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Conheça os compromissos da OKBR no 4º plano de ação da Parceria para Governo Aberto

Open Knowledge Brasil - July 24, 2018 in brasil, colaboração, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, OGP, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge Brasil participou, no início de julho, da segunda etapa das oficinas de cocriação para elaboração do 4º Plano de Ação brasileiro da Parceria para Governo Aberto (ou OGP, na sigla em inglês), organizadas pela CGU. Nessa etapa, especialistas do governo e da sociedade civil debateram um desafio, priorizado em votação aberta, e criaram um compromisso para buscar solucioná-lo. São 12 assuntos para avançar a agenda de governo aberto no país, cada um com seu compromisso. Juntos eles vão compor o Plano de Ação brasileiro na OGP para os próximos dois anos. Estivemos presentes em três temas: Ecossistema de Dados Abertos, Inovação e Governo Aberto na Ciência e Governo Aberto em Estados e Municípios. Em cada um deles, ajudamos a estabelecer os compromissos e definir estratégias, responsáveis, atividades e prazos. E qual a relevância desses compromissos para a sociedade brasileira? Eles são um atestado de medidas concretas a serem tomadas por sociedade e governo. A OGP é uma das principais iniciativas globais para difundir e incentivar ações de transparência, acesso à informação pública e participação social. E essa agenda é cara à Open Knowledge não à toa: ela é essencial para o fortalecimento democrático no mundo e para o fomento de práticas de governança inovadoras e inclusivas. A OGP foi lançada em 2011, quando os oito países fundadores da Parceria (África do Sul, Brasil, Estados Unidos, Filipinas, Indonésia, México, Noruega e Reino Unido) assinaram a Declaração de Governo Aberto e apresentaram seus Planos de Ação. Atualmente, 75 países integram a Parceria e já assumiram cerca de mil compromissos para tornar seus governos mais transparentes. Quer saber como vamos contribuir no 4o plano de ação brasileiro na OGP? Então segue a leitura: Ecossistema de Dados Abertos Pedro Vilanova, da equipe da Operação Serenata de Amor, e Davi Ventura, pesquisador do Índice de Dados Abertos (ODI), participaram da oficina de Ecossistema de Dados Abertos. O compromisso definido pelo grupo participante foi: Estabelecer de forma colaborativa modelo de referência de política de dados abertos que promova interação, capacitação e sensibilização entre sociedade e as três esferas do governo a partir do mapeamento das demandas sociais. Ações com envolvimento direto da Open Knowledge:
  • Identificar potencialidades e limites dos modelos existentes
  • Criar consulta pública sobre o texto do modelo  
  • Plano de comunicação e disseminação do modelo para as 3 esferas do governo e sociedade civil
Inovação e Governo Aberto na Ciência Neide de Sordi, conselheira deliberativa da Open Knowledge, participou da oficina de Inovação e Governo Aberto na Ciência. O compromisso definido pelo grupo participante foi: Estabelecer mecanismos de governança de dados científicos para o avanço da Ciência Aberta no Brasil. Ações com envolvimento direto da Open Knowledge:
  • Proposição de padrões de interoperabilidade para repositórios de dados de pesquisa
  • Proposição de conjunto de indicadores para aferição da maturidade em Ciência Aberta
Governo Aberto em Estados e Municípios Natália Mazotte, diretora da Open Knowledge, esteve presente na oficina de Governo Aberto em Estados e Municípios. O compromisso definido pelo grupo participante foi: Desenvolver ações colaborativas para disseminar conhecimento e mapear boas práticas de governo aberto com vistas a promover o engajamento subnacional. Ações com envolvimento direto da Open Knowledge:
  • Articulação com entidades para disseminação de conceitos e práticas de governo aberto
  • Elaboração de EADs para uso prático de ferramentas de governo aberto em temas multissetoriais
  • Construção de recursos educacionais abertos para capacitação em governo aberto
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Open Knowledge Brasil e outras organizações apoiam substitutivo do PL 4060; leia nota

Isis Reis - June 13, 2018 in acesso à informação, Dados Abertos, dados pessoais, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação, privacidade, sociedade civil, transparência

Nesta semana, a Open Knowledge Brasil e dez outras organizações manifestam apoio ao texto substitutivo ao PL 4060, que versa sobre a proteção de dados pessoais no Brasil. O PL foi aprovado no último dia 29 na Câmara dos Deputados e segue em tramitação para o Senado. Leia na íntegra nota publicada no site da ARTIGO 19:

Nota de apoio ao substitutivo do PL 4060 – Tratamento e proteção de dados pessoais

No último dia 29, a Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo ao PL 4060, que versa sobre a proteção de dados pessoais no Brasil. O tema já está em discussão há alguns anos e o debate se intensificou com as recorrentes notícias de uso indevido de dados pessoais de clientes e cidadãos no Brasil e no mundo. O PL segue agora para o Senado e a sociedade civil organizada engajada nas pautas de acesso à informação e transparência pública se vê na necessidade de manifestar-se diante desse debate, defendendo a aprovação desse projeto. Na Lei de Acesso à Informação (Lei Federal 12.527), há um importante instrumento que garante a chamada transparência passiva dos órgãos públicos: os pedidos de informação. Através de uma plataforma online ou um guichê físico, qualquer cidadão pode solicitar uma informação pública ao Poder Público mediante sua identificação com nome, documento de identidade e contato para resposta. Se certamente este mecanismo é um avanço louvável na concretização do direito à informação no Brasil, ainda há importantes lacunas em sua execução que nos fazem pensar que ele deva ser aprimorado, aqui abordaremos especificamente dois pontos. O primeiro deles é que a maior justificativa para que esses pedidos de informação não sejam respondidos é justamente a existência de dados pessoais em documentos públicos. Assim, entendemos que a futura lei de dados pessoais é urgente para reforçar o tratamento adequado aos dados pessoais nos documentos públicos e possibilitar acesso à informação da parte pública desses documentos. O segundo ponto se refere à identidade do solicitante de informações. É frequente que os dados pessoais dos requerentes de informação circulem entre diferentes servidores dos órgãos públicos, o que tem sido um obstáculo ao acesso à informação. Em estudo recente da organização ARTIGO 19, foram coletados casos das cinco regiões do Brasil que evidenciam a ocorrência desse tipo de situação. Ao obter acesso aos dados pessoais de quem pedia informações, alguns servidores públicos atuaram de maneira discriminatória, respondendo os pedidos de maneira incompleta (por acreditar que o requerente iria utilizar a informação para fazer uma denúncia ou notícia, por exemplo), contactando o requerente de maneira indevida (via telefone, Facebook ou pessoalmente, por exemplo), ou intimidando, ameaçando e constrangendo os requerentes de informação, entre outros. Esse cenário se repete apesar de o princípio da impessoalidade da administração pública preconizar que a identidade não deveria influenciar no provimento de informação. Em especial nos contextos mais sensíveis, nos quais a informação requerida busca auferir uma irregularidade ou violação cometida num órgão público, a identificação do cidadão pode acarretar um risco significativo para sua integridade física ou profissional. Todos esses problemas inibem o uso dos mecanismos de acesso à informação e desincentivam a prática democrática do controle social e da participação dos cidadãos na vida política. Neste sentido, o PL 4060, aprovado na Câmara dos Deputados e que agora segue para apreciação do Senado, é uma oportunidade importante de proteger os dados pessoais dos requerentes de informação. Em seu Artigo 23, o PL refere-se diretamente a esse problema, determinando que esses dados devem ser protegidos e preservados, sendo vedado seu compartilhamento dentro do poder público e com entes privados. Além disso, o projeto estabelece que seja determinado apenas um encarregado para fazer o tratamento desses dados, o que inibiria igualmente o acesso a esses dados por parte de outros servidores. Dado o contexto apresentado, as organizações saúdam a aprovação do PL 4060 e esperam que os debates futuros de formulação de uma lei de dados pessoais leve em conta a segurança do requerente de informação e que, nesse sentido, coopere para efetivação do direito à informação no Brasil. Para nós, é imprescindível que esse instrumento seja aprovado no Senado em concordância com os padrões nacionais e internacionais de proteção de dados pessoais e que esteja em harmonia com a Lei de Acesso à Informação. Assinam esta nota: Agenda Pública ARTIGO 19 Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) Associação dos Especialistas em Políticas Públicas do Estado de São Paulo (AEPPSP) Colab-USP (Grupo de Pesquisa Colaborat[orio de Desenvolvimento e Participação) Datapedia Instituto Sou da Paz Open Knowledge Brasil Programa Cidades Sustentáveis Rede Nossa São Paulo Transparência Brasil Flattr this!

Ajude a priorizar os desafios dos temas eleitos durante a construção do 4º Plano de Ação do Brasil na Parceria para Governo Aberto

Isis Reis - June 7, 2018 in acesso à informação, brasil, CGU, colaboração, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, OGP, participação, sociedade civil

Durante primeira etapa 4º Plano de Ação do Brasil na Parceria para Governo Aberto, sociedade civil e governo definiram dez temas prioritários para serem tratados por meio de políticas de governo aberto. Desde o dia 28 de maio, a segunda fase do plano está em vigor. Nela, estão sendo realizadas oficinas de cocriação que contam com a participação paritária de especialistas do governo e da sociedade civil para discutir os desafios e a definição dos compromissos que irão compor o o Plano. Para cada tema serão realizadas duas oficinas. Na primeira, os especialistas deverão escolher três desafios a serem enfrentados. Após essa definição, será aberta consulta para priorização do desafio considerado mais relevante pela sociedade. O desafio selecionado será debatido na segunda oficina de cocriação, na qual será criado o compromisso que irá compor o 4º Plano de Ação, com definição de estratégias e atividades para sua concretização. A Open Knowledge Brasil participou das oficinas de cocriação de Governo Aberto em Estados e municípios e de Inovação e governo aberto na ciência, que agora abrem consulta para priorização de seus desafios. Além destas, a organização participará da oficina de Ecossistemas de Dados Abertos. Acompanhe os resultados das oficinas e participe dos processos de priorização dos desafios. Sobre a Parceria para Governo Aberto A Parceria para Governo Aberto – Open Government Partnership (OGP) é uma iniciativa internacional integrada por mais de 70 países, da qual o Brasil é membro-fundador. No país, a Open Knowledge é uma das organizações da sociedade civil que participam do grupo. A OGP tem como objetivo incentivar globalmente práticas relacionadas à transparência dos governos, ao acesso à informação pública, à inovação e à participação social, e suas ações são colocadas em prática por meio de um Plano de Ação. Nele, cada país participante define seus compromissos e delimita as estratégias e atividades para concretizar ações nas quais precisa se desenvolver durante os dois anos seguintes. Neste momento, o Brasil está em fase de execução do 3º Plano de Ação e início da elaboração do 4º Plano. Durante abril e maio, foi realizada uma coleta de sugestões de temas que a sociedade considera importantes serem tratados por meio de políticas de Governo Aberto, que foram eleitos junto aos temas estruturantes e aos temas priorizados pelo governo. Durante maio, junho e julho estão sendo realizadas oficinas de cocriação para definir os principais desafios a serem enfrentados por cada um dos temas, para a aprovação do 4º Plano de Ação da OGP. Flattr this!

OKBR consolida mudanças no quadro social em sua Assembleia Geral

Isis Reis - April 11, 2018 in colaboração, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação

Na última segunda-feira, 9 de abril, a Open Knowledge Brasil realizou uma Assembleia Geral com seus associados em São Paulo. Na reunião foram aprovadas a transição da Diretoria Executiva, uma nova composição do Conselho Deliberativo, a entrada de novos associados e alterações no Estatuto Social. A partir de maio, Natália Mazotte assume em tempo integral a diretoria da instituição, cargo que antes dividia com Ariel Kogan. “Estou muito feliz pela nova etapa que vai começar na OKBR. Sem dúvidas vai dar continuidade ao processo de consolidação institucional e de programas estratégicos. A OKBR fica em ótimas mãos, os envolvidos trazem uma energia revigorada e são pessoas altamente qualificadas e experientes nas agendas de conhecimento e governo aberto”, afirmou Ariel, que continua atuando na organização como parte do Núcleo de Desenvolvimento Institucional. O Núcleo de Desenvolvimento Institucional, apresentado durante a Assembleia, vai ficar responsável por trabalhar junto à Direção Executiva para articular novos parceiros e financiadores para a organização, além de representá-la publicamente. Novos nomes passam a compor o quadro social da Open Knowledge: Adriano Belisário, Álvaro Justen, Christiana Freitas, Eduardo Cuducos, Juan Torres e Tatiana Balachova. Mudanças estatutárias foram aprovadas por unanimidade pelos presentes a fim de manter o quadro social da organização mais coeso e participativo e diminuir entraves burocráticos. É possível conferir o novo estatuto da Open Knowledge Brasil. “Estamos construindo uma visão de longo prazo pra Open Knowledge e ter um quadro social coeso e renovado é fundamental pra isso”, destacou Natália, durante o encontro. Também houve mudanças no Conselho Deliberativo, com a entrada de Neide de Sordi e Christiana Freitas em substituição a Bruna Santos, que passa a integrar o Núcleo de Desenvolvimento Institucional, e Rodrigo Bandeira. Anna Lívia, ex-diretora da Minha Sampa, assume a presidência do Conselho Deliberativo. Conheça os conselheiros da Open Knowledge. Além das mudanças, os diretores apresentaram os novos integrantes da equipe executiva da Open Knowledge Brasil. Conheça o time. Também compartilharam as expectativas de captação, o planejamento financeiro e o status dos projetos em andamento. “A OKBR é uma organização fundamental no Brasil nos tempos que vivemos: a agenda da transparência, além de ser suprapartidária, é o melhor antídoto contra a corrupção endêmica do sistema. Assim, a OKBR tem muito a ver com os avanços conseguidos até agora no país, e sem dúvidas, tem muito a contribuir nos próximos capítulos dessa agenda prioritária”, afirmou Ariel, em sua despedida da direção. Flattr this!

Participe do 4º Plano de Ação para o Brasil da Parceria para o Governo Aberto

Isis Reis - April 9, 2018 in acesso à informação, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, governo aberto, Open Knowledge Brasil, participação, planejamento, sociedade civil, transparência

* Com informações do site Governo Aberto. A Parceria Para o Governo Aberto, iniciativa que visa incentivar globalmente práticas relacionadas à transparência dos governos, ao acesso à informação pública e à participação social, inicia agora sua construção do 4º Plano de Ação para o Brasil. Três etapas farão parte do 4º Plano de Ação: definição dos temas, oficinas de cocriação e aprovação do Plano. A fase de definição dos temas compreende a seleção dos principais assuntos relacionados às políticas de Governo Aberto, divididos em três categorias:  i) estruturantes; ii) priorizados pela sociedade civil; e iii) priorizados pelo governo. A etapa atual do Plano prevê a definição dos temas priorizados pela sociedade civil. O processo abre espaço para a sugestão de qualquer assunto que a sociedade considera importante ser tratado por meio de políticas de Governo Aberto. A Parceria A Parceria Para o Governo Aberto (ou Open Government Partnership – OGP) reúne nações e organizações da sociedade civil, líderes em transparência e governo aberto para que todos avancem no fortalecimento das democracias, na luta contra a corrupção e no fomento a inovações e tecnologias para transformar a governança do século XXI. No Brasil, a Open Knowledge é uma das organizações da sociedade civil que participam da iniciativa. As ações relativas à Parceria são postas em prática por meio de um Plano de Ação criado por cada país de acordo com as áreas nas quais precisam desenvolver. Cada nação participante especifica quais são os seus compromissos e delimita as estratégias e atividades para concretizá-los. Como participar Tem um tema para sugerir? Preencha o formulário até o dia 22 de abril. Flattr this!

Assembleia Geral Extraordinária da Open Knowledge Brasil será no dia 9 de abril

ariel-kogan - March 26, 2018 in colaboração, Destaque, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil, transparência

A Open Knowledge realizará a sua Assembleia Geral Extraordinária no dia 9 de abril. A Assembleia é o órgão deliberativo formado pelos associados da Open Knowledge Brasil, parte de sua estrutura de governança. Veja a seguir a chamada e os pontos que serão debatidos na reunião. Convocamos todos associados e associadas a participar da Assembleia Geral da Open Knowledge Brasil, que será realizada no próximo dia 9 de abril, às 17h00, na Rua Claudio Soares, 72, cj 1510, 15º andar (Edifício Ahead), São Paulo, SP. Às 17h30 faremos a segunda chamada. A pauta da assembleia geral será:
  • Renúncia do Diretor Executivo Ariel Kogan;
  • Eleição da diretoria executiva;
  • Renúncias no Conselho Deliberativo (Rodrigo Bandeiras e Bruna Santos);
  • Mudanças estatutárias;
  • Eleição do Conselho Deliberativo;
  • Inclusão de novos associados efetivos;
  • Informes:  
    • Contas. Planejamento financeiro e expectativas de captação.
    • Novos membros na equipe executiva.
Por favor, confirme a presença nesse formulário para poder entrar no prédio. Atentamente, Ariel Kogan Diretor da Open Knowledge Brasil Flattr this!

Plataformas e aplicativos cívicos que podem ajudar o eleitor brasileiro em 2018

Isis Reis - March 2, 2018 in colaboração, Dados Abertos, Destaque, eleições, governo, Open Knowledge Brasil, participação, política, sociedade civil, transparência

As eleições de 2018 prometem dar muito pano para a manga. A profusão de bots, perfis falsos e fake news em quase todo o espectro político certamente já se desenham como desafios para o pleito deste ano. Algumas dessas tecnologias vêm sendo usadas de forma antiética e desonesta. Por vezes, desinformando o público e causando ruído no debate político democrático, como foi observado nas eleições estadunidenses de 2016, no plebiscito sobre a saída da Inglaterra da União Europeia – o famoso Brexit, e nas discussões sobre o acordo de paz na Colômbia. É nesse sentido que a Open Knowledge Brasil faz parte, junto a outras organizações, do movimento #NãoValeTudo, a favor do uso ético da tecnologia nas eleições brasileiras de 2018. E é por isso também que resolvemos fazer a série “De olho nas eleições” – para destacar alguns aplicativos e plataformas cívicas que podem ajudar os eleitores brasileiros na escolha de seus candidatos. Além dos problemas que citamos acima, a boa e velha questão da transparência na prestação das contas de campanhas eleitorais ainda se faz presente. Uma das iniciativas que busca ajudar nesta questão é o Voto Legal, plataforma que visa promover campanhas políticas mais baratas, garantir a transparência entre doadores (pessoas físicas) e candidatos e fortalecer o engajamento de pessoas físicas em campanhas políticas. Idealizada pelo MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) e pelo AppCívico, em parceria com diversas organizações da sociedade civil e com o apoio do Instituto Arapyaú e da Open Society Foundation, a ideia da iniciativa também é oferecer uma forma mais ágil no processo de doação e promover a prestação de contas dos candidatos e o monitoramento cidadão do financiamento das campanhas. Conhece alguma iniciativa que se propõe a ajudar os eleitores a realizar um voto mais informado e qualificado? Que ajude a conhecer melhor os candidatos em 2018? Colabore com a nossa série compartilhando um app ou plataforma no levantamento que criamos. A ideia é reunir e facilitar o acesso a essas iniciativas.   Flattr this!

O que você precisa saber sobre a união entre Operação Serenata de Amor e Open Knowledge Brasil

Open Knowledge Brasil - February 8, 2018 in acesso à informação, Dados Abertos, machine learning, Open Knowledge Brasil, Operação Serenata de Amor, participação, projetos, sociedade civil, transparência

É com muita alegria que comunicamos que a Operação Serenata de Amor, projeto de inteligência artificial para análise de gastos públicos no Brasil, agora integra o novo programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR)! “A ideia é usar a experiência e tecnologia da Serenata para ampliar o acesso à informação pública e a participação popular, em áreas desde a comunicação até a automatização de processos — o que nós, da Serenata, já fazemos desde 2016. Por isso agora estamos oficialmente juntos”, afirmam no artigo que a equipe do projeto preparou para contar a novidade para o mundo. Abaixo, confira o texto na íntegra.
Ficou sabendo da novidade? Sim! Serenata e Open Knowledge Brasil estão mais juntinhos do que nunca. Se você ainda não sabe disso, não tem problema, esse texto é para você. Daqui pra frente tem muita novidade.

A Open Knowledge Brasil (OKBR) e a Operação Serenata de Amor, que já dividiam os mesmos objetivos há um tempinho, uniram forças para levar mais informação e transparência para a sociedade.

A partir de agora, juntamos a tecnologia da Serenata e unimos com a estrutura e gestão da OKBR. A ideia é que possamos não só expandir o nosso trabalho de uso de tecnologia para informação, fiscalização e controle social, mas auxiliar outros projetos com objetivos semelhantes a nascerem e crescerem.

Tá, antes de mais nada. O que é OKBR?

A Open Knowledge Brasil é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos e apartidária. Nossos ideais se parecem bastante. Eles desenvolvem ferramentas cívicas, analisam políticas públicas e treinam pessoas para produzir, gerir e usar dados abertos. Acima de tudo, a OKBR promove o conhecimento livre para auxiliar a participação popular no governo, sempre pautada em transparência. Somos bem parecidos, né? OK. Mas por que isso tá rolando? Agora nós integramos o novo programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica da OKBR. A ideia é usar a experiência e tecnologia da Serenata para ampliar o acesso à informação pública e a participação popular, em áreas desde a comunicação até a automatização de processos — o que nós, da Serenata, já fazemos desde 2016. Por isso agora estamos oficialmente juntos. Todos nós quisemos isso. Essa união é fruto do esforço entre Serenata, OKBR e a nossa CEO, Yasodara Cordova, que aproximou a gente e fez essa parceria acontecer. Acabou que esse momento serve também como um marco no fim do ciclo da yaso a frente da função e deixa esse legado como fechamento de um super trabalho que ela fez no posto. Mas sem despedidas. Seguimos trabalhando próximos e ajudando um ao outro. Queremos ver mais projetos acontecendo. E o fato de compormos esse programa pode nos ajudar a viabilizar mais facilmente nossas ideias e fazer com que a gente passe adiante o conhecimento que adquirimos na prática, facilitando o trabalho de quem atua em áreas que não conseguimos abraçar. Sabe aquela ideia de levar a Rosie para os municípios? Exatamente esse tipo de coisa. Tudo o que queremos é unir esforços. Então, podem esperar novidades vindo por aí: expansão da Rosie e do trabalho que já fazemos e novos projetos especiais relacionados a dados abertos e políticas públicas. Politicamente, nada mudou. OKBR e Serenata não têm um posicionamento político-partidário. Bem, geralmente quando alguém diz que não tem posicionamento político, isso é uma mentira. Mas nessa parceria entre OKBR e Serenata há um time inteiro envolvido, com pessoas com posicionamentos políticos diferentes. Nossa bandeira é pela transparência e pela acessibilidade de dados públicos, independente de direita ou esquerda, acima ou abaixo. Ou seja, seguimos sem filiação partidária e sem ligação a nenhum movimento relacionado a partidos. Até agora, tudo deve fazer sentido, mas vocês podem estar se perguntando o que nós, do Serenata, ganhamos com isso. A OKBR pode nos ajudar administrativamente, garantindo maior segurança nas nossas investigações, inclusive na parte de jurídica. Nós já produzimos alguns materiais que acabaram não chegando até você porque eram sensíveis e a Serenata não tinha meios de se resguardar caso fosse publicado. Isso vai mudar. Além disso, a ideia é que a parceria nos coloque em contato com outras iniciativas, para ampliar o nosso trabalho, sobretudo, nos auxiliar na busca por financiamento. Em geral, a Operação Serenata de Amor recebe e gera muitas ideias de novos projetos que, dentre os desafios, esbarram em formas de serem financeiramente sustentáveis. Essa parceria também serve para isso: ter estrutura e experiência em captação de recursos para poder fazer mais projetos legais acontecerem. Falando em financiamento, é importante dizer que não ficamos ricos. A parceria com a OKBR vem nos ajudar a gerenciar o que já temos, graças a vocês, além de viabilizar a contratação de mais uma pessoa para o time, com o comprometimento da adição de R$ 5 mil no nosso orçamento mensal. Ou seja, atualmente temos o que já tínhamos com o APOIA.se, mais esses R$ 5 mil da parceria com a OKBR, do que chamamos de seed funding, para execução do programa de ciência de dados. Em outras palavras, nossos apoiadores seguem sendo nosso principal alicerce para viabilizar a Operação Serenata de Amor.

Fora isso, é preciso que vocês saibam: essa ideia não saiu do nada. Foram meses de conversas, planejamento e alinhamentos para caminharmos juntos na mesma direção. Eles confiam em nós. Nós confiamos neles. Agora fazemos parte da rede Open Knowledge Brasil. Mas queremos que vocês também participem disso. Pesquisem um pouco mais sobre a OKBR e essa nossa união. Investiguem e peçam explicações para qualquer informação que não esteja clara. Para qualquer dúvida, seguimos no mesmo formato de trabalho transparente e aberto.

Queremos que a galera que sempre ajudou continue junto da gente. Queremos ideias e sugestões. Continuamos sendo uma iniciativa open source e totalmente transparente. Foi assim que chegamos até aqui. E seguimos assim. A união é para organizar melhor e potencializar o nosso trabalho, que continua contando com voluntários e apoiadores.

O que você pode esperar com isso? Estamos preparando projetos especiais para esse ano, mais informação, conteúdos novos e mais acessíveis, produções jornalísticas independentes, entre outros. Tudo isso poderá ser acompanhado (e cobrado) por vocês, como sempre, de forma gratuita, pelos nossos canais de comunicação — inclusive pelos nossos relatórios. Você vai poder acompanhar tudo, como sempre fez.

Estamos bem animados com esse novo momento que tem tudo para durar por muito tempo. Nos ajudem a fazer isso acontecer da melhor maneira possível.

Vamos com tudo.

Fique por dentro para não perder nenhuma novidade.

Texto: Equipe Serenata de Amor   Flattr this!

Participe do Open Data Day 2018 no dia 3 de março!

Elza Maria Albuquerque - January 31, 2018 in colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Eventos, Gastos Abertos, governo, Open Data Day, Open Knowledge Brasil, participação, sociedade civil

Uma data para aprender, pensar e criar alternativas para uma vida melhor por meio de dados abertos. O Open Data Day é uma celebração anual de dados abertos em todo o mundo. Grupos de diversos países realizam eventos locais no dia em que usarão dados abertos em suas comunidades. É uma oportunidade para mostrar os benefícios de dados abertos e incentivar a adoção de políticas de dados abertos no governo, nas empresas e na sociedade civil. O Open Data Day 2018 irá acontecer no dia 3 de março (sábado) e o foco será em quatro áreas onde os dados abertos podem ser uma solução: pesquisa em dados abertos, rastreamento de fluxos de dinheiro, mapeamento aberto, dados pela igualdade de desenvolvimento. No mapa dos eventos do ODD, você localiza os encontros que vão acontecer. Por enquanto, no Brasil, os seguintes eventos já estão marcados: ODD em Brasília (DF), Open Data Day Maceió, Open Data Day Salvador. Quem pode participar Todo mundo pode participar do Open Data Day. Quanto mais gente quiser se envolver nas atividades, melhor! Se você quer buscar um projeto interessante para contribuir,  tem alguma ideia para usar dados abertos, aprender como visualizar ou analisar dados ou simplesmente quer ver o que está acontecendo, participe. Todos são livres para expressar suas opiniões de forma construtiva. Como participar A Open Knowledge Internacional dá recursos para quem quiser participar ou organizar um evento do Open Data Day. Se você precisa se inspirar ou não sabe onde encontrar os dados, confira os recursos para os eventos de 2018. O site oficial traz também um mapa com todos os eventos registrados em diversos países. Além disso, a Open Knowledge Brasil oferece apoio na divulgação do ODD. Caso esteja pensando em organizar o evento na sua cidade, envie pra gente via mensagem no Facebook. Com informações do site oficial do Open Data Day. Flattr this!

Open Knowledge Brasil participa de 3ª etapa do Plano de Ação da Parceria para Governo Aberto

Isis Reis - April 15, 2016 in colaboração, Dados Abertos, governo, Internet, OGP, Open Knowledge Brasil, participação, planejamento, projetos, sociedade civil, transparência

No último dia 7, a Open Knowledge Brasil esteve representada por Alexandre Gomes na 3ª etapa do Plano de Ação da Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership, OGP). A reunião aconteceu na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília (DF) e envolveu diversos membros do governo e da sociedade civil organizada a fim de discutir a priorização dos desafios da Parceria. Foram quatro painéis diferentes, entre eles Análise de Cenário, Construção do Cenário Desejado, Identificação de Bloqueios/Dificuldades e Identificação dos Desafios. Os pontos de discussão e tópicos de cada painel podem ser encontrados no site sobre Governo Aberto da Controladoria Geral da União do Governo Federal. Flattr this!