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Catherine Stihler é a nova diretora executiva da Open Knowledge Internacional

- December 5, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Internet, OKF, Open Knowledge Internacional

Catherine Stihler foi nomeada como a nova CEO da Open Knowledge Internacional. Stihler tem anos de experiência na criação e compartilhamento de conhecimento no cenário global. Ela se juntará à equipe da OKI em fevereiro e deixará o parlamento europeu no final de janeiro, após uma extraordinária carreira de quase 20 anos na elaboração de políticas da União Europeia. Catherine foi deputada da Escócia desde 1999, onde vive com o marido e os filhos pequenos. Nesta função, foi vice-presidente da Comissão do Mercado Interno e da Proteção dos Consumidores do Parlamento Europeu e foi a autora de relatórios e opiniões influentes que moldaram a política da UE. Ela também é ex-reitora da Universidade de St. Andrews – onde recebeu um doutorado honorário no início deste ano. Ela trabalhou em política digital, priorizando o mercado único digital, habilidades digitais, proteção de dados on-line para cidadãos, reforma dos direitos autorais para apoiar as liberdades da Internet e o papel da Inteligência Artificial e da automação.

Catherine Stihler | Crédito: European Parliament audiovisual

“Estou adorando novos desafios e oportunidades com a Open Knowledge International. Habilidades digitais e uso de dados sempre foram uma paixão pessoal, e estou ansiosa para ajudar grupos em todo o mundo a criar e compartilhar conhecimento aberto, e encorajar a próxima geração a entender que informação é poder que pode ser usada para lidar com a pobreza e outras desafios sociais ”, disse Catherine. Já Tim Hubbard, presidente da diretoria da Open Knowledge International, afirmou: “Estamos muito felizes em dar as boas vindas à Catherine ao nosso time. Ela tem anos de experiência na formulação de políticas e no uso de evidências e abertura para ajudar a enfrentar desafios globais, como mudanças climáticas, liberdades na internet e saúde pública. Catherine demonstrou capacidade de reunir pessoas, construir coalizões e confiar em um mundo que realmente precisa disso. Ela traduziu conhecimentos complicados e técnicos sobre habilidades digitais, direitos autorais e inteligência artificial para ajudar a moldar a política europeia, fazendo uma diferença real e duradoura para centenas de milhões de pessoas. Seu dinamismo, energia e comprometimento serão inestimáveis para o movimento aberto quando enfrentarmos os novos desafios do século 21”. Flattr this!

Uma revolução de dados para quem?

- April 13, 2016 in acesso à informação, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, governo, Internet, okbr, OKF, Open Knowledge Brasil, participação, planejamento, projetos, sociedade civil, transparência

Tradução do texto de Jonathan Gray* publicado originalmente no Open Democracy A crescente disponibilidade de dados digitais e de tecnologias de dados levou muitos grupos da sociedade civil, governos e organizações internacionais a falar de uma “revolução de dados”. Mas que tipos de projetos políticos, modelos de cidadania e formas de ação irão a tal revolução de dados permitir? E a quem irá, em última análise, servir?
Crédito: Jisc

Crédito: Jisc

Na sequência de debates sobre governo aberto entre os atores políticos, da Casa Branca ao Wikileaks, você poderia ser perdoado por pensar que a questão política crítica em torno dos dados digitais gerados pelos estados é qual informação é divulgada para quem. Pessoas que vazam informações, hackers e whistleblowers transgridem regras de divulgação para trazer caches de dados para as massas, argumentando que a luz solar de escrutínio público deve ser autorizada a brilhar em documentos que antes eram escuros. Em paralelo, o conceito de “dados abertos” ganhou força significativa entre os ativistas de transparência e entre os políticos em algumas das nações mais poderosas do mundo. Os defensores de dados abertos muitas vezes focam em como a informação é liberada, argumentando por modos legais e técnicos de divulgação que permitem tudo, desde novos tipos de análise computacional para reluzentes ecossistemas de serviços web e aplicações. Mas a política de informação pública predominantemente focada na transparência, divulgação e “abertura” de informações oficiais arrisca negligenciar várias partes críticas do quadro mais amplo – incluindo que informação é gerada, quem a utiliza e para que fim, e como ela organiza a vida coletiva. Ignoramos, por nossa conta e risco, a questão de se as informações rotineiramente gerada por organismos públicos para os seus objetivos múltiplos (tais como avaliação de políticas ou de prestação de serviços) está em sintonia com as necessidades, interesses e questões de grupos da sociedade civil, jornalistas e outras pessoas fora do setor público. Quais são os riscos destes sistemas para quem? Podemos presumir que os organismos públicos já estão medindo o que a sociedade coletivamente considera importante? Com certeza seria uma milagrosa (para não mencionar suspeita) coincidência se os sistemas de dados do setor público já estiverem otimizados para abordar a constelação vasta e crescente das preocupações em políticas democráticas. Em seu estudo magistral The Politics of Large Numbers (A Política dos Grandes Números, em tradução livre), o falecido historiador e sociólogo da ciência Alain Desrosières examinou a evolução das práticas estatísticas modernas em conjunto com diferentes concepções da política e da arte de governar. Sua obra destaca as preocupações diferentes contingentes que são incorporadas em diferentes métodos quantitativos e abordagens para dar sentido ao mundo que nos rodeia. Ao longo do tempo estas “formas de conhecimento” diferentes – seja em relação às populações ou instituições públicas, mercados e às condições meteorológicas – podem tornar-se tão profundamente enraizadas, tão dadas como certas, que começam a parecer naturais para nós e pode ser mais difícil imaginar outras maneiras de medir as coisas. Uma política de informação pública que se preze certamente precisa ir além de um foco sobre os dados que vêem a luz do dia, para o desenvolvimento de formas de examinar, desafiar, re-imaginar e re-calibrar as prioridades, os raciocínios e métodos de infraestruturas de informação pública, holisticamente concebidas. Imagine que os sistemas de informação pública são como uma espécie de câmara elaborada – com vários processos institucionais em vez de chapas fotográficas expondo uma impressão gradual de algum aspecto do mundo. Em vez de a questão política central ser quem tem acesso às imagens, certamente também é fundamental perguntar sobre o que a câmera está capturando, como ela está configurada para tirar fotos, o que essas fotos podem nos dizer sobre o que consideramos importante e como elas podem ser colocadas para trabalhar na sociedade para informar e moldar diferentes formas de comportamento coletivo. O que isso pode parecer na prática? Vários pesquisadores franceses propuseram a combinação de termos “statactivism” (“estativismo”, em tradução livre) como uma maneira de caracterizar formas de ativismo que mobilizam estatísticas para garantir o progresso em uma infinidade de questões sociais e políticas. Em vez da manta de  desconfiança e da retirada de quantificação e mensuração dos fenômenos sociais per se, estes “estativistas” concentram-se na crítica de formas específicas de medição oficial, e propõem indicadores alternativos destinados a promover a justiça social sobre uma série de questões diferentes – de condições de trabalho para a igualdade de gênero à mudança climática. Fazer campanha em torno da informação sobre posse de empresas é um exemplo recente de onde ativistas tiveram de olhar para além da questão da divulgação e em direção às  novas formas de remodelar as infraestruturas de dados. Informações essenciais para reprimir a evasão fiscal, a sonegação fiscal e os fluxos financeiros ilícitos simplesmente não foram recolhidas por organismos públicos. Em resposta, um amplo grupo de ONGs e ativistas realizaram uma extensa campanha para reformular a infraestrutura de dados do Reino Unido para propriedade de empresas. Isto incluiu argumentar a fim de mudar as regras legais, os procedimentos administrativos e os sistemas de software, bem como experimentações com novos desenhos para mostrar como um novo registro deveria se parecer tanto para as empresas como para os usuários de dados. Vários projetos jornalísticos recentes focam no que não é contado oficialmente, o que pode ser visto como uma outra forma de intervenção crítica em infraestruturas de informação pública. Os Migrant Files (registros de migrantes) foram criados em resposta à falta de estatísticas oficiais sobre mortes de migrantes que atravessam o Mediterrâneo em direção à Europa. Eles documentam mais de 20.000 mortes, com base em evidências de artigos da mídia e de outras fontes disponíveis publicamente. Na mesma linha, o projeto The Counted do The Guardian dá testemunho a milhares de mortes sob custódia policial em os EUA, a fim de chamar a atenção para a dimensão de um problema que permanece em situação irregular nas estatísticas oficiais. Ambos os projetos, em última análise, visam a instaurar essas formas propostas de mensuração no setor público. Bem como olhar para além de que informações são divulgadas para o que está sendo medido em primeiro lugar, e como isso está sendo medido, é imperativo para uma política de informação pública relevante em nosso momento atual desenvolver uma concepção mais clara de quem utiliza os dados, e como as infraestruturas de dados operam no mundo. Neste sentido, podemos considerar moderar algumas dos mitologias que moldam nosso pensamento sobre tudo, desde democracias aos mercados, inovação à revolução – mitologias de atores espontaneamente auto-organizados que irão otimizar a sociedade, se apenas criássemos as condições adequadas para que eles floresçam. Quem, especificamente, esperamos que irá usar informações públicas? E como, especificamente, nós esperamos que eles possam usar essas informações para acarretar os tipos de objetivos sociais e políticos que desejamos? Se não analisarmos estas questões corremos o risco de ficarmos com, por exemplo, dados sem usuários ou análise sem ação. Informações sobre a evasão fiscal são desdentadas sem ter instituições que disponham de recursos suficientes para enfrentá-la. Se os grupos da sociedade civil devem ter uma chance de efetivamente contra-equilibrar a influência corporativa na tomada de decisão política, eles precisam estar equipados com as capacidades e os mecanismos legais – não apenas a informação – que lhes permitam fazê-lo. Gostemos ou não, sistemas de informação digital estão reconfigurando muitas áreas da vida. Mas, exatamente como eles vão fazer isso ainda está em disputa. Resta ver se a revolução de dados se tornará um instrumento para acelerar a mercantilização, o gerencialismo, a austeridade e a reconfiguração “neoliberal” do setor público, ou se poderia oferecer oportunidades para intervenções progressivas para civilizar e recompor sistemas que estão atualmente causando estragos do planeta e da vida humana. De qualquer maneira, a revolução de dados é algo que não podemos dar ao luxo de ignorar. A Open Knowledge lançou um documento de debate sobre “Democratising the Data Revolution” (“Democratizando a revolução de dados”). Se você gostaria de participar do debate, você pode usar a hashtag #ourdatarev no Twitter, contribuir para as discussões no fórum ou enviar uma resposta direta. * Jonathan Gray é pesquisador da Universidade de Amsterdã e Diretor de Política e Pesquisa da Open Knowledge. Mais sobre sua obra pode ser encontrada aqui. Ele está no Twitter em @jwyg. Flattr this!

Uma revolução de dados para quem?

- April 13, 2016 in acesso à informação, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, governo, Internet, okbr, OKF, Open Knowledge Brasil, participação, planejamento, projetos, sociedade civil, transparência

Tradução do texto de Jonathan Gray* publicado originalmente no Open Democracy A crescente disponibilidade de dados digitais e de tecnologias de dados levou muitos grupos da sociedade civil, governos e organizações internacionais a falar de uma “revolução de dados”. Mas que tipos de projetos políticos, modelos de cidadania e formas de ação irá a tal revolução de dados permitir? E a quem irá, em última análise, servir?
Crédito: Jisc

Crédito: Jisc

Na sequência de debates sobre governo aberto entre os atores políticos, da Casa Branca ao Wikileaks, você poderia ser perdoado por pensar que a questão política crítica em torno dos dados digitais gerados pelos estados é qual informação é divulgada para quem. Pessoas que vazam informações, hackers e whistleblowers transgridem regras de divulgação para trazer caches de dados para as massas, argumentando que a luz solar de escrutínio público deve ser autorizada a brilhar em documentos que antes eram escuros. Em paralelo, o conceito de “dados abertos” ganhou força significativa entre os ativistas de transparência e entre os políticos em algumas das nações mais poderosas do mundo. Os defensores de dados abertos muitas vezes focam em como a informação é liberada, argumentando por modos legais e técnicos de divulgação que permitem tudo, desde novos tipos de análise computacional para reluzentes ecossistemas de serviços web e aplicações. Mas a política de informação pública predominantemente focada na transparência, divulgação e “abertura” de informações oficiais arrisca negligenciar várias partes críticas do quadro mais amplo – incluindo que informação é gerada, quem a utiliza e para que fim, e como ela organiza a vida coletiva. Ignoramos, por nossa conta e risco, a questão de se as informações rotineiramente gerada por organismos públicos para os seus objetivos múltiplos (tais como avaliação de políticas ou de prestação de serviços) está em sintonia com as necessidades, interesses e questões de grupos da sociedade civil, jornalistas e outras pessoas fora do setor público. Quais são os riscos destes sistemas para quem? Podemos presumir que os organismos públicos já estão medindo o que a sociedade coletivamente considera importante? Com certeza seria uma milagrosa (para não mencionar suspeita) coincidência se os sistemas de dados do setor público já estiverem otimizados para abordar a constelação vasta e crescente das preocupações em políticas democráticas. Em seu estudo magistral The Politics of Large Numbers (A Política dos Grandes Números, em tradução livre), o falecido historiador e sociólogo da ciência Alain Desrosières examinou a evolução das práticas estatísticas modernas em conjunto com diferentes concepções da política e da arte de governar. Sua obra destaca as preocupações diferentes contingentes que são incorporadas em diferentes métodos quantitativos e abordagens para dar sentido ao mundo que nos rodeia. Ao longo do tempo estas “formas de conhecimento” diferentes – seja em relação às populações ou instituições públicas, mercados e às condições meteorológicas – podem tornar-se tão profundamente enraizadas, tão dadas como certas, que começam a parecer naturais para nós e pode ser mais difícil imaginar outras maneiras de medir as coisas. Uma política de informação pública que se preze certamente precisa ir além de um foco sobre os dados que vêem a luz do dia, para o desenvolvimento de formas de examinar, desafiar, re-imaginar e re-calibrar as prioridades, os raciocínios e métodos de infraestruturas de informação pública, holisticamente concebidas. Imagine que os sistemas de informação pública são como uma espécie de câmera elaborada – com vários processos institucionais em vez de chapas fotográficas expondo uma impressão gradual de algum aspecto do mundo. Em vez de a questão política central ser quem tem acesso às imagens, certamente também é fundamental perguntar sobre o que a câmera está capturando, como ela está configurada para tirar fotos, o que essas fotos podem nos dizer sobre o que consideramos importante e como elas podem ser colocadas para trabalhar na sociedade para informar e moldar diferentes formas de comportamento coletivo. O que isso pode parecer na prática? Vários pesquisadores franceses propuseram a combinação de termos “statactivism” (“estativismo”, em tradução livre) como uma maneira de caracterizar formas de ativismo que mobilizam estatísticas para garantir o progresso em uma infinidade de questões sociais e políticas. Em vez da manta de  desconfiança e da retirada de quantificação e mensuração dos fenômenos sociais per se, estes “estativistas” concentram-se na crítica de formas específicas de medição oficial, e propõem indicadores alternativos destinados a promover a justiça social sobre uma série de questões diferentes – de condições de trabalho para a igualdade de gênero à mudança climática. Fazer campanha em torno da informação sobre posse de empresas é um exemplo recente de onde ativistas tiveram de olhar para além da questão da divulgação e em direção às novas formas de remodelar as infraestruturas de dados. Informações essenciais para reprimir a evasão fiscal, a sonegação fiscal e os fluxos financeiros ilícitos simplesmente não foram recolhidas por organismos públicos. Em resposta, um amplo grupo de ONGs e ativistas realizaram uma extensa campanha para reformular a infraestrutura de dados do Reino Unido para propriedade de empresas. Isto incluiu argumentar a fim de mudar as regras legais, os procedimentos administrativos e os sistemas de software, bem como experimentações com novos desenhos para mostrar como um novo registro deveria se parecer tanto para as empresas como para os usuários de dados. Vários projetos jornalísticos recentes focam no que não é contado oficialmente, o que pode ser visto como uma outra forma de intervenção crítica em infraestruturas de informação pública. Os Migrant Files (registros de migrantes) foram criados em resposta à falta de estatísticas oficiais sobre mortes de migrantes que atravessam o Mediterrâneo em direção à Europa. Eles documentam mais de 20.000 mortes, com base em evidências de artigos da mídia e de outras fontes disponíveis publicamente. Na mesma linha, o projeto The Counted do The Guardian dá testemunho a milhares de mortes sob custódia policial em os EUA, a fim de chamar a atenção para a dimensão de um problema que permanece em situação irregular nas estatísticas oficiais. Ambos os projetos, em última análise, visam a instaurar essas formas propostas de mensuração no setor público. Bem como olhar para além de que informações são divulgadas para o que está sendo medido em primeiro lugar, e como isso está sendo medido, é imperativo para uma política de informação pública relevante em nosso momento atual desenvolver uma concepção mais clara de quem utiliza os dados, e como as infraestruturas de dados operam no mundo. Neste sentido, podemos considerar moderar algumas dos mitologias que moldam nosso pensamento sobre tudo, desde democracias aos mercados, inovação à revolução – mitologias de atores espontaneamente auto-organizados que irão otimizar a sociedade, se apenas criássemos as condições adequadas para que eles floresçam. Quem, especificamente, esperamos que irá usar informações públicas? E como, especificamente, nós esperamos que eles possam usar essas informações para acarretar os tipos de objetivos sociais e políticos que desejamos? Se não analisarmos estas questões corremos o risco de ficarmos com, por exemplo, dados sem usuários ou análise sem ação. Informações sobre a evasão fiscal são desdentadas sem ter instituições que disponham de recursos suficientes para enfrentá-la. Se os grupos da sociedade civil devem ter uma chance de efetivamente contra-equilibrar a influência corporativa na tomada de decisão política, eles precisam estar equipados com as capacidades e os mecanismos legais – não apenas a informação – que lhes permitam fazê-lo. Gostemos ou não, sistemas de informação digital estão reconfigurando muitas áreas da vida. Mas, exatamente como eles vão fazer isso ainda está em disputa. Resta ver se a revolução de dados se tornará um instrumento para acelerar a mercantilização, o gerencialismo, a austeridade e a reconfiguração “neoliberal” do setor público, ou se poderia oferecer oportunidades para intervenções progressivas para civilizar e recompor sistemas que estão atualmente causando estragos do planeta e da vida humana. De qualquer maneira, a revolução de dados é algo que não podemos dar ao luxo de ignorar. A Open Knowledge lançou um documento de debate chamado “Democratising the Data Revolution” (“Democratizando a revolução de dados”). Se quiser de participar do debate, você pode usar a hashtag #ourdatarev no Twitter, contribuir para as discussões no fórum ou enviar uma resposta direta. * Jonathan Gray é pesquisador da Universidade de Amsterdã e Diretor de Política e Pesquisa da Open Knowledge. Mais sobre sua obra pode ser encontrada aqui. Ele está no Twitter em @jwyg. Flattr this!

Panama Papers ajudam a reiterar necessidade de mais transparência e dados abertos sobre tributação e propriedade de empresas

- April 7, 2016 in colaboração, Dados Abertos, dados fiscais, governo, Internet, Jornalismo de dados, justiça fiscal, Lei de acesso à informação, OD4TJ, OKF, open data for tax justice, participação, projetos, sociedade civil, transparência

Todo ano países perdem bilhões de dólares em elisão fiscal, evasão fiscal e, mais geralmente, para fluxos financeiros ilícitos. De acordo com uma recente estimativa do FMI, cerca de 700 bilhões de dólares em receitas fiscais são perdidos a cada ano devido ao deslocamento de lucros. Nos países em desenvolvimento, a perda é estimada em cerca de 200 bilhões de dólares, o que, em percentagem do PIB, representa quase três vezes o prejuízo sofrido pelos países da OCDE. O economista Gabriel Zucman estima que certos componentes de fortunas offshore (em paraísos fiscais) não declarados totalizam acima de 7 trilhões de dólares, o que implica em prejuízos fiscais de 200 bilhões de dólares por ano; o trabalho de Jim Henry para TJN (Tax Justice Network – Rede de Justiça Fiscal) sugere que o total completo de ativos offshore pode variar entre 21 e 32 trilhões de dólares. O lançamento dos Panama Papers (documentos do Panamá) no último domingo (03/04) talvez ajude a corroborar essa estimativa. Segundo matéria do Portal Terra, os 11,5 milhões de documentos (2,6 terabytes de dados) vazados da consultoria Mossack Fonseca, quarta maior empresa de advocacia offshore do mundo, podem revelar detalhes de centenas de milhares de clientes que utilizam paraísos fiscais no exterior supostamente para evasão fiscal, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e armas.

De acordo com uma reportagem feita por Fernando Rodrigues, um dos jornalistas participantes do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla original, consórcio com o qual o jornal alemão Süddeutsche Zeitung dividiu os vazamentos do Mossack Fonseca), 107 novas offshores ligadas a citados na Lava Jato surgiram nos Panama Papers. Até agora, afirma Rodrigues, estas firmas não foram mencionadas pelos investigadores brasileiros que cuidam da operação. Como aponta o jornalista em sua reportagem, “ter uma empresa offshore não é ilegal, desde que a empresa seja devidamente declarada no Imposto de Renda”.

Entendendo a importância desse assunto e, antes mesmo do surgimento dos Panama Papers, a Open Knowledge e a Tax Justice Network anunciaram, no início de março, o lançamento de uma nova iniciativa a fim de jogar luz na área de dados fiscais: Open Data for Tax Justice (Dados Abertos para a Justiça Fiscal). As instituições manifestaram o desejo de iniciar uma rede global de pessoas e organizações que trabalham para criar, usar e compartilhar dados para melhorar a militância e jornalismo em torno de justiça fiscal. O site é: http://datafortaxjustice.net/ e a hashtag #od4tj está ativa no Twitter.
Crédito: Open Data for Tax Justice

Crédito: Open Data for Tax Justice

A rede pretende reunir ativistas, grupos da sociedade civil, jornalistas investigativos, jornalistas de dados, hackers cívicos, pesquisadores, funcionários públicos e outros, e tem como objetivo catalisar colaborações e alianças duradouras entre o movimento de justiça fiscal e do movimento de dados abertos. A iniciativa tem recebido um grande nível de apoio e incentivo por meio de discussões preliminares com seus membros iniciais, buscando expandir tanto sua rede como suas atividades nos próximos meses. O que o futuro reserva? Atualmente, a Open Knowledge e a Tax Justice Network estão trabalhando em um rascunho sobre como uma infraestrutura global de dados para a justiça fiscal deveria se parecer. Gerar materiais de orientação mais prática para projetos de dados – bem como ganhar impulso com eventos online e offline também está nos planos. Algumas atividades preliminares a nível global no Open Data Day (Dia dos Dados Abertos) deste ano, em 05 de março, foram realizadas. A justiça fiscal foi um dos temas principais do Open Data Day em Londres e você já pode conferir algumas das discussões que antecederam o evento e participar do fórum sobre o tema aqui [apenas em inglês]. Flattr this!

Panama Papers ajudam a reiterar necessidade de mais transparência e dados abertos sobre tributação e propriedade de empresas

- April 7, 2016 in colaboração, Dados Abertos, dados fiscais, governo, Internet, Jornalismo de dados, justiça fiscal, Lei de acesso à informação, OD4TJ, OKF, open data for tax justice, participação, projetos, sociedade civil, transparência

Todo ano países perdem bilhões de dólares em elisão fiscal, evasão fiscal e, mais geralmente, para fluxos financeiros ilícitos. De acordo com uma recente estimativa do FMI, cerca de 700 bilhões de dólares em receitas fiscais são perdidos a cada ano devido ao deslocamento de lucros. Nos países em desenvolvimento, a perda é estimada em cerca de 200 bilhões de dólares, o que, em percentagem do PIB, representa quase três vezes o prejuízo sofrido pelos países da OCDE. O economista Gabriel Zucman estima que certos componentes de fortunas offshore (em paraísos fiscais) não declarados totalizam acima de 7 trilhões de dólares, o que implica em prejuízos fiscais de 200 bilhões de dólares por ano; o trabalho de Jim Henry para TJN (Tax Justice Network – Rede de Justiça Fiscal) sugere que o total completo de ativos offshore pode variar entre 21 e 32 trilhões de dólares. O lançamento dos Panama Papers (documentos do Panamá) no último domingo (03/04) talvez ajude a corroborar essa estimativa. Segundo matéria do Portal Terra, os 11,5 milhões de documentos (2,6 terabytes de dados) vazados da consultoria Mossack Fonseca, quarta maior empresa de advocacia offshore do mundo, podem revelar detalhes de centenas de milhares de clientes que utilizam paraísos fiscais no exterior supostamente para evasão fiscal, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e armas.

De acordo com uma reportagem feita por Fernando Rodrigues, um dos jornalistas participantes do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla original, consórcio com o qual o jornal alemão Süddeutsche Zeitung dividiu os vazamentos do Mossack Fonseca), 107 novas offshores ligadas a citados na Lava Jato surgiram nos Panama Papers. Até agora, afirma Rodrigues, estas firmas não foram mencionadas pelos investigadores brasileiros que cuidam da operação. Como aponta o jornalista em sua reportagem, “ter uma empresa offshore não é ilegal, desde que a empresa seja devidamente declarada no Imposto de Renda”.

Entendendo a importância desse assunto e, antes mesmo do surgimento dos Panama Papers, a Open Knowledge e a Tax Justice Network anunciaram, no início de março, o lançamento de uma nova iniciativa a fim de jogar luz na área de dados fiscais: Open Data for Tax Justice (Dados Abertos para a Justiça Fiscal). As instituições manifestaram o desejo de iniciar uma rede global de pessoas e organizações que trabalham para criar, usar e compartilhar dados para melhorar a militância e jornalismo em torno de justiça fiscal. O site é: http://datafortaxjustice.net/ e a hashtag #od4tj está ativa no Twitter.
Crédito: Open Data for Tax Justice

Crédito: Open Data for Tax Justice

A rede pretende reunir ativistas, grupos da sociedade civil, jornalistas investigativos, jornalistas de dados, hackers cívicos, pesquisadores, funcionários públicos e outros, e tem como objetivo catalisar colaborações e alianças duradouras entre o movimento de justiça fiscal e do movimento de dados abertos. A iniciativa tem recebido um grande nível de apoio e incentivo por meio de discussões preliminares com seus membros iniciais, buscando expandir tanto sua rede como suas atividades nos próximos meses. O que o futuro reserva? Atualmente, a Open Knowledge e a Tax Justice Network estão trabalhando em um rascunho sobre como uma infraestrutura global de dados para a justiça fiscal deveria se parecer. Gerar materiais de orientação mais prática para projetos de dados – bem como ganhar impulso com eventos online e offline também está nos planos. Algumas atividades preliminares a nível global no Open Data Day (Dia dos Dados Abertos) deste ano, em 05 de março, foram realizadas. A justiça fiscal foi um dos temas principais do Open Data Day em Londres e você já pode conferir algumas das discussões que antecederam o evento e participar do fórum sobre o tema aqui [apenas em inglês]. Flattr this!

Panama Papers ajudam a reiterar necessidade de mais transparência e dados abertos sobre tributação e propriedade de empresas

- April 7, 2016 in colaboração, Dados Abertos, dados fiscais, Destaque, governo, Internet, Jornalismo de dados, justiça fiscal, Lei de acesso à informação, OD4TJ, OKF, open data for tax justice, participação, projetos, sociedade civil, transparência

Todo ano países perdem bilhões de dólares em elisão fiscal, evasão fiscal e, mais geralmente, para fluxos financeiros ilícitos. De acordo com uma recente estimativa do FMI, cerca de 700 bilhões de dólares em receitas fiscais são perdidos a cada ano devido ao deslocamento de lucros. Nos países em desenvolvimento, a perda é estimada em cerca de 200 bilhões de dólares, o que, em percentagem do PIB, representa quase três vezes o prejuízo sofrido pelos países da OCDE. O economista Gabriel Zucman estima que certos componentes de fortunas offshore (em paraísos fiscais) não declarados totalizam acima de 7 trilhões de dólares, o que implica em prejuízos fiscais de 200 bilhões de dólares por ano; o trabalho de Jim Henry para TJN (Tax Justice Network – Rede de Justiça Fiscal) sugere que o total completo de ativos offshore pode variar entre 21 e 32 trilhões de dólares. O lançamento dos Panama Papers (documentos do Panamá) no último domingo (03/04) talvez ajude a corroborar essa estimativa. Segundo matéria do Portal Terra, os 11,5 milhões de documentos (2,6 terabytes de dados) vazados da consultoria Mossack Fonseca, quarta maior empresa de advocacia offshore do mundo, podem revelar detalhes de centenas de milhares de clientes que utilizam paraísos fiscais no exterior supostamente para evasão fiscal, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e armas. De acordo com uma reportagem feita por Fernando Rodrigues, um dos jornalistas participantes do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla original, consórcio com o qual o jornal alemão Süddeutsche Zeitung dividiu os vazamentos do Mossack Fonseca), 107 novas offshores ligadas a citados na Lava Jato surgiram nos Panama Papers. Até agora, afirma Rodrigues, estas firmas não foram mencionadas pelos investigadores brasileiros que cuidam da operação. Como aponta o jornalista em sua reportagem, “ter uma empresa offshore não é ilegal, desde que a empresa seja devidamente declarada no Imposto de Renda”. O cruzamento desses dados com dados da Receita Federal poderão permitir descobrir quem driblou a lei. Entendendo a importância desse assunto e, antes mesmo do surgimento dos Panama Papers, a Open Knowledge e a Tax Justice Network anunciaram, no início de março, o lançamento de uma nova iniciativa a fim de jogar luz na área de dados fiscais: Open Data for Tax Justice (Dados Abertos para a Justiça Fiscal). As instituições manifestaram o desejo de iniciar uma rede global de pessoas e organizações que trabalham para criar, usar e compartilhar dados para melhorar a militância e jornalismo em torno de justiça fiscal. O site é: http://datafortaxjustice.net/ e a hashtag #od4tj está ativa no Twitter.
Crédito: Open Data for Tax Justice

Crédito: Open Data for Tax Justice

A rede pretende reunir ativistas, grupos da sociedade civil, jornalistas investigativos, jornalistas de dados, hackers cívicos, pesquisadores, funcionários públicos e outros, e tem como objetivo catalisar colaborações e alianças duradouras entre o movimento de justiça fiscal e do movimento de dados abertos. A iniciativa tem recebido um grande nível de apoio e incentivo por meio de discussões preliminares com seus membros iniciais, buscando expandir tanto sua rede como suas atividades nos próximos meses. O que o futuro reserva? Atualmente, a Open Knowledge e a Tax Justice Network estão trabalhando em um rascunho sobre como uma infraestrutura global de dados para a justiça fiscal deveria se parecer. Gerar materiais de orientação mais prática para projetos de dados – bem como ganhar impulso com eventos online e offline também está nos planos. Algumas atividades preliminares a nível global no Open Data Day (Dia dos Dados Abertos) deste ano, em 05 de março, foram realizadas. A justiça fiscal foi um dos temas principais do Open Data Day em Londres e você já pode conferir algumas das discussões que antecederam o evento e participar do fórum sobre o tema aqui [apenas em inglês]. Flattr this!

Open Knowledge Internacional publica o Índice Global de Dados Abertos 2015, mapeando o estado dos dados abertos ao redor do mundo

- December 2, 2015 in colaboração, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, governo, Internet, OKF, participação, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge Internacional publicou seu Índice Global de Dados Abertos 2015 (2015 Global Data Index), que mostra que enquanto países fora da Europa, dos Estados Unidos e do Canadá tiveram alguns ganhos importantes, o progresso continua lento para a maioria dos governos, que ainda não estão fornecendo informações importantes em formatos acessíveis para serem usados, sem restrições, por seus cidadãos e negócios. No Brasil, a Open Knowledge atua há 4 anos, com seu capítulo formalizado há pouco mais de dois anos. O Índice Global de Dados Abertos é a colaboração da sociedade civil mapeando o estado dos dados abertos nos países e lugares ao redor do mundo. Com o passar dos anos, temos recebido evidências anedóticas que ele tem sido usado por governos como uma ferramenta para estabelecer suas prioridades de dados abertos e por atores da sociedade civil como um mecanismo de apoio para encorajar governos a melhorarem suas performances liberando conjuntos de dados essenciais. O Índice faz um ranking dos países com base na disponibilidade e acessibilidade dos dados em 13 categorias essenciais, incluindo gastos governamentais, resultados de eleições, compras públicas e níveis de poluição. Depois de uma consulta pública com indivíduos dentro da comunidade de dados abertos e com importantes organizações da sociedade civil de uma série de setores, expandimos o Índice de 2015 para incluir dados de compras públicas, dados de qualidade da água, posse de terras e dados do clima e removemos cronogramas de transportes devido às dificuldades encontradas quando tentamos comparar dados do sistema de transporte globalmente. Algumas das mais importantes conclusões do Índice Global de Dados Abertos são as seguintes:
  • Em 2015, o Brasil melhorou sua posição no ranking, passando de 26º para 12º. Alguns novos conjuntos de dados passaram a ser contabilizados, como resultados das eleições, qualidade da água e compras públicas, o que ajudou o país a melhorar na comparação. No entanto, dados de empresas e de códigos postais (CEP) ainda precisam melhorar muito, os últimos ainda não disponíveis seguindo os critérios do levantamento. 
  • Na América Latina, estão melhor posicionados Colômbia (4º) e Uruguai (7º). O Uruguai foi o primeiro país a organizar encontros regionais sobre dados abertos, a Abrelatam e Condatos, em 2014, e ano que vem esses eventos ocorrerão na Colômbia. O Brasil ainda não organizou um encontro regional sobre o tema. 
  • Taiwan ficou no topo do Índice pela primeira vez este ano, tornando-se o primeiro país não-europeu a se posicionar entre os três primeiros colocados. Não obstante, um progresso significativo ainda tem que ser feito, já que a pontuação geral de Taiwan revela que os dados do país estão 78% abertos, com conjuntos de dados cruciais como gastos governamentais, códigos postais e de propriedade de terras ainda fechados e inacessíveis aos cidadãos. 
  • O Reino Unido caiu para o segundo lugar pela primeira vez no ranking deste ano, com uma pontuação total de 76%, abaixo dos 96% do ano passado. A queda deste ano na pontuação deve-se, em grande parte, às definições de conjunto de dados de 2015 em categorias como resultados eleitorais, que exigem dados mais granulares, e a inclusão de dados sobre a qualidade da água e propriedade de terras, ambos fechados no país. 
  • Enquanto os primeiros lugares do Índice este ano continuaram sendo dominados por países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), pela primeira vez, três países de fora da organização conseguiram ficar entre os dez primeiros colocados, com Taiwan em primeiro lugar, Colômbia no quarto Uruguai no sétimo. 
  • Pelo terceiro ano consecutivo, o conjunto de dados mais aberto globalmente é o de  estatísticas nacionais e os menos abertos são de gastos governamentais, com a Grécia sendo o único país a publicar 100% de dados abertos para gastos de transações governamentais. 
  • No geral, enquanto houve uma melhora significativa no número de conjuntos de dados abertos (de 124 para 154), o percentual de conjuntos de dados abertos em todos os países pesquisados caiu de 11% em 2014 para 9% em 2015. Além disso, como o âmbito do Índice aumentou significativamente, examinando 122 em vez de 97 países em de 13 em vez de 10 categorias, está claro que pouco progresso tem sido feito no nível global.
  Para informações detalhadas e gráficos: http://index.okfn.org/
  • O Índice de Dados Abertos (Open Data Index) é conduzido pela Open Knowledge Internacional em colaboração com uma rede global de especialistas e contribuidores. No processo, membros de organizações públicas e da sociedade civil e especialistas em dados abertos avaliam a disponibilidade e acessibilidade dos conjuntos de dados definidos em lugares ao redor do mundo. Suas submissões são revisadas por pares e verificadas por uma equipe local de especialistas  e revisores de conjuntos de dados e pontos são dados de acordo com as conclusões. 
  • O Índice fornece uma avaliação independente da abertura nas seguintes áreas: orçamento governamental, gasto governamental, resultados de eleições, registros de empresas, mapa nacional, estatísticas nacionais, legislação, códigos postais / limites administrativos, emissões de poluentes e compras públicas . Para mais, veja   http://index.okfn.org/dataset/ 
  • Países e lugares avaliados são: Taiwan, Reino Unido, Dinamarca, Colômbia, Finlândia, Austrália, Uruguai, Estados Unidos, Holanda, Noruega, França, Brasil, Romênia, México, Ilha de Man, Bulgária, Canadá, Espanha, Índia, Itália, República Tcheca, República da Moldávia, República da Coreia, Áustria, Singapura, Alemanha, Islândia, Suécia, Suíça, Chile, Irlanda, Japão, Letônia, Quirguistão, Bélgica, Kosovo, Jamaica, Albânia, Hong Kong, Luxemburgo, Indonésia, Tailândia, Grécia, Israel, Ruanda, Porto Rico, Turquia, Geórgia, Jérsia, Guernesei, Cazaquistão, Eslováquia, Paraguai, África do Sul, Argentina, Portugal, Ucrânia, Senegal, Burquina Faso, Equador, Paquistão, Rússia, Ilhas Cayman, Benin, Nepal, Bermuda, Omã, Costa Rica, República da Macedônia, Estado Plurinacional da Bolívia, Quênia, Santa Lúcia, Dominica, Guatemala, El Salvador, Marrocos, República Dominicana, Filipinas, Camarões, Bahrein, Azerbaijão, Guiana, Trinidade e Tobago, Egito, Tadjiquistão, Tunísia, Qatar, Jordânia , Panamá, Botsuana, República Unida da Tanzânia, Mali, China, Timor-Leste, Kuwait, Togo, Montserrat, Costa do Marfim, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Guiné, Níger, Arábia Saudita, Grenada, São Vicente e Granadinas , Aruba, Etiópia, Camboja, Barbados, Bahamas, Iraque, Malásia, Nigéria, Sudão, Ilhas Turcas e Caicos, Antígua e Barbuda, Argélia, República Islâmica do Irã, São Cristóvão e Neves, Líbia, Síria. 
  • Para mais ideias sobre o Índice deste ano, por favor veja:  http://2015.index.okfn.org/insights/ 
  • Para mais informações sobre como os lugares foram avaliados, por favor veja a seção de metodologia do site do Índice: http://2015.index.okfn.org/methodology/ 
  • Mesmo que tenhamos recebido submissões em 2013, 2014 e 2015 de lugares que podem não ser oficialmente reconhecidos como países independentes, incluímos estes lugares como se fossem submissões completas e acuradas. Portanto, o Índice Global de Dados Abertos 2015 classifica ‘Lugares’ e não ‘Países’. 
  • Dados Abertos são informações que podem ser livremente utilizadas, reutilizadas e compartilhadas por qualquer um, em qualquer lugar, para qualquer propósito. Dados verdadeiramente abertos requerem uma variedade tanto de habilidades técnicas e legais que asseguram que qualquer um pode reutilizá-los livremente, para máximo benefício, e o Índice Global de Dados Abertos avalia tudo isso. A  Definição de Aberto (Open Definition)  estabelece os princípios que definem “abertura” em relação a dados e conteúdo: http://opendefinition.org/od/2.0/pt-br 
  • A Open Knowledge Internacional (OKI), fundada em 2004, é uma rede mundial rede mundial de pessoas que são apaixonadas pela abertura, usando advocacy, tecnologia e treinamento para desbloquear informações e transformá-las em conhecimento e mudança. O nosso objetivo é dar a todos o poder de utilizar informações e ideias para sempre.
A Open Knowledge Brasil, fundada no final de 2013, é uma organização nacional apartidária, sem fins lucrativos, que utiliza e desenvolve ferramentas cívicas, faz análises de políticas públicas, trabalha com jornalismo de dados e promove o conhecimento livre para tornar a relação entre entre governo e sociedade mais transparente e para que haja uma participação política mais efetiva e aberta. Representa a Open Knowledge Internacional no país. Flattr this!

링크드 데이터 구축을 위한 오픈 소스 모음 공개

- October 5, 2015 in github, OKF, Open Source, 소식

Open Knowledge Korea (OK-Korea) 에서는 Linked Open Data (beta) 프로젝트를 공개 한 이후, 지속적으로 해커톤 및 오픈 데이터 활동을 하고 있습니다. 최근, 국내에서는 정부 3.0이라는 새로운 정부운영 패러다임에 맞춰 공공정보의 개방 및 공유가 활발하게 진행되고 있으며,
데이터를 보다 효율적으로 공개하고 활용하기 위한 노력들이 계속되고 있습니다. 이에 Open Knowledge Korea 에서는 여러 도메인에서 활용되고 있는 데이터를 보다 손 쉽게 공유하고 연결하기 위한 방법의 하나로,
링크드 데이터 구축을 위한 오픈 소스들공개합니다. 이번에 공개되는 오픈 소스들을 통해 여러분들도 가지고 계신 데이터를 이용하여 링크드 데이터를 직접 구축할 수 있습니다.
또한, 링크드 데이터 구축의 편의성을 위해 ‘사용 가이드’ 및 ‘시스템 개요도’ 등을 함께 공개합니다.
  • 참고 사이트 : 공공 데이터와 링크드 데이터의 만남 첫 번째 사례
그리하여, 향후에는 여러분들의 다양한 데이터들이 모여 ‘Open Knowledge’ 생태계를 만들 수 있을 것이라고 생각합니다. 이번에 공개되는 오픈 소스들은, Linked Open Data (beta) 허브 중에서 Connected Data Hub를 만들기 위해 사용된 오픈 소스들이며, 누구나 함께 참여하실 수 있도록 깃허브(Github)를 통해서 공개합니다. 깃허브 주소는 추후 업데이트 예정입니다. 궁금하신 것이 있으면 댓글 또는 페이스북 그룹에 남겨주세요. ^^ 감사합니다.

Mindtrek Openmind Call for Ideas auki 25.2.

- February 25, 2015 in avoin data, Conference, convention, coss, Data, event, Events, Featured, festival, knowledge, Mindtrek Openmind, OKF, okffi, open, Open Content, Open Data, Open Knowledge, Open Source, Tampere

Mindtrek Openmind 2015 Open Knowledge Finland ja Suomen avoimien tietojärjestelmien keskus Coss sopivat yhteistyöstä vuoden 2015 Mindtrek Openmind -konferenssin järjestämiseksi syyskuussa Tampereella. Tapahtuma on OKFFI:n kuluvan vuoden päätapahtuma. “OKFFI:llä on laaja asiantuntemus avoimien tapahtumien järjestämisestä ja yhteisöllisyydestä. Toiveena olisi saada OKFFI:stä pidempiaikainen kumppani ja tarjota heille mahdollisuutta tuoda omat käytäntönsä ja verkostonsa mukaan tapahtumaan” sanoo Cossin toiminnanjohtaja Timo Väliharju. Tänään keskiviikkona 25. helmikuuta aukeaa konferenssin ideakuulutus, Call for Ideas. Tapahtumalla on melkein 20-vuotinen historia, mutta joukkoistamista ei ole toteutettu aiemmin näin alkuvaiheessa ja laajasti. Kuka tahansa voi ehdottaa periaatteessa mitä tahansa ohjelmasisältöä tai muuta toiminnallisuutta ja osallistua yhteiskehittelyyn. Huhtikuussa seuraa Call for Participation, jossa pyydetään sitovia ehdotuksia tapahtuman järjestämiseksi. Ideakuulutuksesta kiinnostuneet kokoontuvat Mindsweep-sessioon Tampereella torstaina 5.3. klo 15 ja Helsingissä perjantaina 6.3. klo 15. Tervetuloa!

Международный день Открытых данных в Москве (Moscow Open Data Day 2015)

- February 24, 2015 in event, Events, OKF, Open Data, Open Science, открытая наука, открытые данные

Moscow Open Data Day 2015 21 февраля, в субботу, по всему миру было отпраздновано событие — международный день Открытых данных. Всего в мероприятии приняло участие 248 команд из 61 страны со всего мира. Статистику участников можно посмотреть здесь: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1Ruewy74XVCCyp89YzqsyeoKTjLmyzNHo0hrjr3djiyQ/edit#gid=661950110 В Москве международный день Открытых данных прошел при поддержке НП “Информационная культура” (http://infoculture.ru/) и Российского отделения фонда Открытых знаний (OKFN-RU: http://ru.okfn.org/). Мероприятие посетило свыше 40 человек, обладающих самыми различными навыками. Среди участников были замечены как представители гуманитарных направлений (пиар, реклама, журналистика и тп), так и разработчики, программисты и дата-аналитики. Были представлены не только доклады с презентациями, но и рассказы, анонсы мероприятий в свободной форме. Мою презентацию, посвященную Открытой науке, можно посмотреть здесь: http://www.slideshare.net/iradche/open-science-44953932, сопутствующие материалы здесь: http://www.opensciencelabs.ru/involved/open-data-day/ Были также представлены презентации о визуализациях (презентация Ивана Бегтина: http://www.slideshare.net/infoculture/ss-44953931), понятном языке (презентация Ростислава Яворского: http://www.slideshare.net/ryavorsky/212015) и использовании Leaflet.js (презентация Ивана Игнатьева: http://www.slideshare.net/mithron/leafletjs-44967838, материалы: https://github.com/mithron/leaflet-lesson, http://mithron.github.io/leaflet-lesson/. В результате хакатона было сделано около 4 прототипов приложений. Некоторые участники показали желание участвовать в проекте Open Science Labs (проект об Открытой науке, призванный популяризировать и продвигать концепт Открытой науки в России). Заявку на участие в проекте Open Science Labs можно заполнить здесь: https://docs.google.com/forms/d/1qA7efLdo6su9ek4RlH9exhGoIElEhBAa6NR8fF1paZI/viewform