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Confira as Histórias do Orçamento produzidas pela equipe do Gastos Abertos

- March 30, 2016 in acesso à informação, brasil, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, governo, Internet, Jornalismo de dados, LAI, Lei de acesso à informação, orçamento, orçamento público, planejamento, projetos, São Paulo, sociedade civil, transparência

O projeto Gastos Abertos tem por objetivo facilitar a compreensão das pessoas a respeito dos gastos públicos. Para isso, sabemos que o engajamento da sociedade civil organizada e dos veículos de comunicação é fundamental e ajuda a estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos.

gastosabertos

Por isso, a plataforma Gastos Abertos se dedica a permitir que o cidadão acompanhe de forma simples e direta a gestão financeira da sua cidade. A primeira parte de nossos trabalhos se concentra na cidade de São Paulo e, para ilustrar o que é possível fazer com os dados disponíveis em nosso site e em portais da transparência, lançamos as Histórias do Orçamento. As Histórias do Orçamento são matérias jornalísticas voltadas à apuração do orçamento da cidade de São Paulo por meio de dados abertos, disponibilizados on-line por diversos canais e tratados pela equipe Gastos Abertos em parceria com o Volt Data Lab. Até agora, já mostramos que os atrasos em repasses federais em 2015 seguram execução orçamentária de secretarias da cidade de São Paulo, que os reajustes de professores municipais de SP ficaram acima da média nacional nos últimos três anos e os números do programa WiFi Livre em São Paulo. Além dos dados trabalhados, o Gastos Abertos disponibiliza também os ‘making ofs’ das Histórias do Orçamento, que mostram que passos seguir para produzir sua própria matéria sobre o orçamento paulista, ensinando o caminho das pedras na busca dos dados públicos, na limpeza de tabelas e no tratamento das informações, e indicando ferramentas para visualização. Assim, é possível conferir como a matéria sobre os atrasos foi feita, como a comparação entre os salários dos professores municipais de São Paulo e a média nacional foi produzida e que fontes foram consultadas para mostrar os gastos do programa WiFi Livre São Paulo. Flattr this!

Confira as Histórias do Orçamento produzidas pela equipe do Gastos Abertos

- March 30, 2016 in acesso à informação, brasil, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Gastos Abertos, governo, Internet, Jornalismo de dados, LAI, Lei de acesso à informação, orçamento, orçamento público, planejamento, projetos, São Paulo, sociedade civil, transparência

O projeto Gastos Abertos tem por objetivo facilitar a compreensão das pessoas a respeito dos gastos públicos. Para isso, sabemos que o engajamento da sociedade civil organizada e dos veículos de comunicação é fundamental e ajuda a estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos.

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Por isso, a plataforma Gastos Abertos se dedica a permitir que o cidadão acompanhe de forma simples e direta a gestão financeira da sua cidade. A primeira parte de nossos trabalhos se concentra na cidade de São Paulo e, para ilustrar o que é possível fazer com os dados disponíveis em nosso site e em portais da transparência, lançamos as Histórias do Orçamento. As Histórias do Orçamento são matérias jornalísticas voltadas à apuração do orçamento da cidade de São Paulo por meio de dados abertos, disponibilizados on-line por diversos canais e tratados pela equipe Gastos Abertos em parceria com o Volt Data Lab. Até agora, já mostramos que os atrasos em repasses federais em 2015 seguram execução orçamentária de secretarias da cidade de São Paulo, que os reajustes de professores municipais de SP ficaram acima da média nacional nos últimos três anos e os números do programa WiFi Livre em São Paulo. Além dos dados trabalhados, o Gastos Abertos disponibiliza também os ‘making ofs’ das Histórias do Orçamento, que mostram que passos seguir para produzir sua própria matéria sobre o orçamento paulista, ensinando o caminho das pedras na busca dos dados públicos, na limpeza de tabelas e no tratamento das informações, e indicando ferramentas para visualização. Assim, é possível conferir como a matéria sobre os atrasos foi feita, como a comparação entre os salários dos professores municipais de São Paulo e a média nacional foi produzida e que fontes foram consultadas para mostrar os gastos do programa WiFi Livre São Paulo. Flattr this!

Relação entre transparência e democracia é tema de palestra no TEDxUDESC Joinville

- March 22, 2016 in acesso à informação, brasil, Dados Abertos, Destaque, Gastos Abertos, governo, Internet, mosaico orçamentário, Open Knowledge Brasil, orçamento, orçamento público, participação, sociedade civil, transparência

Izabela Correa, doutoranda em Ciência Política pela London School of Economics (LSE) e uma das idealizadoras do Projeto Brasil (startup que busca tornar a política brasileira mais transparente e democrática), falou em palestra independente do TEDxUDESC Joinville sobre como os dados públicos fornecem a oportunidade de cidadãos mobilizados negociarem de igual para igual com os governos. Ex-Coordenadora de Promoção da Ética, Transparência e Integridade, na Controladoria Geral da União (CGU) e uma das vencedoras do Prêmio Jovens Inspiradores em 2014, Izabela inicia sua palestra falando sobre a desconfiança que os cidadãos possuem em relação aos governos e cita a pesquisa da OECD, que constatou que, em média, apenas 40% dos cidadãos de seus países membros confiavam nos governos. No Brasil, a desconfiança quanto aos governos ultrapassa os 65%. Segundo Izabela, a confiança é central para sucesso de uma série de políticas públicas, inclusive econômicas. “Ela determina como nós, cidadãos, decidimos nos relacionar com os governos – com 100% de confiança, estamos dispostos a interagir com a estrutura governamental e política para melhorar a entrega de políticas públicas e o sistema político. No entanto, quando a confianca é zero pode faltar incentivo para qualquer tipo de participação política – até mesmo para votar”, avalia. Mesmo num cenário aparentemente negativo, há duas boas notícias, de acordo com a palestrante. Uma delas é que as democracias podem se beneficiar de algum nível da desconfiança caso os cidadãos consigam converter a desconfiança política em organização cívica. E um dos principais elementos para a organização cívica está cada vez mais à nossa disposição, de forma cada vez mais simples e mais fácil – a informação pública. Izabela ressalta que mais de cem países ao redor do mundo, e entre eles o Brasil, adotaram leis que permitem ao cidadão ter acesso a informações públicas. Quase todos nós já temos acesso a essas informações e, inclusive, podemos auxiliar no monitoramento delas: “cada foto que a gente posta publicamente – do desenvolvimento de uma obra pública, da condição de um hospital, de uma merenda escolar – são dados que a gente está gerando”, afirma. “Mas para que a gente possa fazer com que esses dados melhorem nossos governos e melhorem a estrutura e funcionamento das nossas democracias, é preciso mais do que simplesmente aumentar a massa de dados à nossa disposição: é preciso criar verdadeiras políticas de transparência”. Na visão da palestrante, precisamos, igualmente, que os dados estejam organizados numa linguagem simples e inclusiva. Em sua palestra, Izabela Correa mostrou o orçamento da União, disponibilizado pelo Senado Federal, levantando a questão sobre a compreensão daqueles dados. Em seguida, mostrou a iniciativa do Mosaico Orçamentário, criado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Open Knowledge Brasil, afirmando que quem entende os dados criou uma maneira fácil de visualizá-los. O Mosaico tem o objetivo de mostrar onde está dedicada a maior parte do orçamento federal, quem gasta mais desse orçamento e para onde o gasto vai – quanto é orçado e quanto de fato é gasto. A palestrante também mostra o Portal da Transparência, criado pelo Governo Federal, que disponibiliza dados da execução financeira de forma simples. Desde seu lançamento, o portal já foi fonte de várias notícias que levaram à investigação de uma série de casos, responsabilização de agentes públicos e, melhor, ao aprimoramento da lesgilação federal sobre a execução financeira. É possível conferir a palestra completa abaixo:
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Relação entre transparência e democracia é tema de palestra no TEDxUDESC Joinville

- March 22, 2016 in acesso à informação, brasil, Dados Abertos, Gastos Abertos, governo, Internet, mosaico orçamentário, Open Knowledge Brasil, orçamento, orçamento público, participação, sociedade civil, transparência

Izabela Correa, doutoranda em Ciência Política pela London School of Economics (LSE) e uma das idealizadoras do Projeto Brasil (startup que busca tornar a política brasileira mais transparente e democrática), falou em palestra independente do TEDxUDESC Joinville sobre como os dados públicos fornecem a oportunidade de cidadãos mobilizados negociarem de igual para igual com os governos. Ex-Coordenadora de Promoção da Ética, Transparência e Integridade, na Controladoria Geral da União (CGU) e uma das vencedoras do Prêmio Jovens Inspiradores em 2014, Izabela inicia sua palestra falando sobre a desconfiança que os cidadãos possuem em relação aos governos e cita a pesquisa da OECD, que constatou que, em média, apenas 40% dos cidadãos de seus países membros confiavam nos governos. No Brasil, a desconfiança quanto aos governos ultrapassa os 65%. Segundo Izabela, a confiança é central para sucesso de uma série de políticas públicas, inclusive econômicas. “Ela determina como nós, cidadãos, decidimos nos relacionar com os governos – com 100% de confiança, estamos dispostos a interagir com a estrutura governamental e política para melhorar a entrega de políticas públicas e o sistema político. No entanto, quando a confianca é zero pode faltar incentivo para qualquer tipo de participação política – até mesmo para votar”, avalia. Mesmo num cenário aparentemente negativo, há duas boas notícias, de acordo com a palestrante. Uma delas é que as democracias podem se beneficiar de algum nível da desconfiança caso os cidadãos consigam converter a desconfiança política em organização cívica. E um dos principais elementos para a organização cívica está cada vez mais à nossa disposição, de forma cada vez mais simples e mais fácil – a informação pública. Izabela ressalta que mais de cem países ao redor do mundo, e entre eles o Brasil, adotaram leis que permitem ao cidadão ter acesso a informações públicas. Quase todos nós já temos acesso a essas informações e, inclusive, podemos auxiliar no monitoramento delas: “cada foto que a gente posta publicamente – do desenvolvimento de uma obra pública, da condição de um hospital, de uma merenda escolar – são dados que a gente está gerando”, afirma. “Mas para que a gente possa fazer com que esses dados melhorem nossos governos e melhorem a estrutura e funcionamento das nossas democracias, é preciso mais do que simplesmente aumentar a massa de dados à nossa disposição: é preciso criar verdadeiras políticas de transparência”. Na visão da palestrante, precisamos, igualmente, que os dados estejam organizados numa linguagem simples e inclusiva. Em sua palestra, Izabela Correa mostrou o orçamento da União, disponibilizado pelo Senado Federal, levantando a questão sobre a compreensão daqueles dados. Em seguida, mostrou a iniciativa do Mosaico Orçamentário, criado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Open Knowledge Brasil, afirmando que quem entende os dados criou uma maneira fácil de visualizá-los. O Mosaico tem o objetivo de mostrar onde está dedicada a maior parte do orçamento federal, quem gasta mais desse orçamento e para onde o gasto vai – quanto é orçado e quanto de fato é gasto. A palestrante também mostra o Portal da Transparência, criado pelo Governo Federal, que disponibiliza dados da execução financeira de forma simples. Desde seu lançamento, o portal já foi fonte de várias notícias que levaram à investigação de uma série de casos, responsabilização de agentes públicos e, melhor, ao aprimoramento da lesgilação federal sobre a execução financeira. É possível conferir a palestra completa abaixo:
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Escola de Dados oferece curso gratuito para jornalistas em São Paulo sobre dados orçamentários

- October 27, 2015 in brasil, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, Gastos Abertos, governo, Internet, Jornalismo de dados, Open Knowledge Brasil, orçamento, orçamento público, São Paulo, sociedade civil

Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

Jornalistas interessados em entender como utilizar os dados orçamentários para fazer análises e criar histórias interativas podem se inscrever na primeira edição das oficinas Gastos Abertos, que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro. O curso é gratuito e será oferecido pela Escola de Dados como parte do projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, premiado como finalista do Desafio Social do Google. As inscrições podem ser feitas a partir deste domingo, 25 de outubro, até 23h59 do dia 8 de novembro, por meio de formulário online (clique aqui para acessá-lo). Serão selecionados até 20 participantes e o resultado será divulgado no blog da Escola de Dados no dia 13 de novembro. O curso é dividido em dois módulos e conta com o apoio da FIAP e do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito São Paulo. O primeiro módulo vai apresentar como funciona o orçamento público municipal, as fontes dos dados orçamentários e como verificar contratos e licitações públicas. O segundo módulo traz um panorama sobre jornalismo de dados, apresentando as principais técnicas e ferramentas utilizadas para busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados. Ao final do curso, os alunos terão projetos próprios de narrativas jornalísticas com o uso de dados sobre o orçamento público. A metodologia do curso envolverá aulas expositivas e atividades em grupo guiadas pelos tutores. O objetivo é que, com mais conhecimentos sobre como analisar os dados orçamentários, os jornalistas possam abordar melhor o assunto em seus veículos e estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos. Jornalistas e estudantes de Comunicação podem se inscrever. A seleção dos candidatos avaliará o grau de experiência em jornalismo e o potencial de aplicação dos ensinamentos, não sendo necessário conhecimento prévio em jornalismo de dados. Entre os tutores estão Natália Mazotte, coordenadora da Escola de Dados no Brasil; Pedro Marin, doutorando em Administração Pública e Governo pela FGV e coordenador de planejamento da Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico de São Paulo; Rodrigo Burgarelli, repórter do jornal O Estado de S. Paulo com experiência em administração pública e jornalismo de dados; e Diego Rabatone,  co-fundador do Grupo de Estudos de Software Livre da Poli-USP e ex-membro do Estadão Dados. O projeto Gastos Abertos vai oferecer visualizações fáceis e intuitivas sobre o que o governo está fazendo com o nosso dinheiro. Como parte do projeto, a Escola de Dados vai oferecer cursos presenciais e um curso massivo online, todos gratuitos, sobre orçamento público e uso de dados. A Escola de Dados, um programa que no Brasil nasceu dentro do capítulo brasileiro da Open Knowledge, é parte de uma comunidade global que trabalha para capacitar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos para usar dados de forma eficaz em seus esforços para criar sociedades mais justas. Nossa missão é ensinar as pessoas a ter insights poderosos e criar histórias interessantes, utilizando dados abertos. Curso “Como o governo gasta nosso dinheiro” Realização: Escola de Dados Inscrições: de 13 a 24/11, por meio de formulário disponível neste link Resposta aos selecionados: 28/11, no blog da Escola de Dados 1º Módulo – Orçamento Público Quando: 30/11 a 02/12, de 8h30 às 12h Onde: FIAP, Av. Paulista, 1106, 7º andar – Bela Vista, São Paulo 2º módulo – Análise e Visualização de dados Quando: 7/12 a 11/12, de 8h30 às 12h Onde: FGV/SP, R. Rocha, 233 – Bela Vista, São Paulo *Apoio: FIAP e GEPI /FGV DIREITO SP (Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação – projeto Democracia Digital) logo fiap     GEPI FGV  - LOGO          
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Sustentabilidade dos aplicativos cívicos e software livre

- October 23, 2015 in colaboração, Destaque, Gastos Abertos, Internet, orçamento, planejamento, projetos, Sociedade, sociedade civil, software livre

Diversas plataformas e aplicativos cívicos estão surgindo pelo mundo com o intuito de aproximar os cidadãos da construção daquilo que é público, de interesse de todos. A questão que todas elas enfrentam é a sustentabilidade econômica dos projetos.

As diversas manifestações acontecidas nos últimos anos no Brasil (e no mundo) mostram de forma clara um anseio da população por se aproximar da política e participar de maneira efetiva da construção de soluções e das tomadas de decisões sobre o que é público.

Este novo padrão de comportamento, aliado às tecnologias e ferramentas que surgem na era da internet, vem possibilitando o surgimento de novas soluções e compondo um novo ecossistema da participação e incidência política. Em todo mundo, a sociedade civil organizada, empresas e governos buscam alternativas às tradicionais — e, em grande parte, desgastadas — ferramentas de participação.

Surgem soluções das mais diversas, algumas que permitem ao cidadão votar em tempo real nos projetos de lei que tramitam no legislativo, outras que permitem acompanhar os dados de orçamento, quer dizer, como o dinheiro público está sendo gasto. Também existem aplicativos para indicar os locais da cidade onde está faltando ou há algum problema com algum serviço público, para avaliar o nível de satisfação em relação às instituições públicas ou aos políticos, entre outras funcionalidades.

A grande questão passa pelo modelo de negócios, as formas de financiar tais ferramentas, permitindo sustentar estas plataformas ao longo do tempo, mantendo a neutralidade, aprimorando constantemente os códigos e suas funcionalidades, assegurando a privacidade dos dados dos usuários e sua segurança.

Neste sentido, o software livre é uma excelente solução para as plataforma e aplicativos cívicos adotados principalmente pelas instituições públicas, pois mesmo não podendo cobrar por licenças de uso, podem ser remunerados por vários serviços imprescindíveis ao uso do software, inclusive serviços recorrentes, desenvolvendo uma saudável e duradoura relação comercial com potencias interessados no aplicativo.

O software livre permite o desenvolvimento do código de maneira colaborativa, as melhorias realizadas em outros locais que já utilizam o software podem ser facilmente incorporadas, permitindo diminuição de custos e aprimoramento constante das ferramentas.

Todos podem ter ciência dos algoritmos utilizados para ordenar ou mostrar as informações e sugerir melhorias, evitando a dependência de um fornecedor específico de software. O próprio governo pode se empoderar do aplicativo para customizações ou integrações necessárias de maneira independente, sanando a dependência da utilização de software proprietário no setor público.

A escolha de soluções de código aberto ou software livre trata-se de uma importante opção a médio e longo prazo que permite, por um lado, a diminuição de custos e a autonomia das instituições públicas e, por outro, o fortalecimento do ecossistema de desenvolvedores de aplicativos cívicos que acreditam e procuram a democratização da democracia no contexto do século XXI.

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Relato completo sobre o acordo fechado entre a Câmara Municipal de São Paulo e a empresa WebCitizen

- October 9, 2015 in acesso à informação, Destaque, governo, Open Knowledge Brasil, orçamento, orçamento público, São Paulo, sociedade civil, transparência

A Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) adotou recentemente uma ferramenta de código proprietário para que os cidadãos de São Paulo opinem sobre os projetos de lei em tramitação. No dia 10 de setembro, um ofício enviado por Antonio Assiz, diretor de Comunicação Externa, a todos os vereadores, informou que a CMSP passaria a ter uma plataforma de participação cidadã na web, o VotenaWeb. O documento também convocava todos os vereadores a cadastrarem três projetos de lei que considerassem relevantes para discussão. Durante o processo, não houve nenhum espaço de participação popular, nem consulta pública. Há aproximadamente seis meses, a Open Knowledge Brasil, apoiada pela Fundação Avina, disponibilizou a plataforma Eu Voto, uma ferramenta com o código aberto com o mesmo propósito do Vote na Web. O software utilizado pela plataforma é o DemocracyOS, um programa de código aberto criado na Argentina e adotado por diversas cidades ao redor do mundo. O EuVoto é um projeto apartidário e já conta com o apoio de vereadores de diversos partidos políticos na cidade de São Paulo, além da participação de cidadãos que buscam um maior envolvimento nos processos de tomada de decisão do legislativo municipal. Já são mais de 800 usuários cadastrados e 1700 votos realizados num curto intervalo de tempo.
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Crédito: Cory Doctorow

A Open Knowledge Brasil defende a importância do código aberto dos aplicativos e plataformas utilizados nessas instituições, o que possibilita que mais pessoas tenham ciência dos algoritmos utilizados para ordenar ou mostrar as informações e consigam contribuir de modo mais efetivo para a melhoria dessas plataformas, evitando a dependência de um fornecedor específico de software. Como vantagem, o próprio governo pode se apropriar do código do aplicativo para customizações ou integrações necessárias de maneira independente. No entanto, essa opção foi preterida pela Câmara Municipal de São Paulo. A Diretoria de Comunicação Externa da Câmara fechou um acordo, por meio de sua agência de publicidade Artplan, com uma empresa de consultoria e produção digital que fornece uma plataforma semelhante ao Eu Voto. A diferença, porém, é que a administração pública pagará pela inserção de publicidade neste aplicativo, cujo código é fechado. Antes do comunicado, a equipe do Eu Voto havia tentado diversas vezes contato com a Presidência da Câmara para apresentar a solução livre e buscar possibilidades de colaboração, mas esta só respondeu quando pressionada no fórum de discussão da Open Knowledge Brasil e depois de uma nota em nosso site sobre o caso, quando ainda estávamos tentando entender o ocorrido. Quando questionada sobre o memorando que comunicava a adoção do VotenaWeb, a equipe da Diretoria de Comunicação Externa na Câmara replicou, no fórum aberto, que deixaria para se “manifestar em um momento mais oportuno”. A seguir, representantes da Diretoria convidaram Everton Alvarenga, diretor da Open Knowledge Brasil, e Ariel Kogan, coordenador do projeto Eu Voto e conselheiro da organização, para uma reunião presencial. No dia 22 de setembro, Alvarenga e Kogan dialogaram com a equipe de Comunicação Externa da CMSP (Antonio Assiz, seu diretor, e Eugênio Araújo, seu vice) e o chefe de comunicação da CMSP, Everaldo Gouveia. Na reunião, questionaram o uso de uma ferramenta com código proprietário em detrimento de uma com o código aberto, a falta de diálogo com os representantes de um projeto que tem por objetivo a participação cidadã mais intensa e a falta de clareza do processo, reivindicando o envio do acordo estabelecido. E ouviram, da parte da Comunicação Externa, que esta se alinha ao uso de software livre e que o uso da plataforma VotenaWeb não acarretará no abandono do EuVoto. Após a promessa de envio do acordo, houve um recuo de Assiz. No dia 29 de setembro, ele se recusou a fornecer documentos que especificassem como a Artplan, agência que venceu uma licitação milionária, utilizaria essa nova plataforma para publicizar as ações da CMSP. Na mesma semana, porém, o presidente da Câmara, o vereador Donato, marcou uma reunião, que aconteceu no dia 30 de setembro, após mais um convite de Alvarenga para o diálogo. Dela, participaram Alvarenga, Kogan, Donato e Evandro Gouveia, chefe de Comunicação. Foi acertado que enviariam o acordo entre a Artplan e a empresa responsável pelo VotenaWeb e que haveria uma reunião para a análise de possibilidades de colaboração entre a Open Knowledge Brasil e a CMSP, que já ocorre desde 2011, ano em que a Open Knowledge começou a atuar no Brasil. Entre os documentos obtidos, há uma carta de recomendação datada de 23 de setembro, escrita por Igor Leite, coordenador de mídia da Artplan, para um projeto de mídia no VotenaWeb. Há também um ofício do diretor de Comunicação Externa, do dia 25 de setembro, para o supervisor de contas Jorge Cintra. Através do documento com os valores propostos pela Webcitizen, responsável pela VotenaWeb, o custo mensal da operação pode chegar a aproximadamente R$ 53.000, totalizando mais de meio milhão de reais no intervalo de um ano (~R$ 636.000). É curioso que esses documentos assinados com os acordo financeiros e recomendação estejam datados após a reunião do dia 22 de setembro, ainda que a mesa diretora tenha aprovado o uso do aplicativo no dia 9* e convocado oficialmente todos assessores dos vereadores para uma apresentação sobre o mesmo uma semana depois. Em entrevista à rádio CBN na última sexta-feira (02/10), Fernando Barreto, diretor-executivo do Vote na Web, afirmou que sua equipe procurou a Artplan para fechar um acordo de publicidade na plataforma. Quando perguntado sobre a opção da Câmara em utilizar um software proprietário, admitiu que o ideal é que se utilizem softwares livres em órgãos públicos. gr-governoaberto Consideramos esta situação mais um reflexo da falta diálogo entre a população e o poder público, o que acaba, na maioria dos casos, incorrendo no aumento das despesas das instituições públicas com processos fechados, ineficientes e obscuros. Assim como defendemos o uso do software livre e do código aberto, apoiamos também processos transparentes, claros e coerentes nas instituições públicas. Só desta forma será possível abrir a administração pública para permitir a participação popular em processos de tomada de decisão que competem a todos. * A Open Knowledge Brasil não conseguiu achar o vídeo da reunião ocorrida no dia. Flattr this!

Brasil ganha ferramenta de visualização de orçamento construída com a Open Knowledge

- December 1, 2014 in colaboração, Dados Abertos, DAPP, Destaque, dinheiro público, doutor Marco, fgv, formato aberto, Gastos Abertos, mosaico, okbr, OKI, Open Spending, orçamento, orçamento federal, políticas pútlicas, senado, SIGA, SIGA Brasil, Sociedade, software livre

Foi lançado ontem, 30 de novembro, o Mosaico Orçamentário, uma ferramenta de visualização de dados do Orçamento Federal desenvolvida a partir do Open Spending, da Open Knowledge Internacional (OKI). A iniciativa é da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP) em parceria com a Open Knowledge Brasil e o jornal O Globo e disponibiliza aos cidadãos dados do orçamento federal de 2001 a 2014, oferecendo a possibilidade de filtragem por temas, por órgãos e também pela distribuição de partidos políticos. Além disso, todas bases de dados estão disponíveis para download num formato aberto (CSV). Segundo Marco Aurélio Ruediger, diretor da FGV-DAPP, a ferramenta busca promover a transparência, “um vetor central não só para aumentar a confiança da sociedade civil nas instituições, como para a melhoria das políticas públicas”.
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Mosaico Orçamentário disponibiliza dados do orçamento federal de 2001 a 2014 com possibilidade de filtragem por temas, órgãos e partidos políticos

O Mosaico utiliza informações públicas obtidas no portal SIGA Brasil, do Senado Federal. Segundo Ruediger, a obtenção dos dados foi um desafio para o projeto. “O banco de dados do orçamento do senado foi central, é um trabalho que tem um viés republicano importante. Nos estados não existe nada tão acessível assim”, conta. Apesar de já estarem disponíveis, os dados são difíceis de serem interpretados por pessoas que não estejam familiarizadas com a linguagem do orçamento. “Nosso  trabalho conseguiu deixar a informação mais clara pro cidadão mediano”, afirma. Para ele, o desafio maior agora é que os dados continuem sendo disponibilizados. O desenvolvimento da ferramenta levou um ano e meio e envolveu uma equipe de 19 pessoas, entre cientistas políticos, economistas, sociólogos, desenvolvedores de software (TI) e profissionais de design. A iniciativa partiu de uma conversa entre a FGV-DAPP e a Open Knowledge Brasil (OKBr) e Internacional sobre alguns trabalhos de abertura de dados e visualizações de orçamento e contou com apoio técnico da OKBr sobre a parte tecnológica (abertura de dados e de software) e de uma equipe da FGV sobre questões conceituais sobre o orçamento. Open spending O Open Spending, da rede da Open Knowledge, é um banco de dados de informações financeiras públicas que permite rastrear e analisar o dinheiro ao redor do mundo. Ele inclui orçamentos, dados sobre gastos, planilhas de balanço, etc., e é contruído por uma comunidade de usuários e colaboradores de diversos locais e mantido pela OKI. Ruediger destaca a importância que o uso de um software livre teve para a evolução do Mosaico Oraçamentário. Partindo de uma primeira versão desenvolvida pela Open Knowledge Brasil (OKBr), o grupo da FGV-DAPP conseguiu realizar uma série de modificações e adaptações. “Pudemos fazer evoluir não só o código e dar uma confiabilidade enorme, mas a versão que vai pro ar agregou um entendimento bastante poderoso do orçamento público e de suas matizes”, conta. Ele ressalta que todo o conhecimento agregado pela FGV na ferramenta segue livre e aberto para que a comunidade possa se apropriar e continuar desenvolvendo. O Open Spending já foi adaptado em países com Bósnia, Eslováquia, Inglaterra, Camarões, Uganda, entre outros e também foi usado pelos governos de Bolonha e Berlim para criar visualizações de orçamento. Veja mais projetos baseados no Open Spending aqui. Orçamento O Mosaico Orçamentário é o quinto projeto envolvendo dados de orçamento promovido ou apoiado pela OKBr. Além dele, a rede promoveu as ferramentas Orçamento ao Seu Alcance, Cuidando do Meu Bairro e o Gastos Abertos. Além disso participou da pesquisa sobre dados de portais de transparência em parceria com o Intituto de Estudos Socioeconômicos. Saiba mais: flattr this!