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Projeto LIBRE, de microfinanciamento para jornalismo, vai ser apresentado durante evento no INSPER

Elza Maria Albuquerque - August 11, 2017 in Destaque, LIBRE, Parceiros

No dia 12/8 (sábado), a partir das 10h30, o jornalista Bruno Torturra vai apresentar, pela primeira vez ao público, o projeto LIBRE, ferramenta inovadora de microfinanciamento para jornalismo, no evento Workshop Modelos de Negócios para o Jornalismo, no INSPER, em São Paulo. No evento, além do Bruno, estarão Renata Rizzi, do Nexo, e Eduardo Acquarone, da TV Globo e Flying Content. No encontro, Bruno vai explicar como a ferramenta funciona e a visão do projeto: a urgência de buscar novas métricas que superem a mera audiência e saídas técnicas que possam criar uma nova sustentabilidade para o campo da imprensa a partir do público. Uma parceria da Open Knowledge Brasil e do Estúdio Fluxo, com desenvolvimento do AppCivico, a ferramenta pretende aproximar veículos digitais e o público interessado em valorizar e sustentar o jornalismo de qualidade. O LIBRE, desenhado e programado especificamente para o ecossistema da imprensa digital, vai funcionar por meio de um botão, inserido diretamente em posts e em conteúdos jornalísticos. A partir dele, o público poderá doar pequenos valores diretamente ao veículo ou ao autor do material em questão. Em vez de assinaturas, crowdfundings ou doações mensais aos veículos, o LIBRE permite que o público possa contribuir de acordo com a relevância do conteúdo e a diversidade de sua dieta de informação. Ainda em sua versão beta, a ferramenta está aberta para o cadastro de veículos e jornalistas interessados em utilizar a tecnologia. Na primeira fase, ela vai funcionar com planos mensais para o público que poderá distribuir seus créditos entre os veículos e sites parceiros. Os portais Gastrolândia, focado na gastronomia, Aos Fatos, plataforma de checagem de informações, e o VadeBike, site de notícias especializado em mobilidade urbana não motorizada, já são alguns dos veículos que estão testando a plataforma nessa fase piloto. Bruno Torturra é jornalista há 16 anos. Desde 2011, desenvolve projetos de jornalismo que exploram as possibilidades da rede e da hiperconectividade. Pioneiro na realização de streamings de rua no Brasil, criador da PósTV, primeira rede descentralizada de streaming no Brasil, fundador da Mídia Ninja e do Estúdio Fluxo de Jornalismo. INFORMAÇÕES GERAIS Workshop Modelos de Negócios para o Jornalismo Quando: Sábado, 12 de agosto, Local: Insper – R. Quatá, 300 – São Paulo – SP Horário: 10h30 Flattr this!

Projeto LIBRE, de microfinanciamento para jornalismo, vai ser apresentado durante evento no INSPER

Elza Maria Albuquerque - August 11, 2017 in Destaque, LIBRE, Parceiros

No dia 12/8 (sábado), a partir das 10h30, o jornalista Bruno Torturra vai apresentar, pela primeira vez ao público, o projeto LIBRE, ferramenta inovadora de microfinanciamento para jornalismo, no evento Workshop Modelos de Negócios para o Jornalismo, no INSPER, em São Paulo. No evento, além do Bruno, estarão Renata Rizzi, do Nexo, e Eduardo Acquarone, da TV Globo e Flying Content. No encontro, Bruno vai explicar como a ferramenta funciona e a visão do projeto: a urgência de buscar novas métricas que superem a mera audiência e saídas técnicas que possam criar uma nova sustentabilidade para o campo da imprensa a partir do público. Uma parceria da Open Knowledge Brasil e do Estúdio Fluxo, com desenvolvimento do AppCivico, a ferramenta pretende aproximar veículos digitais e o público interessado em valorizar e sustentar o jornalismo de qualidade. O LIBRE, desenhado e programado especificamente para o ecossistema da imprensa digital, vai funcionar por meio de um botão, inserido diretamente em posts e em conteúdos jornalísticos. A partir dele, o público poderá doar pequenos valores diretamente ao veículo ou ao autor do material em questão. Em vez de assinaturas, crowdfundings ou doações mensais aos veículos, o LIBRE permite que o público possa contribuir de acordo com a relevância do conteúdo e a diversidade de sua dieta de informação. Ainda em sua versão beta, a ferramenta está aberta para o cadastro de veículos e jornalistas interessados em utilizar a tecnologia. Na primeira fase, ela vai funcionar com planos mensais para o público que poderá distribuir seus créditos entre os veículos e sites parceiros. Os portais Gastrolândia, focado na gastronomia, Aos Fatos, plataforma de checagem de informações, e o VadeBike, site de notícias especializado em mobilidade urbana não motorizada, já são alguns dos veículos que estão testando a plataforma nessa fase piloto. Bruno Torturra é jornalista há 16 anos. Desde 2011, desenvolve projetos de jornalismo que exploram as possibilidades da rede e da hiperconectividade. Pioneiro na realização de streamings de rua no Brasil, criador da PósTV, primeira rede descentralizada de streaming no Brasil, fundador da Mídia Ninja e do Estúdio Fluxo de Jornalismo. INFORMAÇÕES GERAIS Workshop Modelos de Negócios para o Jornalismo Quando: Sábado, 12 de agosto, Local: Insper – R. Quatá, 300 – São Paulo – SP Horário: 10h30 Flattr this!

Open Knowledge Brasil apoia a Operação Serenata de Amor

Elza Maria Albuquerque - March 17, 2017 in Destaque, Parceiros

Agora a Open Knowledge Brasil faz parte do time de apoiadores da Operação Serenata de Amor. A equipe do projeto criou um robô – uma inteligência artificial capaz de analisar cada pedido de reembolso dos deputados e identificar a probabilidade de ilegalidade. E nós, da OKBR, estamos colaborando com o planejamento da próxima etapa do projeto e com a busca de possíveis financiadores. Yasodara Córdova, nossa conselheira, é também conselheira da iniciativa.

“Acredito que esta seja uma das iniciativas mais interessantes no campo da inovação política no Brasil por vários motivos. Ela está contribuindo com o aumento da transparência nos gastos públicos e também com a diminuição dos pequenos casos de corrupção ou desvio de fundos públicos; está mobilizando muitos voluntários interessados no assunto e conta com um time de jovens muito engajados e capacitados”, destaca Ariel Kogan, diretor-executivo da OKBR. .

O momento da Operação Serenata de Amor é de planejamento da sua continuidade e expansão. Abaixo, na entrevista, Felipe Cabral, um dos idealizadores, conta mais sobre tudo o que envolve essa jornada. Confira!

OKBR: Qual é o atual momento da Operação Serenata de Amor? Felipe: A Operação Serenata de Amor está planejando sua continuidade e expansão. Explico. A ideia surgiu em julho de 2016. A campanha de crowfunding no Catarse foi publicada dia 7 de setembro e recebemos fundos que nos mantiveram por 3 meses. Esses 3 meses foram principalmente de construção de software e, em janeiro de 2017, houve uma mudança de foco para a construção de um sistema de auditoria e denúncias. Desde fevereiro estamos trabalhando sem nenhum tipo de retorno financeiro, fazendo uso das nossas próprias poupanças – e elas são pequenas, a nossa sorte é que somos frugais. Nesse período estamos trabalhando em: – Novas análises – Validade da condição legal da empresa em emitir nota. São 5222 suspeitas até agora. Recebemos orientação da Onília do RS que é empreendedora, contadora e muito mais. Validade da identidade da empresa. Estamos cruzando dados que validam o local da empresa e sua atividade econômica apresentada. – Construção de uma campanha de crowdfunding recorrente. E aqui é onde nos apresentamos nossas razões para tal. – Construção de parcerias Open Knowledge Foundation Brasil Nossas Cidades Uma mentora que possui muita história na luta pela abertura de dados, transparência, acesso a rede, privacidade, segurança na web e mais: Yasodara Córdova Observatório Social do Brasil

Enquanto o projeto não for sustentável financeiramente, os membros do time irão se dedicar a consultorias externas para colocar suas especializações técnicas a serviço.

OKBR: Como tem sido a parceria da Operação Serenata de Amor com a OKBR? Felipe: Ela tem sido valiosíssima. Primeiro, temos que recordar aos leitores que a OKBR é uma das responsáveis pelas políticas de dados abertos no Brasil e no mundo. Sem a abertura de dados e a transparência, o trabalho da Operação Serenata de Amor seria inviável. É o primeiro projeto cívico do time que, pela sua natureza, não tem modelo de negócios. Nisso, estamos recebendo ajuda de como montar orçamentos e apresentar as contas. Além disso, a OKBR tem uma rede internacional de contatos. A Operação Serenata de Amor é um projeto inédito no mundo, que tem possibilidade de se estabelecer em qualquer país que possua transparência de gastos do governo. A OKBR atua como uma rede. Tem parcerias com o Observatório Social, que também estamos firmando parceria. Além disso, a OKBR é a organização-chave de uma diversidade de projetos que são complementares ao nosso projeto. A comunicação e a organização para aproveitamento da sinergia entre os projetos é fundamental. Por fim, a organização é capaz de encontrar financiamento que permitirá a Operação Serenata de Amor retornar com força total.

OKBR: Como tem sido a atual dinâmica de trabalho? Felipe: A dinâmica do trabalho é a mesma desde o início dos trabalhos da Operação Serenata de Amor. Adotamos as técnicas de consultoria de desenvolvimento de software para internet. Isso significa que utilizamos métodos ágeis, kanban, e mais. Todo o resultado de software é público, e isso é demasiado importante. Uma pergunta frequente que é direcionada para nós é: “quem cuida para que o robô seja idôneo”. A nossa resposta é sempre: todos nós. Isso quer dizer que ao abrir o código, deixar disponível, manter um grupo aberto de comunicação com um grupo técnico de 500 membros e estar sempre atento ao perfil do código no Github, onde há mais de 1700 pessoas seguindo o código, estamos nos dispondo ao controle social que nós mesmos executamos no governo.

As primeiras mensagens que trocamos pelo chat são sempre próximas das 7 da manhã, com uma reunião geral diária as 9 da manhã, quando definimos a agenda do dia com todos os membros do time. O chat se mantém ativo por todo o dia, com chamadas frequentes por vídeo. Também fazemos muito uso de compartilhamento de tela para trabalharmos em duplas.

Como é um projeto que é mantido pelo público, uma parte muito importante é descrever o projeto, nossas ações e resultados em uma linguagem não técnica. Para isso, mantemos uma rotina de relatórios e um blog que é para publicarmos algo sempre que há alguma notícia relevante.

Um fato curioso é que estamos em seis cidades diferentes e executamos, a risca, a cartilha de trabalho remoto, ou teletrabalho.

OKBR: Como tem sido a repercussão do projeto? Felipe: A repercussão tem sido uma surpresa muito agradável. Antes mesmo da publicação da campanha no Catarse, ao apresentar a ideia, eu era questionado: É possível? Tu e teu time conseguem fazer uma inteligência artificial que irá digerir todos esses dados e compreender os casos suspeitos? Com os resultados publicados, fomos procurados por praticamente todos os canais nacionais de TV, fomos capa de jornal que é relevante em toda a América Latina. No total, são mais de 80 aparições na mídia. Todas de maneira espontânea. Existe a repercussão no universo de desenvolvimento de software também. O grupo de discussão técnica no Telegram é ativo, onde pessoas colocam suas dúvidas, oferecem resultados. É incrível testemunhar uma comunidade crescente e que possivelmente serão os novos cientistas de dados que poderão oferecer mais ferramentas de controle social no Brasil e no mundo. E por fim, as mensagens pessoais de esperança nos bons resultados do projeto e apoio são o que nos mantêm firmes na execução da Operação Serenata de Amor.

OKBR: A atual equipe conta com quantos profissionais? Felipe: Ao todo, são oito membros do time principal.

Irio Musskopf – Cientista de dados, líder técnico Experiência em empresas de consultoria de software no Brasil, como cientista de dados em empresas dos EUA e estudou ciências de dados em Berlim.

Ana Schwendler – Cientista de dados Formada em ciência da computação, projeto de conclusão baseado em ciência de dados

Jessica Temporal – Cientista de dados Formada em informática biomédica, fez parte de projetos de pesquisa como cientista de dados

Eduardo Cuducos – Gerente de comunidade, programador, pesquisador PhD candidate na University of Essex, programador e designer

Bruno Pazzim – Marketing, programação Empreendedor e responsável pela questão visual do projeto e toda a ação de marketing.

Pedro Vilanova – Jornalista, pesquisador Responsável por toda atividade jornalística.

Felipe B Cabral – XO Administração geral e operacional.

Mentora: Yaso Córdova Fellow of the Berkman Klein Center at Harvard , e já foi Web Specialist na W3C Brazil.

É comum recebermos ajuda voluntária técnica. Nos relatórios quinzenais, nós costumamos citar quem mais colaborou no período.

OKBR: Conte pra gente alguns destaques das vitórias que já tiveram desde o lançamento do projeto. Felipe: A primeira grande vitória foi acompanhar o processo do começo ao fim. Da concepção de uma idea, da programação, da campanha, da validação da suspeita e que culminou em uma devolução de dinheiro aos cofres públicos. Todo o fluxo do projeto foi testado e foi comprovado que era possível!

Tivemos o reconhecimento do Ministério da Transparência, Câmara dos deputados e Tribunal de Contas. Órgãos responsáveis pelo controle de despesas do governo que afirmaram em reuniões presenciais que o nosso trabalho é essencial e colaboramos efetivamente com o ecossistema de controle social.

Com um grupo técnico que oferece ajuda mútua, existem mais indivíduos que estão aprendendo sobre ciência de dados usando o nosso projeto. Já existem excelentes contribuidores e, em breve, teremos pessoas que se “formaram” em ciência de dados usando todo o processo da Operação Serenata de Amor como caso.

Até agora, tivemos mais de 80 aparições em jornais e em diversos veículos nacionais: TV, rádio e jornal.

O time é unido e está junto todos os dias. Tivemos diversos registros de trabalho que ocorreram durante finais de semana – e nada disso foi combinado, exigido ou cobrado. É a sinergia, gosto e paixão que estão por trás.

OKBR: E como tem sido o processo de mobilização da sociedade para fazer com o que o projeto continue? Felipe: A sociedade tem provado que está apostando seriamente em nós. Durante a fase do Catarse, nós nos tornamos o projeto que envolve política e ciência com o maior financiamento da história do Brasil. Agora, com o financiamento recorrente, no Apoia.se/serenata, há um registro crescente de apoios. Rapidamente nos tornamos o quarto maior projeto da plataforma. Além disso, existem milhares de mensagens de apoio que recebemos.

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Open Knowledge Brasil e Observatório Social do Brasil fecham parceria

Elza Maria Albuquerque - February 11, 2017 in Destaque, Gastos Abertos, Parceiros, transparência

A Open Knowledge Brasil e o Observatório Social do Brasil (OSB) agora são parceiros! Realizada em janeiro deste ano, a parceria tem o objetivo de fortalecer o projeto Gastos Abertos, impulsionando a atuação de cidadãos no Brasil e, assim, impactar e fortalecer a transparência das finanças municipais nos meios digitais. “Estamos começando uma troca de conhecimentos sobre experiências entre ambos os times para que possamos ter os melhores instrumentos e efetivar os objetivos de cada iniciativa”, conta Thiago Rondon, coordenador do Gastos Abertos. Uma das ações práticas é a construção de documentos técnicos para fortalecer a atuação dos líderes do Gastos Abertos para a implementação do portal de transparência das cidades brasileiras com os dados referentes ao orçamento público. “Além disso, vamos compartilhar os nossos resultados e sugerir também para que os observatórios sociais espalhados por diversas cidades brasileiras possam ter documentos e técnicas para o uso de plataformas de software livre de uma maneira mais estruturada”, completa Thiago. A falta de transparência dos dados públicos e a dificuldade de acesso às informações desestimulam a participação do cidadão nos destinos da sua cidade. A união do OSB com a Open poderá gerar soluções inovadoras. De acordo com Ney Ribas, presidente do OSB “é tudo que buscamos: gerar eficiência na gestão pública, a partir do monitoramento das contas e da participação dos cidadãos”. Com novas ferramentas de inteligência, esse trabalho poderá ser potencializado e disseminado Brasil afora.” Flattr this!

Open Knowledge Brasil e Observatório Social do Brasil fecham parceria

Elza Maria Albuquerque - February 11, 2017 in Destaque, Gastos Abertos, Parceiros, transparência

A Open Knowledge Brasil e o Observatório Social do Brasil (OSB) agora são parceiros! Realizada em janeiro deste ano, a parceria tem o objetivo de fortalecer o projeto Gastos Abertos, impulsionando a atuação de cidadãos no Brasil e, assim, impactar e fortalecer a transparência das finanças municipais nos meios digitais. “Estamos começando uma troca de conhecimentos sobre experiências entre ambos os times para que possamos ter os melhores instrumentos e efetivar os objetivos de cada iniciativa”, conta Thiago Rondon, coordenador do Gastos Abertos. Uma das ações práticas é a construção de documentos técnicos para fortalecer a atuação dos líderes do Gastos Abertos para a implementação do portal de transparência das cidades brasileiras com os dados referentes ao orçamento público. “Além disso, vamos compartilhar os nossos resultados e sugerir também para que os observatórios sociais espalhados por diversas cidades brasileiras possam ter documentos e técnicas para o uso de plataformas de software livre de uma maneira mais estruturada”, completa Thiago. A falta de transparência dos dados públicos e a dificuldade de acesso às informações desestimulam a participação do cidadão nos destinos da sua cidade. A união do OSB com a Open poderá gerar soluções inovadoras. De acordo com Ney Ribas, presidente do OSB “é tudo que buscamos: gerar eficiência na gestão pública, a partir do monitoramento das contas e da participação dos cidadãos”. Com novas ferramentas de inteligência, esse trabalho poderá ser potencializado e disseminado Brasil afora.” Flattr this!

Open Knowledge Brasil celebra Termo de Cooperação Técnica com a Câmara Municipal de São Paulo

Isis Reis - December 17, 2015 in #EuVoto, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Escola de Dados, governo, Internet, Jornalismo de dados, okbr, Open Knowledge Brasil, Parceiros, participação, planejamento, projetos, São Paulo, sociedade civil, software livre, transparência

A Open Knowledge Brasil (OKBr) e a Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) celebraram a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica não-oneroso, na última reunião da Mesa Diretora no dia 9 de dezembro. A data coincidiu com o dia internacional contra a corrupção. No documento, as partes se comprometem a desenvolver um programa de cooperação por meio de projetos, cursos e eventos, aprimorando o uso das tecnologias da informação e comunicação com o objetivo de ampliar e qualificar os espaços de participação cívica e estimular a transparência das instituições públicas. A parceria tem como objetivo potencializar o trabalho que a Open Knowledge Brasil vem realizando desde 2011, com ênfase na promoção do uso do software livre, a liberação de dados públicos em formatos abertos, uma maior transparência governamental e maior participação com o uso inteligente da tecnologia. “O termo envolve transferência de experiências e conhecimentos. A Câmara, assinando esse termo de cooperação com a Open Knowledge Brasil, formaliza seu compromisso com a sociedade civil na implementação de mecanismos que contribuam com uma maior transparência e participação cidadã. Com o apoio da Câmara, pretendemos criar novos projetos e dar continuidade a alguns já existentes, como a ampliação da seção de dados abertos no portal da Câmara e o desafios de dados abertos, por exemplo”, afirma Everton Zanella Alvarenga, diretor executivo da OKBr. “As instituições públicas têm um papel fundamental na implementação de ferramentas e processos abertos, que promovam maior transparência e participação cidadã, utilizando tecnologias da sociedade da informação. Através deste acordo, a Open Knowledge Brasil coloca à disposição da Câmara Municipal de São Paulo todo o seu conhecimento e experiência na utilização e desenvolvimento de ferramentas cívicas abertas, jornalismo de dados e promoção do conhecimento livre”, afirmou Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr e um dos criadores do Eu Voto, plataforma que permite aos membros da CMSP saberem como seus projetos são avaliados pelos cidadãos paulistas.
Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr,  e vereador Donato, presidente da CMSP

Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr, e vereador Donato, presidente da CMSP

O acordo, válido por 3 anos, prevê a cooperação em quatro frentes diferentes: ampliação e qualificação dos espaços e mecanismos de participação cidadã, transparência da gestão pública e abertura de dados, realização de cursos e de eventos. Um plano de trabalho para essas quatro frentes está em construção junto aos interlocutores responsáveis por cada área dentro da Câmara Municipal de São Paulo e será divulgado no começo do ano que vem. A Comunicação Externa da Câmara se compromete, por meio do acordo, a apoiar e participar ativamente, do projeto EuVoto. A ideia é ir além da atual interface web do projeto, desenvolvendo novas versões que ajudem a fomentar maior envolvimento dos cidadãos. Os coordenadores da Escola de Dados (Open Knowledge Brasil) e Escola do Parlamento (Câmara Municipal de São Paulo) já começaram os diálogos e a construção do planejamento para definir as ações conjuntas. Será realizado, entre outros, um evento sobre participação cívica, dados abertos e governança de dados. Em relação à agenda de transparência, retomamos o diálogo com a presidência da Casa para que a lei 16.051, de 6 de agosto de 2014, seja regulamentada. Flattr this!

Observatório Cidadão de Piracicaba e Rede Engajados lançam o #EuVoto na cidade

Isis Reis - December 2, 2015 in #EuVoto, brasil, colaboração, governo, governo aberto, Internet, Parceiros, participação, São Paulo

Foi lançada, no dia 12/11, a plataforma #EuVotoPiracicaba, que permite aos piracicabanos e às piracicabanas opinarem sobre os projetos de lei em tramitação na Câmara de Vereadores. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Observatório Cidadão de Piracicaba e da Rede Engajados, com o apoio da Open Knowledge Brasil. O programa utilizado pela plataforma é o DemocraciaOS, um software livre criado na Argentina, já presente em cidades da Espanha, dos Estados Unidos, da Finlândia, do México, da Ucrânia e lançado este ano na cidade de São Paulo pela OKBr.
Visualização da plataforma #EuVotoPiracicaba

Visualização da plataforma #EuVotoPiracicaba

“Estamos muito felizes pelo lançamento do #EuVotoPiracicaba, que mostra o potencial da plataforma (software livre) DemocraciaOS na promoção e aprimoramento dos processos de participação cidadã. Estamos à disposição para colaborar e trocar com os idealizadores da iniciativa para fortalecer o processo e aumentar o impacto na melhora da qualidade de vida na cidade. Outras cidades querem replicar o processo utilizando o DemocraciaOS e nos disponibilizamos a colaborar com essas iniciativas. Acreditamos que é um processo que se fortalece, e muito, com o trabalho em rede”, afirma Ariel Kogan, responsável pela implementação do #EuVoto no município de São Paulo e conselheiro da Open Knowledge Brasil. Segundo o site do #EuVotoPiracicaba, cada projeto ficará disponível para votação por tempo determinado e esta informação será especificada na página referente ao projeto de lei na plataforma. Os resultados das discussões sobre os projetos serão enviados a todos os vereadores e vereadoras da Câmara, com o intuito de contribuir com os debates e as decisões da casa. Os critérios para a escolha dos projetos que são inseridos na plataforma levam em conta o potencial de impacto dos mesmos na qualidade de vida da população da cidade, na sustentabilidade e conservação ambiental, nos direitos humanos e na justiça social, no desenvolvimento econômico do município e na transparência e na participação social nas decisões públicas. Além de votar e compartilhar sua opinião, o usuário também pode sugerir projetos de lei pelo e-mail de contato do site. Flattr this!

Universidade Aberta, Inclusão Digital Aberta, Cidade Aberta, Paulista Aberta e Ciência Aberta!

Tom - August 27, 2015 in Alexandre, Av. Paulista, avaliação, CGM, ciência aberta, CMSP, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, EACH, Educação Aberta, espaço urbano, igualdade, inclusão digital, Jorge Machado, lançamento, lei, livro, meritocracia, Open Knowledge Brasil, Parceiros, Paulista, Police Neto, São Paulo, Sarita Albagli, Secretaria Municipal de Serviços, Sociedade, sustentabilidade, USP Leste

A última semana foi intensa para a Open Knowledge Brasil. Participamos de cinco eventos que envolve algum tipo de abertura, alinhado com o que promovemos para uma sociedade mais justa e igualitária. Vamos descrever cada um desses eventos. Fotos dos eventos aqui.

Apresentações na USP Leste sobre dados abertos, meritocracia, universidades públicas e ciência aberta

Seminários USPFomos convidados para participar da 5ª Semana de Sistemas de Informação da USP, que ocorreu entre os dias 18 e 21 de agosto de 2015, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo. No dia 21 (quinta-feira), apresentei sobre ‘Meritocracia, Dados Abertos e Universidades Públicas’ e o Alexandre Abdo, conselheiro consultivo da OKBr, sobre ‘Sistemas, informação e a confiabilidade do conhecimento científico-acadêmico‘. Na minha apresentação comecei definindo como via meritocracia, distinguindo a boa da má, bastante inspirado no ‘Good Meritocracy, Bad Meritocracy‘, de Donal Low, que aponta algumas falhas do sistema meritocrático de Singapura e dá sugestões como resolver esses problemas. A questão da igualdade de oportunidade, que sempre surge quando meritocracia é abordada, teve inspiração no artigo ‘Equality of Opportunity‘, da enciclopédia de filosofia de Stanford. Por essas palestras recebemos, eu e o Alexandre, R$ 100 (R$ 50 para cada), que será doado para a Open Knowledge Brasil e destinado aos custos para manter o site do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta. Ofereci metade do dinheiro para os custos do livro sobre ciência aberta recém lançado (vejam abaixo), mas ele foi gentilmente doado para nós pela professora Sarita! (Obrigado, Sarita!)

Inclusão Digital Aberta

inclusao digital abertaTambém fomos convidados para participar pela Secretaria Municipal de Serviços, da cidade de São Paulo, da discussão da Lei Municipal nº 14.668/2008, criada pelo vereador José Police Neto. Já foi proposto pelo vereador Police, quando presidente da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), o uso do fundo previsto por ele para criarmos um portal de dados abertos mantido pela sociedade civil, o que nunca ocorreu. Tentamos um diálogo entre a CMSP via sua presidência e a Controladoria Geral do Município na época, mas não houve progresso. Saudamos a iniciativa dessa secretaria em retomar o diálogo com a sociedade civil e colocar essa lei sob consulta pública para seu aprimoramente, disponível nesse site aqui. Acho de extrema importância nossa participação para que esse fundo, proveniente essencialmente do ISS (Imposto Sobre Serviço) para empresas de tecnologia, tenha um processo aberto e transparente para seu uso, que foi o que propusemos há quase 2 anos no diálogo entre CMSP e CGM. Durante o painel que participei, destaquei a importância de focarmos menos na questão da infra-estrutura quando formos pensar em inclusão digital, mas também no conteúdo, mencionando o caso do tanto de conhecimento produzido com dinheiro público que fica trancafiados em locais como se fossem feudos, como por exemplo universidades públicas, onde a maior parte de seu conhecimento é financiado, em alguns casos, por impostos indiretos, mas apenas uma minoria tem acesso a tudo o que é produzido de forma fechada. Citei exemplos nossos, como a Escola de Dados, que oferece cursos gratuitos sobre alguns temas de extrema relevância para o que estava sendo discutifdo.

Cidade Aberta e Hackeável: espaços urbanos

espacos urbanos No sábado fomos eu e a Heloisa Pait, conselheira consultiva da OKBR, num interessante debate sobre Espaço urbano: interesse privado, poder público, organicidade e planejamento, que levantava a questão principal sobre como podem as mídias digitais contribuir para a construção de novas perspectivas dentro deste embate? Questionei o fato de alguns espaços não terem estímulos públicos para o seu uso, como alguns campi da Universidade de São Paulo, que poderia servir nos finais de semana para levar para a população cultura e ciência através de programas de extensão, mas por algum motivo que desconhecemos, não há políticas públicas que estimulem isso na cidade.

Paulista Aberta: transporte sustentável

paulista abertaComo em nosso estatuto foi previsto a promoção de políticas públicas sustentáveis, também participamos da inauguração de mais um trecho da ciclovia na região da Av. Paulista, ligando seu início na praça do cliclita até a região do Paraíso. No último domingo a Av. Paulista foi aberta para toda população que quisesse passear com suas bicicletas, familiares e amigos, num clima muito bom de confraternização na cidade de pedra.

Lançamento do livro Ciência Aberta, Questões Abertas

Fomos também convidados pela professora Sarita Albagli para o lançamento do livro ‘Ciência Aberta, Questões Aberta’, organizado pela prória Sarita,  pelo Alexandre Abdo e pela Maria Lucia Maciel. Ficamos muito contentes que, além de receber a doação mencionada acima no valor de R$ 50, recebemos um livro para nossa biblioteca assinado pela Sarita, pelo Alexandre e pelos professores Jorge Machado, Henrique Parra e pela Luca. Muito obrigado a todos! GT de Ciência Aberta Flattr this!

A importância da Open Knowledge no Brasil

Open Knowledge Brasil - August 3, 2015 in Alagoas, colaboradores, Dados Abertos, desafio, Destaque, Estados Abertos, Open Knowledge, Open Knowledge Brasil, Parceiros, prêmio, vozes, Wii

Recentemente o diretor executivo e fundador da Open Knowledge Brasil fez o seguinte desafio, um prêmio para o melhor vídeo que respondesse a seguinte pergunta: por que você acha importante uma organização como a Open Knowledge Brasil? Qual sua principal motivação para participar dela?
Thiago Avila

Thiago Avila, superintentende da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas (SEPLANDE/AL) e

Thiago Avila, superintentende da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas (SEPLANDE/AL)  e colaborador da Open Knowledge Brasil, fez um vídeo e respondeu essa a essa pergunta. Thiago receberá o prêmio quando vier para São Paulo, um vídeo-game Wii. O time de Alagoas já tinha contado um pouco sobre sua experiência em implementar uma instância do CKAN, Implementação do CKAN em Alagoas traz novas possibilidades e usuários para o portal de dados de abertos. Por que você acha importante uma organização como a Open Knowledge Brasil? A Open Knowledge Brasil é uma organização de grande importância, pois o momento presente e futuro da nossa sociedade será cada vez mais definida pelo acesso à informação e ao conhecimento que dispomos, e a OKBR se posiciona com um conceito fundamental, que o conhecimento deve ser LIVRE, estando disponível ao alcance de todos. Apesar dos avanços recentes, a explosão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) criou uma situação que o volume de informações produzidas aumentou exponencialmente, mas estão armazenadas, em sua maioria em locais fechados, ora nos bancos de dados governamentais, ora nas empresas e nas grandes corporações da Internet como Google e Facebook, ora nos milhares de laboratórios de pesquisa e bibliotecas nas universidades e faculdades. Para agravar, pouco se discute que a informação deve ser livre por padrão, como bem diz o Artigo XIX da Declaração Universal de Direitos Humanos. Se a OKBR e outras organizações que lutam pelo direito ao acesso à informação não existissem, teríamos esta voz ativa em defesa do conhecimento livre? Os cidadãos ficariam reféns dos feudos de poder nos governos, empresas e academia? Conhecimento livre proporciona liberdade, educação e desenvolvimento. Movimenta a economia e provê acesso aos direitos humanos e sociais. Eu acredito nisto e valorizo e defendo a atuação ampla da Open Knowledge em todo o mundo, especialmente no Brasil. Moro em Alagoas, um dos estados mais pobres do Brasil, onde 70% do PIB é concentrado em 10 cidades. Um terço da população está presente na capital, que ainda carrega os piores indicadores de desenvolvimento humano, mas que por outro lado, tem a melhor oferta hídrica da região, grandes nomes na literatura, esportes, cultura, medicina e na política. Um estado lindo por natureza, conhecido como o “caribe” brasileiro e que tem um povo sofrido, mas hospitaleiro e com vontade de transformar a sua terra. Acredito que a inserção de Alagoas na sociedade da informação e do conhecimento proporcionará um salto quântico no desenvolvimento desta terra. Atuamos fortemente nesta direção aqui em Alagoas e todos que por aqui acreditam nisto, defendem e valorizam a Open Knowledge Brasil como um grande parceiro. Flattr this!

Wikipedia na Universidade: enciclopédia vira ferramenta de ensino em sala de aula

Open Knowledge Brasil - July 27, 2015 in Conhecimento Livre, Fisl, Parceiros, Sociedade, UFRGS, universidade, WIkipedia

Maior enciclopédia do mundo, a Wikipedia vem ganhando um reforço de peso entre seus colaboradores. Por meio do projeto Wikipedia na Universidade, alunos e professores realizam atividades em sala de aula ao mesmo tempo que desenvolvem pesquisas sobre os temas do curso e colaboram com a edição de verbetes relacionados na enciclopédia. O projeto é realizado no Brasil desde 2011 e está presente em mais de 10 universidades no país. O projeto já teve sua participação em sua coordenação de Célio Costa Filho, conselheiro da Open Knowledge Brasil, e Everton Zanella Alvarenga, diretor da mesma organização. É o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde o professor do Departamento de Matemática e voluntário da Wikipedia, Fábio Azevedo, utiliza o site como ferramenta de ensino. Na 16ª edição do Fórum Internacional do Software Livre, que acontece em Porto Alegre, ele apontou os benefícios da iniciativa: “ao escrever os verbetes, o estudante pode pesquisar, buscar referências, resumir informação e organizar o pensamento, além de aprender como funciona a produção de conteúdo online”, avalia. Por outro lado, aponta Fábio, o projeto leva a Wikipedia para o centro do conhecimento, que é a universidade: “essa aproximação pode melhorar a qualidade dos conteúdos da enciclopédia, atrair novos editores e renovar a comunidade que mantém a Wikipedia com pessoas muito qualificadas”. Esse contato, de acordo com o professor, pode contribuir também para aumentar a aceitação da Wikipedia, que, por muitos, não é vista como uma fonte confiável: “qualquer fonte está sujeita a erro, mas os projetos colaborativos ou feitos por muitas pessoas sofrem mais resistência do que grupos editoriais com assinatura”, conclui. Qualquer professor ou estudante pode editar voluntariamente a Wikipedia, já que a enciclopédia é uma plataforma aberta. É possível, também, atuar com o apoio da comunidade “Wikimedia Fundação” que mantém a Wikipedia. Os interessados podem escrever para o e-mail educacao@wikimedia.org e acessar materiais de apoio para o desenvolvimento do projeto.

Confira 5 vantagens pedagógicas de se usar a Wikipedia, pelo professor Fábio Azevedo

  1. melhora o conhecimento do aluno ao escrever um verbete;
  2. aumenta o conhecimento do estudante durante o processo de pesquisa e escrita;
  3. torna-se capaz de entender melhor os fluxos de como a informação chega nas outras pessoas;
  4. aprofunda-se em tópicos de interesse do próprio do aluno em vez de assuntos generalistas;
  5. para a Wikipedia, a participação dos estudantes ajuda a divulgar a enciclopédia e melhora o conteúdo do site.
Mais informações: http://educacao.wikimedia.org/ Post adaptado da matéria de Anderson Falcão, no portal EBC. Flattr this!