) – Ampliar a participação social no PPA por meio do Fórum Interconselhos – um dos compromissos, cujo monitoramento da execução é de responsabilidade da OKBR. O orçamento público é um instrumento de planejamento das ações governamentais. A sua elaboração (objeto do Compromisso 14) e execução (objeto do Gastos Abertos) devem ser realizadas com participação popular para garantir que as ações sejam priorizadas em prol do interesse público. O Plano Plurianual (PPA) é um instrumento de planejamento a médio prazo que define as diretrizes, objetivos e metas da administração pública para um período de quatro anos. Com esse documento, o governo estabelece suas prioridades para investir melhor os recursos públicos. O Compromisso 14 visa ampliar o processo democrático, por meio de instrumentos para o Monitoramento Participativo do PPA, com foco nas Agendas Transversais relativas a públicos específicos (Criança e Adolescente; Juventude; Pessoa Idosa; Políticas para as Mulheres; Pessoa com Deficiência; População LGBT; População em Situação de Rua; Igualdade Racial, Comunidades Quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais; e Povos Indígenas); nas Agendas Temáticas (Economia Solidária, Desenvolvimento Rural Sustentável e Usos Múltiplos da Água) e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e suas 169 metas, com o uso de ferramentas digitais. Levantamento realizado no âmbito do Compromisso indicou que 96% das metas ODS possuem algum atributo do PPA relacionado à sua implementação. O resultado do alinhamento foi inserido no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP, criando-se 17 Agendas ODS. O acompanhamento da implementação de cada um dos ODS poderá ser realizado a partir de relatórios gerenciais e de análise que podem ser extraídos do SIOP. Um dos marcos já cumpridos do Compromisso foi a formulação e pactuação de metodologia para melhor o relacionamento com a sociedade civil, especialmente com os conselhos nacionais de políticas públicas. A metodologia visa o monitoramento participativo do PPA, especialmente das agendas transversais e das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além de estabelecer um cronograma para a implementação de cada meta e iniciativa do PPA selecionada pelos conselhos nacionais, os órgãos, em coordenação com o Ministério do Planejamento, deverão também compartilhar esse Plano com a sociedade civil, assim como as principais dificuldades para sua efetiva implementação. A ação visa o fortalecimento do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal, ampliando a interação entre o Ministério do Planejamento, as subsecretarias de planejamento e orçamento, os órgãos/secretarias finalísticas e os conselhos nacionais de políticas públicas. Também busca o fortalecimento dos Conselhos Nacionais. A implementação da metodologia facilitará o acompanhamento de metas e iniciativas selecionadas do atual PPA, inicialmente como um piloto, de forma que correções e melhorias possam ser realizadas no intuito de subsidiar essa metodologia de monitoramento para o próximo PPA 2020-2023, possibilitando ampla participação da sociedade na elaboração e implementação das políticas públicas. Ainda no âmbito do Compromisso, foi elaborado um Guia com critérios orientadores para a seleção de metas e iniciativas pelos conselhos nacionais. Esse Guia dará suporte para colher as sugestões dos representantes dos Conselhos Nacionais por consulta virtual no site do Participa.Br. A implementação do Compromisso ainda não está concluída, mas o Portal PPA Cidadão já está disponível na internet, disponibilizando as seguintes informações sobre o PPA:
  • os atributos do PPA, conforme Anexo I da Lei nº13.249/2016, que instituiu o PPA 2016-2019
  • as informações do Monitoramento Ano-Base 2016 já divulgadas por meio do Relatório Anual de Avaliação
  • as agendas Transversais e Temáticas
  • as agendas ODS construídas pelo alinhamento dos atributos do PPA com as metas ODS a partir de discussões conjuntas entre os Ministérios, a SEPLAN e a Secretaria de Governo (SEGOV), e que serão objeto de acompanhamento pela Comissão Nacional para os ODS.
Também é possível ao cidadão construir seu recorte do PPA, personalizando os atributos de sua escolha por meio da aba “Meu PPA”. *Neide De Sordi é representante da OKBR no Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Assessoramento em Governo Aberto, criado pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e Diretora da InnovaGestão – Consultoria em Informação. Referências BRASIL. CASA CIVIL. Decreto de 15 de setembro de 2011. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Institui o Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto e dá outras providências. Brasília, 2011a. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/dsn/dsn13117.htm> Acesso em: 28 de jan. 2018. BRASIL. PARCERIA PARA O GOVERNO ABERTO. Declaração de governo aberto. Brasília: Controladoria-Geral da União, set. 2011. Disponível em: <http://www.governoaberto.cgu.gov.br/central-de-conteudo/documentos/arquivos/declaracao-governo-aberto.pdf> Acesso em: 28 de jan. 2018. ________. _________. O que é a iniciativa. Brasília: Controladoria-Geral da União, 2014. Disponível em: <http://www.governoaberto.cgu.gov.br/a-ogp/o-que-e-a-iniciativa> Acesso em: 28 de jan. 2018. ________. __________. 3° Plano de ação nacional. Versão em português. Brasília: Controladoria-Geral da União, 2016b. 59 p. Disponível em: <http://www.governoaberto.cgu.gov.br/central-de-conteudo/documentos/3o-plano-de-acao-versao-final.pdf> Acesso em: 28 de jan. 2018. ________. __________. Portal PPA Cidadão. Brasília: Controladoria-Geral da União. Disponível em: <http://www.governoaberto.cgu.gov.br/noticias/2018/portal-ppa-cidadao> Acesso em: 28 de jan. 2018. Flattr this!

A OKBR e CGU assinam carta de intenções relativa ao projeto Gastos Abertos

Isis Reis - February 9, 2018 in Gastos Abertos, Open Knowledge Brasil, transparência

No último dia 30/01, a Open Knowledge Brasil e a Controladoria Geral da União firmaram um compromisso de colaboração por meio de uma carta de intenções. No documento, a OKBR garante a disponibilização dos aprendizados com a metodologia do projeto Gastos Abertos para a Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção – STPC/CGU. O projeto Gastos Abertos possui 477 lideranças mobilizadas diretamente e presentes em 110 cidades brasileiras. Por meio da parceria, a OKBR se compromete a difundir os materiais educativos e de orientação disponibilizados pela CGU e a aprimorar a capacitação de lideranças com a difusão do uso de ferramentas (portais de transparência, por exemplo) que facilitam o acompanhamento da distribuição e da arrecadação de verbas públicas. A equipe de Controle Social, na Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União, por sua vez, disponibiliza para o projeto o canal que mantém para esclarecimento de dúvidas quanto às plataformas tecnologias e aos materiais didáticos produzidos pela CGU. “Essa colaboração entre a OKBR (organização apartidária da sociedade civil) e a CGU é muito interessante para somar esforços no sentido de avançar na agenda de transparência e abertura de dados no nível local”, comemora Ariel Kogan, diretor da Open Knowledge Brasil. E completa: “O marco legal que o Brasil já desenvolveu é bastante avançado, e o grande desafio é, somando esforços entre os diversos atores da sociedade, conseguir capilaridade nas mais diversas regiões do país.” A Open Knowledge também se compromete a realizar o mapeamento e a análise da usabilidade das plataformas tecnológicas disponibilizadas pela CGU, que serão consolidados em um relatório que deverá ser entregue à Controladoria até o fim de abril de 2018. Flattr this!

Participe do Open Data Day 2018 no dia 3 de março!

Elza Maria Albuquerque - January 31, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Eventos, Gastos Abertos, governo, Open Data Day, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil

Uma data para aprender, pensar e criar alternativas para uma vida melhor por meio de dados abertos. O Open Data Day é uma celebração anual de dados abertos em todo o mundo. Grupos de diversos países realizam eventos locais no dia em que usarão dados abertos em suas comunidades. É uma oportunidade para mostrar os benefícios de dados abertos e incentivar a adoção de políticas de dados abertos no governo, nas empresas e na sociedade civil. O Open Data Day 2018 irá acontecer no dia 3 de março (sábado) e o foco será em quatro áreas onde os dados abertos podem ser uma solução: pesquisa em dados abertos, rastreamento de fluxos de dinheiro, mapeamento aberto, dados pela igualdade de desenvolvimento. No mapa dos eventos do ODD, você localiza os encontros que vão acontecer. Por enquanto, no Brasil, os seguintes eventos já estão marcados: ODD em Brasília (DF), Open Data Day Maceió, Open Data Day Salvador. Quem pode participar Todo mundo pode participar do Open Data Day. Quanto mais gente quiser se envolver nas atividades, melhor! Se você quer buscar um projeto interessante para contribuir,  tem alguma ideia para usar dados abertos, aprender como visualizar ou analisar dados ou simplesmente quer ver o que está acontecendo, participe. Todos são livres para expressar suas opiniões de forma construtiva. Como participar A Open Knowledge Internacional dá recursos para quem quiser participar ou organizar um evento do Open Data Day. Se você precisa se inspirar ou não sabe onde encontrar os dados, confira os recursos para os eventos de 2018. O site oficial traz também um mapa com todos os eventos registrados em diversos países. Além disso, a Open Knowledge Brasil oferece apoio na divulgação do ODD. Caso esteja pensando em organizar o evento na sua cidade, envie pra gente via mensagem no Facebook. Com informações do site oficial do Open Data Day. Flattr this!

Gastos Abertos divulga informações sobre portais de transparência brasileiros

Elza Maria Albuquerque - January 19, 2018 in Destaque, Gastos Abertos, líderes gastos abertos, transparência

Segundo levantamento da Transparência Internacional, divulgado no final de 2017, para 78% da população, a corrupção aumentou no Brasil. Em 2017, com o objetivo de mobilizar a população por maior transparência no nível local, o projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, contou com a participação de líderes de 110 municípios brasileiros no segundo ciclo da iniciativa (resultado do relatório parcial divulgado no final de dezembro de 2017). Ao todo, foram 175 inscritos, 68 portais de transparência avaliados; 27 pedidos de acesso à informação gerados, 88 líderes ativos e mobilizados por meio do canal oficial do Gastos Abertos no WhatsApp, entre outros dados relacionados ao trabalho realizado no segundo semestre de 2017. Thiago Rondon, coordenador do projeto, destacou o aprendizado da jornada. “Os grandes aprendizados do segundo ciclo estão relacionados ao entendimento sobre atuação e a motivação dos líderes para a transformação nas suas cidades. Ficou claro que a tecnologia deve trabalhar para eles e ser um canal de construção. Nos próximos meses, nosso foco é adaptar melhor a tecnologia com esse propósito e fortalecer o relacionamento com esses transformadores locais”, disse. Os ciclos do Gastos Abertos O primeiro ciclo começou em janeiro e contou com a participação de 150 municípios. Em julho, publicamos o relatório do ciclo 1. Em agosto, iniciamos as inscrições para o segundo ciclo do jogo com uma novidade: o Guaxi – robô que foi desenvolvido com tecnologia chatbot (que simula interação humana com os usuários) para dar assistência aos participantes. Sobre os Portais de Transparência Portais de Transparência avaliados: 68
Portais de Transparência existentes: 66
Portais de Transparência com dados de execução orçamentária: 66
Portais de Transparência que permitem download dos dados: 55
Portais de Transparência que disponibilizam os contratos assinados: 47
Portais de Transparência que disponibilizam licitações: 62
Portais de Transparência que permitem o acompanhamento do processo de licitações: 47
Pedidos de acesso à informação gerados:: 27
Algumas metas do Gastos Abertos para 2018:
  • Marcar presença nos 26 Estados + DF
  • 1000 líderes mobilizados
  • 200 portais de transparência mapeados e avaliados
  • 100 pedidos protocolados pela LAI
Flattr this!

Como foi o ano de 2017 para a OKBR?

Elza Maria Albuquerque - December 29, 2017 in 2017, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, Inovação, Open Knowledge Brasil, tecnologia, transparência

Para nós, da Open Knowledge Brasil (OKBR), o ano de 2017 contou com diversas parcerias, apoios e participações em eventos, realização de projetos e campanhas de mobilização. Separamos algumas dessas ações para você conhecer. Além disso, uma boa novidade para a equipe: a jornalista Natália Mazotte, que já liderava o programa da Escola de Dados no Brasil, virou codiretora da OKBR com Ariel Kogan, nomeado em julho de 2016 como diretor-executivo da organização.

Mobilização

No início do ano, nós, da OKBR, e diversas organizações lançamos o Manifesto para Identificação Digital no Brasil. O objetivo do Manifesto é ser uma ferramenta para a sociedade se posicionar em relação à privacidade e à segurança de dados pessoais dos cidadãos; e tornar a identificação digital uma ação segura, justa e transparente. Acompanhamos um dos principais desafios na cidade de São Paulo e contribuímos na mobilização para isso. Nós e outras organizações da sociedade cobramos a transparência da Prefeitura de São Paulo em relação à área de mobilidade. O motivo: na quarta-feira, 25/01, primeiro dia do retorno aos limites maiores de velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê, identificamos que várias notícias sobre a queda nos acidentes de trânsito vinculados à política de redução da velocidade nas vias da cidade saíram do ar no site da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Durante alguns meses, realizamos uma série de webinários chamada OKBR Webinar Series sobre conhecimento aberto pelo mundo. Contamos com a participação dos seguintes especialistas: Bart Van Leeuwen, empreendedor; Paola Villarreal, Fellow do Berkman Klein Center, programadora/data scientist; Fernanda Campagnucci, jornalista e analista de políticas públicas e Rufus Pollock, fundador da Open Knowledge International. Participamos de uma importante vitória da sociedade! Com o Movimento pela Transparência Partidária, realizamos uma mobilização contra a proposta do relator da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), sobre doações ocultas de campanha e o resultado foi muito positivo. Envolvidos nessa causa, nós, da Open Knowledge Brasil (OKBR), e diversas organizações e movimentos participamos da iniciativa contra as doações ocultas, divulgamos e distribuímos uma nota pública. A repercussão foi grande e, como consequência, o relator anunciou a retirada das doações secretas. Participamos também, em parceria com o AppCívico, o Instituto Update, o Instituto Tecnologia e Equidade e outras organizações da sociedade civil do lançamento da carta #NãoValeTudo. A iniciativa é um esforço coletivo para discutir o que vale e o que não vale no uso da tecnologia para fins eleitorais.

Projetos

Realizamos dois ciclos do Gastos Abertos. O primeiro começou em janeiro e participaram 150 municípios. Em julho, publicamos o relatório do ciclo 1. Em agosto, iniciamos as inscrições para o segundo ciclo do jogo com uma novidade: o Guaxi, um robô que foi o assistente digital dos participantes. Ele é um esperto guaxinim desenvolvido com inovadora tecnologia chatbot – que simula uma interação humana com os usuários. Ele facilitou a jornada pela página do Gastos Abertos no Facebook. Confira o relatório parcial do ciclo 2. Nós e a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV/DAPP lançamos as edições brasileiras do Open Data Index (ODI). Ao todo, foram construídos três levantamentos para o país: Open Data Index (ODI) Brasil, no nível nacional, e ODI São Paulo e ODI Rio de Janeiro, no nível municipal. Meses depois, finalizamos a enquete “Você quer construir o Índice de Dados Abertos da sua cidade?” e o resultado foi bastante positivo: 216 pessoas mostraram interesse em fazer o levantamento de forma voluntária em seus municípios! Neste primeiro ciclo de descentralização e ampliação do ODI nos municípios brasileiros, realizamos uma experiência com um primeiro grupo: Arapiraca/AL, Belo Horizonte/MG, Bonfim/RR, Brasília/DF, Natal/RN, Porto Alegre/RS, Salvador/BA, Teresina/PI, Uberlândia/MG, Vitória/ES. Oferecemos capacitação para os líderes locais, ministrada pela equipe do Open Data Index (FGV/DAPP – OKBR), para que possam realizar o levantamento necessário para a construção do Índice. Em 2018, vamos lançar os resultados e, apresentar os relatórios com oportunidades concretas para os municípios avançarem na pauta da transparência e dos dados abertos. Lançamos o LIBRE – projeto de microfinanciamento para jornalismo – uma parceria da Open Knowledge Brasil e do Estúdio Fluxo, que contou com desenvolvimento do AppCivico. Trata-se de uma ferramenta de microfinanciamento de conteúdos que pretende aproximar veículos digitais e o público interessado em valorizar e sustentar o jornalismo e conteúdos de qualidade. Atualmente, os portais Gastrolândia, Aos Fatos, o Gênero e Número e o Vá de Bike são alguns dos veículos que estão testando a plataforma nessa fase piloto.

Eventos

Apoiamos eventos do Open Data Day em várias cidades brasileiras; o Hackathon da Saúde, iniciativa da Prefeitura de São Paulo em parceria com SENAI e AppCívico, também teve o nosso apoio; e participamos do Hack In Sampa na Câmara Municipal de São Paulo. Natália Mazotte, codiretora da OKBR, participou do AbreLatam e da ConDatos, eventos anuais que se tornaram o principal ponto de encontro sobre dados abertos na América Latina e no Caribe. É um momento de diálogo sobre o status e o impacto do tema em toda a região. Participamos também da 7ª edição do Fórum da Internet no Brasil com o workshop “Padrões abertos e acesso à informação: perspectivas e desafios dos dados abertos governamentais”. E com outras organizações, realizamos II Encontro Brasileiro de Governo Aberto. A Escola de Dados, em parceria com o Google News Lab, organizou a segunda edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais (Coda.Br). Confira o que aconteceu no primeiro dia e no segundo dia de evento. Fomos uma das organizações parceiras do primeiro Curso de Governo Aberto para lideranças em Clima, Floresta e Agricultura. A iniciativa foi do Imaflora e apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA). Fomos foco na pesquisa “Fundações de código aberto como inovadoras sociais em economias emergentes: o estudo de caso no Brasil”, do Clément Bert-Erboul, especialista em sociologia econômica, e do professor Nicholas Vonortas.

E vem muito mais em 2018

Queremos te agradecer por acompanhar e participar da OKBR em 2017. Contamos com você em 2018. Além do nosso planejamento para o ano que vem, temos o desafio e a responsabilidade de contribuir, no período eleitoral, para que o Brasil avance nas agendas de transparência, abertura de dados públicos, participação democrática, integridade e luta contra a corrupção. Para que você possa acompanhar as novidades e o andamento dos nossos projetos, acesse as nossas redes: Blog, Twitter e Facebook. Um 2018 maravilhoso para todos nós! Time e Conselheiros da Open Knowledge Brasil
Flattr this!

Gastos Abertos abre inscrições para segundo ciclo de ação com novos líderes

Elza Maria Albuquerque - August 22, 2017 in Destaque, Gastos Abertos, transparência

Você quer fazer a sua parte pela transparência, principalmente do orçamento público do município onde mora? Então você já pode se inscrever para ser um líder do Gastos Abertos! Após atender 150 municípios no primeiro semestre de 2017, nesta terça-feira (22/08), o Gastos Abertos abre inscrições para novos líderes! Para participar desse segundo ciclo do jogo, os interessados podem se inscrever pelo chat da página do Gastos Abertos no Facebook ou no site até o dia 06/09. Grande parte dos gestores públicos promete e incorpora a transparência da gestão em programas de governo, mas ainda há obstáculos na aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI) e da Lei de Transparência. O objetivo da iniciativa Gastos Abertos é conectar os cidadãos com o orçamento público e mudar essa realidade. “Promovemos a educação cívica sobre transparência e o orçamento público nos municípios brasileiros. Neste segundo ciclo, queremos replicar a metodologia do Gastos Abertos em diferentes municípios, ampliar o número de lideranças formadas e portais de transparência avaliados”, diz Thiago Rondon, coordenador do Gastos Abertos.

Como será o 2º Ciclo

A metodologia de capacitação de líderes, conta com algumas missões. Para esse novo ciclo, o projeto terá uma novidade: o lançamento do Guaxi, um robô que será o assistente digital dos participantes. Trata-se de um esperto guaxinim, desenvolvido com inovadora tecnologia chatbot – que simula uma interação humana com os usuários – e irá facilitar a jornada, inicialmente, por meio da página do Gastos Abertos no Facebook. O Guaxi vai coordenar o processo de missões, auxiliando a nova liderança na explicação e conclusão dos desafios e na apresentação de novas missões. O agente virtual do Gastos Abertos também mostra os indicadores sobre o processo de informações e ajuda os líderes locais na formulação de pedidos de acesso à informação. Para facilitar ainda mais a comunicação, a equipe criou um canal de contato no WhatsApp para os líderes do Gastos Abertos.

O primeiro ciclo do Gastos Abertos

O primeiro ciclo do Gastos Abertos aconteceu entre janeiro e junho de 2017, com período de planejamento e produção em 2016. Ao todo, foram 181 lideranças inscritas, 150 municípios atendidos, 75 portais de transparência avaliados, 25 pedidos realizados, 3 dados públicos de orçamento abertos, 1 carta compromisso assinada. Com objetivo de documentar o que foi construído e a experiência de desenvolver uma tecnologia social nova, a iniciativa lançou o relatório “Primeiro Ciclo do Gastos Abertos 2016-2017”. O documento conta detalhes sobre o primeiro ciclo, como os desafios enfrentados, apresenta a metodologia aberta, os resultados e aprendizados. Um dos pontos positivos apontado pelo relatório foi o interesse e o compromisso de muitos cidadãos em mudar a realidade de suas cidades com o uso de dados e que a tecnologia precisa estar acessível a eles. Abaixo, escolha o melhor formato para você visualizar o relatório “Primeiro Ciclo do Gastos Abertos 2016-2017”: Flattr this!

Confira última aula do curso online sobre dados abertos e orçamento público

Elza Maria Albuquerque - August 10, 2017 in capacitação, curso, curso online, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, OpenSpending

  A última aula do curso de Capacitação do Projeto Gastos Abertos aconteceu na quarta-feira (02/08), via YouTube, com o seguinte tema: “Como fazer upload de CSVs no OpenSpending Next”. O foco foi ensinar os participantes a utilizarem a plataforma do OpenSpending Next compreendendo mapeamento completo dos CSVs e construção de visualizações. A primeira aula, sobre a Lei de Acesso à Informação e suas premissas; O que são formatos abertos; O que é o formato CSV e como utilizá-lo, e a segunda aula, sobre Openspending Next e Para Onde Foi o Meu Dinheiro, estão disponíveis online. O objetivo das três aulas foi capacitar, principalmente técnicos do poder público, em relação ao controle social, leis de transparência e acesso à informação, dados abertos, como disponibilizá-los e também como utilizar as ferramentas já criadas pela Open Knowledge Internacional. Os responsáveis pela capacitação foram Lucas Ansei, desenvolvedor de software pelo AppCívico e um dos responsáveis pelo projeto Gastos Abertos, e Thiago Rondon, coordenador do projeto Gastos Abertos, criador do AppCívico e conselheiro da Open Knowledge Brasil. Lucas foi quem facilitou as três aulas. Confira, abaixo, o vídeo da terceira aula do curso de Capacitação do Gastos Abertos: Flattr this!