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Um breve resumo da AbreLatam 2019

- September 16, 2019 in Open Knowledge Brasil

A Open Knowledge Brasil esteve na AbreLatam 2019 por meio de Camille Moura, nossa coordenadora de pesquisa, que participou do evento em Quito (Equador) e voltou com um breve resumo para a gente. A desconferência*, que teve o seu começo no dia 28/09 foi, de acordo com Camille, uma maratona de três dias intensos de discussões de desafios relacionados a governo, sociedade civil, academia e, principalmente, articulações e estratégias para melhorarmos o uso e a abertura de dados na América Latina. Na primeira rodada de sessões, faltou tempo para levantar tantas as questões referentes à Inteligência Artificial: dados pessoais, decisões algorítmicas, atração de profissionais de tecnologia para o setor público. O Brasil foi citado como um dos poucos países da América Latina que está implementando algumas políticas públicas com IA. Na segunda rodada, o foco foi a discussão sobre direitos digitais que destacou a urgência de trazer para a mesma mesa os grupos de defesa de direitos digitais e os de governo aberto. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de criar articulações institucionais LATAM sobre direitos na rede. Na sessão sobre dados pessoais, a maior preocupação girou em torno da ausência de leis de proteção de dados, que é uma realidade na maior parte da América Latina. A falta de uma norma compromete tanto a transparência da relação público-privada que trata dados, quanto de abertura de bases públicas que incluam dados pessoais. O primeiro dia foi encerrado com uma discussão sobre dados e combate à corrupção: surgiram questões como padronização de estruturas de dados para facilitar uso de tecnologias tais quais IA, adoção de open contracting e jornalismo de dados para construir narrativas claras e que eduquem e promovam o engajamento da sociedade.
  • Desconferências são fóruns auto-organizados para troca de ideias, networking, aprendizado, conversação, demonstração e interação entre pessoas (fonte: Wikipédia).
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Programa Embaixadoras: espalhe tecnologias cívicas como o Serenata de Amor por todo o Brasil

- September 11, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

No último dia 7 de setembro a Operação Serenata de Amor completou 3 anos de existência. Desde 2016, muita coisa aconteceu: alguns objetivos do projeto se alteraram, a exposição na mídia cresceu, a Serenata se fundiu com a Open Knowledge Brasil e deu origem ao Programa de Inovação Cívica da organização. Uma única coisa não mudou: o desafio que é implementar projetos de tecnologia cívica em um país tão grande quanto o Brasil. Na trajetória da Serenata, dividimos, entre os integrantes, participações em centenas de eventos por vários estados, e até no exterior. Foram palestras, workshops e mesas de discussão. Em uma conta imprecisa, é possível dizer que o projeto foi apresentado pessoalmente para algumas dezenas de milhares de pessoas. Com o tempo e a exposição de um trabalho sólido, cada vez mais espectadores nos procuravam querendo participar do projeto. E se por um lado isso era um grande reconhecimento, por outro era um grande desafio. Como coordenar a expansão da Operação Serenata de Amor e de outros projetos de inovação cívica para outras cidades de forma assíncrona e bem distribuída? Finalmente, no 3º aniversário da Serenata, a Open Knowledge Brasil  lança uma iniciativa que auxilia nessa descentralização da participação, empoderando ainda mais a população: o Embaixadoras. O Embaixadoras surge para ampliar a rede de colaboração da Operação Serenata de Amor pelo território. Como o nome diz, a ideia é dar posse a cidadãos de todo o Brasil para cuidarem de um pedacinho do nosso trabalho de tecnologia cívica em suas cidades. Podemos, assim, ter várias embaixadas espalhadas por aí com o objetivo de fazer inovação cívica e melhorar a nossa democracia, com uso de tecnologias e metodologias abertas. Esse empoderamento se dará pelo suporte que daremos para que cada pessoa embaixadora possa realizar eventos, workshops e sprints em suas regiões, aumentando a eficiência do trabalho. Cada embaixadora terá como papel organizar esses encontros, documentar as iniciativas e manter uma comunicação fluida com a rede nacional, além, é claro de garantir um ambiente inclusivo e diverso. Um dos objetivos do Embaixadoras é dar continuidade ao projeto Querido Diário, que demanda um esforço coletivo descentralizado. Seu propósito é destrinchar os diários oficiais dos municípios brasileiros para levar informação à população local. Já pensou que incrível se tivermos uma grande quantidade de cidades com o Querido Diário ativo? O Embaixadoras vem para ajudar a viabilizar isso. Outro ponto de atenção é sobre a possibilidade de dar início a uma nova fase da Operação Serenata de Amor. Aqui, o horizonte é bem amplo. Podemos ter uma perspectiva de ação mais regionalizada, bem como podemos unir esforços para conseguir a evolução da abertura de dados no Senado Federal. Cada embaixadora vai ajudar na organização para que as propostas possam ser integradas à Operação. Para se tornar uma embaixadora, a pessoa não precisa ter uma formação específica. Pode ser técnica, pode ser jornalista, servidora pública e até ter fritado hambúrguer. Aqui vale tudo. A Operação Serenata de Amor é a favor da diversidade e do empoderamento da população a partir da inovação cívica. Essa semana, a equipe da OKBR recebeu Irio Muskopf, um dos fundadores da Serenata, para falar um pouco em uma live sobre a ideia do Embaixadoras e quais os objetivos teremos nessa fase do projeto. O vídeo está disponível para todos nesse link. Para fazer parte, basta preencher esse formulário e aguardar os próximos passos. Até o fechamento desse texto, mais de 50 pessoas embaixadoras já haviam se cadastrado, de 38 cidades diferentes. Esperamos você também. Flattr this!

No Camp Serrapilheira, OKBR apresenta projeto para tornar ciência brasileira mais aberta e colaborativa

- September 5, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

No dia 5 de setembro, a Open Knowledge Brasil participa de uma das sessões de apresentações do Camp Serrapilheira 2019. A apresentação será às 18h30 no auditório da Casa Firjan, junto de nomes como Deutsche Welle, Agência Pública, Ciência na rua, Ciência Hoje e Editora UFMG. Na apresentação, Fernanda Campagnucci, diretora-executiva da OKBr, fala sobre um projeto para tornar a ciência brasileira mais aberta e colaborativa. Com base nos princípios de ciência aberta e tomando como referência experiências e nacionais e internacionais,  a proposta é mapear e disseminar boas práticas de compartilhamento de dados e metodologias colaborativas de pesquisa. A OKBr foi uma das 36 iniciativas escolhidas para participar da segunda edição do Camp Serrapilheira, evento com o intuito de ajudar a ampliar a presença da ciência na cultura brasileira sob diferentes abordagens: jornalismo, educação, arte, produção audiovisual, entre outras. De 5 a 8 de setembro, o encontro abordará a importância da qualidade narrativa e de formas experimentais para a divulgação científica e promoverá uma reflexões sobre boas práticas de checagem de dados e sua importância para manter a precisão das informações na produção de conteúdo sobre ciência em um contexto de desinformação. As atividades do Camp Serrapilheira são gratuitas, abertas ao público e acontecem em dois lugares: na Casa Firjan e no Cinema Estação NET Rio. Grande parte da programação contará com interpretação simultânea de inglês para português e de Libras. Confira aqui a agenda completa do evento. Flattr this!

OKBR é selecionada para o Camp Serrapilheira 2019

- August 27, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

Em agosto, o Serrapilheira divulgou sua lista de organizações selecionadas para participar do Camp Serrapilheira 2019, principal iniciativa do Programa de Divulgação Científica do instituto. A Open Knowledge Brasil foi uma das 36 iniciativas escolhidas para ajudar a ampliar a presença da ciência na cultura brasileira sob diferentes abordagens: jornalismo, educação, arte, produção audiovisual, entre outras. O encontro de divulgação científica do instituto acontecerá de 5 a 8 de setembro, no Rio de Janeiro, e é composto por duas fases. Na primeira, os selecionados são convidados para o evento no início de setembro e apresentam sessões, conhecem referências internacionais na área, participam de workshops e formam redes de colaboração. Na segunda fase, os participantes das edições de 2018 e 2019 concorrem a recursos financeiros do instituto para realizar projetos voltados à promoção do pensamento e da cultura científica. Até 15 iniciativas serão contempladas com um apoio de R$ 100 mil, cada, para utilizar durante um ano. Nesta edição do Camp, a maior parte das atividades será aberta ao público. Detalhes sobre a programação serão divulgados em breve no site do evento. Flattr this!

‘Apagão’ de dados é risco para toda a sociedade: queremos mais transparência e respeito à ciência

- August 5, 2019 in Dados Abertos, Destaque, Open Knowledge Brasil

As entidades abaixo-assinadas acompanham com preocupação a tendência do atual governo de contestar, sem base científica, dados produzidos por agências do próprio governo e institutos de pesquisa de sólida reputação. Também alertam para os riscos da interrupção de estudos científicos e mudanças em metodologias há anos aplicadas para apoiar políticas de interesse público, como as de preservação ambiental e de combate ao desmatamento. A notícia da última sexta-feira (2 de agosto) da exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, Ricardo Galvão, vem na esteira de uma série de outras ações direcionadas a institutos nos últimos meses, como IBGE, Ibama e Inep. Em vez de agir sobre a realidade, o governo prefere atacar os dados que a descrevem, demonstrando pouco apreço por estudos científicos e evidências que, na verdade, deveriam embasar as políticas públicas. Os dados do INPE que foram alvo de questionamento vêm sendo tornados públicos ativamente na plataforma Terra Brasilis, lançada pelo instituto em 2018 para reunir dados de dois importantes sistemas de monitoramento da vegetação nativa: o PRODES e o DETER. A divulgação desses dados indicava um aumento do desmatamento no país, o que gerou desconforto em setores do governo. O acesso aos dados públicos é fundamental para que a sociedade possa observar a realidade, realizar análises independentes sobre ações do governo e exercer o controle social para que os interesses públicos sejam defendidos. O acesso à informação pública está previsto na Constituição brasileira e regulamentado pela Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação Pública – LAI). Por isso, dados públicos não devem ser vistos como instrumento publicitário, ou seja, usados apenas quando indicam situações favoráveis ou quando comprovam posições pré-estabelecidas. O compromisso de disponibilização de dados públicos completos, atuais e acessíveis é fundamental para que as discussões e decisões sobre políticas públicas sejam alicerçadas em fatos, evidências e participação social. Além disso, o Brasil aderiu a compromissos internacionais na área de governo aberto, propondo-se a ampliar a informação disponível sobre atividades governamentais e implementar os mais altos padrões de integridade profissional em toda a administração pública. As recentes intervenções em institutos que coletam e disponibilizam dados cruciais para accountability e controle social são contrários a essas diretrizes, além de opostos a princípios constitucionais de moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. Interromper a divulgação de dados que permitem o acompanhamento de outras obrigações internacionais, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, traz impactos negativos na imagem do Brasil, no âmbito das relações internacionais. Os dados resultantes do trabalho de institutos de pesquisa e produção científica como o INPE não pertencem a um governo ou administração vigente, mas a toda a população brasileira. As organizações que assinam esta carta ressaltam a importância de que a produção e publicação dos dados seja mantida e fortalecida com os insumos necessários. Qualquer mudança metodológica na forma de coleta ou análise desses dados deve ser devidamente esclarecida e debatida com a sociedade civil, tratada com transparência e de acordo com os princípios de governo aberto e dos acordos internacionais. Assinam: Abraço Guarapiranga Agenda Pública ARTIGO 19 BRASIL Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) Espaço de Formação Assessoria e Documentação Greenpeace Brasil Instituto Centro de Vida Instituto Cidade Democrática Instituto Construção Instituto de Governo Aberto Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social Observatório do Código Florestal (OCF) Open Knowledge Brasil (OKBr) Programa Cidades Sustentáveis Rede GTA – Grupo de Trabalho Amazônico Rede pela Transparência e Participação Social (RETPS) Transparência Brasil Flattr this!

Fernanda Campagnucci assume direção geral da Open Knowledge Brasil

- August 1, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

A partir do mês de agosto, a Open Knowledge Brasil está sob novo comando: Fernanda Campagnucci assume a direção das atividades da organização em todas as suas frentes. A jornalista chega para o lugar ocupado desde julho de 2017 por Natália Mazotte, que deixa a direção para se tornar JSK Fellow na Universidade de Stanford, na Califórnia. Natália passará a compor o Conselho Deliberativo da Open Knowledge. Fernanda atuou como gestora pública na Prefeitura de São Paulo pelos últimos 6 anos, onde foi responsável pela política municipal de transparência, abertura de dados e integridade na Controladoria Geral do Município. Além disso, Campagnucci também liderou diversos projetos na área de tecnologia, inovação e governo aberto na Secretaria Municipal de Educação. “É uma honra poder dar continuidade ao trabalho da OKBR e contribuir para consolidar e ampliar os projetos já iniciados. Em um cenário de ameaças a princípios democráticos que vivemos no Brasil e no mundo, é cada vez mais importante o fortalecimento dessa rede que aposta na transparência e nas tecnologias abertas e colaborativas para qualificar o debate e defender direitos fundamentais”, afirmou Fernanda. A nova diretora tem entre os principais objetivos a ampliação do alcance da Escola de Dados, visando a formação de ainda mais profissionais capacitados a atuar na área, e a exploração do Programa de Inovação Cívica, onde estão projetos como a Operação Serenata de Amor. Além disso, Fernanda frisa que é importante manter o trabalho de articulações com a sociedade civil, auxiliando na abertura do governo no país. “A Fernanda Campagnucci tem uma trajetória incrível dedicada a fortalecer o acesso ao conhecimento e à informação pública. A entrada dela na direção executiva da Open Knowledge Brasil nos orgulha e certamente será um novo marco no caminho que temos trilhado para consolidar a organização como referência no cenário de governo aberto e tecnologias cívicas no país”, destacou Natália Mazotte. Seja bem-vinda, Fernanda. Flattr this!

O que rolou na Hackfest do MPRN

- July 23, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

Na última semana, o Mário Sérgio marcou presença na Hackfest 2019 para falar um pouco das novidades da Operação Serenata de Amor e dos outros projetos que tocamos dentro da Open Knowledge, como o Perfil Político. O evento, organizado pelo MPRN, pode ser dividido em dois grandes momentos. No primeiro, vimos a reunião de universitários de todo o nordeste engajados em torno de um hackathon, mote do evento, para desenvolver soluções com dados para beneficiar a sociedade. A ideia do evento é promover o uso de dados abertos e, para isso, além do hackathon, também há palestras de diferentes temas dentro da área. Foi isso que nosso ilustre Mário foi fazer por lá. Para inspirar os participantes, a programação de palestras trazia diferentes apresentações de uso de dados: pessoas do governo, representantes de ONGs e até do mercado expuseram seu trabalho e participaram do debate. A Rosie estava lá no meio. E por falar em Rosie, não foram apenas os universitários que ficaram tocados pela nossa inteligência artificial. Alguns servidores, presentes na palestra do Mário, se interessaram em uma possível colaboração entre a gestão pública e a OKBR. Quem sabe em breve anunciamos algumas novidades nesse sentido? Por fim, o evento deixou um recado: é preciso trabalhar sim para a abertura de dados, porém, com os dados que temos, já é possível desenvolver soluções para a gestão pública e para a sociedade civil. Faz parte de um conceito que nós já falamos há algum tempo: trabalhar e dar sentido aos dados é uma forma de garantir mais transparência e maior abertura de dados, também. Saímos do Rio Grande do Norte motivados. Obrigado, Hackfest. Obrigado, universitários do Nordeste. Com certeza nos vemos em breve. Flattr this!

Palavra livre, democracia forte

- July 11, 2019 in Open Knowledge Brasil

*texto originalmente publicado no site do Pacto pela Democracia “A palavra aborrece tanto os Estados arbitrários, porque a palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade. Deixai-a livre, onde quer que seja, e o despotismo está morto.” – Rui Barbosa É com profunda preocupação que as organizações abaixo-assinadas têm acompanhado as ofensivas voltadas a jornalistas e a diversos veículos de comunicação no Brasil. Têm se tornado recorrentes as declarações e ações, por parte de atores políticos e setores da sociedade, que desqualificam e atacam o trabalho realizado pela mídia no país. Há um clima de cerceamento da liberdade de expressão que busca calar profissionais no exercício de seu ofício quando divulgam informações ou emitem opiniões contrárias aos interesses ou às preferências políticas deste ou daquele grupo. Foi este o caso com Rachel Sheherazade, que teve sua demissão pedida por um dos principais patrocinadores do veículo de imprensa para o qual trabalha. Episódio semelhante se passou com Marco Antonio Villa, comentarista afastado de sua emissora de rádio (da qual se demitiu na sequência) em virtude de críticas que contrariavam a direção da emissora. O mesmo tendo ocorrido com Paulo Henrique Amorim, ao que tudo indica afastado de seu programa de TV em razão de divergências políticas. Recebemos, aliás, com grande pesar a notícia de seu falecimento na última quarta-feira (10), cientes de que o jornalismo brasileiro perde uma figura de relevo e notável por seu compromisso com o exercício das liberdades de expressão e de imprensa. Alimentam e agravam o clima de constrangimento de liberdades, atos protagonizados por força do Estado. Como o pedido feito pelo ministro do STF Alexandre de Moraes de retirada do ar de conteúdos publicados pelo Crusoé e O Antagonista em março deste ano, a proibição, imposta pelo Presidente do ICMBio, de que chefes de Unidades de Conservação conversem com o jornalista André Trigueiro e as suspeitas mais recentes de uso da máquina do Estado na tentativa de intimidar Glenn Greenwald em função da série de reportagens do The Intercept Brasil sobre a Operação Lava Jato. Isso para citar apenas alguns dos fatos inquietantes sobre as condições de atuação da imprensa e dos jornalistas nesses últimos tempos. Não é à toa que, segundo o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2019 elaborado pela organização Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil teve queda em sua colocação e está em “situação sensível” quanto à liberdade de imprensa em seu território. A Artigo 19, por sua vez, produziu uma síntese de situações de risco à atuação da imprensa nos 100 primeiros dias do governo. As liberdades de expressão e de imprensa são essenciais para o bom funcionamento de qualquer democracia. Não importa se as ideias ou as notícias vão ou não contra nossas posições políticas ou preferências ideológicas, é preciso reagir a cada tentativa de cerceamento de liberdade de expressão e de imprensa. Como determina o art. 220 da Constituição Federal, “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição” e fica “vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” (§ 2º). Precisamos estar atentos. A propensão a restringir liberdades civis de oponentes, inclusive da imprensa, é um dos elementos comuns da derrocada das democracias identificadas por Steven Levitsky e Daniel Ziblatt em seu livro Como as Democracias Morrem. Em uma sociedade marcada cada vez mais pela intolerância ideológica e pela disseminação de notícias falsas para manipular o debate público, a missão de cultivar e defender a livre expressão de ideias e a liberdade de imprensa torna-se ainda mais premente. Assinam esta nota as seguintes organizações: Abong – Associação Brasileira de ONGs Ação Educativa Associação Tapera Taperá Atados Casa Fluminense CEDAPS CENPEC Educação Delibera Brasil Frente Favela Brasil Fundação Avina Fundaçāo Tide Setubal Geledés – Instituto da Mulher Negra Gestos – Soropositividade Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030 Imargem INESC – Instituto de estudos socioeconômicos Instituto Alana Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec Instituto Cidade Democrática Instituto Construção Instituto Ethos Instituto de Defesa do Direito de Defesa Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano Instituto de Governo Aberto Instituto Physis- Cultura & Ambiente ISER – Instituto de Estudos da Religião Instituto Sou da Paz Instituto Update Livres Move Social Movimento Boa Praça Observatório do Terceiro Setor Open Knowledge Brasil Oxfam Brasil Pacto Organizações Regenerativas ponteAponte Programa Cidades Sustentáveis Pulso Público Rede Conhecimento Social Rede Feminista de Juristas – deFEMde Rede Justiça Criminal Rede Nossa São Paulo Rubens Naves Santos Jr. Advogados Szazi, Bechara, Storto, Rosa e Figueirêdo Lopes Advogados Transparência Brasil E os seguintes parlamentares: Alexandre Padilha PT/SP Andreia de Jesus PSOL/MG Áurea Carolina PSOL/MG Bancada Ativista PSOL/SP Bella Gonçalves PSOL/MG Cida Falabella PSOL/MG Felipe Rigoni PSB/ES Marina Helou REDE/SP Paulo Teixeira PT/SP Randolfe Rodrigues REDE/AP Rodrigo Agostinho PSB/SP Flattr this!

Conseguimos! Escola de Dados bate a meta em seu primeiro crowdfunding

- July 10, 2019 in Destaque, Escola de Dados, Open Knowledge Brasil

Na última semana, a Escola de Dados encerrou com sucesso seu primeiro financiamento coletivo, superando a meta definida para a campanha. Um apoio que auxiliará as próximas iniciativas da Escola, além de fomentar ainda mais os dados abertos e favorecer a comunidade em torno do tema. O recurso será utilizado para expandir as atividades da Escola, alcançando mais pessoas interessadas em utilizar dados em investigações e narrativas de impacto. A campanha também inaugurou um programa de membros, consolidando o aspecto de construção de comunidade que está na base das ações desenvolvidas pela Escola de Dados. Os membros vão ajudar a definir novos tutoriais e a programação de eventos, terão descontos em workshops e cursos da Escola e um canal de comunicação direta com o time da iniciativa. Além disso, a Escola de Dados está preparando um boletim mensal com várias novidades e inspirações pra quem quer se atualizar sobre pesquisa e jornalismo guiados por dados digitais. “A campanha de financiamento coletivo foi um passo importante para a Escola de Dados, especialmente por mostrar na prática o poder de mobilização da rede de apoiadores que foi construída ao longo dos últimos 5 anos. Centenas de pessoas apoiaram financeiramente ou divulgando a campanha em suas redes e, com isso, conseguimos superar nossa meta estabelecida”, afirmou Adriano Belisário, coordenador da Escola de Dados. A Escola de Dados é o programa de capacitação da Open Knowledge Brasil, e faz parte de uma rede global de treinadores comprometida com o avanço do uso de dados para resolver problemas reais em prol de sociedades mais conscientes, sustentáveis e justas. Em cinco anos de atuação, a Escola de Dados foi responsável pela formação de mais de 6 mil pessoas em atividades presenciais e online, incluindo editores e repórteres dos maiores veículos de comunicação do país. Também oferecemos dezenas de atividades sob demanda para diferentes organizações e redações, como Folha de S. Paulo, Editora Abril, Correio da Bahia, Observatório de Favelas e Escola de Ativismo. Nossas metodologias baseadas em treinamentos “mão na massa”, que partem da identificação de problemas reais, e nossa organização do fluxo de trabalho com dados (data pipeline) se tornaram referências no ensino de dados. Com excelência técnica, buscamos formar especialmente aqueles que não possuem as habilidades e capacidades para usar dados e poderiam gerar uma mudança real com elas. “Agora, graças a esse apoio, iremos dar um novo passo e produzir mais e melhores ações para democratizar os conhecimentos necessários para lidar com dados, através de nosso programa de membros, novas capacitações e a formação de uma rede de treinadores em todas as regiões do país”, finaliza Adriano. Flattr this!

Prêmio Cláudio Weber Abramo: o primeiro prêmio em jornalismo de dados do Brasil

- July 3, 2019 in Destaque, Escola de Dados, Open Knowledge Brasil

O jornalismo de dados já faz parte do cotidiano da comunidade jornalística do Brasil. E se essa pauta já está no radar dos grandes veículos brasileiros, na Open Knowledge Brasil o jornalismo de dados está inserido de forma integral em diversas iniciativas: Escola de Dados, Perfil Político, Serenata de Amor e os demais projetos do Programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica.  Tendo em vista o crescimento da área, que agrega ao jornalismo tecnologia, dados públicos e transparência, a OKBR lança em 2019 o Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados. O objetivo é dar uma maior visibilidade aos trabalhos de excelência no setor.  A própria escolha do nome do prêmio já é uma homenagem a um dos precursores do jornalismo de dados no Brasil: o jornalista Cláudio Weber Abramo. Vencedor do Prêmio Esso com o trabalho Excelências, que utilizou de bases de dados públicos para trazer informações sobre parlamentares, ainda em 2006, Cláudio também é tido com um dos principais ativistas em uma das maiores conquistas modernas do jornalismo brasileiro: a Lei de Acesso à Informação. Abramo faleceu em agosto de 2018 e sua obra serve de inspiração e referência para o prêmio, pioneiro no Brasil. Segundo Natália Mazotte, diretora da Open Knowledge Brasil, o prêmio foi criado porque “estimular o jornalismo de dados é estimular o uso de metodologias e dados abertos e fomentar um debate público mais qualificado e menos polarizado”.  O Prêmio Cláudio Weber Abramo decidirá os melhores trabalhos nacionais em quatro categorias. A primeira, “Investigação guiada por dados” avalia descobertas inéditas de alto impacto social tendo como base o uso de dados. Outra categoria é “Visualização”, que premia os trabalhos com a melhor estética e uso de UX. “Inovação em jornalismo de dados” seleciona os melhores no quesito formatos e tecnologias inovadores. Por último, a categoria “Jornalismo e Dados Abertos” receberá os trabalhos que exponham suas metodologias e utilizem  dados disponíveis pela Lei de Acesso à Informação.  A premiação traz em seu júri nomes de destaque, como Alberto Cairo, Knight Chair em Jornalismo Visual na University of Miami, Florencia Coelho, editora do La Nacion Data e José Roberto de Toledo, co-fundador da Abraji e criador do Estadão Dados. O corpo de jurados é composto por 11 membros, que selecionarão os 3 finalistas em cada categoria e, em seguida, os vencedores.  O intuito da iniciativa é reconhecer os bons trabalhos em jornalismo de dados, mas principalmente fomentar a comunidade e inspirar jovens talentos. “O Brasil tem uma ampla comunidade de jornalistas e pesquisadores que utilizam dados em suas rotinas de trabalho e a Escola de Dados faz parte da história dessa comunidade. Com o prêmio vamos conseguir mapear os trabalhos de excelência que vêm sendo produzidos.”, afirma Mazotte. As inscrições para as 4 categorias acontecem do dia 1º de julho a 8 de setembro de 2019 e são abertas a qualquer indivíduo, grupo ou organização com trabalhos de fins jornalísticos. Os vencedores serão premiados em uma cerimônia no Coda.Br, que acontece nos dias 23 e 24 de novembro em São Paulo. Flattr this!