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Ciência de Dados para Inovação Cívica recebe bolsa da Mozilla Research Projects

Isis Reis - August 2, 2018 in acesso à informação, colaboração, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, governo, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

No último mês, a Operação Serenata de Amor, que integra nosso programa Ciência de Dados para Inovação Cívica, recebeu apoio da Mozilla Research Projects para avançar no processamento de linguagem natural de alguns de seus principais projetos, como o Querido Diário e o Perfil Político. O Querido Diário faz a captura e análise de diários oficiais dos municípios para compreensão dos casos de dispensa de licitação. Atualmente, está presente em Goiânia e Porto Alegre, e em fase de construção para outros 40 municípios brasileiros. Já o Perfil Político pretende cruzar praticamente todos os bancos de dados públicos e oferecer informação jamais imaginada sobre o comportamento, intenções e histórico dos políticos. Ambos os projetos lidam com textos corridos, por tratar-se da interpretação de diários oficiais, projetos de lei, relatórios e pareceres do legislativo. Na área técnica, esse tipo de trabalho, quando feito por robôs, é chamado de processamento de linguagem natural, também conhecido como PLN. Como a maior parte do que existe em PLN é feito pensando na língua inglesa, as ferramentas com textos em português não são capazes de entregar resultados satisfatórios. O jargão jurídico é outro obstáculo para a interpretação das máquinas.

Com esse desafio em mente, o programa enviou à Mozilla Research Projects um projeto de pesquisa com o título A Brazilian bot to read government gazettes and bills: Using NLP to empower citizens and civic movements (traduzindo para o bom PT-BR: “Um bot brasileiro para ler diários oficiais e contas do governo: usando PLN para empoderar cidadãos e movimentos cívicos), que foi aprovado com uma bolsa.

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Conheça os compromissos da OKBR no 4º plano de ação da Parceria para Governo Aberto

Open Knowledge Brasil - July 24, 2018 in brasil, colaboração, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, OGP, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge Brasil participou, no início de julho, da segunda etapa das oficinas de cocriação para elaboração do 4º Plano de Ação brasileiro da Parceria para Governo Aberto (ou OGP, na sigla em inglês), organizadas pela CGU. Nessa etapa, especialistas do governo e da sociedade civil debateram um desafio, priorizado em votação aberta, e criaram um compromisso para buscar solucioná-lo. São 12 assuntos para avançar a agenda de governo aberto no país, cada um com seu compromisso. Juntos eles vão compor o Plano de Ação brasileiro na OGP para os próximos dois anos. Estivemos presentes em três temas: Ecossistema de Dados Abertos, Inovação e Governo Aberto na Ciência e Governo Aberto em Estados e Municípios. Em cada um deles, ajudamos a estabelecer os compromissos e definir estratégias, responsáveis, atividades e prazos. E qual a relevância desses compromissos para a sociedade brasileira? Eles são um atestado de medidas concretas a serem tomadas por sociedade e governo. A OGP é uma das principais iniciativas globais para difundir e incentivar ações de transparência, acesso à informação pública e participação social. E essa agenda é cara à Open Knowledge não à toa: ela é essencial para o fortalecimento democrático no mundo e para o fomento de práticas de governança inovadoras e inclusivas. A OGP foi lançada em 2011, quando os oito países fundadores da Parceria (África do Sul, Brasil, Estados Unidos, Filipinas, Indonésia, México, Noruega e Reino Unido) assinaram a Declaração de Governo Aberto e apresentaram seus Planos de Ação. Atualmente, 75 países integram a Parceria e já assumiram cerca de mil compromissos para tornar seus governos mais transparentes. Quer saber como vamos contribuir no 4o plano de ação brasileiro na OGP? Então segue a leitura: Ecossistema de Dados Abertos Pedro Vilanova, da equipe da Operação Serenata de Amor, e Davi Ventura, pesquisador do Índice de Dados Abertos (ODI), participaram da oficina de Ecossistema de Dados Abertos. O compromisso definido pelo grupo participante foi: Estabelecer de forma colaborativa modelo de referência de política de dados abertos que promova interação, capacitação e sensibilização entre sociedade e as três esferas do governo a partir do mapeamento das demandas sociais. Ações com envolvimento direto da Open Knowledge:
  • Identificar potencialidades e limites dos modelos existentes
  • Criar consulta pública sobre o texto do modelo  
  • Plano de comunicação e disseminação do modelo para as 3 esferas do governo e sociedade civil
Inovação e Governo Aberto na Ciência Neide de Sordi, conselheira deliberativa da Open Knowledge, participou da oficina de Inovação e Governo Aberto na Ciência. O compromisso definido pelo grupo participante foi: Estabelecer mecanismos de governança de dados científicos para o avanço da Ciência Aberta no Brasil. Ações com envolvimento direto da Open Knowledge:
  • Proposição de padrões de interoperabilidade para repositórios de dados de pesquisa
  • Proposição de conjunto de indicadores para aferição da maturidade em Ciência Aberta
Governo Aberto em Estados e Municípios Natália Mazotte, diretora da Open Knowledge, esteve presente na oficina de Governo Aberto em Estados e Municípios. O compromisso definido pelo grupo participante foi: Desenvolver ações colaborativas para disseminar conhecimento e mapear boas práticas de governo aberto com vistas a promover o engajamento subnacional. Ações com envolvimento direto da Open Knowledge:
  • Articulação com entidades para disseminação de conceitos e práticas de governo aberto
  • Elaboração de EADs para uso prático de ferramentas de governo aberto em temas multissetoriais
  • Construção de recursos educacionais abertos para capacitação em governo aberto
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Open Knowledge Brasil e outras organizações apoiam substitutivo do PL 4060; leia nota

Isis Reis - June 13, 2018 in acesso à informação, Dados Abertos, dados pessoais, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação, privacidade, sociedade civil, transparência

Nesta semana, a Open Knowledge Brasil e dez outras organizações manifestam apoio ao texto substitutivo ao PL 4060, que versa sobre a proteção de dados pessoais no Brasil. O PL foi aprovado no último dia 29 na Câmara dos Deputados e segue em tramitação para o Senado. Leia na íntegra nota publicada no site da ARTIGO 19:

Nota de apoio ao substitutivo do PL 4060 – Tratamento e proteção de dados pessoais

No último dia 29, a Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo ao PL 4060, que versa sobre a proteção de dados pessoais no Brasil. O tema já está em discussão há alguns anos e o debate se intensificou com as recorrentes notícias de uso indevido de dados pessoais de clientes e cidadãos no Brasil e no mundo. O PL segue agora para o Senado e a sociedade civil organizada engajada nas pautas de acesso à informação e transparência pública se vê na necessidade de manifestar-se diante desse debate, defendendo a aprovação desse projeto. Na Lei de Acesso à Informação (Lei Federal 12.527), há um importante instrumento que garante a chamada transparência passiva dos órgãos públicos: os pedidos de informação. Através de uma plataforma online ou um guichê físico, qualquer cidadão pode solicitar uma informação pública ao Poder Público mediante sua identificação com nome, documento de identidade e contato para resposta. Se certamente este mecanismo é um avanço louvável na concretização do direito à informação no Brasil, ainda há importantes lacunas em sua execução que nos fazem pensar que ele deva ser aprimorado, aqui abordaremos especificamente dois pontos. O primeiro deles é que a maior justificativa para que esses pedidos de informação não sejam respondidos é justamente a existência de dados pessoais em documentos públicos. Assim, entendemos que a futura lei de dados pessoais é urgente para reforçar o tratamento adequado aos dados pessoais nos documentos públicos e possibilitar acesso à informação da parte pública desses documentos. O segundo ponto se refere à identidade do solicitante de informações. É frequente que os dados pessoais dos requerentes de informação circulem entre diferentes servidores dos órgãos públicos, o que tem sido um obstáculo ao acesso à informação. Em estudo recente da organização ARTIGO 19, foram coletados casos das cinco regiões do Brasil que evidenciam a ocorrência desse tipo de situação. Ao obter acesso aos dados pessoais de quem pedia informações, alguns servidores públicos atuaram de maneira discriminatória, respondendo os pedidos de maneira incompleta (por acreditar que o requerente iria utilizar a informação para fazer uma denúncia ou notícia, por exemplo), contactando o requerente de maneira indevida (via telefone, Facebook ou pessoalmente, por exemplo), ou intimidando, ameaçando e constrangendo os requerentes de informação, entre outros. Esse cenário se repete apesar de o princípio da impessoalidade da administração pública preconizar que a identidade não deveria influenciar no provimento de informação. Em especial nos contextos mais sensíveis, nos quais a informação requerida busca auferir uma irregularidade ou violação cometida num órgão público, a identificação do cidadão pode acarretar um risco significativo para sua integridade física ou profissional. Todos esses problemas inibem o uso dos mecanismos de acesso à informação e desincentivam a prática democrática do controle social e da participação dos cidadãos na vida política. Neste sentido, o PL 4060, aprovado na Câmara dos Deputados e que agora segue para apreciação do Senado, é uma oportunidade importante de proteger os dados pessoais dos requerentes de informação. Em seu Artigo 23, o PL refere-se diretamente a esse problema, determinando que esses dados devem ser protegidos e preservados, sendo vedado seu compartilhamento dentro do poder público e com entes privados. Além disso, o projeto estabelece que seja determinado apenas um encarregado para fazer o tratamento desses dados, o que inibiria igualmente o acesso a esses dados por parte de outros servidores. Dado o contexto apresentado, as organizações saúdam a aprovação do PL 4060 e esperam que os debates futuros de formulação de uma lei de dados pessoais leve em conta a segurança do requerente de informação e que, nesse sentido, coopere para efetivação do direito à informação no Brasil. Para nós, é imprescindível que esse instrumento seja aprovado no Senado em concordância com os padrões nacionais e internacionais de proteção de dados pessoais e que esteja em harmonia com a Lei de Acesso à Informação. Assinam esta nota: Agenda Pública ARTIGO 19 Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) Associação dos Especialistas em Políticas Públicas do Estado de São Paulo (AEPPSP) Colab-USP (Grupo de Pesquisa Colaborat[orio de Desenvolvimento e Participação) Datapedia Instituto Sou da Paz Open Knowledge Brasil Programa Cidades Sustentáveis Rede Nossa São Paulo Transparência Brasil Flattr this!

Líderes do Gastos Abertos destacam aprendizados e mudanças em suas cidades

Elza Maria Albuquerque - May 30, 2018 in colaboração, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, governo, governo aberto, Open Knowledge Brasil, sociedade civil, transparência

Muitos gestores públicos prometem e inserem a transparência da gestão em programas de governo. Há também aqueles que nem se atentam para essa questão. Para piorar, há desafios na aplicação da Lei de Transparência e da Lei de Acesso à Informação (LAI). O objetivo do projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, é conectar os cidadãos com o orçamento público e mudar essa realidade promovendo a educação cívica sobre transparência e orçamento público nos municípios. Desde janeiro de 2017, a iniciativa já impactou mais de 260 cidades brasileiras com mais de 350 líderes inscritos, que foram capacitados por meio do sistema de missões do Gastos Abertos. Cuidar da transparência da sua cidade pode ser uma tarefa cheia de descobertas e aprendizados. Balneário Camboriú foi o primeiro município a assinar a Carta Compromisso de Transparência do Gastos Abertos. Em maio de 2017 o prefeito da cidade, Fabrício Oliveira, assinou o documento. Ao fazer isso, ele se comprometeu a executar ações concretas que vão permitir ao cidadão um melhor e maior acesso aos dados orçamentários da cidade. O responsável pela articulação da iniciativa foi Gabriel Pimentel, líder do Gastos Abertos. “Penso que a atuação como líder local contribuiu de uma maneira geral para oxigenar ideias e conceitos na relação com os atores públicos durante as missões do Gastos Abertos. Foi gratificante contribuir para a assinatura da Carta Compromisso. No entanto, esse é somente um dos primeiros passos para se alcançar a transparência municipal de forma completa”, destaca Gabriel. Segundo ele, a jornada foi muito proveitosa. “Aprendi muito durante o processo, tanto em questões técnicas e legais como em questões políticas e de governança que são parte do processo de abertura e acesso aos dados. Agora entendo melhor como as contas públicas dos municípios se estruturam e funcionam; sei acessar e explorar o Portal de Transparência; fazer um pedido de acesso à informação e ter contato com a estrutura organizacional de secretarias e departamentos (ouvidoria) que estão envolvidos nesse processo de produzir dados públicos. Essas ações contribuíram para que eu entendesse o sentido e a importância da transparência”, disse o líder.   Engajamento da população Márcia Reis, líder do Gastos Abertos da cidade Três Corações (MG), dedicou bastante tempo à iniciativa. “Além de ter participado ativamente do grupo de WhatsApp (por lá, trocamos informações a nível estadual, municipal e federal a todo tempo), me dediquei cerca de cinco a seis horas do dia verificando diversos portais da transparência em Três Corações e no Brasil”. Ela afirma que a interpretação do orçamento da sua cidade foi facilitada pela iniciativa e isso gerou muitos resultados. “Tive muitas respostas de Pedido de Lei de Acesso à Informação fornecidas dentro do prazo e outras completamente fora do prazo. Um deles foi o pedido que fiz à Câmara Municipal de Três Corações em outubro do ano passado. Eles simplesmente não responderam, e após 81 dias sem sucesso, fiz uma transmissão ao vivo via Facebook contando ao Brasil e pedindo apoio do Ministério Público para que meu pedido fosse respondido. A resposta veio no dia 04/01/2018. O vídeo instigou o Presidente do Legislativo a cumprir com o que foi prometido durante um evento que fizemos em parceria com a OAB, Transparency International e Amarribo no ano de 2016 que seria a regulamentação da Lei da Transparência em Três Corações. Entretanto, a Lei foi reprovada pela base aliada do Prefeito Municipal no último dia 2 de abril”, destaca. Segundo ela, o objetivo de tornar os gastos mais transparentes virou febre em Três Corações. “Hoje, a maioria dos cidadãos sabe como navegar pelo Portal da Transparência e ainda divulga gastos que eles acham suspeitos, além de fazerem denúncias junto ao Ministério Público. Só neste ano, o Ministério Público recebeu mais de 140 denúncias em desfavor da Prefeitura Municipal de Três Corações conforme entrevista concedida pelo próprio Promotor do Patrimônio Público. Tomei também algumas medidas enérgicas: a Câmara Municipal rejeitou o orçamento do município para o ano de 2017 e ingressei com um mandado de segurança que tramita na Comarca de Três Corações já em fase de recurso”, diz.   Falta de transparência nos portais Jamile Santana, jornalista e líder do GA em Mogi das Cruzes (SP), destaca o aprendizado que teve. “O orçamento tem muitos termos específicos que, pra quem é leigo, pode gerar dúvidas e induzir ao erro de interpretação. Com o projeto, eu aprendi o significado dos termos e a identificar os gastos na minha cidade. Todo o trâmite do orçamento que é muito burocrático também me parecia bem mais confuso antes do projeto. Hoje, se eu preciso de uma informação, consigo identificar em qual etapa aquele recurso está no orçamento e, assim, fica mais fácil de consegui-lo”, afirma. A líder fez a análise do Portal da Transparência de Mogi das Cruzes e conseguiu constatar o que já tinha observado antes do Gastos Abertos: apesar do portal estar lá, a transparência em seu município ainda não é uma realidade. “É muito difícil encontrar alguns tipos de despesas, por exemplo, e isso compromete a participação do cidadão na gestão. Mas a jornada tem sido bem enriquecedora porque aprendemos o que cobrar da administração para que o orçamento fique mais didático e transparente, e ensinamos outras pessoas a fazer o mesmo”, destaca. De acordo com Jamile, ainda é preciso percorrer um longo caminho para que haja engajamento do cidadão comum na fiscalização do orçamento, mas foi a partir do GA que ela conseguiu realizar matérias com foco nesse tema para conscientizar a sociedade. “Como jornalista, o projeto me ajudou a dar mais peso pra algumas reportagens. Conseguimos fazer matérias em parceria com o Ministério Público sobre reajuste de salário de agentes políticos, reajuste do IPTU (no caso da minha cidade, houve até uma redução no índice de reajuste após protestos), conseguimos impedir o aumento da tarifa de ônibus no começo do ano, e fizemos matérias sobre irregularidades em contratos para compras de pó de café em Mogi das Cruzes e Suzano. Todas estas matérias estão ligadas ao orçamento municipal e geraram um engajamento dos munícipes”, detalha.   Sobre o Gastos Abertos O Gastos Abertos é um dos projetos da Open Knowledge Brasil que busca conectar os cidadãos com o orçamento público por meio de mobilização e educação cívica sobre transparência nos municípios brasileiros. O ciclo de mobilização e formação de líderes oferece conhecimento e ferramentas para quem quer acompanhar e monitorar o orçamento público do seu município. Flattr this!

Novos ares na Open Knowledge Brasil

ariel-kogan - May 23, 2018 in Open Knowledge Brasil

Assumi a diretoria executiva da Open Knowledge Brasil em julho de 2016 com o objetivo principal de ajudar a organizar, re-estruturar e construir um planejamento a médio/longo prazo para a organização. Foi essa a nossa missão desde então e, hoje, quase dois anos depois, posso dizer que temos conseguido bons avanços nessa direção. Atualmente temos quatro programas estratégicos – Escola de Dados, Gastos Abertos, Open Data Index e Ciência de Dados – todos eles, sendo executados por pessoas qualificadas, com alto potencial de gerar impacto na sociedade, e com boas expectativas de sustentabilidade nos próximos anos. A organização é reconhecida no país como uma das mais relevantes na agenda de transparência, com um trabalho fundamental no aprimoramento do ecossistema de abertura, estruturação, análise e jornalismo de dados. Tudo isso mantendo sempre uma estrutura operacional enxuta, flexível, dinâmica e muito eficiente. As articulações e parcerias com organizações da sociedade civil, acadêmicas, meios de comunicação e instituições públicas nos três níveis (federal/estadual/municipal) têm sido chave no processo de aprimoramento dos mecanismos de transparência e controle social no país. O conhecimento relacionado à abertura de dados públicos nos melhores padrões internacionais e o uso de tecnologias inovadoras de ciência de dados e machine learning são, sem dúvidas, diferenciais do nosso trabalho. Acredito que não poderia ter um nome melhor do que a Natália Mazotte para assumir a diretoria executiva da organização. Ela é uma pessoa qualificada para o cargo, em termos de conhecimento e capacidade de liderança, além de apresentar uma excelente predisposição para enfrentar os desafios e crises que a organização enfrenta no dia a dia, e enxergar neles boas oportunidades. Nos próximos meses, a OKBR vai trabalhar na consolidação de três núcleos estratégicos para a organização: comunicação, administrativo/financeiro e desenvolvimento institucional. Áreas fundamentais para oferecer o apoio que os quatro programas e as diversas frentes de atuação precisam. Tenho a honra de ter sido convidado para participar do núcleo de desenvolvimento institucional, que vai focar principalmente na captação de recursos e na articulação com parceiros estratégicos para a organização. Também vou continuar contribuindo com o programa Open Data Index, em parceria com a FGV-DAPP. A transparência talvez seja a agenda mais importante para o Brasil de hoje. Ela é uma vacina para duas das principais doenças sociais que enfrentamos, a corrupção e a polarização da sociedade. O Brasil não poderia ter avançado na luta contra a corrupção, sem antes, ter conseguido grandes avanços na agenda da transparência, acesso à informação pública e integridade. Em tempos de desinformação e polarização da sociedade, a abertura de dados públicos, análise e jornalismo de dados são chaves para oferecer informação de qualidade e com dados primários para a população. Vida longa à Open Knowledge Brasil, que terá um papel fundamental no aprimoramento da transparência, integridade e acesso à informação pública no nível local, grande desafio dos municípios brasileiros. A organização também vai cumprir um papel estratégico na região, liderando essa agenda e ajudando na articulação e mobilização na América Latina. Flattr this!

Resultados do Índice de Dados Abertos sugerem que é preciso avançar na transparência municipal

Isis Reis - May 8, 2018 in Dados Abertos, Destaque, Open Knowledge Brasil

Apenas 1 em cada 4 bases de dados avaliadas pelo Índice de Dados Abertos de 2018 está 100% aberta. Esse é um dos resultados do estudo realizado pela Open Knowledge Brasil e pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP/FGV) com o objetivo de avaliar o estado da política de dados abertos nos municípios. O índice leva em consideração o tipo de dado que é divulgado, os formatos, a facilidade de acesso e a transformação dos dados em informação, entre outros. E avalia dimensões como finanças públicas, dados socioeconômicos, legislativos e eleitorais, serviços públicos, informações geolocalizadas e indicadores ambientais. Além disso, oferece um parâmetro de referência sobre a capacidade dos governos de fornecer dados abertos, compreensíveis e fáceis de serem usados. Belo Horizonte, Brasília, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Uberlândia foram as cidades analisadas por esta fase do levantamento, que detectou deficiência na liberação de dados em todos os municípios avaliados. As avaliações ficaram a cargo de líderes locais que, ao longo do ano de 2017, contaram com capacitação e suporte das equipes da Open Knowledge e da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP). São Paulo e Rio de Janeiro já participaram da primeira edição do índice, divulgada em 2017, mas tiveram poucos avanços em relação ao resultado anterior. Ainda assim, São Paulo é a cidade com a maior quantidade de bases de dados disponibilizadas em formato aberto, e a cidade considerada mais aberta pelo levantamento, que aponta Salvador como a que menos disponibiliza dados abertos. Sobre as dimensões de dados avaliadas, registro de empresas, transporte público, qualidade da água, compras públicas e atividade legislativa foram conjuntos de dados que não obtiveram nota máxima em nenhuma cidade avaliada. E mais da metade delas também não disponibiliza dados sobre qualidade do ar, registro de empresas e propriedade da terra. O estudo também constatou problemas em relação à usabilidade dos dados, sugerindo necessidade de sua adequação para uso voltado à transformação efetiva em informação. “Transparência na prática significa a abertura de dados públicos. Uma agenda fundamental para fortalecer o combate à corrupção e diminuir a desinformação e polarização que sofre a sociedade. Abrir e disponibilizar dados públicos possibilita uma participação cidadã mais efetiva e qualificada no processo de elaboração e execução de políticas públicas, permitindo o monitoramento dos resultados. A qualidade da informação e, principalmente, como as instituições públicas publicam os dados, diz respeito a transparência e eficiência da gestão pública e, em última instância, ao aprimoramento do próprio sistema democrático”, afirma Ariel Kogan, conselheiro da Open Knowledge Brasil.

Eventos de lançamento do Índice

Ao longo do mês, cidades que participaram do levantamento promovem eventos para debater seus resultados. Hoje, o Índice foi lançado em São Paulo, no Plenário da Câmara Municipal, com a participação do secretário municipal de educação Alexandre Schneider e do vereador Police Neto. Confira a agenda prevista, que conta com eventos já nesta semana em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro.   Flattr this!

OKBR consolida mudanças no quadro social em sua Assembleia Geral

Isis Reis - April 11, 2018 in colaboração, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação

Na última segunda-feira, 9 de abril, a Open Knowledge Brasil realizou uma Assembleia Geral com seus associados em São Paulo. Na reunião foram aprovadas a transição da Diretoria Executiva, uma nova composição do Conselho Deliberativo, a entrada de novos associados e alterações no Estatuto Social. A partir de maio, Natália Mazotte assume em tempo integral a diretoria da instituição, cargo que antes dividia com Ariel Kogan. “Estou muito feliz pela nova etapa que vai começar na OKBR. Sem dúvidas vai dar continuidade ao processo de consolidação institucional e de programas estratégicos. A OKBR fica em ótimas mãos, os envolvidos trazem uma energia revigorada e são pessoas altamente qualificadas e experientes nas agendas de conhecimento e governo aberto”, afirmou Ariel, que continua atuando na organização como parte do Núcleo de Desenvolvimento Institucional. O Núcleo de Desenvolvimento Institucional, apresentado durante a Assembleia, vai ficar responsável por trabalhar junto à Direção Executiva para articular novos parceiros e financiadores para a organização, além de representá-la publicamente. Novos nomes passam a compor o quadro social da Open Knowledge: Adriano Belisário, Álvaro Justen, Christiana Freitas, Eduardo Cuducos, Juan Torres e Tatiana Balachova. Mudanças estatutárias foram aprovadas por unanimidade pelos presentes a fim de manter o quadro social da organização mais coeso e participativo e diminuir entraves burocráticos. É possível conferir o novo estatuto da Open Knowledge Brasil. “Estamos construindo uma visão de longo prazo pra Open Knowledge e ter um quadro social coeso e renovado é fundamental pra isso”, destacou Natália, durante o encontro. Também houve mudanças no Conselho Deliberativo, com a entrada de Neide de Sordi e Christiana Freitas em substituição a Bruna Santos, que passa a integrar o Núcleo de Desenvolvimento Institucional, e Rodrigo Bandeira. Anna Lívia, ex-diretora da Minha Sampa, assume a presidência do Conselho Deliberativo. Conheça os conselheiros da Open Knowledge. Além das mudanças, os diretores apresentaram os novos integrantes da equipe executiva da Open Knowledge Brasil. Conheça o time. Também compartilharam as expectativas de captação, o planejamento financeiro e o status dos projetos em andamento. “A OKBR é uma organização fundamental no Brasil nos tempos que vivemos: a agenda da transparência, além de ser suprapartidária, é o melhor antídoto contra a corrupção endêmica do sistema. Assim, a OKBR tem muito a ver com os avanços conseguidos até agora no país, e sem dúvidas, tem muito a contribuir nos próximos capítulos dessa agenda prioritária”, afirmou Ariel, em sua despedida da direção. Flattr this!

Participe do 4º Plano de Ação para o Brasil da Parceria para o Governo Aberto

Isis Reis - April 9, 2018 in acesso à informação, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, Open Knowledge Brasil, participação, planejamento, sociedade civil, transparência

* Com informações do site Governo Aberto. A Parceria Para o Governo Aberto, iniciativa que visa incentivar globalmente práticas relacionadas à transparência dos governos, ao acesso à informação pública e à participação social, inicia agora sua construção do 4º Plano de Ação para o Brasil. Três etapas farão parte do 4º Plano de Ação: definição dos temas, oficinas de cocriação e aprovação do Plano. A fase de definição dos temas compreende a seleção dos principais assuntos relacionados às políticas de Governo Aberto, divididos em três categorias:  i) estruturantes; ii) priorizados pela sociedade civil; e iii) priorizados pelo governo. A etapa atual do Plano prevê a definição dos temas priorizados pela sociedade civil. O processo abre espaço para a sugestão de qualquer assunto que a sociedade considera importante ser tratado por meio de políticas de Governo Aberto. A Parceria A Parceria Para o Governo Aberto (ou Open Government Partnership – OGP) reúne nações e organizações da sociedade civil, líderes em transparência e governo aberto para que todos avancem no fortalecimento das democracias, na luta contra a corrupção e no fomento a inovações e tecnologias para transformar a governança do século XXI. No Brasil, a Open Knowledge é uma das organizações da sociedade civil que participam da iniciativa. As ações relativas à Parceria são postas em prática por meio de um Plano de Ação criado por cada país de acordo com as áreas nas quais precisam desenvolver. Cada nação participante especifica quais são os seus compromissos e delimita as estratégias e atividades para concretizá-los. Como participar Tem um tema para sugerir? Preencha o formulário até o dia 22 de abril. Flattr this!

Assembleia Geral Extraordinária da Open Knowledge Brasil será no dia 9 de abril

ariel-kogan - March 26, 2018 in colaboração, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge realizará a sua Assembleia Geral Extraordinária no dia 9 de abril. A Assembleia é o órgão deliberativo formado pelos associados da Open Knowledge Brasil, parte de sua estrutura de governança. Veja a seguir a chamada e os pontos que serão debatidos na reunião. Convocamos todos associados e associadas a participar da Assembleia Geral da Open Knowledge Brasil, que será realizada no próximo dia 9 de abril, às 17h00, na Rua Claudio Soares, 72, cj 1510, 15º andar (Edifício Ahead), São Paulo, SP. Às 17h30 faremos a segunda chamada. A pauta da assembleia geral será:
  • Renúncia do Diretor Executivo Ariel Kogan;
  • Eleição da diretoria executiva;
  • Renúncias no Conselho Deliberativo (Rodrigo Bandeiras e Bruna Santos);
  • Mudanças estatutárias;
  • Eleição do Conselho Deliberativo;
  • Inclusão de novos associados efetivos;
  • Informes:  
    • Contas. Planejamento financeiro e expectativas de captação.
    • Novos membros na equipe executiva.
Por favor, confirme a presença nesse formulário para poder entrar no prédio. Atentamente, Ariel Kogan Diretor da Open Knowledge Brasil Flattr this!

OKBR participa de evento para criar soluções inovadoras para a água e saneamento

Elza Maria Albuquerque - March 14, 2018 in Open Knowledge Brasil

Nos dias 15 e 16 de março, o Impact Hub São Paulo vai unir apaixonados por tecnologia e entusiastas do tema de água e saneamento no Hack 4 Water Brasil Hackathon. O evento, organizado pelo Impact Hub São Paulo, GIZ e Ministério das Cidades, conta com o apoio da Open Knowledge Brasil. Eduardo Cuducos, da equipe do Programa Ciência de Dados para Inovação Cívica da OKBR e um dos idealizadores do Operação Serenata, será um dos mentores, na sexta-feira (16/03). A iniciativa vai reunir e articular pessoas para impulsionar tecnologia, ativismo, conhecimento e inovação para criar e desenvolver soluções relativas à água e à análise de dados em saneamento. O objetivo é dar suporte a inovações e negócios que possam se aplicar nas cidades brasileiras para que o 6º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU possa ser alcançado. Os finalistas vão ter acesso à pré-aceleração e residência no Impact Hub São Paulo, participação no Fórum Mundial da Água, workshops temáticos com especialistas e até R$ 10 mil de aporte para implementação da solução desenvolvida. Flattr this!