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Quarta edição do principal evento de governo aberto do país acontecerá em Brasília

- October 31, 2019 in Destaque, Eventos, governo aberto

Pela quarta vez, o Encontro Brasileiro de Governo Aberto propõe discutir sobre as boas práticas e os desafios do governo aberto no Brasil e no mundo. Desta vez, o evento acontecerá na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília, nos dias 26 (terça) e 27 (quarta) de novembro. O evento, que acontece anualmente desde 2016, destaca as iniciativas, projetos e políticas públicas de governo aberto que reforçam a transparência, participação, colaboração, accountability e inovação, além da abertura de dados. Por meio de discussões e troca de boas práticas entre representantes do setor público, acadêmico e de organizações da sociedade civil, busca-se fomentar e multiplicar esses tipos de ação de governo aberto. As mesas redondas e palestras que compõem a programação do evento contam com a participação de pesquisadores, servidores públicos e representantes da sociedade civil que atuam com governo aberto no país. O Encontro é uma realização das seguintes entidades:, Artigo 19, Agenda Pública, Fast Food da Política, Movimento Acredito, Open Knowledge Brasil, Nic.br/Ceweb, Imaflora Instituto de Governo Aberto, Controladoria Geral da União (CGU), Controladoria Geral do Município de São Paulo (CGM) e Supervisão para Assuntos de Governo Aberto da Prefeitura Municipal de São Paulo, com o apoio da Open Government Partnership, do Fórum de Gestão Compartilhada de São Paulo e do Todos pela Educação. Esta edição do Encontro Brasileiro de Governo Aberto contará, ainda, com palestrantes internacionais. Entre eles, está Emilene Martinez, representante da Open Government Partnership na América Latina e no Caribe, Miguel Arana, ex-diretor de participação social da Prefeitura de Madrid e responsável por projetos participativos como o Consul, e um especialista em orçamentos participativos da International Budget Partnership. Consulte a programação do evento. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui. Flattr this!

10 práticas de transparência e boa governança de 2018: Serenata é premiada no exterior

- October 8, 2019 in Destaque, Eventos, governo aberto, transparência

Em um evento que aconteceu no dia 02 de outubro em Madrid, a Telefónica e a revista Compromiso Empresarial anunciaram as 10 iniciativas reconhecidas como as melhores práticas de transparência e boa governança do ano de 2018 na Espanha e na América Latina. O processo aconteceu em duas etapas: entre as mais de 70 iniciativas inscritas o júri selecionou 20 semifinalistas, em seguida, com a ajuda de voto popular, foram escolhidas as 10 vencedoras:
  • Maldita.es (Espanha);
  • Serenata de Amor (Brasil);
  • Aplicación telemática T-Canaria (Espanha);
  • Boardchain (Espanha);
  • Veeduría ciudadana en La Guajira (Colômbia);
  • Zona de verificación de Newtral (Espanha);
  • Instituto para las Relaciones Laborales Transparentes (Espanha);
  • Informe de igualdad de género de Iberdrola (Espanha);
  • Modelo de gestión del Festival del Teatro Clásico de Mérida (Espanha);
  • E.V.A (‘Equal Vehicles for All’).
Leia a matéria completa no Compromiso Empresarial. Flattr this!

4º Encontro Brasileiro de Governo Aberto

- October 2, 2019 in Destaque, Eventos, governo aberto

Existe um campo emergente no Brasil que orbita em torno da ideia de Governo Aberto, com novas iniciativas, instrumentos e práticas, que possuem um grande potencial para promover um impulso democrático na governança das políticas públicas, na relação entre o Estado e a sociedade e no funcionamento dos órgãos públicos. O Encontro Brasileiro de Governo Aberto nasceu, em 2016, com o objetivo de criar um espaço de integração desse campo, pois apesar da existência de alguns eventos específicos com foco em participação, transparência, dados abertos ou tecnologia, ainda faltava um espaço comum para tod@s. O Encontro conta com os seguintes objetivos:
  • Integrar organizações da sociedade civil, órgãos públicos, pesquisadores, universidades, movimentos sociais que atuam com temas de governo aberto;
  • Debater os avanços e os desafios da promoção da transparência e do acesso à informação, da participação, da prestação de contas e do uso da tecnologia e inovação;
  • Apresentar e debater iniciativas, práticas e políticas de governo aberto, bem como as ações e os compromissos do Brasil junto a Open Government Partnership (OGP);
O 4º Encontro é organizado pelas seguintes entidades: Agenda Pública; Artigo 19; Ceweb.Br / Nic.Br; Controladoria Geral da União; Fast Food da Política Imaflora; Instituto de Governo Aberto; Movimento Acredito; Open Knowledge Brasil; Prefeitura do Município de São Paulo – Controladoria Geral do Município e Supervisão para Assuntos de Governo Aberto. O Evento tem apoio de: Open Government Partnership (OGP); Fórum de Gestão Compartilhada da Cidade de São Paulo A programação será disponibilizada em breve no site do 4º Encontro Brasileiro de Governo Aberto. Confirme presença e convide os amigos por meio do evento do Facebook. Flattr this!

CGU, NIC.BR e FGV-DAPP mapeiam ecossistema de dados abertos

- May 21, 2019 in Dados Abertos, governo aberto

  • com informações da CGU
A Controladoria-Geral da União (CGU), o Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-DAPP) estão mapeando o ecossistema de dados abertos para o Compromisso nº 2 do 4º Plano Brasileiro de Governo Aberto. O questionário tem como objetivo entender como funciona, na prática, as atuações individuais e em rede que dão forma ao ecossistema brasileiro de dados abertos. As informações coletadas servirão para identificar e mapear os atores deste ecossistema nas três esferas de governo e na sociedade. O mapeamento proverá informações importantes para as organizações avançarem no desenvolvimento de soluções conjuntas na área. Interessados podem contribuir até o dia 2 de junho. Clique aqui para responder o questionário. Flattr this!

23/03: segunda rodada de eventos do Open Data Day

- March 18, 2019 in colaboração, Dados Abertos, Gastos Abertos, governo aberto, Jornalismo de dados, Open Data Day, sociedade civil, transparência

Como já mencionamos antes, o Open Data Day é um momento anual onde todo o mundo debate e promove, por um dia, o uso de dados abertos. Em geral, acontecem eventos, workshops, fóruns online, hackatons e todo o tipo de atividade usando informação livre. O intuito da data é incentivar governos, empresas e a sociedade civil a usarem dados abertos em suas iniciativas. A gente explicou um pouco melhor o que é o dia neste texto aqui. Neste ano, o evento acontece pela nona vez e conta com uma peculiaridade. A data escolhida pela nossa rede internacional foi o dia 2 de março, sábado de carnaval. Sendo assim, os eventos comemorativos do Open Data Day foram agendados para o dia 9 e 23 de março. Já contamos um pouco do que aconteceu nas edições de Curitiba, Recife e Porto Alegre em um texto do nosso blog. Agora, Fortaleza e Natal se preparam para receber suas respectivas edições no dia 23/03. A edição de Natal conta com 7 palestras sobre dados abertos no contexto da saúde, gastos públicos, direito e governo aberto, além de um minicurso sobre Python para Open Data. Já a edição de Fortaleza conta com 4 debates, 4 oficinas sobre R e dados abertos e uma edição temática do Cerveja com Dados para encerrar o dia com chave de ouro. Fortaleza
Dia: 23/03
Hora: 09:00
Local: Casa da Cultura Digital (Rua dos Pacajus, 33 – Praia de Iracema).
Confira a programação completa na página de Facebook do evento ou no Instagram.
Natal
Dia: 23/03
Hora: 08:30
Local: IFRN Central (Avenida Senador Salgado Filho, 1559, Tirol).
Confira a programação completa e inscreva-se.
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Nossos projetos open source: tudo o que você precisa saber para participar.

- January 16, 2019 in código aberto, Conhecimento Livre, css, d3, Destaque, Gastos Abertos, Gastos Públicos, governo aberto, html, jekyll, Open Knowledge Brasil, Open Source, Python, transparência, visualização de dados

Por Pedro Vilanova Se você acompanha projetos de tecnologia – ou trabalha no mercado, independente da área de atuação, provavelmente já ouviu falar sobre projetos open source. Mesmo em crescimento, porém, o universo de projetos de código aberto ainda gera muitas dúvidas até mesmo em profissionais. Esse texto é para facilitar um pouco o entendimento e ajudar as pessoas a colocarem em prática um dos principais conceitos do open source: participação.

O que é Open Source?

Na prática, um projeto open source nada mais é do que um trabalho cujo código é aberto. Isto é, tem seu licenciamento livre, com o conteúdo do software disponível para quem quiser modificar, copiar, estudar e fazer os mais diversos tipo de experiência, inclusive trabalhando e ganhando dinheiro com isso. Apesar do caráter de troca de conhecimento e experiência, se engana quem pensa que a comunidade de código aberto é composta apenas por estudantes e acadêmicos. As maiores empresas do mundo, como IBM e Microsoft, mantém participação ativa e olhos bem abertos sobre iniciativas de código aberto. Isso acaba por trazer mais profissionais experientes para a comunidade e movimentar um maior investimento.

A importância do open source para a ciência.

Projetos em código aberto proporcionam o que chamamos de trabalhos derivados. Qualquer pessoa pode ter acesso e aprimorar o que já foi feito. Qualquer pessoa. Com isso, as possibilidades de melhoria são infinitas. Além disso, em geral, quem contribui com projetos open source também tem muito a ganhar em termos de conhecimento e oportunidades profissionais.

A importância do open source para a democracia.

Dentro da Open Knowledge Brasil, trabalhamos muito com código aberto voltado para iniciativas políticas. Isso porque acreditamos que essa é uma das principais vocações de se trabalhar com software livre. Um projeto que busca democracia precisa ser, acima de tudo, democrático.

Nossas iniciativas open source facilitam o acompanhamento, a transparência e auditoria do nosso trabalho, pilares do que acreditamos ser o conhecimento livre. Isso sem falar no engajamento. Em um país grande e diverso como o Brasil, trabalhar de forma aberta é dar a oportunidade do código passar por todo o país, sendo agregado, adaptado a diferentes realidades e servindo a democracia em seu potencial máximo.

Ok. E como vocês ganham dinheiro com isso?

Se engana quem acha que trabalhar com open source é sinônimo de trabalho voluntário. É bem verdade que muito do universo de código aberto é voluntário, mas o mercado só cresce globalmente, reunindo cada vez mais profissionais experientes e chamando a atenção de grandes empresas. A diferença é que, por não gerar custos em torno da licença, o mercado de código aberto gera maior valor no conhecimento, com investimentos em serviço e formação. Existem algumas formas clássicas de capitalização de trabalhos open source, como por exemplo:
  • Doações: alguns projetos open source servem a um propósito muito forte, o que faz com que pessoas – técnicas ou não – se mobilizem em torno da causa, contribuindo com doações em dinheiro. As plataformas de financiamento coletivo estão repletas de projetos incríveis que alcançaram seus objetivos financeiros para serem desenvolvidos.

  • Desenvolvendo para grandes empresas: é bastante comum que grandes empresas adaptem softwares open source para suas necessidades ou até mesmo internalizem algumas iniciativas. Com a entrada de companhias maiores nesse mercado, a tendência é que tenhamos cada vez mais código aberto dentro de grandes organizações, o que movimenta muito a comunidade financeiramente.

  • Conhecimento: o mercado de open source movimenta muito investimento em conhecimento. Linguagens e softwares open source abrem espaço para aulas, consultorias e demais serviços. Não se paga licença, mas se vê alto valor na aplicação da tecnologia dentro do conhecimento.

Nossos principais projetos open source.

Como falamos ali em cima, a OKBr atualmente conta com várias iniciativas open source prontinhas para receber participação. Confira algumas delas:

Serenata de Amor

Linguagens utilizadas: Python (e HTML/CSS com Jekyll). O que o projeto entrega: inteligência artificial para auditoria de gastos com a cota parlamentar. Como contribuir: o Serenata possui três grandes repositórios: o principal, o website e o tool box. No primeiro, é possível contribuir com a Rosie, inteligência artificial que analisa os gastos públicos, melhorando sua performance, e em outras diversas tarefas essenciais para o funcionamento do projeto. Nesse repositório está também o Jarbas, que é nosso painel de visualização desses dados todos.

Perfil Político

Linguagens utilizadas: Python (com Django na API) e Javascript (com D3 no frontend). O que o projeto entrega: perfis detalhados de todos os candidatos a cargos eleitorais no Brasil. Como contribuir: o Perfil possui três repositórios: o principal (API) e o de frontend. O primeiro é um prato cheio para jornalistas de dados: ali são coletadas, tratadas e organizados em um banco de dados único informações de candidatos a diversos cargos, vários deles eleitos, prontos para serem analisadas. O frontend, por sua vez, traz a parte visual, oferecendo uma melhor usabilidade e apresentação dos dados a partir da nossa API. O Perfil é mais um projeto aberto para diferentes perfis profissionais que queiram contribuir.

Vítimas da intolerância

Linguagens utilizadas: Python (com Sanic) O que o projeto entrega: mapeamento de casos de violência com fundo político.   Como contribuir: no repositório do Vítimas é possível conferir todo o código e todos os casos levantados até agora, onde os contribuidores podem adicionar, analisar e melhorar a leitura de dados desenvolvida até agora.

Queremos Saber

Linguagens utilizadas: Python (Django) O que o projeto entrega: possibilidade de fazer pedidos de informação dentro da lei sem revelar sua identidade.   Como contribuir: acesse o repositório do Queremos Saber no GitHub e veja a lista de tarefas em aberto. Em especial, as marcadas como “good first issue” são as que consideramos boas para alguém que ainda está se familiarizando com o código-fonte.

 

Querido Diário

Linguagens utilizadas: Python O que o projeto entrega: raspagem e análise de dados de compras emitidas nos diários oficiais municipais. Como contribuir: os diários oficiais mudam bastante e o Brasil é um país com milhares de municípios. Quem entrar no repositório do Querido Diário encontra tarefas e a documentação necessária para atuar com dados no seu município e fazer a sua parte pelo controle social no país. Por que não criamos uma grande rede e contemplamos o Brasil todo com essa tecnologia? Participe de iniciativas open source. Contribua com os nossos projetos e faça parte da comunidade. Se você não é da parte técnica e quer ajudar a manter os nossos projetos, pode contribuir com o apoia.se/serenata.   Flattr this!

OKBR marca presença no III Encontro Brasileiro de Governo Aberto

- December 11, 2018 in acesso à informação, ciência aberta, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, Internet, Jornalismo de dados, Lei de acesso à informação, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

Nos dias 3 e 4 de dezembro foi realizada a terceira edição do Encontro Brasileiro de Governo Aberto, que tem por objetivo debater e trocar experiências sobre os desafios para a promoção de transparência, participação, prestação de contas e novas tecnologias no Brasil. Além da Open Knowledge Brasil, as organizações Agenda Pública, Artigo 19, Ceweb.br/NIC.br, Fast Food da Política, Fórum de Gestão Compartilhada, Imaflora, Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União, Controladoria Geral do Município de de São Paulo e São Paulo Aberta também ficaram responsáveis pela realização do evento. Durante o evento, membros da Open Knowledge estiveram presentes em debates sobre a Lei de Acesso à Informação, jornalismo de dados e ciência aberta.

Privacidade e acesso à informação são debatidos em mesa do III Encontro Brasileiro de Governo Aberto

Na conversa sobre as fronteiras entre acesso à informação e privacidade, os debatedores apresentaram casos concretos que exemplificam a importância de trazer esses dois tópicos para o mesmo debate. Renato Morgado, gerente de políticas públicas do Imaflora, falou da necessidade de abrir o CPF no Cadastro Ambiental Rural para o cruzamento dessa base de dados. Discutiu-se a questão dos limites dos sigilos comercial e fiscal frente ao interesse público de algumas informações. Camille Moura, pesquisadora da Open Knowledge, falou do Queremos Saber, plataforma lançada no último mês com o apoio da organização, que assegura a privacidade de quem utiliza a LAI. Além deles, participaram da mesa Eduardo Nogueira, auditor do TCU, e Kátia Brasil, diretora da agência de jornalismo Amazônia Real.

Natália Mazotte, Luiz Fernando Toledo e Bruna Santos discutem jornalismo de dados em mesa do III Encontro Brasileiro de Governo Aberto

Já Natália Mazotte, diretora da OKBR, debateu alfabetização em dados com Bruna Santos, diretora de conhecimento e inovação da Comunitas, e Luiz Toledo, repórter do Estadão Dados. Os participantes abordaram os principais desafios e as estratégias utilizadas para levar letramento em dados a públicos não técnicos, como jornalistas e membros de organizações sociais. “As estratégias de abertura de dados e mobilização em prol de mais transparência pública precisam passar por pensar os usuários dos dados. Diminuir a brecha de letramento de dados entre atores da sociedade civil e nos próprios órgãos governamentais é essencial para que as políticas de governo aberto sejam realmente efetivas”, afirmou Natália. Ainda tivemos a participação de Neide de Sordi, conselheira da organização, na mesa sobre ciência aberta e livre acesso às publicações e aos dados de pesquisas. Segundo ela, é possível aproveitar a expansão do acesso à Internet para também expandir o acesso online e sem limitações às publicações de pesquisa e seus dados brutos, estimulando o uso de formatos e licenças abertas. Você pode ver a íntegra de todas as transmissões que foram feitas durante o encontro na página São Paulo Aberta. Flattr this!

OKBR participou da reunião da rede da OCDE sobre Governo Aberto e Inovador na América Latina e no Caribe

- December 3, 2018 in américa latina, colaboração, governo, governo aberto, OCDE, OGP, okbr, participação, sociedade civil

Neide De Sordi, integrante do Conselho Deliberativo da Open Knowledge, participou da reunião da rede da OCDE sobre Governo Aberto e Inovador na América Latina e no Caribe, realizada no período de 27 a 29 de novembro de 2018. A rede, criada pela OCDE em 2015 por ocasião da Cúpula Global da Parceria para o Governo Aberto (OGP) no México, constitui-se em uma plataforma para proporcionar aos países da AL e do Caribe oportunidade de engajar-se no diálogo sobre políticas, transferência de conhecimento e intercâmbio de boas práticas nas áreas de governo aberto, inovação do setor público e governo digital. Brasil e Colômbia compartilham a co-presidência desta rede, que visa conectar governo, sociedade civil, associações empresariais para trocar ideias, experiências e conhecimentos sobre como construir instituições públicas melhores e mais fortes. A rede também tem como objetivo identificar e a disseminar boas práticas de governos abertos e inovadores e, ainda, a gerar exemplos e recomendações aos seus membros sobre como sequenciar as reformas de governo aberto e apoiar sua implementação para promover o desenvolvimento socioeconômico e a integração regional. Neide De Sordi foi convidada pela CGU para falar na abertura do evento sobre as ações da sociedade civil para o Governo Aberto. Na ocasião, ela abordou as inúmeras ações das organizações da sociedade civil brasileiras, desenvolvidas para ampliar os espaços de participação e controle social. Inclusive, enfatizou que essas ações não estão restritas ao âmbito dos compromissos da OGP. Entre as ações exitosas que não integram os planos da OGP, ela deu destaque à Operação Serenata de Amor, à plataforma Queremos Saber, as pesquisas da organização Artigo 19, e à Frente para o Controle e Combate à Corrupção.    A abertura do evento contou ainda com pronunciamentos do Ministro da Transparência e Controladoria Geral da União, do Ministro das Comunicações da Costa Rica, do Secretário de Transparência da Colômbia, do Embaixador de Portugal e do chefe da unidade de governo aberto da diretoria de governança pública da OCDE. Flattr this!

3º Encontro Brasileiro de Governo Aberto acontece em São Paulo, na próxima semana

- November 30, 2018 in acesso à informação, colaboração, Destaque, Gastos Abertos, governo, governo aberto, Jornalismo de dados, LAI, Lei de acesso à informação, orçamento público, participação, sociedade civil, transparência

Dias 04 e 05 de dezembro marcam a realização do 3º Encontro Brasileiro de Governo Aberto. O evento será no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112), em São Paulo, e busca fortalecer as relações entre as entidades em busca de um impulso democrático na governança das políticas públicas. Esta edição do encontro pretende reunir membros de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, iniciativa privada, movimentos sociais, universidades e cidadãos em geral para debater e trocar experiências sobre os desafios para a promoção da transparência, da participação, da prestação de contas e das novas tecnologias no Brasil. Outro objetivo é aproximar Estado e sociedade civil em iniciativas e trabalhos futuros, assim como na manutenção e melhoria de práticas já existentes. Na programação do evento, que conta com atrações internacionais, os participantes encontram debates e atividades sobre dados abertos, gestão, privacidade, inteligência artificial, participação social, transparência ambiental, entre outros temas. A transparência também figura como um dos temas-chave da reunião, e em mesa com participação de Camille Moura, da Open Knowledge Brasil, serão debatidos os limites entre privacidade e publicidade de órgãos públicos, os novos desafios em torno do assunto e o que pode ser feito para fomentar ainda mais a prestação de contas e o uso da tecnologia e da participação popular. Confira a agenda completa do evento e faça sua inscrição para participar.

Sobre o Encontro Brasileiro de Governo Aberto

Os dois primeiros encontros, realizados em 2016 e 2017, em São Paulo, contaram com ampla participação e promoveram uma intensa troca de experiências sobre o tema. O sucesso das duas edições anteriores motivou a realização deste terceiro encontro, bem como a proposta de aprofundar as discussões temáticas e a ampliação dos parceiros envolvidos em sua realização. Neste ano, a fim de aumentar o alcance dos debates e contribuir mais ainda para o desenvolvimento da pauta de governo aberto no Brasil, as atividades do evento serão registradas e disponibilizadas em vídeo. O 3º Encontro Brasileiro de Governo Aberto é uma organização da Agenda Pública, Artigo 19, Ceweb.br/NIC.br, Fast Food da Política, Fórum de Gestão Compartilhada, Imaflora, Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União, Open Knowledge Brasil, e Prefeitura do Município de São Paulo – Controladoria Geral do Município e São Paulo Aberta. Flattr this!

Open Knowledge e TCU celebram acordo de cooperação para ampliar controle social

- November 27, 2018 in Destaque, governo aberto

A Open Knowledge Brasil (OKBr) e o Tribunal de Contas da União (TCU) celebraram a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica em um encontro promovido pelo órgão em Brasília, no dia 26 de outubro. No documento, as instituições se comprometem a desenvolver um plano de trabalho com o objetivo de fortalecer o controle social da gestão pública. A proposta envolve atividades como elaboração de projetos direcionados ao diagnóstico e combate à corrupção, intercâmbio de experiências, promoção de eventos sobre dados abertos e capacitações para a realização de análises de dados com uso de técnicas de inteligência artificial. “A Open Knowledge tem um histórico de desenvolvimento de tecnologias cívicas que pode ganhar mais fôlego em parceria com órgãos públicos. Entender de forma mais profunda os desafios da gestão pública é fonte de novos projetos, e o TCU está em uma posição privilegiada pra compartilhar esse conhecimento conosco”, afirmou Natália Mazotte, diretora da organização. “Pretendemos dividir informações importantes para o trabalho das duas entidades: dados, estatísticas, análises, código. O interesse é comum: fortalecer instrumentos de controle e participação social”. Em seu Programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica, a Open Knowledge aplica  expertise em tecnologia para desenvolver projetos como o Perfil Político, que reúne dados para comparar o histórico de políticos, e o Serenata de Amor, que usa inteligência artificial para fiscalizar gastos da Câmara dos Deputados. Já o Tribunal de Contas da União (TCU) é uma das instituições públicas responsáveis pela auditoria das contas públicas no país, e também vem aplicando tecnologia em cruzamentos de dados para realizar auditorias mais complexas e abrangentes. “A aproximação entre a OKBr e o TCU representa um marco no controle social digital. Por meio deste acordo, conhecimento e resultados serão compartilhados, competências serão combinadas e novas habilidades serão construídas, em prol da transparência pública, do fortalecimento do ecossistema de controle e do empoderamento dos cidadãos”, disse Wesley Vaz, Secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo do tribunal. Este é o primeiro termo de cooperação realizado entre a Open Knowledge e o TCU. As entidades vão se reunir nas próximas semanas para definir o plano de trabalho e detalhar as atividades a serem executadas em 2019. O acordo tem duração de 5 anos. Flattr this!