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Como foi 2015 para a Open Knowledge Brasil: uma retrospectiva de nossos momentos

- January 29, 2016 in #EuVoto, brasil, ciência aberta, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Gastos Abertos, Open Knowledge Brasil, retrospectiva, São Paulo, sociedade civil, transparência, USP

Talvez seja certo afirmar que 2015 foi um dos anos mais movimentados da breve história da Open Knowledge Brasil. Com um início de reformulações para a instituição, o ano acabou se tornando bastante movimentado a partir de julho. Separamos, aqui no blog, alguns momentos dignos de lembrança. Logo no início de março, a plataforma virtual Eu Voto, iniciativa da Open Knowledge Brasil em parceria com a Fundação Avina, que permite à população votar em projetos de lei em tramitação na Câmara Municipal, foi lançada. No mesmo mês, houve um encontro visando discutir a governança da OKBr. Já em abril, nos dias 6 e 10, houve a primeira edição de 2015 do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”, em São Paulo. Realizado anteriormente em Salvador  e no Rio de Janeiro, esta edição foi oferecida pela Escola de Dados junto à Escola de Comunicação da Universidade de São Paulo (ECA/USP). O treinamento, gratuito, integrou o programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge Internacional para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. Em julho, a OKBr promoveu, junto ao Eu Voto, o debate “Democracia e Internet: Criando uma cultura de participação política no século XXI”, que tinha como objetivo propor uma discussão aprofundada sobre as ferramentas tecnológicas para o uso e acesso a dados, decisões e construção do que é público, assim como sobre as novas iniciativas de participação política pela internet que estão surgindo no Brasil e no mundo. O evento contou com a participação de Marina Silva (Rede), ex-Ministra do Meio Ambiente e presidenciável nas eleições de 2014 pelo Partido Verde, Milton Jung, jornalista, âncora da rádio CBN e implementador da plataforma Adote um vereador; e Santigo Siri, co-fundador do Partido de la Red na Argentina, além de Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr e idealizador da plataforma Eu Voto, e Heloisa Pait, professora de sociologia da UNESP,especialista em sociologia dos meios de comunicação e conselheira consultiva da OKBr. O mês também marcou o início da coordenação da Escola de Dados por Natália Mazotte, dando fôlego a uma série de novas atividades para o projeto ligado à OKBr.  
Agosto marcou o recebimento de um subsídio da Shuttleworth Foundation a nosso diretor executivo, para ajudar a conduzir a instituição. Também foi promovido um prêmio para um vídeo que explicasse a importância da Open Knowledge Brasil, que foi conquistado por Thiago Avila, pesquisador do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), Superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão de Alagoas. O mês teve uma agenda bastante movimentada, com a participação da organização em diversos eventos ligados ao conhecimento aberto, como Universidade Aberta, Inclusão Digital Aberta, Cidade Aberta, Paulista Aberta e Ciência Aberta. Este último tratou-se do lançamento do livro “Ciência Aberta, questões abertas”, que conta com capítulos escritos por colaboradores da OKBr e de atores ligados à nossa rede.
Em setembro, foi realizada a Con Datos e a desconferência AbreLatam. Alguns colaboradores da Open Knowledge Brasil participaram do evento e manifestaram suas impressões sobre as reuniões e sobre a comunidade de dados abertos, como Natália Mazotte e Marco Túlio Pires, da Escola de Dados, Thiago Rondon e Gisele Craveiro, assim como o diretor executivo da OKBr, Everton Zanella Alvarenga. Foi também neste mês que a instituição se manifestou abertamente contra o PL espião, projeto de lei que ainda está para ser votado e ameaça a liberdade de expressão na internet no Brasil. Ainda no dia 18 do mesmo mês, ocorreu o encontro Diálogos para Governo Aberto, organizado pela Controladoria Geral da União. A Open Knowledge Brasil foi uma das cinco organizações da sociedade civil escolhidas e subsidiadas para ir para Brasília. O principal objetivo do encontro foi fazer uma rodada de conversa sobre o Grupo de Trabalho da sociedade civil que participará da construção do 3º Plano de Ação do Brasil para a Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP). Outubro, por sua vez, foi marcado por nosso posicionamento em relação ao acordo que a Câmara Municipal de São Paulo fechou com a plataforma Vote na Web, ferramenta de código proprietário, paga e que pretere a plataforma que desenvolvemos e pretendemos usar junto à CMSP, o EuVoto. Consideramos que a situação foi um reflexo da falta diálogo entre a população e o poder público e, sobretudo, pedimos que as instituições públicas adotem processos mais transparentes, claros e coerentes. Ao final do ano, em novembro, a Open Knowledge Brasil participou do evento “Repensando as instituições e sistemas de participação no século XXI” no Columbia Global Center, no Rio de Janeiro. O movimento emergente do encontro se dedicará a pensar democracia digital e reformas estruturais no sistema político brasileiro. A reunião, realizada no dia 11/11, teve como um dos desdobramentos a conformação de um observatório em rede sobre democracia digital. No mesmo mês, nosso diretor executivo também esteve presente no Open Development Camp, em Haia, no painel “Breaking through silos”, com especialistas em organizações de tecnologia cívica (Everton Zanella, OKBr) ONGs (David Saldivar, Oxfam USA) e financiadores (Lea Gimpel, GIZ.de) discutindo suas experiências na empreitada de falar para além de seus pares. Como se nossa agenda já não estivesse cheia o suficiente, ainda em novembro, apoiamos o lançamento do Eu Voto Piracicaba, iniciativa conjunta do Observatório Cidadão de Piracicaba e da Rede Engajados. E fechamos uma parceria com a plataforma jornalística Aos Fatos, que produzirá histórias do orçamento para o projeto Gastos Abertos em troca do apoio que a Open Knowledge Brasil deu à sua campanha de crowdfunding. O início de dezembro marcou o começo do curso do projeto Gastos Abertos. No primeiro módulo das aulas, Pedro Marin explicou um pouco sobre orçamento público e Diego Rabatone falou sobre dados abertos e alguns conceitos importantes para jornalistas contarem suas histórias, como e o que é uma API. Já na segunda fase do curso, Natália Mazotte, coordenadora da Escola de Dados, apresentou os alunos a diferentes iniciativas de jornalismo de dados. Rodrigo Bugarelli ensinou os alunos a cruzarem dados, Marco Túlio Pires promoveu uma oficina sobre raspagem de dados e Natália Mazotte e Sérgio Spagnuolo mostraram aos jornalistas que participavam do curso ferramentas úteis para visualização de dados. O ano foi fechado com chave de ouro com nossa celebração, no dia 9 de dezembro, de um Termo de Cooperação Técnica com a Câmara Municipal de São Paulo. A data simbólica, do dia internacional contra a corrupção, marcou a assinatura de um documento no qual as partes se comprometem a desenvolver um programa de cooperação por meio de projetos, cursos e eventos, aprimorando o uso das tecnologias da informação e comunicação com o objetivo de ampliar e qualificar os espaços de participação cívica e estimular a transparência das instituições públicas. 20150303145302 20150303145306 20150301_170820 _MG_4668 _MG_4710 _MG_4801 _MG_4810 IMG_5515 IMG_5536 _MG_4663 _MG_4639 _MG_4813 IMG_5471 IMG_5549 _MG_4788 jorge Edital Governo Aberto Fernanda Campagnucci _MG_5023 _MG_5006 _MG_4909 GT de Ciência Aberta inclusao digital aberta helo e tom espacos urbanos IMG_5850 Kww18z8o9c4fgub3Vt1RFkJoU8Uuf6A9aIiYXh0J3kE Todos Abrelatam 2016 2015-09-18 15.57.33 abrelatam-condatos2 abrelatam-condatos abrelatam01 abrelatam02 11204399_10205361659027216_3455073508820645991_n 12232706_958350657570017_4666269818940930684_o 812337971_76644_12143393710532773371 2015-11-13 10.30.07 2015-11-13 09.45.14 aosfatosgastosabertos Pedro Marin aula Gastos Abertos cmsp2 cmsp1 cmsp3 Flattr this!

2014 foi um grande ano! Obrigado por fazer parte dele!

- January 15, 2015 in 2014, Destaque, okbr, Open Knowledge Brasil, projetos, retrospectiva

Com certeza 2014 foi muito importante para a Open Knowledge Brasil (OKBr): neste ano nos tornamos o primeiro capítulo oficial da rede Open Knowledge fora da Europa e, junto com nossos parceiros, trabalhamos intensamente para promover o conhecimento livre e os dados abertos por aqui. Por isso, resolvemos fazer uma breve retrospectiva dos principais acontecimentos do ano e agradecer as pessoas que têm se dedicado à essa importante missão e que a cada dia colaboram para o fortalecimento da nossa rede pelo conhecimento livre. Fevereiro: fortalecendo o debate eleitoral Heloisa Pait, idealizadora e coordenadora do projeto. Em fevereiro, recebemos um microssubsídio da Web We Want para fomentar um debate público em torno de temas relevantes para uma Internet aberta e global. O Dialogando foi lançado em setembro e constituiu em um espaço no qual os candidatos e candidatas às eleições puderam apresentar suas opiniões e projetos sobre transparência, liberdade de expressão e privacidade. Março: mapa da educação aberta Em março, junto com o Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) da Unicamp, o Instituto Educadigital (IED) e a Escuela Superior Politécnica del Litoral (ESPOL), iniciamos o MIRA: Mapa Interativo de Recursos Abertos, um projeto que identificou e mapeou iniciativas que disponibilizam recursos educacionais abertos (REA) em 24 países da América Latina. A parceria resultou também em um vídeo totalmente livre, que explica um pouco mais sobre o que são REA, como produzi-los e utilizá-los. Maio: para onde vai meu dinheiro? Google Desafio EquipeEm maio, junto com a Escola de Dados , fomos premiados no Desafio de Impacto Social Google | Brasil, com o projeto Gastos Abertos. Mais de 750 projetos de todo o Brasil participaram do concurso. Quatro receberam o prêmio máximo, de um milhão de reais, e outros seis – entre eles a Open Knowledge Brasil – 500 mil reais cada. Em setembro reunimos mais de 30 representantes da sociedade civil, imprensa, academia e setor público para uma escuta participativa na qual pudemos ouvir suas demandas e planejar, de forma colaborativa, os primeiros passos do projeto. E, desde estão, estamos trabalhando para construir um protótipo de uma ferramenta online que pretende contribuir no debate sobre como o governo gasta nosso dinheiro. Junho: vai mudar? HackatonaEm junho, através do projeto Vai Mudar tentamos explorar as relações de grupos econômicos com a construção da Copa do Mundo e promovemos manifestações pacíficas através do uso criativo da tecnologia, contando com o apoio da Fundação Avina Américas. Tentamos promover discussões em torno de temas concretos sobre os quais os brasileiros anseiam por mudanças e oferecer informações sobre as relações entre as principais redes de poder do país. Julho: invadimos Berlim… Em julho rolou o OKFestival 2014 em Berlim. Neste ano, fomos 33 brasileiros participando do evento e trocando experiências e ideias com pessoas de mais de 60 países sobre temas fundamentais para o avanço do conhecimento livre e dos dados abertos. E o pessoal da Escola de Dados aproveitou para se somar ao Summer Camp da School of Data, que aconteceu logo depois do festival e reuniu um grupo de cerca de 50 pessoas para pensar formas de trabalho em conjunto para os próximos anos. Agosto: …e o Rio de Janeiro! OSRio_-_working_groupSim, em agosto foi a vez do Rio de Janeiro, onde aconteceu o seminário internacional “Ciência Aberta, Questões Abertas”, que reuniu pesquisadores e pesquisadoras de diversas universidades, centros de pesquisa e hackerspaces do Brasil e do mundo, engajados na promoção de práticas abertas na ciência. O encontro foi promovido pela Open Knowledge Brasil, Liinc, Ibict, Unirio e pelo Grupo de Trabalho em Ciência Aberta. Já no fim do ano, o Rio também recebeu o curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”, da Escola de Dados e a ECO/UFRJ. A iniciativa faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. A primeira edição do curso aconteceu em novembro em Salvador. Aliás, a Escola de Dados teve atividades nacionasi e internacionais o ano inteiro! Confira no blog http://escoladedados.org/blog/. Outubro: entrega do projeto ComunicaDH Durante o ano, realizamos em parceria com a Incubadora de Projetos Sociais da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura Municipal de São Paulo (SMDHC) o projeto ComunicaDH, que buscou promover o uso das ferramentas de comunicação para divulgar os direitos humanos para os toda a sociedade. E, em outubro, publicamos o “Relatório e diagnóstico de demanda, mobilização e espaço em comunicação de organizações sociais e socio-cultirais da cidade de São Paulo” com as demandas de comunicação de mais de 30 coletivos e organizações da sociedade civil (OSC) da cidade. Chegou o fim do ano, mas não perdemos o ritmo! Novembro e dezembro foram meses agitados. Lançamos o Mosaico Orçamentário, ferramenta desenvolvida a partir do Open Spending, da Open Knowledge Internacional (OKI) que disponibiliza dados do orçamento federal de 2001 a 2014, oferecendo a possibilidade de filtragem por temas, por órgãos e também pela distribuição de partidos políticos. A iniciativa foi da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP) em parceria com a Open Knowledge Brasil e o jornal O Globo.Captura de tela 2014-12-01 às 14.29.31 Publicamos também um relatório com um diagnóstico para a abertura de dados governamentais no DF e um plano de ação para a implementação de uma Política Distrital de Dados Abertos. O trabalho está disponível para download e se baseou na Ferramenta de Avaliação de Prontidão em Dados Abertos (em inglês, ODRA – Open Data Readiness Assessment), formulada pelo Banco Mundial e traduzida para o português pela OKBr, que está disponível online para uso, redistribuição e adaptação livres. Mas nem tudo são flores. Lançamos em dezembro o Índice de Dados Abertos de 2014, que mostrou que ainda há muitos desafios pela frente e estamos somando forças para seguir com nosso trabalho em 2015. Feliz 2015, obrigada Se não fosse o apoio, colaboração e participação das pessoas que acreditam que o conhecimento livre e os dados abertos podem promover mudanças em nossa sociedade, nada disso seria possível. Por isso, aproveitamos para agradecer a todos vocês que fazem isso acontecer: Ale Abdo, Alexandre, Aimee, Ana Paula, Anders (Suécia), Andres, Antonio Vitor, Ariel, Arthur, Augusto, Carine, Carmela, Carol, Caroline, Caru, Ceci, Célio, Christian, Christian (Dinamarca), Daniela Mattern, Daniela Silva, Diego, Edgar, Gisele, Fernanda, Fernando, Gabriel, Greg, Gui, Gustavo, Jamila, Jonaya, Haydee, Helô, Hercules, James (Reino Unido), Jeff, João, Jorge, Jutta, Katelyn (EUA), Larissa, Laura (Reino Unido), Luciano, Lucy (Reino Unido), Luiz Augusto, Márcio, Marco Túlio, Mariana, Michael (Áustria), Miguel, Milena (Romênia), Nati, Nitai, Oda, Oona, Paula, Pedro, Pri, Rafael, Raniere, Raul, Renata, Rina, Rufus (Reino Unido), Soraya, Raquel, Ronaldo, Sarita, Sol, Tel, Thiago, Tom, Tryggvi (Islândia), Vagner, Vitor, Vlad, Yaso, Zara (Reino Unido) e todas outras pessoas da nossa rede que de alguma forma contribuíram para o trabalho feito até o momento! Que 2015 permita que continuemos unidos em nosso trabalho! Feliz ano novo! flattr this!