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A OKBR e CGU assinam carta de intenções relativa ao projeto Gastos Abertos

Isis Reis - February 9, 2018 in Gastos Abertos, Open Knowledge Brasil, transparência

No último dia 30/01, a Open Knowledge Brasil e a Controladoria Geral da União firmaram um compromisso de colaboração por meio de uma carta de intenções. No documento, a OKBR garante a disponibilização dos aprendizados com a metodologia do projeto Gastos Abertos para a Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção – STPC/CGU. O projeto Gastos Abertos possui 477 lideranças mobilizadas diretamente e presentes em 110 cidades brasileiras. Por meio da parceria, a OKBR se compromete a difundir os materiais educativos e de orientação disponibilizados pela CGU e a aprimorar a capacitação de lideranças com a difusão do uso de ferramentas (portais de transparência, por exemplo) que facilitam o acompanhamento da distribuição e da arrecadação de verbas públicas. A equipe de Controle Social, na Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União, por sua vez, disponibiliza para o projeto o canal que mantém para esclarecimento de dúvidas quanto às plataformas tecnologias e aos materiais didáticos produzidos pela CGU. “Essa colaboração entre a OKBR (organização apartidária da sociedade civil) e a CGU é muito interessante para somar esforços no sentido de avançar na agenda de transparência e abertura de dados no nível local”, comemora Ariel Kogan, diretor da Open Knowledge Brasil. E completa: “O marco legal que o Brasil já desenvolveu é bastante avançado, e o grande desafio é, somando esforços entre os diversos atores da sociedade, conseguir capilaridade nas mais diversas regiões do país.” A Open Knowledge também se compromete a realizar o mapeamento e a análise da usabilidade das plataformas tecnológicas disponibilizadas pela CGU, que serão consolidados em um relatório que deverá ser entregue à Controladoria até o fim de abril de 2018. Flattr this!

O que você precisa saber sobre a união entre Operação Serenata de Amor e Open Knowledge Brasil

Open Knowledge Brasil - February 8, 2018 in acesso à informação, Dados Abertos, machine learning, Open Knowledge Brasil, Operação Serenata de Amor, participação, projetos, sociedade civil, transparência

É com muita alegria que comunicamos que a Operação Serenata de Amor, projeto de inteligência artificial para análise de gastos públicos no Brasil, agora integra o novo programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR)! “A ideia é usar a experiência e tecnologia da Serenata para ampliar o acesso à informação pública e a participação popular, em áreas desde a comunicação até a automatização de processos — o que nós, da Serenata, já fazemos desde 2016. Por isso agora estamos oficialmente juntos”, afirmam no artigo que a equipe do projeto preparou para contar a novidade para o mundo. Abaixo, confira o texto na íntegra.
Ficou sabendo da novidade? Sim! Serenata e Open Knowledge Brasil estão mais juntinhos do que nunca. Se você ainda não sabe disso, não tem problema, esse texto é para você. Daqui pra frente tem muita novidade.

A Open Knowledge Brasil (OKBR) e a Operação Serenata de Amor, que já dividiam os mesmos objetivos há um tempinho, uniram forças para levar mais informação e transparência para a sociedade.

A partir de agora, juntamos a tecnologia da Serenata e unimos com a estrutura e gestão da OKBR. A ideia é que possamos não só expandir o nosso trabalho de uso de tecnologia para informação, fiscalização e controle social, mas auxiliar outros projetos com objetivos semelhantes a nascerem e crescerem.

Tá, antes de mais nada. O que é OKBR?

A Open Knowledge Brasil é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos e apartidária. Nossos ideais se parecem bastante. Eles desenvolvem ferramentas cívicas, analisam políticas públicas e treinam pessoas para produzir, gerir e usar dados abertos. Acima de tudo, a OKBR promove o conhecimento livre para auxiliar a participação popular no governo, sempre pautada em transparência. Somos bem parecidos, né? OK. Mas por que isso tá rolando? Agora nós integramos o novo programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da OKBR. A ideia é usar a experiência e tecnologia da Serenata para ampliar o acesso à informação pública e a participação popular, em áreas desde a comunicação até a automatização de processos — o que nós, da Serenata, já fazemos desde 2016. Por isso agora estamos oficialmente juntos. Todos nós quisemos isso. Essa união é fruto do esforço entre Serenata, OKBR e a nossa CEO, Yasodara Cordova, que aproximou a gente e fez essa parceria acontecer. Acabou que esse momento serve também como um marco no fim do ciclo da yaso a frente da função e deixa esse legado como fechamento de um super trabalho que ela fez no posto. Mas sem despedidas. Seguimos trabalhando próximos e ajudando um ao outro. Queremos ver mais projetos acontecendo. E o fato de compormos esse programa pode nos ajudar a viabilizar mais facilmente nossas ideias e fazer com que a gente passe adiante o conhecimento que adquirimos na prática, facilitando o trabalho de quem atua em áreas que não conseguimos abraçar. Sabe aquela ideia de levar a Rosie para os municípios? Exatamente esse tipo de coisa. Tudo o que queremos é unir esforços. Então, podem esperar novidades vindo por aí: expansão da Rosie e do trabalho que já fazemos e novos projetos especiais relacionados a dados abertos e políticas públicas. Politicamente, nada mudou. OKBR e Serenata não têm um posicionamento político-partidário. Bem, geralmente quando alguém diz que não tem posicionamento político, isso é uma mentira. Mas nessa parceria entre OKBR e Serenata há um time inteiro envolvido, com pessoas com posicionamentos políticos diferentes. Nossa bandeira é pela transparência e pela acessibilidade de dados públicos, independente de direita ou esquerda, acima ou abaixo. Ou seja, seguimos sem filiação partidária e sem ligação a nenhum movimento relacionado a partidos. Até agora, tudo deve fazer sentido, mas vocês podem estar se perguntando o que nós, do Serenata, ganhamos com isso. A OKBR pode nos ajudar administrativamente, garantindo maior segurança nas nossas investigações, inclusive na parte de jurídica. Nós já produzimos alguns materiais que acabaram não chegando até você porque eram sensíveis e a Serenata não tinha meios de se resguardar caso fosse publicado. Isso vai mudar. Além disso, a ideia é que a parceria nos coloque em contato com outras iniciativas, para ampliar o nosso trabalho, sobretudo, nos auxiliar na busca por financiamento. Em geral, a Operação Serenata de Amor recebe e gera muitas ideias de novos projetos que, dentre os desafios, esbarram em formas de serem financeiramente sustentáveis. Essa parceria também serve para isso: ter estrutura e experiência em captação de recursos para poder fazer mais projetos legais acontecerem. Falando em financiamento, é importante dizer que não ficamos ricos. A parceria com a OKBR vem nos ajudar a gerenciar o que já temos, graças a vocês, além de viabilizar a contratação de mais uma pessoa para o time, com o comprometimento da adição de R$ 5 mil no nosso orçamento mensal. Ou seja, atualmente temos o que já tínhamos com o APOIA.se, mais esses R$ 5 mil da parceria com a OKBR, do que chamamos de seed funding, para execução do programa de ciência de dados. Em outras palavras, nossos apoiadores seguem sendo nosso principal alicerce para viabilizar a Operação Serenata de Amor.

Fora isso, é preciso que vocês saibam: essa ideia não saiu do nada. Foram meses de conversas, planejamento e alinhamentos para caminharmos juntos na mesma direção. Eles confiam em nós. Nós confiamos neles. Agora fazemos parte da rede Open Knowledge Brasil. Mas queremos que vocês também participem disso. Pesquisem um pouco mais sobre a OKBR e essa nossa união. Investiguem e peçam explicações para qualquer informação que não esteja clara. Para qualquer dúvida, seguimos no mesmo formato de trabalho transparente e aberto.

Queremos que a galera que sempre ajudou continue junto da gente. Queremos ideias e sugestões. Continuamos sendo uma iniciativa open source e totalmente transparente. Foi assim que chegamos até aqui. E seguimos assim. A união é para organizar melhor e potencializar o nosso trabalho, que continua contando com voluntários e apoiadores.

O que você pode esperar com isso? Estamos preparando projetos especiais para esse ano, mais informação, conteúdos novos e mais acessíveis, produções jornalísticas independentes, entre outros. Tudo isso poderá ser acompanhado (e cobrado) por vocês, como sempre, de forma gratuita, pelos nossos canais de comunicação — inclusive pelos nossos relatórios. Você vai poder acompanhar tudo, como sempre fez.

Estamos bem animados com esse novo momento que tem tudo para durar por muito tempo. Nos ajudem a fazer isso acontecer da melhor maneira possível.

Vamos com tudo.

Fique por dentro para não perder nenhuma novidade.

Texto: Equipe Serenata de Amor   Flattr this!

O que a Open Knowledge Brasil planeja para 2018

Isis Reis - February 1, 2018 in Destaque, Open Knowledge Brasil

A imersão da Open Knowledge Brasil

A Open Knowledge Brasil começou o ano com o pé direito! Nos dias 8, 9 e 10 de janeiro, membros da organização se reuniram para definir o planejamento do ano. Diretores, conselheiros e integrantes da equipe estiveram na sede da WRI Brasil (obrigada, WRI, pelo espaço!) para falar sobre os projetos atuais da OKBR, dar boas vindas a um novo programa dentro da organização e pensar novas alianças e atividades. Complementando os eixos com os quais a Open Knowledge Brasil já vinha trabalhando, como transparência e o combate à desigualdade no acesso à informação, agora teremos um braço voltado à ciência de dados para inovação cívica. A equipe da Operação Serenata de Amor, que utiliza inteligência artificial e dados abertos da Câmara para monitorar os gastos de parlamentares, terá a oportunidade de expandir seu programa para esferas municipais e pensar em novos projetos dentro da OKBR. O ano também promete para o segundo ciclo do projeto Gastos Abertos e do Open Data Index, que pretendem se expandir territorialmente, abrangendo mais municípios do interior e mais capitais brasileiras. Já encontros locais e a terceira edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais, CODA, são algumas das atividades que a Escola de Dados, nosso programa voltado à capacitação para uso de dados abertos, pretende realizar em 2018. Outra novidade a caminho é que em 2018 a Open Knowledge Brasil também contará com um programa de bolsas destinado a mapear o atual estado e o impacto dos dados abertos no país. Pesquisadores interessados em transparência, governo aberto, inovação cívica e conhecimento livre poderão se candidatar às três vagas que abriremos no próximo mês. A propósito, começamos um levantamento de trabalhos acadêmicos brasileiros focados nestes temas e a chamada para contribuição já foi feita.   E tem novidade também na equipe. Além da entrada do grupo do Serenata de Amor na OKBR, abrimos uma vaga para trainee de operações. Então temos uma oportunidade aberta para interessados(as) em trabalhar com a gente. E muitas outras de se engajar e participar das nossas atividades e projetos. Quer continuar sabendo o que temos feito? Inscreva-se na nossa newsletter e no nosso fórum de discussões.   Flattr this!

Participe do Open Data Day 2018 no dia 3 de março!

Elza Maria Albuquerque - January 31, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Eventos, Gastos Abertos, governo, Open Data Day, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil

Uma data para aprender, pensar e criar alternativas para uma vida melhor por meio de dados abertos. O Open Data Day é uma celebração anual de dados abertos em todo o mundo. Grupos de diversos países realizam eventos locais no dia em que usarão dados abertos em suas comunidades. É uma oportunidade para mostrar os benefícios de dados abertos e incentivar a adoção de políticas de dados abertos no governo, nas empresas e na sociedade civil. O Open Data Day 2018 irá acontecer no dia 3 de março (sábado) e o foco será em quatro áreas onde os dados abertos podem ser uma solução: pesquisa em dados abertos, rastreamento de fluxos de dinheiro, mapeamento aberto, dados pela igualdade de desenvolvimento. No mapa dos eventos do ODD, você localiza os encontros que vão acontecer. Por enquanto, no Brasil, os seguintes eventos já estão marcados: ODD em Brasília (DF), Open Data Day Maceió, Open Data Day Salvador. Quem pode participar Todo mundo pode participar do Open Data Day. Quanto mais gente quiser se envolver nas atividades, melhor! Se você quer buscar um projeto interessante para contribuir,  tem alguma ideia para usar dados abertos, aprender como visualizar ou analisar dados ou simplesmente quer ver o que está acontecendo, participe. Todos são livres para expressar suas opiniões de forma construtiva. Como participar A Open Knowledge Internacional dá recursos para quem quiser participar ou organizar um evento do Open Data Day. Se você precisa se inspirar ou não sabe onde encontrar os dados, confira os recursos para os eventos de 2018. O site oficial traz também um mapa com todos os eventos registrados em diversos países. Além disso, a Open Knowledge Brasil oferece apoio na divulgação do ODD. Caso esteja pensando em organizar o evento na sua cidade, envie pra gente via mensagem no Facebook. Com informações do site oficial do Open Data Day. Flattr this!

Índice de Dados Abertos de dez cidades brasileiras entra na fase de checagem dos dados

Elza Maria Albuquerque - January 26, 2018 in Destaque, governo aberto, Open Knowledge Brasil

Foto: Kaique Rocha / CC0 License

  Novidade! As dez cidades brasileiras que vão publicar os seus respectivos Índices de Dados Abertos local (Open Data Index – ODI) neste ano já realizaram o levantamento inicial. Para isso, em 2017, todos os participantes contaram com capacitação e suporte dados pela equipe ODI (Open Knowledge Brasil e Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV/DAPP). O momento agora é a checagem dos dados. As cidades participantes são: São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Arapiraca/AL, Belo Horizonte/MG, Bonfim/RR, Brasília/DF, Natal/RN, Porto Alegre/RS, Salvador/BA, Teresina/PI, Uberlândia/MG, Vitória/ES. Neste ano, o objetivo é lançar os resultados e, apresentar os relatórios com oportunidades concretas para os municípios avançarem na pauta da transparência e dos dados abertos. O objetivo do Índice de Dados Abertos é avaliar o estado da política de dados abertos de cada país ou cidade, levando em consideração todas as suas características: o tipo de dado que é divulgado, os formatos, a facilidade de acesso e a transformação dos dados em informação, entre outras. Ele avalia diversas dimensões, tais como finanças públicas, dados socioeconômicos, legislativos e eleitorais, serviços públicos, informações geolocalizadas e indicadores ambientais. O índice oferece um parâmetro de referência sobre a capacidade dos governos de fornecer dados abertos, apresentando essa informação de forma clara, fácil entendimento e usabilidade.

O levantamento no Brasil

Tudo começou em 2017, quando a OKBR e a FGV/DAPP lançaram as edições brasileiras do Open Data Index (ODI). Ao todo, foram construídos três levantamentos para o país: Open Data Index (ODI) Brasil, no nível nacional, e ODI São Paulo e ODI Rio de Janeiro, no nível municipal. O objetivo do Índice de Dados Abertos é avaliar o estado da política de dados abertos de cada país ou cidade, levando em consideração todas as suas características: o tipo de dado que é divulgado, os formatos, a facilidade de acesso e a transformação dos dados em informação. O índice serve como um importante instrumento para a sociedade avaliar o estado da transparência e dos dados abertos nos locais escolhidos, mas também para construir uma estratégia e recomendações para o governo no sentido de identificar os pontos críticos para avançar nessa agenda. No mesmo ano, as organizações decidiram ampliar o Índice de Dados Abertos para outras cidades brasileiras. Após a enquete “Você quer construir o Índice de Dados Abertos da sua cidade?”, 216 pessoas mostraram interesse em fazer o levantamento de forma voluntária em suas cidades. Os principais critérios de escolha desses locais foram: priorizar as cidades que são capitais, conseguir distribuição regional e perfis diferentes de municípios. O apoio da Open Knowledge Brasil e da FGV/DAPP não contou com recursos financeiros para a realização do levantamento e da construção do ODI nas cidades.

Por mais transparência nas cidades

A transparência ocupa um lugar essencial no debate público, principalmente no contexto de denúncias de corrupção que o Brasil vive. Cidadãos das mais diversas regiões do Brasil se interessam por pressionar e colaborar com o avanço da transparência nos municípios. O processo de construção do Open Data Index local foi uma prova disso. Os participantes, em sua maioria, têm perfil mais acadêmico e de pesquisa. Segundo Wagner Oliveira, pesquisador da FGV/DAPP, eles lidaram muito bem com o processo de levantamento das informações, com bastante engajamento e participação com adesão considerável de grupos interessados em mapear o estado dos dados abertos em suas localidades. “Grande parte esteve bastante engajada ao longo de todo o processo, participando das capacitações, postando perguntas no fórum e levantando questionamentos interessantes que nos fazem até refletir sobre qual a melhor forma de mensurar a abertura de dados no Brasil. Agora estamos na fase da revisão, que é natural para o refinamento do processo, e esperamos continuar contando com o engajamento desses grupos para isso, esperando, ao final, obter um resultado que possa fazer uma contribuição concreta para o debate público. Tivemos apenas duas exceções de cidades que desistiram no processo por questões de força maior que não dizem respeito ao andamento do projeto em si, que foram: Arapiraca e Teresina”, diz.

Desafios

Para Ariel Kogan, codiretor da Open Knowledge Brasil, a seleção e a capacitação estão entre os principais desafios do levantamento. “Tivemos um grande número de interessados inscritos para participar do processo, e não foi fácil realizar essa seleção. Gostaríamos que todas as cidades brasileiras pudessem construir seus índices de dados abertos. Este primeiro ano de descentralização do processo vai servir para construir uma metodologia escalável para mais municípios. Em relação à capacitação, tivemos o desafio de formar líderes locais com conhecimentos e experiências diversas. O espaço de interação colaborativo “Discuss” tem sido uma valiosa ferramenta de troca entre as iniciativas e os coordenadores e facilitadores do projeto. Também pretendemos sistematizar a capacitação para disponibilizar futuramente para um maior número de municípios”. Wagner destacou o desafio de coordenar um trabalho descentralizado em que cada cidade apresenta suas especificidades. “Por esse ponto de vista, o desafio é, na verdade, um grande aprendizado. Assim, vemos as diferentes possibilidades de apresentação dos dados abertos”, completa. Como o processo de revisão está em andamento, as pontuações das cidades ainda não podem ser divulgadas. Apesar disso, os especialistas adiantam que os levantamentos realizados até agora sugerem que grande parte das cidades está avançando na agenda de transparência e abertura de dados, com desafios que ainda se relacionam à forma de apresentação da informação. “Além disso, o levantamento também traz questões metodológicas à tona, como é o caso das licenças de uso público de dados no Brasil, que geralmente ficam em segundo plano devido ao recurso à Lei de Acesso à Informação (LAI), um grande avanço da legislação brasileira em relação a outros países”, conta Wagner. Flattr this!

Open Knowledge Brasil abre vaga para trainee de operações

Isis Reis - January 25, 2018 in Open Knowledge Brasil, oportunidades, vagas

A Open Knowledge Brasil procura profissional recém-formado, com interesse em atuar no terceiro setor, para trabalhar com atividades administrativas e de gerenciamento de projetos. A vaga demanda dedicação parcial (20h/semana) e é prevista inicialmente para o período de 10 meses, com possibilidade de renovação.  Dentre as responsabilidades do cargo estão a identificação de oportunidades de novas parcerias, o mapeamento de editais e chamadas públicas, administração financeira de projetos e formulação de propostas para editais. Para se candidatar, é desejável excelência na redação em língua portuguesa, inglês avançado, controle de demandas e prazos, pensamento estratégico e facilidade com números, habilidade para gerenciar diversos projetos ao mesmo tempo. A vaga é destinada preferencialmente aos profissionais que residam em São Paulo, mas há a possibilidade de trabalho à distância. A remuneração é definida de acordo com a experiência do candidato. Saiba mais sobre as atribuições da vaga por meio deste documento. Os interessados deverão enviar, até o dia 5 de fevereiro de 2018, currículo e carta de motivação para natalia@ok.org.br com “Trainee de operações” como assunto do email.  Flattr this!

Como foi o ano de 2017 para a OKBR?

Elza Maria Albuquerque - December 29, 2017 in 2017, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, Inovação, Open Knowledge Brasil, tecnologia, transparência

Para nós, da Open Knowledge Brasil (OKBR), o ano de 2017 contou com diversas parcerias, apoios e participações em eventos, realização de projetos e campanhas de mobilização. Separamos algumas dessas ações para você conhecer. Além disso, uma boa novidade para a equipe: a jornalista Natália Mazotte, que já liderava o programa da Escola de Dados no Brasil, virou codiretora da OKBR com Ariel Kogan, nomeado em julho de 2016 como diretor-executivo da organização.

Mobilização

No início do ano, nós, da OKBR, e diversas organizações lançamos o Manifesto para Identificação Digital no Brasil. O objetivo do Manifesto é ser uma ferramenta para a sociedade se posicionar em relação à privacidade e à segurança de dados pessoais dos cidadãos; e tornar a identificação digital uma ação segura, justa e transparente. Acompanhamos um dos principais desafios na cidade de São Paulo e contribuímos na mobilização para isso. Nós e outras organizações da sociedade cobramos a transparência da Prefeitura de São Paulo em relação à área de mobilidade. O motivo: na quarta-feira, 25/01, primeiro dia do retorno aos limites maiores de velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê, identificamos que várias notícias sobre a queda nos acidentes de trânsito vinculados à política de redução da velocidade nas vias da cidade saíram do ar no site da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Durante alguns meses, realizamos uma série de webinários chamada OKBR Webinar Series sobre conhecimento aberto pelo mundo. Contamos com a participação dos seguintes especialistas: Bart Van Leeuwen, empreendedor; Paola Villarreal, Fellow do Berkman Klein Center, programadora/data scientist; Fernanda Campagnucci, jornalista e analista de políticas públicas e Rufus Pollock, fundador da Open Knowledge International. Participamos de uma importante vitória da sociedade! Com o Movimento pela Transparência Partidária, realizamos uma mobilização contra a proposta do relator da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), sobre doações ocultas de campanha e o resultado foi muito positivo. Envolvidos nessa causa, nós, da Open Knowledge Brasil (OKBR), e diversas organizações e movimentos participamos da iniciativa contra as doações ocultas, divulgamos e distribuímos uma nota pública. A repercussão foi grande e, como consequência, o relator anunciou a retirada das doações secretas. Participamos também, em parceria com o AppCívico, o Instituto Update, o Instituto Tecnologia e Equidade e outras organizações da sociedade civil do lançamento da carta #NãoValeTudo. A iniciativa é um esforço coletivo para discutir o que vale e o que não vale no uso da tecnologia para fins eleitorais.

Projetos

Realizamos dois ciclos do Gastos Abertos. O primeiro começou em janeiro e participaram 150 municípios. Em julho, publicamos o relatório do ciclo 1. Em agosto, iniciamos as inscrições para o segundo ciclo do jogo com uma novidade: o Guaxi, um robô que foi o assistente digital dos participantes. Ele é um esperto guaxinim desenvolvido com inovadora tecnologia chatbot – que simula uma interação humana com os usuários. Ele facilitou a jornada pela página do Gastos Abertos no Facebook. Confira o relatório parcial do ciclo 2. Nós e a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV/DAPP lançamos as edições brasileiras do Open Data Index (ODI). Ao todo, foram construídos três levantamentos para o país: Open Data Index (ODI) Brasil, no nível nacional, e ODI São Paulo e ODI Rio de Janeiro, no nível municipal. Meses depois, finalizamos a enquete “Você quer construir o Índice de Dados Abertos da sua cidade?” e o resultado foi bastante positivo: 216 pessoas mostraram interesse em fazer o levantamento de forma voluntária em seus municípios! Neste primeiro ciclo de descentralização e ampliação do ODI nos municípios brasileiros, realizamos uma experiência com um primeiro grupo: Arapiraca/AL, Belo Horizonte/MG, Bonfim/RR, Brasília/DF, Natal/RN, Porto Alegre/RS, Salvador/BA, Teresina/PI, Uberlândia/MG, Vitória/ES. Oferecemos capacitação para os líderes locais, ministrada pela equipe do Open Data Index (FGV/DAPP – OKBR), para que possam realizar o levantamento necessário para a construção do Índice. Em 2018, vamos lançar os resultados e, apresentar os relatórios com oportunidades concretas para os municípios avançarem na pauta da transparência e dos dados abertos. Lançamos o LIBRE – projeto de microfinanciamento para jornalismo – uma parceria da Open Knowledge Brasil e do Estúdio Fluxo, que contou com desenvolvimento do AppCivico. Trata-se de uma ferramenta de microfinanciamento de conteúdos que pretende aproximar veículos digitais e o público interessado em valorizar e sustentar o jornalismo e conteúdos de qualidade. Atualmente, os portais Gastrolândia, Aos Fatos, o Gênero e Número e o Vá de Bike são alguns dos veículos que estão testando a plataforma nessa fase piloto.

Eventos

Apoiamos eventos do Open Data Day em várias cidades brasileiras; o Hackathon da Saúde, iniciativa da Prefeitura de São Paulo em parceria com SENAI e AppCívico, também teve o nosso apoio; e participamos do Hack In Sampa na Câmara Municipal de São Paulo. Natália Mazotte, codiretora da OKBR, participou do AbreLatam e da ConDatos, eventos anuais que se tornaram o principal ponto de encontro sobre dados abertos na América Latina e no Caribe. É um momento de diálogo sobre o status e o impacto do tema em toda a região. Participamos também da 7ª edição do Fórum da Internet no Brasil com o workshop “Padrões abertos e acesso à informação: perspectivas e desafios dos dados abertos governamentais”. E com outras organizações, realizamos II Encontro Brasileiro de Governo Aberto. A Escola de Dados, em parceria com o Google News Lab, organizou a segunda edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais (Coda.Br). Confira o que aconteceu no primeiro dia e no segundo dia de evento. Fomos uma das organizações parceiras do primeiro Curso de Governo Aberto para lideranças em Clima, Floresta e Agricultura. A iniciativa foi do Imaflora e apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA). Fomos foco na pesquisa “Fundações de código aberto como inovadoras sociais em economias emergentes: o estudo de caso no Brasil”, do Clément Bert-Erboul, especialista em sociologia econômica, e do professor Nicholas Vonortas.

E vem muito mais em 2018

Queremos te agradecer por acompanhar e participar da OKBR em 2017. Contamos com você em 2018. Além do nosso planejamento para o ano que vem, temos o desafio e a responsabilidade de contribuir, no período eleitoral, para que o Brasil avance nas agendas de transparência, abertura de dados públicos, participação democrática, integridade e luta contra a corrupção. Para que você possa acompanhar as novidades e o andamento dos nossos projetos, acesse as nossas redes: Blog, Twitter e Facebook. Um 2018 maravilhoso para todos nós! Time e Conselheiros da Open Knowledge Brasil
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Sites testam o LIBRE, projeto de microfinanciamento de conteúdos

Elza Maria Albuquerque - October 10, 2017 in Destaque, LIBRE, microfinanciamento, mídia independente, Open Knowledge Brasil

Arte com logo do site Aos Fatos.

Print da home do site Aos Fatos. Foto: Reprodução.

A Open Knowledge Brasil (OKBR) e o Estúdio Fluxo, com desenvolvimento do AppCívico, lançaram o LIBRE no dia 12 de agosto de 2017. Trata-se de uma ferramenta de microfinanciamento de conteúdos que pretende aproximar veículos digitais e o público interessado em valorizar e sustentar o jornalismo e conteúdos de qualidade. O momento agora é de testes e ajustes para o melhor funcionamento da iniciativa. . O LIBRE foi desenhado e programado especificamente para o universo da mídia digital e funciona por meio de um botão inserido diretamente em posts e em conteúdos jornalísticos. A partir dele, o público pode doar pequenos valores diretamente ao veículo ou ao autor do material em questão. No lugar de assinaturas, crowdfundings ou doações mensais aos veículos, o LIBRE permite que o público possa contribuir de acordo com a relevância do conteúdo e a diversidade de sua dinâmica de consumo de informação.

Versão Beta

A ferramenta está aberta para o cadastro de veículos e jornalistas interessados em utilizar a tecnologia, que está em versão beta. Nesta primeira fase do projeto, ela funciona com planos mensais para o público que poderá distribuir seus créditos entre os veículos e sites parceiros. Os portais Gastrolândia, Aos Fatos, o Gênero e Número e o Vá de Bike são alguns dos veículos que estão testando a plataforma nessa fase piloto. Para William Cruz, do Vá de Bike, o projeto é uma forma simples dos leitores ajudarem a manter a imprensa independente atuante, de forma coletiva e com pequenas doações individuais. “É um incentivo a que bons trabalhos continuem sendo desenvolvidos, pois manter esses projetos operando não é fácil, sendo muitas vezes custeados com recursos pessoais dos editores”, diz. Tai Nalon, do Aos Fatos, compartilhou o motivo da equipe do site ter adotado o Libre. “Nós acreditamos no Libre porque acreditamos que o leitor deve participar do processo de produção do jornalismo na sua maneira mais íntima: o financiamento. Só com uma gama de financiadores bastante plural o jornalismo pode se dizer verdadeiramente independente e livre de pressões que visam constranger o ofício. O Libre ajuda nessa busca e na ampliação do pensamento de que o jornalismo deve ser financiado pelo público para que ele se torne, de fato, um serviço público”, afirma. Você tem um site e tem interesse de testar a ferramenta também? Preparamos um material com as instruções.
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Natália Mazotte é a nova codiretora da Open Knowledge Brasil

Elza Maria Albuquerque - October 5, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Open Knowledge Brasil

Natália Mazotte. Foto: Álvaro Justen.

Desde setembro, a Open Knowledge Brasil conta com uma nova diretora-executiva. A jornalista Natália Mazotte, que já liderava o programa da Escola de Dados no Brasil, agora trabalha com Ariel Kogan, nomeado em julho de 2016 como diretor-executivo da organização. A decisão foi aprovada pelo conselho deliberativo no dia 29 de agosto deste ano, como parte de um planejamento organizacional que terá como meta ampliar as frentes de trabalho da Open Knowledge em pesquisa e capacitação para a produção e o uso de dados abertos no país. Natália Mazotte atua na interseção entre dados abertos, tecnologias cívicas e jornalismo desde 2010. Em 2012, participou dos esforços iniciais para criar o capítulo da Escola de Dados e consolidá-lo no Brasil. É cofundadora da Gênero e Número, organização que trabalha dados abertos para expor as assimetrias de gênero, e da primeira agência de jornalismo de dados do país, a J++. Tem mestrado em Comunicação e Cultura pela UFRJ e foi pesquisadora no MediaLab da UFRJ, com experiência em análise de redes sociais e métodos digitais. Como diretora, ela vai desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento e aperfeiçoamento de projetos da Open Knowledge. “Existe um enorme potencial para avançarmos com a agenda de dados abertos no país. Especialmente se olharmos para os problemas que podemos resolver com eles, para a abertura como um meio, e não como um fim”, afirma. “Vou concentrar meus esforços em gerar mais conhecimento sobre o impacto da produção e do uso de dados, e continuar dedicando meu trabalho ao florescimento do nosso principal programa de capacitação, a Escola de Dados.” Ariel Kogan pontua que a codireção já havia sido proposta para Natália antes mesmo dele assumir o cargo como diretor-executivo da organização. “Na prática, a Natália já vinha desempenhando um papel de direção, na área de capacitação, mas era importante formalizar com o conselho. Para a organização, a entrada dela representa inovação e mais um passo na consolidação da Open Knowledge Brasil como referência em debates e questões ligadas ao universo dos dados digitais, suas aplicações e implicações. Ao mesmo tempo, traz o desafio de construir projetos e modelos novos”, destaca.
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OKBR é tema de estudo sobre fundações de código aberto e inovação social

Elza Maria Albuquerque - October 2, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Open Knowledge Brasil

Uma visualização da rede da mailing list da Open Knowledge*. Imagem: CC BY SA.

Como as pessoas inicialmente se reúnem para criar um projeto on-line? Por que elas escolhem as licenças livres? Como o grupo se organiza quando está crescendo? Qual é o modelo econômico dessas organizações? Essas são as principais questões do artigo “Fundações de código aberto como inovadoras sociais em economias emergentes: o estudo de caso no Brasil”, do Clément Bert-Erboul, especialista em sociologia econômica, e do professor Nicholas Vonortas. A pesquisa, focada na dinâmica das organizações, tem a Open Knowledge Brasil (OKBR) como objeto de estudo. A intenção deles é apresentar o trabalho sobre inovação social na conferência Globelics, em outubro, e depois submeter para uma revista internacional. Segundo Clément, o Brasil tem uma história especial de propriedade intelectual. Por isso ele tem interesse particular neste país. “Eu fiz o meu doutorado sobre as redes sociais de comunidades livres na França (Sésamath, Videolan e OWNI) para entender como as licenças gratuitas são usadas em diferentes profissões. Agora, minha pesquisa no Brasil me permite fazer um estudo sobre outros tipos de comunidades e fazer uma análise mais geral para tentar uma comparação internacional”, diz. Entre 2010 e 2014, no Departamento de Sociologia da Universidade de Lille 1, Clément fez doutorado sobre o impacto das instituições sobre as redes sociais da Internet. Desde 2016, Clément é pós-doutorando no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) da UNICAMP. “Tenho uma bolsa de estudos pós-doc da FAPESP para trabalhar em redes de conhecimento e propriedade intelectual até outubro de 2018. No DPCT, eu trabalho com a equipe INSYSPO focada em políticas científicas de inovação. Tenho interesse em estudar comunidades como a OKBR ou análise de scientometrics da plataforma Lattes, por exemplo. Também trabalho no DPCT com Luis Ignacio Reyes Galindo no acesso aberto de revistas científicas e Gil Vicente sobre o bio hacking”, disse. Confira, abaixo, a conversa que tivemos com Clément sobre seu estudo: OKBR: Por qual motivo veio para o Brasil? Clément: O Brasil tem uma história especial de propriedade intelectual. Por isso, eu tenho interesse particular neste país. Eu fiz o meu doutorado sobre as redes sociais de comunidades livres na França (Sésamath, Videolan e OWNI) para entender como em diferentes profissões, as licenças gratuitas são usadas. Agora, minha pesquisa no Brasil me permite fazer campo sobre outros tipos de comunidades e fazer uma análise mais geral para tentar uma comparação internacional. OKBR: Por que escolheu a OKBR como objeto de pesquisa? Clément: Minha pesquisa na França era sobre profissões diferentes, como professores, jornalistas e engenheiros de informação. Quero ver como diferentes tipos de organizações que não são de informática usam a licença aberta. A OKBR é um bom exemplo dessa difusão em diferentes atividades que se chama processo de institucionalização. É possível analisar diferentes tipos de contribuições como os acadêmicos, os ativistas das ONGs, os membros do OKBR, empresas ou contribuidores individuais. OKBR: Desde quando você se interessa pelos temas que a Open Knowledge aborda? Clément: Estou trabalhando em dados livres desde o final da minha pós-graduação. Grande parte do meu trabalho foi na comunidade Sésamath. Na França, esse grupo produziu manuais escolares e software para matemática em colégios secundários. O modelo econômico dessa organização tem a particularidade de vender manuais em papel e distribuir gratuitamente o mesmo conteúdo online. OKBR: Quais são os desafios da sua pesquisa? Clément: O desafio mais importante da minha pesquisa é buscar dados qualitativos e quantitativos. Eu desejo comparar minhas análises de rede com entrevistas de contribuidores. Hoje as tecnologias mudam. As tecnologias de comunicação das comunidades viram proprietárias com o Facebook, o WhatsApp etc. Este fenômeno está excluindo os pesquisadores públicos no exterior dos campos numéricos. Em seguida, eu trabalhei com arquivos de listas com endereços de e-mails públicos, mas agora essas tecnologias não estão sendo mais usadas. Acho que esse fenômeno vai ser um problema para marcar e registrar a história das comunidades online que a base de minha pesquisa possibilitou. OKBR: Quais são os destaques? Clément: Os arquivos das listas de discussões da OKBR têm muita informação para tornar a rede social dos colaboradores e analisar as diferentes organizações que participam das discussões. É possível estudar muito bem o processo de institucionalização de comunidades. OKBR: Pelas suas pesquisas, o que sugere para aprimorar o trabalho e aumentar o impacto da Open Knowledge Brasil? Clément: O resultado principal do artigo é que a institucionalização comunitária tende a reduzir a diversidade das origens institucionais dos contribuintes. Isso poderia ser um problema para o turn-over de sua comunidade. Para resumir nossos resultados, podemos dizer que existem dois tipos de inovadores sociais em código aberto: insiders e outsiders. Em primeiro lugar, os insiders estão envolvidos em um processo de baixo para cima e usando uma instituição dedicada para realizar suas ideias em colaboração com uma organização estruturada em uma área geográfica restrita. Em segundo lugar, os outsiders participam de longe com diferentes organizações e trabalham em instituições na periferia dos campos de código aberto, como as universidades. Eles têm a possibilidade de engajar processos de inovação de alto e baixo nível, sem uma forte participação de comunidades locais abertas. Essas categorias podem ser identificadas em uma rede social, e sua gestão específica deve melhorar a inovação, visando atores-chave, geralmente ignorados devido ao seu baixo envolvimento a priori em um layout núcleo / periferia. Esses resultados podem significar, pelo menos, duas coisas que não são contraditórias. Primeiro, os acadêmicos e as empresas representam inovadores sociais independentes – específicos em comparação com as organizações sem fins lucrativos envolvidas em cidades específicas. Em segundo lugar, as comunidades acadêmicas e de empresas estão muito dispersas tanto no nível nacional quanto no nível internacional. Para uma investigação futura, a avaliação desses grupos não pode ser feita em apenas uma monografia, mas múltiplas investigações de campo. *Explicação sobre a imagem da matéria:  A imagem foi feita com dados do arquivo da mailing list da Open Knowledge Brasil durante o ano de 2014. As cores representam as pessoas que se envolvem no mesmos tópicos (é um cálculo estatístico). O tamanho é calculado com o número de contatos que os indivíduos têm. A posição no layout é definida pelo número de contatos. Quanto mais um indivíduo tiver contatos, mais ele/ela estará no centro. A rede mostra um núcleo muito ativo e algumas pessoas externas se envolvendo em tópicos específicos.
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