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‘Dobrando a aposta’ em 2020: por governos mais abertos e uma sociedade mais empoderada pelo conhecimento livre

- January 22, 2020 in Open Knowledge Brasil

Para nós, da Open Knowledge Brasil, o ano de 2020 é tempo de “dobrar a aposta”. Com a ajuda de nossa rede comprometida com o conhecimento livre, é tempo de intensificar as ações por políticas de abertura de governos pelo país, pelo investimento na ciência e pelo fortalecimento das instituições democráticas e das organizações da sociedade civil. Convidamos você a atuar junto com nossa rede – vamos fazê-la crescer! Continuaremos a usar o poder das evidências, dos dados e das tecnologias abertas e colaborativas para a defesa e a garantia de direitos. Meio ambiente, segurança pública, educação, cultura e direitos humanos são áreas prioritárias de atuação. Este é um ano de eleições municipais. Além do desafio de garantir um ambiente democrático e plural, com transparência e acesso a informação qualificada sobre os candidatos e suas propostas pelo país, convocaremos nossa rede a pautar a agenda da abertura institucional. Hoje a maior parte dos órgãos públicos municipais não possui portais de dados abertos e não segue políticas para catalogar suas bases de dados e abri-las de acordo com as demandas da população. As tecnologias avançam, e é preciso também avançar nossa compreensão sobre elas – accountability da inteligência artificial, privacidade e proteção de dados pessoais são temas que devem estar na ordem do dia. Nosso programa de Advocacy e Pesquisa deve aprofundar e disseminar conhecimento sobre eles. Não deixe de assinar gratuitamente o Semanário da OKBR e acompanhar a curadoria de notícias e artigos sobre esses e outros temas fundamentais ao longo do ano. A Escola de Dados segue ampliando sua rede e seu impacto no Brasil. Para 2020, prepara novidades: novas turmas e tutoriais de dados, uma rede de instrutores pelo país e uma primeira edição regional do Coda, a Conferência de Dados e Métodos Digitais (fique de olho!). O já tradicional Coda.Br também acontece no final do ano em São Paulo, junto com a 2ª edição do Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados. Faça parte do Programa de Membros para ter acesso a benefícios e ajudar a manter todas essas atividades. Por fim, 2020 também promete ser um ano vibrante para o Programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica. Lançada no fim do ano passado, a rede de mais de 80 pessoas Embaixadoras já começou a organizar atividades pelo país e deve abrir mais um chamado à participação no segundo semestre. A Operação Serenata de Amor, o Justa, o Parlametria e o Perfil Político terão várias novidades ao longo do ano. E não terminaremos 2020 sem abrir a maior quantidade possível de diários oficiais pelo Brasil, com o projeto Querido Diário! Junte-se a nós para dobrar esta aposta: 2020 vai ser o ano em que a sociedade vai se empoderar para o uso de dados e de evidências e vai levantar ainda mais a bandeira pela abertura de governos e pelo conhecimento livre. Fernanda Campagnucci, diretora-executiva Flattr this!

OKBR e parceiros lançam Parlametria, ferramenta para acompanhar debates do Congresso

- December 5, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

O 4º Encontro Brasileiro de Governo Aberto, realizado em Brasília na última semana, marcou o lançamento do Parlametria, projeto da Open Knowledge Brasil em parceria com a Dado Capital e o Laboratório Analytics, da Universidade Federal de Campina Grande. A empreitada surgiu do esforço de organizações que trabalham com o monitoramento do legislativo para traduzir e dar sentido às mais de 27 mil proposições que tramitam hoje no Congresso Nacional, jogando luz na tramitação dos projetos, atuação dos parlamentares, discussões de comissões, etc.  Utilizando tecnologias livres, o Parlametria pretende que suas ferramentas e relatórios ajudem a sociedade civil a acompanhar e influenciar os debates que acontecem no Congresso Nacional. Navegando pelo site do projeto, é possível conhecer melhor as ferramentas desenvolvidas: Perfil Parlamentar e Leg.go. No Perfil Parlamentar, é possível verificar cruzamentos de bases de dados que revelam informações sobre quem são os deputados federais e senadores, como se posicionam nas votações e quais os seus vínculos e afinidades políticas e econômicas dentro e fora do Legislativo. Além de consulta individual, é possível ter uma visão geral das duas Casas Legislativas. Já o Leg.go mostra as proposições do parlamento. Nele, o aprendizado de máquina e a ciência de dados foram utilizados para coletar informações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Com isso, identifica-se a temperatura das proposições, o que tramita com mais energia, como o conteúdo dos projetos é alterado e quem são os atores importantes nesse processo. As duas ferramentas estão em sua primeira versão e devem evoluir nos próximos meses. A plataforma também abriga relatórios temáticos, que aprofundam a análise sobre temas relevantes e devem ser publicados periodicamente. Os dois primeiros, já disponíveis, dizem respeito aos gargalos de transparência e à influência de setores econômicos nas doações de campanha dos parlamentares eleitos. Acesse a plataforma: http://parlametria.org.br Flattr this!

Um breve resumo da AbreLatam 2019

- September 16, 2019 in Open Knowledge Brasil

A Open Knowledge Brasil esteve na AbreLatam 2019 por meio de Camille Moura, nossa coordenadora de pesquisa, que participou do evento em Quito (Equador) e voltou com um breve resumo para a gente. A desconferência*, que teve o seu começo no dia 28/09 foi, de acordo com Camille, uma maratona de três dias intensos de discussões de desafios relacionados a governo, sociedade civil, academia e, principalmente, articulações e estratégias para melhorarmos o uso e a abertura de dados na América Latina. Na primeira rodada de sessões, faltou tempo para levantar tantas as questões referentes à Inteligência Artificial: dados pessoais, decisões algorítmicas, atração de profissionais de tecnologia para o setor público. O Brasil foi citado como um dos poucos países da América Latina que está implementando algumas políticas públicas com IA. Na segunda rodada, o foco foi a discussão sobre direitos digitais que destacou a urgência de trazer para a mesma mesa os grupos de defesa de direitos digitais e os de governo aberto. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de criar articulações institucionais LATAM sobre direitos na rede. Na sessão sobre dados pessoais, a maior preocupação girou em torno da ausência de leis de proteção de dados, que é uma realidade na maior parte da América Latina. A falta de uma norma compromete tanto a transparência da relação público-privada que trata dados, quanto de abertura de bases públicas que incluam dados pessoais. O primeiro dia foi encerrado com uma discussão sobre dados e combate à corrupção: surgiram questões como padronização de estruturas de dados para facilitar uso de tecnologias tais quais IA, adoção de open contracting e jornalismo de dados para construir narrativas claras e que eduquem e promovam o engajamento da sociedade.
  • Desconferências são fóruns auto-organizados para troca de ideias, networking, aprendizado, conversação, demonstração e interação entre pessoas (fonte: Wikipédia).
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Programa Embaixadoras: espalhe tecnologias cívicas como o Serenata de Amor por todo o Brasil

- September 11, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

No último dia 7 de setembro a Operação Serenata de Amor completou 3 anos de existência. Desde 2016, muita coisa aconteceu: alguns objetivos do projeto se alteraram, a exposição na mídia cresceu, a Serenata se fundiu com a Open Knowledge Brasil e deu origem ao Programa de Inovação Cívica da organização. Uma única coisa não mudou: o desafio que é implementar projetos de tecnologia cívica em um país tão grande quanto o Brasil. Na trajetória da Serenata, dividimos, entre os integrantes, participações em centenas de eventos por vários estados, e até no exterior. Foram palestras, workshops e mesas de discussão. Em uma conta imprecisa, é possível dizer que o projeto foi apresentado pessoalmente para algumas dezenas de milhares de pessoas. Com o tempo e a exposição de um trabalho sólido, cada vez mais espectadores nos procuravam querendo participar do projeto. E se por um lado isso era um grande reconhecimento, por outro era um grande desafio. Como coordenar a expansão da Operação Serenata de Amor e de outros projetos de inovação cívica para outras cidades de forma assíncrona e bem distribuída? Finalmente, no 3º aniversário da Serenata, a Open Knowledge Brasil  lança uma iniciativa que auxilia nessa descentralização da participação, empoderando ainda mais a população: o Embaixadoras. O Embaixadoras surge para ampliar a rede de colaboração da Operação Serenata de Amor pelo território. Como o nome diz, a ideia é dar posse a cidadãos de todo o Brasil para cuidarem de um pedacinho do nosso trabalho de tecnologia cívica em suas cidades. Podemos, assim, ter várias embaixadas espalhadas por aí com o objetivo de fazer inovação cívica e melhorar a nossa democracia, com uso de tecnologias e metodologias abertas. Esse empoderamento se dará pelo suporte que daremos para que cada pessoa embaixadora possa realizar eventos, workshops e sprints em suas regiões, aumentando a eficiência do trabalho. Cada embaixadora terá como papel organizar esses encontros, documentar as iniciativas e manter uma comunicação fluida com a rede nacional, além, é claro de garantir um ambiente inclusivo e diverso. Um dos objetivos do Embaixadoras é dar continuidade ao projeto Querido Diário, que demanda um esforço coletivo descentralizado. Seu propósito é destrinchar os diários oficiais dos municípios brasileiros para levar informação à população local. Já pensou que incrível se tivermos uma grande quantidade de cidades com o Querido Diário ativo? O Embaixadoras vem para ajudar a viabilizar isso. Outro ponto de atenção é sobre a possibilidade de dar início a uma nova fase da Operação Serenata de Amor. Aqui, o horizonte é bem amplo. Podemos ter uma perspectiva de ação mais regionalizada, bem como podemos unir esforços para conseguir a evolução da abertura de dados no Senado Federal. Cada embaixadora vai ajudar na organização para que as propostas possam ser integradas à Operação. Para se tornar uma embaixadora, a pessoa não precisa ter uma formação específica. Pode ser técnica, pode ser jornalista, servidora pública e até ter fritado hambúrguer. Aqui vale tudo. A Operação Serenata de Amor é a favor da diversidade e do empoderamento da população a partir da inovação cívica. Essa semana, a equipe da OKBR recebeu Irio Muskopf, um dos fundadores da Serenata, para falar um pouco em uma live sobre a ideia do Embaixadoras e quais os objetivos teremos nessa fase do projeto. O vídeo está disponível para todos nesse link. Para fazer parte, basta preencher esse formulário e aguardar os próximos passos. Até o fechamento desse texto, mais de 50 pessoas embaixadoras já haviam se cadastrado, de 38 cidades diferentes. Esperamos você também. Flattr this!

No Camp Serrapilheira, OKBR apresenta projeto para tornar ciência brasileira mais aberta e colaborativa

- September 5, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

No dia 5 de setembro, a Open Knowledge Brasil participa de uma das sessões de apresentações do Camp Serrapilheira 2019. A apresentação será às 18h30 no auditório da Casa Firjan, junto de nomes como Deutsche Welle, Agência Pública, Ciência na rua, Ciência Hoje e Editora UFMG. Na apresentação, Fernanda Campagnucci, diretora-executiva da OKBr, fala sobre um projeto para tornar a ciência brasileira mais aberta e colaborativa. Com base nos princípios de ciência aberta e tomando como referência experiências e nacionais e internacionais,  a proposta é mapear e disseminar boas práticas de compartilhamento de dados e metodologias colaborativas de pesquisa. A OKBr foi uma das 36 iniciativas escolhidas para participar da segunda edição do Camp Serrapilheira, evento com o intuito de ajudar a ampliar a presença da ciência na cultura brasileira sob diferentes abordagens: jornalismo, educação, arte, produção audiovisual, entre outras. De 5 a 8 de setembro, o encontro abordará a importância da qualidade narrativa e de formas experimentais para a divulgação científica e promoverá uma reflexões sobre boas práticas de checagem de dados e sua importância para manter a precisão das informações na produção de conteúdo sobre ciência em um contexto de desinformação. As atividades do Camp Serrapilheira são gratuitas, abertas ao público e acontecem em dois lugares: na Casa Firjan e no Cinema Estação NET Rio. Grande parte da programação contará com interpretação simultânea de inglês para português e de Libras. Confira aqui a agenda completa do evento. Flattr this!

OKBR é selecionada para o Camp Serrapilheira 2019

- August 27, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

Em agosto, o Serrapilheira divulgou sua lista de organizações selecionadas para participar do Camp Serrapilheira 2019, principal iniciativa do Programa de Divulgação Científica do instituto. A Open Knowledge Brasil foi uma das 36 iniciativas escolhidas para ajudar a ampliar a presença da ciência na cultura brasileira sob diferentes abordagens: jornalismo, educação, arte, produção audiovisual, entre outras. O encontro de divulgação científica do instituto acontecerá de 5 a 8 de setembro, no Rio de Janeiro, e é composto por duas fases. Na primeira, os selecionados são convidados para o evento no início de setembro e apresentam sessões, conhecem referências internacionais na área, participam de workshops e formam redes de colaboração. Na segunda fase, os participantes das edições de 2018 e 2019 concorrem a recursos financeiros do instituto para realizar projetos voltados à promoção do pensamento e da cultura científica. Até 15 iniciativas serão contempladas com um apoio de R$ 100 mil, cada, para utilizar durante um ano. Nesta edição do Camp, a maior parte das atividades será aberta ao público. Detalhes sobre a programação serão divulgados em breve no site do evento. Flattr this!

‘Apagão’ de dados é risco para toda a sociedade: queremos mais transparência e respeito à ciência

- August 5, 2019 in Dados Abertos, Destaque, Open Knowledge Brasil

As entidades abaixo-assinadas acompanham com preocupação a tendência do atual governo de contestar, sem base científica, dados produzidos por agências do próprio governo e institutos de pesquisa de sólida reputação. Também alertam para os riscos da interrupção de estudos científicos e mudanças em metodologias há anos aplicadas para apoiar políticas de interesse público, como as de preservação ambiental e de combate ao desmatamento. A notícia da última sexta-feira (2 de agosto) da exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, Ricardo Galvão, vem na esteira de uma série de outras ações direcionadas a institutos nos últimos meses, como IBGE, Ibama e Inep. Em vez de agir sobre a realidade, o governo prefere atacar os dados que a descrevem, demonstrando pouco apreço por estudos científicos e evidências que, na verdade, deveriam embasar as políticas públicas. Os dados do INPE que foram alvo de questionamento vêm sendo tornados públicos ativamente na plataforma Terra Brasilis, lançada pelo instituto em 2018 para reunir dados de dois importantes sistemas de monitoramento da vegetação nativa: o PRODES e o DETER. A divulgação desses dados indicava um aumento do desmatamento no país, o que gerou desconforto em setores do governo. O acesso aos dados públicos é fundamental para que a sociedade possa observar a realidade, realizar análises independentes sobre ações do governo e exercer o controle social para que os interesses públicos sejam defendidos. O acesso à informação pública está previsto na Constituição brasileira e regulamentado pela Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação Pública – LAI). Por isso, dados públicos não devem ser vistos como instrumento publicitário, ou seja, usados apenas quando indicam situações favoráveis ou quando comprovam posições pré-estabelecidas. O compromisso de disponibilização de dados públicos completos, atuais e acessíveis é fundamental para que as discussões e decisões sobre políticas públicas sejam alicerçadas em fatos, evidências e participação social. Além disso, o Brasil aderiu a compromissos internacionais na área de governo aberto, propondo-se a ampliar a informação disponível sobre atividades governamentais e implementar os mais altos padrões de integridade profissional em toda a administração pública. As recentes intervenções em institutos que coletam e disponibilizam dados cruciais para accountability e controle social são contrários a essas diretrizes, além de opostos a princípios constitucionais de moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. Interromper a divulgação de dados que permitem o acompanhamento de outras obrigações internacionais, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, traz impactos negativos na imagem do Brasil, no âmbito das relações internacionais. Os dados resultantes do trabalho de institutos de pesquisa e produção científica como o INPE não pertencem a um governo ou administração vigente, mas a toda a população brasileira. As organizações que assinam esta carta ressaltam a importância de que a produção e publicação dos dados seja mantida e fortalecida com os insumos necessários. Qualquer mudança metodológica na forma de coleta ou análise desses dados deve ser devidamente esclarecida e debatida com a sociedade civil, tratada com transparência e de acordo com os princípios de governo aberto e dos acordos internacionais. Assinam: Abraço Guarapiranga Agenda Pública ARTIGO 19 BRASIL Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) Espaço de Formação Assessoria e Documentação Greenpeace Brasil Instituto Centro de Vida Instituto Cidade Democrática Instituto Construção Instituto de Governo Aberto Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social Observatório do Código Florestal (OCF) Open Knowledge Brasil (OKBr) Programa Cidades Sustentáveis Rede GTA – Grupo de Trabalho Amazônico Rede pela Transparência e Participação Social (RETPS) Transparência Brasil Flattr this!

Fernanda Campagnucci assume direção geral da Open Knowledge Brasil

- August 1, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

A partir do mês de agosto, a Open Knowledge Brasil está sob novo comando: Fernanda Campagnucci assume a direção das atividades da organização em todas as suas frentes. A jornalista chega para o lugar ocupado desde julho de 2017 por Natália Mazotte, que deixa a direção para se tornar JSK Fellow na Universidade de Stanford, na Califórnia. Natália passará a compor o Conselho Deliberativo da Open Knowledge. Fernanda atuou como gestora pública na Prefeitura de São Paulo pelos últimos 6 anos, onde foi responsável pela política municipal de transparência, abertura de dados e integridade na Controladoria Geral do Município. Além disso, Campagnucci também liderou diversos projetos na área de tecnologia, inovação e governo aberto na Secretaria Municipal de Educação. “É uma honra poder dar continuidade ao trabalho da OKBR e contribuir para consolidar e ampliar os projetos já iniciados. Em um cenário de ameaças a princípios democráticos que vivemos no Brasil e no mundo, é cada vez mais importante o fortalecimento dessa rede que aposta na transparência e nas tecnologias abertas e colaborativas para qualificar o debate e defender direitos fundamentais”, afirmou Fernanda. A nova diretora tem entre os principais objetivos a ampliação do alcance da Escola de Dados, visando a formação de ainda mais profissionais capacitados a atuar na área, e a exploração do Programa de Inovação Cívica, onde estão projetos como a Operação Serenata de Amor. Além disso, Fernanda frisa que é importante manter o trabalho de articulações com a sociedade civil, auxiliando na abertura do governo no país. “A Fernanda Campagnucci tem uma trajetória incrível dedicada a fortalecer o acesso ao conhecimento e à informação pública. A entrada dela na direção executiva da Open Knowledge Brasil nos orgulha e certamente será um novo marco no caminho que temos trilhado para consolidar a organização como referência no cenário de governo aberto e tecnologias cívicas no país”, destacou Natália Mazotte. Seja bem-vinda, Fernanda. Flattr this!

O que rolou na Hackfest do MPRN

- July 23, 2019 in Destaque, Open Knowledge Brasil

Na última semana, o Mário Sérgio marcou presença na Hackfest 2019 para falar um pouco das novidades da Operação Serenata de Amor e dos outros projetos que tocamos dentro da Open Knowledge, como o Perfil Político. O evento, organizado pelo MPRN, pode ser dividido em dois grandes momentos. No primeiro, vimos a reunião de universitários de todo o nordeste engajados em torno de um hackathon, mote do evento, para desenvolver soluções com dados para beneficiar a sociedade. A ideia do evento é promover o uso de dados abertos e, para isso, além do hackathon, também há palestras de diferentes temas dentro da área. Foi isso que nosso ilustre Mário foi fazer por lá. Para inspirar os participantes, a programação de palestras trazia diferentes apresentações de uso de dados: pessoas do governo, representantes de ONGs e até do mercado expuseram seu trabalho e participaram do debate. A Rosie estava lá no meio. E por falar em Rosie, não foram apenas os universitários que ficaram tocados pela nossa inteligência artificial. Alguns servidores, presentes na palestra do Mário, se interessaram em uma possível colaboração entre a gestão pública e a OKBR. Quem sabe em breve anunciamos algumas novidades nesse sentido? Por fim, o evento deixou um recado: é preciso trabalhar sim para a abertura de dados, porém, com os dados que temos, já é possível desenvolver soluções para a gestão pública e para a sociedade civil. Faz parte de um conceito que nós já falamos há algum tempo: trabalhar e dar sentido aos dados é uma forma de garantir mais transparência e maior abertura de dados, também. Saímos do Rio Grande do Norte motivados. Obrigado, Hackfest. Obrigado, universitários do Nordeste. Com certeza nos vemos em breve. Flattr this!

Palavra livre, democracia forte

- July 11, 2019 in Open Knowledge Brasil

*texto originalmente publicado no site do Pacto pela Democracia “A palavra aborrece tanto os Estados arbitrários, porque a palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade. Deixai-a livre, onde quer que seja, e o despotismo está morto.” – Rui Barbosa É com profunda preocupação que as organizações abaixo-assinadas têm acompanhado as ofensivas voltadas a jornalistas e a diversos veículos de comunicação no Brasil. Têm se tornado recorrentes as declarações e ações, por parte de atores políticos e setores da sociedade, que desqualificam e atacam o trabalho realizado pela mídia no país. Há um clima de cerceamento da liberdade de expressão que busca calar profissionais no exercício de seu ofício quando divulgam informações ou emitem opiniões contrárias aos interesses ou às preferências políticas deste ou daquele grupo. Foi este o caso com Rachel Sheherazade, que teve sua demissão pedida por um dos principais patrocinadores do veículo de imprensa para o qual trabalha. Episódio semelhante se passou com Marco Antonio Villa, comentarista afastado de sua emissora de rádio (da qual se demitiu na sequência) em virtude de críticas que contrariavam a direção da emissora. O mesmo tendo ocorrido com Paulo Henrique Amorim, ao que tudo indica afastado de seu programa de TV em razão de divergências políticas. Recebemos, aliás, com grande pesar a notícia de seu falecimento na última quarta-feira (10), cientes de que o jornalismo brasileiro perde uma figura de relevo e notável por seu compromisso com o exercício das liberdades de expressão e de imprensa. Alimentam e agravam o clima de constrangimento de liberdades, atos protagonizados por força do Estado. Como o pedido feito pelo ministro do STF Alexandre de Moraes de retirada do ar de conteúdos publicados pelo Crusoé e O Antagonista em março deste ano, a proibição, imposta pelo Presidente do ICMBio, de que chefes de Unidades de Conservação conversem com o jornalista André Trigueiro e as suspeitas mais recentes de uso da máquina do Estado na tentativa de intimidar Glenn Greenwald em função da série de reportagens do The Intercept Brasil sobre a Operação Lava Jato. Isso para citar apenas alguns dos fatos inquietantes sobre as condições de atuação da imprensa e dos jornalistas nesses últimos tempos. Não é à toa que, segundo o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2019 elaborado pela organização Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil teve queda em sua colocação e está em “situação sensível” quanto à liberdade de imprensa em seu território. A Artigo 19, por sua vez, produziu uma síntese de situações de risco à atuação da imprensa nos 100 primeiros dias do governo. As liberdades de expressão e de imprensa são essenciais para o bom funcionamento de qualquer democracia. Não importa se as ideias ou as notícias vão ou não contra nossas posições políticas ou preferências ideológicas, é preciso reagir a cada tentativa de cerceamento de liberdade de expressão e de imprensa. Como determina o art. 220 da Constituição Federal, “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição” e fica “vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” (§ 2º). Precisamos estar atentos. A propensão a restringir liberdades civis de oponentes, inclusive da imprensa, é um dos elementos comuns da derrocada das democracias identificadas por Steven Levitsky e Daniel Ziblatt em seu livro Como as Democracias Morrem. Em uma sociedade marcada cada vez mais pela intolerância ideológica e pela disseminação de notícias falsas para manipular o debate público, a missão de cultivar e defender a livre expressão de ideias e a liberdade de imprensa torna-se ainda mais premente. Assinam esta nota as seguintes organizações: Abong – Associação Brasileira de ONGs Ação Educativa Associação Tapera Taperá Atados Casa Fluminense CEDAPS CENPEC Educação Delibera Brasil Frente Favela Brasil Fundação Avina Fundaçāo Tide Setubal Geledés – Instituto da Mulher Negra Gestos – Soropositividade Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030 Imargem INESC – Instituto de estudos socioeconômicos Instituto Alana Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec Instituto Cidade Democrática Instituto Construção Instituto Ethos Instituto de Defesa do Direito de Defesa Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano Instituto de Governo Aberto Instituto Physis- Cultura & Ambiente ISER – Instituto de Estudos da Religião Instituto Sou da Paz Instituto Update Livres Move Social Movimento Boa Praça Observatório do Terceiro Setor Open Knowledge Brasil Oxfam Brasil Pacto Organizações Regenerativas ponteAponte Programa Cidades Sustentáveis Pulso Público Rede Conhecimento Social Rede Feminista de Juristas – deFEMde Rede Justiça Criminal Rede Nossa São Paulo Rubens Naves Santos Jr. Advogados Szazi, Bechara, Storto, Rosa e Figueirêdo Lopes Advogados Transparência Brasil E os seguintes parlamentares: Alexandre Padilha PT/SP Andreia de Jesus PSOL/MG Áurea Carolina PSOL/MG Bancada Ativista PSOL/SP Bella Gonçalves PSOL/MG Cida Falabella PSOL/MG Felipe Rigoni PSB/ES Marina Helou REDE/SP Paulo Teixeira PT/SP Randolfe Rodrigues REDE/AP Rodrigo Agostinho PSB/SP Flattr this!