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OKBR consolida mudanças no quadro social em sua Assembleia Geral

Isis Reis - April 11, 2018 in colaboração, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação

Na última segunda-feira, 9 de abril, a Open Knowledge Brasil realizou uma Assembleia Geral com seus associados em São Paulo. Na reunião foram aprovadas a transição da Diretoria Executiva, uma nova composição do Conselho Deliberativo, a entrada de novos associados e alterações no Estatuto Social. A partir de maio, Natália Mazotte assume em tempo integral a diretoria da instituição, cargo que antes dividia com Ariel Kogan. “Estou muito feliz pela nova etapa que vai começar na OKBR. Sem dúvidas vai dar continuidade ao processo de consolidação institucional e de programas estratégicos. A OKBR fica em ótimas mãos, os envolvidos trazem uma energia revigorada e são pessoas altamente qualificadas e experientes nas agendas de conhecimento e governo aberto”, afirmou Ariel, que continua atuando na organização como parte do Núcleo de Desenvolvimento Institucional. O Núcleo de Desenvolvimento Institucional, apresentado durante a Assembleia, vai ficar responsável por trabalhar junto à Direção Executiva para articular novos parceiros e financiadores para a organização, além de representá-la publicamente. Novos nomes passam a compor o quadro social da Open Knowledge: Adriano Belisário, Álvaro Justen, Christiana Freitas, Eduardo Cuducos, Juan Torres e Tatiana Balachova. Mudanças estatutárias foram aprovadas por unanimidade pelos presentes a fim de manter o quadro social da organização mais coeso e participativo e diminuir entraves burocráticos. É possível conferir o novo estatuto da Open Knowledge Brasil. “Estamos construindo uma visão de longo prazo pra Open Knowledge e ter um quadro social coeso e renovado é fundamental pra isso”, destacou Natália, durante o encontro. Também houve mudanças no Conselho Deliberativo, com a entrada de Neide de Sordi e Christiana Freitas em substituição a Bruna Santos, que passa a integrar o Núcleo de Desenvolvimento Institucional, e Rodrigo Bandeira. Anna Lívia, ex-diretora da Minha Sampa, assume a presidência do Conselho Deliberativo. Conheça os conselheiros da Open Knowledge. Além das mudanças, os diretores apresentaram os novos integrantes da equipe executiva da Open Knowledge Brasil. Conheça o time. Também compartilharam as expectativas de captação, o planejamento financeiro e o status dos projetos em andamento. “A OKBR é uma organização fundamental no Brasil nos tempos que vivemos: a agenda da transparência, além de ser suprapartidária, é o melhor antídoto contra a corrupção endêmica do sistema. Assim, a OKBR tem muito a ver com os avanços conseguidos até agora no país, e sem dúvidas, tem muito a contribuir nos próximos capítulos dessa agenda prioritária”, afirmou Ariel, em sua despedida da direção. Flattr this!

Participe do 4º Plano de Ação para o Brasil da Parceria para o Governo Aberto

Isis Reis - April 9, 2018 in acesso à informação, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, Open Knowledge Brasil, participação, planejamento, sociedade civil, transparência

* Com informações do site Governo Aberto. A Parceria Para o Governo Aberto, iniciativa que visa incentivar globalmente práticas relacionadas à transparência dos governos, ao acesso à informação pública e à participação social, inicia agora sua construção do 4º Plano de Ação para o Brasil. Três etapas farão parte do 4º Plano de Ação: definição dos temas, oficinas de cocriação e aprovação do Plano. A fase de definição dos temas compreende a seleção dos principais assuntos relacionados às políticas de Governo Aberto, divididos em três categorias:  i) estruturantes; ii) priorizados pela sociedade civil; e iii) priorizados pelo governo. A etapa atual do Plano prevê a definição dos temas priorizados pela sociedade civil. O processo abre espaço para a sugestão de qualquer assunto que a sociedade considera importante ser tratado por meio de políticas de Governo Aberto. A Parceria A Parceria Para o Governo Aberto (ou Open Government Partnership – OGP) reúne nações e organizações da sociedade civil, líderes em transparência e governo aberto para que todos avancem no fortalecimento das democracias, na luta contra a corrupção e no fomento a inovações e tecnologias para transformar a governança do século XXI. No Brasil, a Open Knowledge é uma das organizações da sociedade civil que participam da iniciativa. As ações relativas à Parceria são postas em prática por meio de um Plano de Ação criado por cada país de acordo com as áreas nas quais precisam desenvolver. Cada nação participante especifica quais são os seus compromissos e delimita as estratégias e atividades para concretizá-los. Como participar Tem um tema para sugerir? Preencha o formulário até o dia 22 de abril. Flattr this!

Assembleia Geral Extraordinária da Open Knowledge Brasil será no dia 9 de abril

ariel-kogan - March 26, 2018 in colaboração, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge realizará a sua Assembleia Geral Extraordinária no dia 9 de abril. A Assembleia é o órgão deliberativo formado pelos associados da Open Knowledge Brasil, parte de sua estrutura de governança. Veja a seguir a chamada e os pontos que serão debatidos na reunião. Convocamos todos associados e associadas a participar da Assembleia Geral da Open Knowledge Brasil, que será realizada no próximo dia 9 de abril, às 17h00, na Rua Claudio Soares, 72, cj 1510, 15º andar (Edifício Ahead), São Paulo, SP. Às 17h30 faremos a segunda chamada. A pauta da assembleia geral será:
  • Renúncia do Diretor Executivo Ariel Kogan;
  • Eleição da diretoria executiva;
  • Renúncias no Conselho Deliberativo (Rodrigo Bandeiras e Bruna Santos);
  • Mudanças estatutárias;
  • Eleição do Conselho Deliberativo;
  • Inclusão de novos associados efetivos;
  • Informes:  
    • Contas. Planejamento financeiro e expectativas de captação.
    • Novos membros na equipe executiva.
Por favor, confirme a presença nesse formulário para poder entrar no prédio. Atentamente, Ariel Kogan Diretor da Open Knowledge Brasil Flattr this!

OKBR participa de evento para criar soluções inovadoras para a água e saneamento

Elza Maria Albuquerque - March 14, 2018 in Open Knowledge Brasil

Nos dias 15 e 16 de março, o Impact Hub São Paulo vai unir apaixonados por tecnologia e entusiastas do tema de água e saneamento no Hack 4 Water Brasil Hackathon. O evento, organizado pelo Impact Hub São Paulo, GIZ e Ministério das Cidades, conta com o apoio da Open Knowledge Brasil. Eduardo Cuducos, da equipe do Programa Ciência de Dados para Inovação Cívica da OKBR e um dos idealizadores do Operação Serenata, será um dos mentores, na sexta-feira (16/03). A iniciativa vai reunir e articular pessoas para impulsionar tecnologia, ativismo, conhecimento e inovação para criar e desenvolver soluções relativas à água e à análise de dados em saneamento. O objetivo é dar suporte a inovações e negócios que possam se aplicar nas cidades brasileiras para que o 6º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU possa ser alcançado. Os finalistas vão ter acesso à pré-aceleração e residência no Impact Hub São Paulo, participação no Fórum Mundial da Água, workshops temáticos com especialistas e até R$ 10 mil de aporte para implementação da solução desenvolvida. Flattr this!

Como foi o #OpenDataDay2018 em Maceió e em Porto Alegre

Elza Maria Albuquerque - March 8, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Eventos, governo, Internet, Jornalismo de dados, Lei de acesso à informação, Open Data Day, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

Neste ano, o Open Data Day (Dia de Dados Abertos), celebrado no dia 3 de março, contou com 406 eventos registrados (segundo o mapa oficial do ODD). Para nós, da OKBR, essa iniciativa representa muito: é uma oportunidade verdadeira e prática para que pessoas do mundo inteiro possam ensinar e aprender sobre dados abertos. Significa fazer com que elas se empoderem e saibam mais que é possível tornar a sociedade mais transparente. Isso impulsiona a gente, o nosso trabalho. No Brasil, o dia contou com eventos em 9 cidades. Pra você ter o gostinho de como foi, Thiago Ávila, especialista em Transparência e Governo Aberto e orientador da equipe organizadora, conta um pouco sobre o ODD em Maceió (AL); e Marlise Brenol, professora da UFRGS e uma das organizadoras do evento, e Irio Musskopf, da equipe do Programa Ciência de Dados para Inovação Cívica da OKBR e fundador da Operação Serenata de Amor, dividem relatos sobre a edição em Porto Alegre (RS) do evento.   EM MACEIÓ (AL) O Open Data Day Maceió, ao contrário dos demais eventos, começou no dia 2 de março, seguindo até o dia 3. Representantes da academia, governo e setor privado interagiram em discussões sobre o uso de dados abertos para negócios e melhoria do cotidiano das pessoas. Thiago Ávila, especialista em Transparência e Governo Aberto, abriu o evento explicando o que são os dados abertos. Na palestra, ele apresentou conceitos e diversas bases de dados abertas disponíveis no Brasil e no mundo. Na sequência, as Secretarias de Planejamento e de Fazenda de Alagoas apresentaram suas bases de dados abertas. A SEFAZ disponibiliza APIs sobre os preços dos produtos comercializados nos estabelecimentos comerciais de Alagoas, dados sobre situação do contribuinte, dentre outros dados disponíveis no site (sefazal.github.io). Já a SEPLAG, além de coordenar o Portal Estadual de Dados Abertos em Alagoas (www.dados.al.gov.br), abriu os dados do Guia de Serviços do Governo de Alagoas  (www.servicos.al.gov.br), plataforma que cataloga os serviços governamentais. O encontro contou com palestras que preparam os participantes para um Hackathon – maratona de desenvolvimento de soluções baseados em dados abertos. Teve palestra sobre ferramentas de consumo de dados abertos, como as Qlikview, Qliksense e Pentaho. E a oficina de Modelo de Negócio com Canvas e de Raspagem de Dados, com a ferramenta Webscrapy. A equipe TurAdvise, formada por professores e alunos do Instituto Federal de Alagoas, venceu o hackathon. A aplicação tem como objetivo, a partir da base de dados abertos de atrativos turísticos de Alagoas, associar aos estabelecimentos que ofertam produtos e serviços nestes equipamentos, proporcionando um conhecimento especializado da oferta turística em Alagoas bem como incentivando os comerciantes a melhorarem os dados que informam a Secretaria da Fazenda – tais dados serão usados para melhorar a sua visibilidade no aplicativo.   EM PORTO ALEGRE (RS) Em Porto Alegre, o ODD contou com troca de conhecimentos sobre transparência pública como ferramenta para a democracia. O encontro aconteceu na sede da Unisinos e teve a participação de 65 pessoas interessadas na publicidade dos dados governamentais em ano eleitoral. Têmis Limberger, professora da Unisinos e procuradora do Ministério Público Estadual, foi a primeira a se apresentar. Ela deu uma aula sobre a Lei de Acesso à Informação e avaliação de transparência governamental:  “O que é a Lei de Acesso à Informação (LAI) e como ela se compara com o resto do mundo? Criação de rankings globais de transparência. Por que normalmente vemos países nórdicos no topo de qualquer ranking? Suécia, por exemplo, teve a sua própria LAI criada em 1266. Não é à toa que a Operação Serenata de Amor foi nomeada a partir de um caso de corrupção sueco.” “A compreensão da lei ajuda a cobrar e fiscalizar a adaptação dos órgãos públicos aos preceitos exigidos pela norma como publicação de um site interativo, disponibilidade de serviço de atendimento ao cidadão e fornecimento dos dados em formatos legíveis por máquinas”, diz Marlise Brenol, professora da UFRGS e uma das organizadoras do evento. Para falar sobre esse tema, o evento contou com a participação da Liliana Barcellos, subchefe de Ética da Casa Civil, e  Francine Ledur, auditora pública externa do TCE-RS. O governo do Rio Grande do Sul lançou recentemente o seu próprio site de dados abertos e reuniu coleções de dados de pesquisas realizadas pela Fundação de Economia e Estatística e outras do portal de transparência do Estado. Francine mostrou o estudo do TCE-RS que avalia a adaptação dos 497 municípios gaúchos à lei e o papel educador e orientador que  o tribunal de contas desempenha para garantir a inclusão dos dados por prefeituras. Em 2012, metade das Câmaras municipais não tinha site. Com uma metodologia que classifica cada Câmara em 80 critérios, a força-tarefa para avaliar os municípios vem alcançando melhorias a cada ano. Um auditor avalia o mesmo critério em todos os municípios para garantir que saberá como comparar entre um e outro. Francine fez dois pedidos à comunidade: – Fazer um fork do Plone para prefeituras, isto é, clonar a ferramenta para que cada uma delas possa utilizá-la de seu modo. O TCE-RS pode ajudar definindo o que é necessário em cada site; – Automatizar avaliação. Da mesma forma que temos sites para avaliar em diversos critérios a acessibilidade de um site e mostrar como as deficiências podem ser corrigidas, a ideia é criar isso para sites de Câmaras municipais. O uso de dados abertos no jornalismo também foi discutido. Em mesa mediada por Luciana Mielniczuk*, professora de jornalismo da UFRGS, os jornalistas Juliana Bublitz, do jornal Zero Hora, Livia Araújo, do Jornal do Comércio, e Francisco Amorin, da UFRGS e UniRitter, relataram suas experiências com o uso de dados abertos e portais de transparência na elaboração de notícias. Para acompanhar mais anotações do evento em Porto Alegre, confira o texto do Irio Musskopf.   E QUE VENHA ODD 2019 A Open Knowledge Brasil espera que no próximo ano, cada vez mais pessoas possam participar do Open Data Day, tornando a discussão sobre dados abertos ainda mais eficiente no país! *Luciana Mielniczuk faleceu no início desta semana. Nossos sentimentos a seus familiares, amigos e alunos. Flattr this!

Plataformas e aplicativos cívicos que podem ajudar o eleitor brasileiro em 2018

Isis Reis - March 2, 2018 in colaboração, Dados Abertos, Destaque, eleições, governo, Open Knowledge Brasil, participação, política, sociedade civil, transparência

As eleições de 2018 prometem dar muito pano para a manga. A profusão de bots, perfis falsos e fake news em quase todo o espectro político certamente já se desenham como desafios para o pleito deste ano. Algumas dessas tecnologias vêm sendo usadas de forma antiética e desonesta. Por vezes, desinformando o público e causando ruído no debate político democrático, como foi observado nas eleições estadunidenses de 2016, no plebiscito sobre a saída da Inglaterra da União Europeia – o famoso Brexit, e nas discussões sobre o acordo de paz na Colômbia. É nesse sentido que a Open Knowledge Brasil faz parte, junto a outras organizações, do movimento #NãoValeTudo, a favor do uso ético da tecnologia nas eleições brasileiras de 2018. E é por isso também que resolvemos fazer a série “De olho nas eleições” – para destacar alguns aplicativos e plataformas cívicas que podem ajudar os eleitores brasileiros na escolha de seus candidatos. Além dos problemas que citamos acima, a boa e velha questão da transparência na prestação das contas de campanhas eleitorais ainda se faz presente. Uma das iniciativas que busca ajudar nesta questão é o Voto Legal, plataforma que visa promover campanhas políticas mais baratas, garantir a transparência entre doadores (pessoas físicas) e candidatos e fortalecer o engajamento de pessoas físicas em campanhas políticas. Idealizada pelo MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) e pelo AppCívico, em parceria com diversas organizações da sociedade civil e com o apoio do Instituto Arapyaú e da Open Society Foundation, a ideia da iniciativa também é oferecer uma forma mais ágil no processo de doação e promover a prestação de contas dos candidatos e o monitoramento cidadão do financiamento das campanhas. Conhece alguma iniciativa que se propõe a ajudar os eleitores a realizar um voto mais informado e qualificado? Que ajude a conhecer melhor os candidatos em 2018? Colabore com a nossa série compartilhando um app ou plataforma no levantamento que criamos. A ideia é reunir e facilitar o acesso a essas iniciativas.   Flattr this!

A OKBR e CGU assinam carta de intenções relativa ao projeto Gastos Abertos

Isis Reis - February 9, 2018 in Gastos Abertos, Open Knowledge Brasil, transparência

No último dia 30/01, a Open Knowledge Brasil e a Controladoria Geral da União firmaram um compromisso de colaboração por meio de uma carta de intenções. No documento, a OKBR garante a disponibilização dos aprendizados com a metodologia do projeto Gastos Abertos para a Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção – STPC/CGU. O projeto Gastos Abertos possui 477 lideranças mobilizadas diretamente e presentes em 110 cidades brasileiras. Por meio da parceria, a OKBR se compromete a difundir os materiais educativos e de orientação disponibilizados pela CGU e a aprimorar a capacitação de lideranças com a difusão do uso de ferramentas (portais de transparência, por exemplo) que facilitam o acompanhamento da distribuição e da arrecadação de verbas públicas. A equipe de Controle Social, na Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União, por sua vez, disponibiliza para o projeto o canal que mantém para esclarecimento de dúvidas quanto às plataformas tecnologias e aos materiais didáticos produzidos pela CGU. “Essa colaboração entre a OKBR (organização apartidária da sociedade civil) e a CGU é muito interessante para somar esforços no sentido de avançar na agenda de transparência e abertura de dados no nível local”, comemora Ariel Kogan, diretor da Open Knowledge Brasil. E completa: “O marco legal que o Brasil já desenvolveu é bastante avançado, e o grande desafio é, somando esforços entre os diversos atores da sociedade, conseguir capilaridade nas mais diversas regiões do país.” A Open Knowledge também se compromete a realizar o mapeamento e a análise da usabilidade das plataformas tecnológicas disponibilizadas pela CGU, que serão consolidados em um relatório que deverá ser entregue à Controladoria até o fim de abril de 2018. Flattr this!

O que você precisa saber sobre a união entre Operação Serenata de Amor e Open Knowledge Brasil

Open Knowledge Brasil - February 8, 2018 in acesso à informação, Dados Abertos, machine learning, Open Knowledge Brasil, Operação Serenata de Amor, participação, projetos, sociedade civil, transparência

É com muita alegria que comunicamos que a Operação Serenata de Amor, projeto de inteligência artificial para análise de gastos públicos no Brasil, agora integra o novo programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR)! “A ideia é usar a experiência e tecnologia da Serenata para ampliar o acesso à informação pública e a participação popular, em áreas desde a comunicação até a automatização de processos — o que nós, da Serenata, já fazemos desde 2016. Por isso agora estamos oficialmente juntos”, afirmam no artigo que a equipe do projeto preparou para contar a novidade para o mundo. Abaixo, confira o texto na íntegra.
Ficou sabendo da novidade? Sim! Serenata e Open Knowledge Brasil estão mais juntinhos do que nunca. Se você ainda não sabe disso, não tem problema, esse texto é para você. Daqui pra frente tem muita novidade.

A Open Knowledge Brasil (OKBR) e a Operação Serenata de Amor, que já dividiam os mesmos objetivos há um tempinho, uniram forças para levar mais informação e transparência para a sociedade.

A partir de agora, juntamos a tecnologia da Serenata e unimos com a estrutura e gestão da OKBR. A ideia é que possamos não só expandir o nosso trabalho de uso de tecnologia para informação, fiscalização e controle social, mas auxiliar outros projetos com objetivos semelhantes a nascerem e crescerem.

Tá, antes de mais nada. O que é OKBR?

A Open Knowledge Brasil é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos e apartidária. Nossos ideais se parecem bastante. Eles desenvolvem ferramentas cívicas, analisam políticas públicas e treinam pessoas para produzir, gerir e usar dados abertos. Acima de tudo, a OKBR promove o conhecimento livre para auxiliar a participação popular no governo, sempre pautada em transparência. Somos bem parecidos, né? OK. Mas por que isso tá rolando? Agora nós integramos o novo programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da OKBR. A ideia é usar a experiência e tecnologia da Serenata para ampliar o acesso à informação pública e a participação popular, em áreas desde a comunicação até a automatização de processos — o que nós, da Serenata, já fazemos desde 2016. Por isso agora estamos oficialmente juntos. Todos nós quisemos isso. Essa união é fruto do esforço entre Serenata, OKBR e a nossa CEO, Yasodara Cordova, que aproximou a gente e fez essa parceria acontecer. Acabou que esse momento serve também como um marco no fim do ciclo da yaso a frente da função e deixa esse legado como fechamento de um super trabalho que ela fez no posto. Mas sem despedidas. Seguimos trabalhando próximos e ajudando um ao outro. Queremos ver mais projetos acontecendo. E o fato de compormos esse programa pode nos ajudar a viabilizar mais facilmente nossas ideias e fazer com que a gente passe adiante o conhecimento que adquirimos na prática, facilitando o trabalho de quem atua em áreas que não conseguimos abraçar. Sabe aquela ideia de levar a Rosie para os municípios? Exatamente esse tipo de coisa. Tudo o que queremos é unir esforços. Então, podem esperar novidades vindo por aí: expansão da Rosie e do trabalho que já fazemos e novos projetos especiais relacionados a dados abertos e políticas públicas. Politicamente, nada mudou. OKBR e Serenata não têm um posicionamento político-partidário. Bem, geralmente quando alguém diz que não tem posicionamento político, isso é uma mentira. Mas nessa parceria entre OKBR e Serenata há um time inteiro envolvido, com pessoas com posicionamentos políticos diferentes. Nossa bandeira é pela transparência e pela acessibilidade de dados públicos, independente de direita ou esquerda, acima ou abaixo. Ou seja, seguimos sem filiação partidária e sem ligação a nenhum movimento relacionado a partidos. Até agora, tudo deve fazer sentido, mas vocês podem estar se perguntando o que nós, do Serenata, ganhamos com isso. A OKBR pode nos ajudar administrativamente, garantindo maior segurança nas nossas investigações, inclusive na parte de jurídica. Nós já produzimos alguns materiais que acabaram não chegando até você porque eram sensíveis e a Serenata não tinha meios de se resguardar caso fosse publicado. Isso vai mudar. Além disso, a ideia é que a parceria nos coloque em contato com outras iniciativas, para ampliar o nosso trabalho, sobretudo, nos auxiliar na busca por financiamento. Em geral, a Operação Serenata de Amor recebe e gera muitas ideias de novos projetos que, dentre os desafios, esbarram em formas de serem financeiramente sustentáveis. Essa parceria também serve para isso: ter estrutura e experiência em captação de recursos para poder fazer mais projetos legais acontecerem. Falando em financiamento, é importante dizer que não ficamos ricos. A parceria com a OKBR vem nos ajudar a gerenciar o que já temos, graças a vocês, além de viabilizar a contratação de mais uma pessoa para o time, com o comprometimento da adição de R$ 5 mil no nosso orçamento mensal. Ou seja, atualmente temos o que já tínhamos com o APOIA.se, mais esses R$ 5 mil da parceria com a OKBR, do que chamamos de seed funding, para execução do programa de ciência de dados. Em outras palavras, nossos apoiadores seguem sendo nosso principal alicerce para viabilizar a Operação Serenata de Amor.

Fora isso, é preciso que vocês saibam: essa ideia não saiu do nada. Foram meses de conversas, planejamento e alinhamentos para caminharmos juntos na mesma direção. Eles confiam em nós. Nós confiamos neles. Agora fazemos parte da rede Open Knowledge Brasil. Mas queremos que vocês também participem disso. Pesquisem um pouco mais sobre a OKBR e essa nossa união. Investiguem e peçam explicações para qualquer informação que não esteja clara. Para qualquer dúvida, seguimos no mesmo formato de trabalho transparente e aberto.

Queremos que a galera que sempre ajudou continue junto da gente. Queremos ideias e sugestões. Continuamos sendo uma iniciativa open source e totalmente transparente. Foi assim que chegamos até aqui. E seguimos assim. A união é para organizar melhor e potencializar o nosso trabalho, que continua contando com voluntários e apoiadores.

O que você pode esperar com isso? Estamos preparando projetos especiais para esse ano, mais informação, conteúdos novos e mais acessíveis, produções jornalísticas independentes, entre outros. Tudo isso poderá ser acompanhado (e cobrado) por vocês, como sempre, de forma gratuita, pelos nossos canais de comunicação — inclusive pelos nossos relatórios. Você vai poder acompanhar tudo, como sempre fez.

Estamos bem animados com esse novo momento que tem tudo para durar por muito tempo. Nos ajudem a fazer isso acontecer da melhor maneira possível.

Vamos com tudo.

Fique por dentro para não perder nenhuma novidade.

Texto: Equipe Serenata de Amor   Flattr this!

O que a Open Knowledge Brasil planeja para 2018

Isis Reis - February 1, 2018 in Destaque, Open Knowledge Brasil

A imersão da Open Knowledge Brasil

A Open Knowledge Brasil começou o ano com o pé direito! Nos dias 8, 9 e 10 de janeiro, membros da organização se reuniram para definir o planejamento do ano. Diretores, conselheiros e integrantes da equipe estiveram na sede da WRI Brasil (obrigada, WRI, pelo espaço!) para falar sobre os projetos atuais da OKBR, dar boas vindas a um novo programa dentro da organização e pensar novas alianças e atividades. Complementando os eixos com os quais a Open Knowledge Brasil já vinha trabalhando, como transparência e o combate à desigualdade no acesso à informação, agora teremos um braço voltado à ciência de dados para inovação cívica. A equipe da Operação Serenata de Amor, que utiliza inteligência artificial e dados abertos da Câmara para monitorar os gastos de parlamentares, terá a oportunidade de expandir seu programa para esferas municipais e pensar em novos projetos dentro da OKBR. O ano também promete para o segundo ciclo do projeto Gastos Abertos e do Open Data Index, que pretendem se expandir territorialmente, abrangendo mais municípios do interior e mais capitais brasileiras. Já encontros locais e a terceira edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais, CODA, são algumas das atividades que a Escola de Dados, nosso programa voltado à capacitação para uso de dados abertos, pretende realizar em 2018. Outra novidade a caminho é que em 2018 a Open Knowledge Brasil também contará com um programa de bolsas destinado a mapear o atual estado e o impacto dos dados abertos no país. Pesquisadores interessados em transparência, governo aberto, inovação cívica e conhecimento livre poderão se candidatar às três vagas que abriremos no próximo mês. A propósito, começamos um levantamento de trabalhos acadêmicos brasileiros focados nestes temas e a chamada para contribuição já foi feita.   E tem novidade também na equipe. Além da entrada do grupo do Serenata de Amor na OKBR, abrimos uma vaga para trainee de operações. Então temos uma oportunidade aberta para interessados(as) em trabalhar com a gente. E muitas outras de se engajar e participar das nossas atividades e projetos. Quer continuar sabendo o que temos feito? Inscreva-se na nossa newsletter e no nosso fórum de discussões.   Flattr this!

Participe do Open Data Day 2018 no dia 3 de março!

Elza Maria Albuquerque - January 31, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Eventos, Gastos Abertos, governo, Open Data Day, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil

Uma data para aprender, pensar e criar alternativas para uma vida melhor por meio de dados abertos. O Open Data Day é uma celebração anual de dados abertos em todo o mundo. Grupos de diversos países realizam eventos locais no dia em que usarão dados abertos em suas comunidades. É uma oportunidade para mostrar os benefícios de dados abertos e incentivar a adoção de políticas de dados abertos no governo, nas empresas e na sociedade civil. O Open Data Day 2018 irá acontecer no dia 3 de março (sábado) e o foco será em quatro áreas onde os dados abertos podem ser uma solução: pesquisa em dados abertos, rastreamento de fluxos de dinheiro, mapeamento aberto, dados pela igualdade de desenvolvimento. No mapa dos eventos do ODD, você localiza os encontros que vão acontecer. Por enquanto, no Brasil, os seguintes eventos já estão marcados: ODD em Brasília (DF), Open Data Day Maceió, Open Data Day Salvador. Quem pode participar Todo mundo pode participar do Open Data Day. Quanto mais gente quiser se envolver nas atividades, melhor! Se você quer buscar um projeto interessante para contribuir,  tem alguma ideia para usar dados abertos, aprender como visualizar ou analisar dados ou simplesmente quer ver o que está acontecendo, participe. Todos são livres para expressar suas opiniões de forma construtiva. Como participar A Open Knowledge Internacional dá recursos para quem quiser participar ou organizar um evento do Open Data Day. Se você precisa se inspirar ou não sabe onde encontrar os dados, confira os recursos para os eventos de 2018. O site oficial traz também um mapa com todos os eventos registrados em diversos países. Além disso, a Open Knowledge Brasil oferece apoio na divulgação do ODD. Caso esteja pensando em organizar o evento na sua cidade, envie pra gente via mensagem no Facebook. Com informações do site oficial do Open Data Day. Flattr this!