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Manifesto em memória de Marielle Franco

- March 20, 2018 in Destaque, Sociedade

* Manifesto originalmente publicado no site Nova Democracia O assassinato da vereadora Marielle Franco na noite desta quarta-feira (14/03) no Rio de Janeiro carrega consigo o símbolo de todas as vidas perdidas em nosso dia a dia, resultado de um processo histórico de genocídio negro e que escancara a vulnerabilidade das vidas nas periferias, que não são protegidas nem mesmo com o respaldo de cargos públicos.
Sua morte também exprime todos os riscos aos quais se expõem aqueles que trabalham para mudar a realidade de violência brutal no Brasil Mulher. Negra. Nascida e criada na Favela da Maré, mãe aos 19, superou as conhecidas dificuldades desse contexto, graduou-se em Sociologia e, depois, tornou-se mestre em Administração Pública por prestigiadas instituições de ensino. Ativista por Direitos Humanos. Quinta vereadora mais votada nas últimas eleições no Rio de Janeiro. Representante de mais de 46 mil cariocas. Política preparada e honesta. Uma brasileira de quem se pode ter orgulho ou, no mínimo, a quem se deve respeitar. Acima das ideologias, posições e preferências políticas, Marielle é o símbolo da renovação de idéias e práticas que queremos. Dava aula de pluralidade, ternura, tolerância e resistência. Por onde passou, renovou a esperança em uma sociedade mais justa, igualitária e digna.
Sua vida, mais do que sua morte, representa o desafio de renovar nossos esforços conjuntos em direção a um país menos desigual, mais empático, capaz de garantir direitos e proteger a vida de todas e todos.
Estamos aqui juntos para exigir uma investigação minuciosa desse atentado que vitimou não só Marielle, mas também Anderson Gomes. Para prestar nossa homenagem a Marielle e Anderson. Para manifestar nossa solidariedade aos seus familiares, amigas e amigos. Para nos apoiar na dor, no luto e na luta por transformação. E, sobretudo, para garantir que não iremos parar. Que seguiremos trabalhando para que a democracia se fortaleça, que o processo eleitoral ocorra em plenitude e segurança, que seja mais participativo, plural e que novos corpos, vozes, idéias e práticas ocupem os espaços de poder, para a justiça e equidade que o país merece e precisa.
Não vamos nos dispersar nem nos calar!
Que essa brutalidade não nos tire o ímpeto de lutar pelo que acreditamos. De lutar por um Brasil mais humano e melhor. Que o legado de Marielle nos sirva de combustível. Que a trajetória de Marielle não seja em vão. E que ela nos inspire a continuar acreditando que é possível vencer a tragédia e mudar.
Todos os que se opõem à barbárie, à intolerância e à degradação da nossa vida pública precisam estar juntos. Essa é nossa tarefa comum.
#MariellePresente

Assinam esta nota:

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OKBR participa de mobilização contra as doações ocultas na reforma política

- August 19, 2017 in doações de campanha, Sociedade, transparência

  Uma vitória da sociedade! Nesta semana, o Movimento Transparência Partidária realizou uma mobilização contra a proposta do relator da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), sobre doações de campanha e o resultado foi muito positivo. Envolvidos nessa causa, nós, da Open Knowledge Brasil (OKBR), e diversas organizações e movimentos participamos da iniciativa contra as doações ocultas e divulgamos uma nota pública.

Mobilização da sociedade

Marcelo Issa, fundador do Movimento Transparência Partidária, conta como foi o processo de mobilização. “Iniciamos o processo de mobilização contra as doações ocultas na noite da última 2ª feira, realizando um grande esforço para envolver a maior quantidade possível de organizações e movimentos afetos à temática. Na manhã seguinte, em Brasília, durante a reunião da Comissão da Reforma Política, distribuímos a nota pública a uma série de deputados e veículos de mídia”, disse Marcelo Issa, fundador do Movimento Transparência Partidária. “Aos poucos, a repercussão foi crescendo e na noite de ontem (quarta-feira, 16/08), finalmente, o relator anunciou a retirada das doações secretas. É uma importante vitória da sociedade e uma inequívoca demonstração de que, quando bem coordenadas, as organizações do campo social podem efetivamente alterar os processos de formulação das políticas públicas”, afirma.

Repercussão na mídia

Algumas matérias que saíram sobre o assunto. Flattr this!

OKBR apoia a primeira Consulta Cidadã sobre a Confiança no Legislativo

- July 22, 2017 in Destaque, Sociedade

No dia 12 de julho, a Consulta Cidadã 2017 foi lançada no Brasil pela Rede Latino-americana pela Transparência Legislativa (RLTL) com a hashtag #ConsultaCidadã. O objetivo é dar oportunidade para pessoas de diferentes países latino-americanos expressarem como percebem o trabalho realizado pelos Congressos em grande parte da região. A consulta vai estar disponível durante as próximas semanas no endereço http://bit.ly/consultacidada. Os resultados da consulta vão ser fundamentais na identificação de soluções conjuntas e abrangentes para reforçar a atuação da sociedade civil por um legislativo mais transparente, responsivo e eficiente.

Contexto

Em 2015, o Latinobarómetro indicou que 70% dos habitantes não se sentem representados pelos Congressos de seus países. Com base nesse contexto de grave crise de legitimidade do legislativo, a Rede lança a Consulta Cidadã sobre a Confiança no Legislativo por meio das plataformas de organizações em 14 países para compreender a lacuna que hoje afasta os congressos dos cidadãos e cidadãs na América Latina. A Rede Latino-americana pela Transparência Legislativa é a primeira aliança de organizações da sociedade civil da América Latina e Caribe para a promoção políticas de transparência, participação cidadã e prestação de contas em matérias legislativas. As seguintes organizações apoiam a consulta no Brasil: Fundação Cidadania Inteligente, Agenda Pública, LabHacker, Cidade Democrática, Open Knowledge Brasil, Operação Serenata de Amor, ITS, Fast Food da Política, Update Politics, Vote LGBT e #Me Representa.   Flattr this!

OKBR apoia a primeira Consulta Cidadã sobre a Confiança no Legislativo

- July 22, 2017 in Destaque, Sociedade

No dia 12 de julho, a Consulta Cidadã 2017 foi lançada no Brasil pela Rede Latino-americana pela Transparência Legislativa (RLTL) com a hashtag #ConsultaCidadã. O objetivo é dar oportunidade para pessoas de diferentes países latino-americanos expressarem como percebem o trabalho realizado pelos Congressos em grande parte da região. A consulta vai estar disponível durante as próximas semanas no endereço http://bit.ly/consultacidada. Os resultados da consulta vão ser fundamentais na identificação de soluções conjuntas e abrangentes para reforçar a atuação da sociedade civil por um legislativo mais transparente, responsivo e eficiente.

Contexto

Em 2015, o Latinobarómetro indicou que 70% dos habitantes não se sentem representados pelos Congressos de seus países. Com base nesse contexto de grave crise de legitimidade do legislativo, a Rede lança a Consulta Cidadã sobre a Confiança no Legislativo por meio das plataformas de organizações em 14 países para compreender a lacuna que hoje afasta os congressos dos cidadãos e cidadãs na América Latina. A Rede Latino-americana pela Transparência Legislativa é a primeira aliança de organizações da sociedade civil da América Latina e Caribe para a promoção políticas de transparência, participação cidadã e prestação de contas em matérias legislativas. As seguintes organizações apoiam a consulta no Brasil: Fundação Cidadania Inteligente, Agenda Pública, LabHacker, Cidade Democrática, Open Knowledge Brasil, Operação Serenata de Amor, ITS, Fast Food da Política, Update Politics, Vote LGBT e #Me Representa.   Flattr this!

Organizações solicitam alterações na plataforma colaborativa do Programa de Metas

- March 24, 2017 in Destaque, Sociedade, transparência

vista aérea da cidade de são paulo com vários prédios até o horizonte

Vista aérea da Cidade de São Paulo. Foto: Pixabay.

  Nesta sexta-feira (24/3), a Open Knowledge Brasil e diversas organizações da sociedade civil que atuam nas áreas de transparência e de estímulo à participação popular divulgaram uma nota pública em que apontam alguns problemas na plataforma colaborativa do Programa de Metas, lançada pela Prefeitura de São Paulo na quinta-feira (23/3). O grupo solicita que a gestão municipal altere a plataforma para ampliar a participação dos paulistanos que tenham sugestões para o futuro plano de metas da cidade. Uma das principais críticas feitas pelas organizações é em relação à obrigatoriedade de o cidadão ter que preencher um cadastro, com as suas informações pessoais (nome completo, e-mail, data de nascimento, CPF, Distrito e gênero) para poder deixar sua contribuição ao programa. Segue, abaixo, a íntegra do documento e a relação das organizações que o assinam. Se a sua organização, entidade ou movimento quiser assinar o documento, ele continua aberto para novas adesões. Nota pública sobre os procedimentos de participação virtual para o Programa de Metas de São Paulo (2017-2020) As organizações da sociedade civil aqui reunidas, que atuam para ampliar a transparência pública e estimular a participação da sociedade civil no controle dos recursos e das políticas públicas, manifestam seu posicionamento em relação aos procedimentos de participação virtual para a construção do Programa de Metas (2017-2020), da Prefeitura de São Paulo. O Programa de Metas é uma importante ferramenta de transparência e controle social que, desde 2007, confere obrigatoriedade para todo(a) prefeito(a) eleito(a) ou reeleito(a) na cidade de São Paulo de apresentar, nos primeiros 90 dias de seu mandato, as metas e prioridades para os quatro anos de sua gestão. A participação da população na construção das metas da cidade é algo essencial e deve ser sempre estimulada e facilitada pelo poder público, ao invés de ser obstaculizada. No dia 21 de março de 2017, a plataforma virtual de engajamento foi lançada pelo governo municipal para que a sociedade paulistana participe virtualmente da elaboração do Programa de Metas (2017-2020), por meio do site programademetas.prefeitura.sp.gov.br. No entanto, não nos parece que a metodologia adotada pela plataforma é a melhor para esse tipo de consulta. Como sabemos, o Programa de Metas visa definir aquilo que é prioridade para a cidade, isto é, aquilo que deve ser feito pela gestão municipal num grau de prioridade zero, e não compilar um apanhado de “sonhos” que não se conectam com os instrumentos institucionais já estabelecidos na cidade (como o Plano Diretor, os Planos Setoriais e o Orçamento), sem contar a desconexão dessa plataforma proposta com aquilo que foi estabelecido no Programa de Governo do Prefeito. A Lei das Metas (Projeto de Emenda à LOM nº 08/07) é clara nesse sentido, e entendemos que o que preconiza a lei deve ser respeitado, observando estes documentos para elaboração das metas da cidade. Ao relacionar um conjunto de “sonhos”, sem dar nenhum direcionamento institucional que leve ao objetivo real do Programa de Metas, a equipe responsável por elaborar as metas da cidade encontrará grandes dificuldades em sistematizar o conteúdo vindo da população, fazendo com que a ferramenta de consulta se enfraqueça, a população se frustre, e a falta de transparência e coerência nesse processo impere sobre o Ciclo Participativo de elaboração do Programa de Metas (2017-2020). Fora isso, nos causa estranhamento também essa plataforma ser lançada sem o restante das informações fundamentais para a elaboração participativa do Programa de Metas, a saber, (1) o cronograma das audiências públicas, (2) a metodologia que será adotada no Ciclo Participativo, (3) os critérios de seleção das sugestões que venham da plataforma virtual e (4) o próprio Programa de Metas. Na plataforma proposta pela Prefeitura, o cidadão ou a cidadã que quiser participar desse importante processo precisa se cadastrar e concordar com o “Termo de Uso” – com o botão de aceite já selecionado – para poder contribuir, propor sonhos para a cidade e conhecer as demais propostas da população. Caso o(a) usuário(a) discorde do que está estabelecido no “Termo de Uso” da plataforma, fica ele(a) impedido(a) de participar do processo de construção do Programa de Metas da cidade. Além disso, as pessoas interessadas em colaborar com o Programa de Metas devem, obrigatoriamente, preencher suas informações pessoais no cadastro (nome completo, e-mail, data de nascimento, CPF, Distrito e gênero) para também poder participar da ferramenta. Reforçamos aqui que o pedido de CPF é desnecessário para a consulta à população, violando a regra do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14) que obriga que a coleta de dados pessoais para aplicações online seja limitada e tenha finalidades legítimas, explicadas de forma clara aos usuários. Essas obrigatoriedades, tanto de concordância do “Termo de Uso” quanto de preenchimento de dados pessoais no cadastro, excluem a participação daqueles(as) que não concordam que seus dados ou comentários sejam editados ou utilizados em peças promocionais ou ainda utilizados para qualquer outro fim que não seja aquele de contribuir para o Programa de Metas da cidade de São Paulo. Ainda, entendemos que as cláusulas estabelecidas no “Termo de Uso” são abusivas e não seguem princípios básicos de boas práticas internacionais, como disponibilizar um botão “opt in” para aqueles que voluntariamente desejam fornecer seus dados para outros fins legítimos, como estudos, análises estatísticas e/ou de conteúdo ou realização de campanhas educativas. E, mesmo que assim optem, a coleta deve ser restrita ao necessário para se atingir tal(is) finalidade(s). Com relação a isso, destacam-se os itens 4.1, 4.2 e 4.3 do “Termo de Uso” da plataforma, que regulamentam a utilização e a coleta de informações dos cidadãos pela Prefeitura de São Paulo. Por fim, apontamos também a questão de a Plataforma não permitir fazer comentários de modo anônimo, como prevê o item 1.2 do “Termo de Uso” da ferramenta. O “Termo de Uso” estão transcritos ao final desta nota. A ausência de uma lei geral de proteção de dados pessoais no Brasil não impede que a Prefeitura de São Paulo adote melhores práticas e atualize o “Termo de Uso” da Plataforma do Programa de Metas de modo consistente com os princípios de proteção de dados pessoais e participação cívica do Marco Civil da Internet. Considerando isso, solicitamos a alteração da Plataforma, nos termos acima propostos, para que a participação virtual no processo de elaboração do Programa de Metas (2017-202) da Prefeitura de São Paulo possa se dar da melhor forma possível, de maneira transparente e ética, sempre estimulando a participação social da sociedade. Assinam essa nota: Agenda Pública AppCívico – Tecnologias para impacto positivo Artigo 19 Associação dos Especialistas em Políticas Públicas de São Paulo (AEPPSP) Colaboratório de Desenvolvimento e Participação (Co:lab) Escola de Fé e Política Waldemar Rossi Escola de Governo Fórum das Pastorais Sociais da Região Episcopal Belém Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) Instituto Ethos LabHacker LuluzinhaCamp – Coletivo Feminista pela Difusão da Tecnologia Minha Sampa Open Knowledge Brasil (OKBR) Rede Nossa São Paulo Rede pela Transparência e Participação Social (RETPS) W3C Brasil Flattr this!

Open Knowledge Brasil lança Manifesto para identificação digital no Brasil

- December 8, 2016 in Destaque, Sociedade

display-1677359_1280 Nesta quinta-feira (8/12), a Open Knowledge Brasil lançou o “Manifesto para Identificação Digital no Brasil”. “O objetivo do Manifesto é que sociedade se posicione em relação à privacidade e segurança de dados pessoais dos cidadãos, para tornar algo de tamanha importância – identificação digital – uma iniciativa transparente, segura, que não agrida liberdades”, conta Thiago Rondon, conselheiro da Open Knowledge Brasil que colaborou para a criação do Manifesto. O Manifesto para identificação digital no Brasil é uma carta de princípios que visa assegurar que as iniciativas implementem tecnologias digitais na identificação do cidadão no Brasil e possam assegurar os direitos básicos à privacidade e liberdade de expressão, além de ter, como norte, a segurança e o direito à propriedade dos próprios dados, ainda que estes estejam armazenados em servidores de terceiros. “É importante destacar que o Manifesto é um documento vivo. Abrimos um processo de consulta e aprimoramento dele no Github”, conta Ariel Kogan, diretor-executivo da OKBR. A OKBR vai buscar que autoridades responsáveis pela iniciativa dentro do governo se comprometam com os princípios do Manifesto. Será entregue para as autoridades do TSE, Ministério do Planejamento e Ministério da Transparência do Governo Federal. Como assinar? Para assinar o Manifesto basta enviar um e-mail para ariel@ok.org.br com o manifesto e a sua assinatura em formato PDF. Participe Leia a primeira versão do Manifesto para identificação digital no Brasil . Para receber novidades sobre o Manifesto e participar do processo, preencha o formulário que preparamos. Você pode também contribuir para o aprimoramento do Manifesto no GitHub. Flattr this!

Evento discute iniciativa para construir de maneira participativa o futuro de Brasília

- November 16, 2016 in Destaque, Sociedade

brasilia-creative-commons

Brasília. Foto: Creative Commons.

Mobilizar a sociedade para ser protagonista na gestão da cidade, com soluções sustentáveis e inovadoras para os próximos 20 anos. Essa é a proposta do projeto “O Futuro da Minha Cidade”, iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com apoio do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). No dia 17 de novembro, às 18h, a iniciativa será lançada no auditório do Sinduscon-DF. A ideia é sensibilizar as principais lideranças locais mostrando que é possível uma parceria entre a sociedade e o governo local, onde o projeto é apresentado, de forma a assegurar o crescimento da cidade com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Os idealizadores do projeto pretendem sensibilizar a comunidade para o desenvolvimento do projeto em Brasília. “O Futuro da Minha Cidade” é coordenado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do Sesi Nacional e patrocínio da Caixa Econômica Federal. Lideranças comunitárias e empresariais, representantes de associações de classe, instituições de ensino superior, organizações não-governamentais, formadores de opinião fazem parte do grupo de pessoas convidadas a participar do evento de lançamento do projeto. A Open Knowledge Brasil vai participar do evento e será representada por Ariel Kogan, diretor-executivo da organização. “É uma honra poder participar e contribuir com um movimento tão relevante e transformador. A iniciativa ‘O Futuro da Minha Cidade’ apresenta um caminho concreto para pensarmos e construirmos uma governança urbana mais alinhada com os principais desafios do século XXI. A era da informação e uma sociedade que opera em rede demandam novos arranjos institucionais e democráticos para construir nossas cidades, onde todos os habitantes tenham a possibilidade efetiva de participar e decidir nas decisões que definem o rumo do desenvolvimento e futuro da sua cidade”, conta Ariel. O evento conta com a consultoria do prefeito de Maringá, Silvio Barros, e também com a participação do Renato Correia, presidente do Conselho de Desenvolvimento Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese). Segundo Renato Correia, o projeto O Futuro da Minha Cidade “certamente mudará para melhor a qualidade de vida das cidades onde for implementado e também a competitividade, pois estimulará a ampla participação da sociedade no planejamento de longo prazo e na implementação dos projetos estruturantes”. Como você quer sua cidade daqui a 20 anos? A provocação convida a uma reflexão dos participantes que devem também ser parte interessada e que serão provavelmente afetados pelo resultado de um eventual crescimento desordenado pelas próximas décadas. O encontro em Brasília tem o objetivo de reunir o maior número de pessoas que possam contribuir com o processo dedicando seus conhecimentos, habilidades e atitudes. O projeto propõe que a sociedade esteja mobilizada para assumir o papel de protagonista na gestão da cidade, encaminhando soluções inovadoras para a sustentabilidade urbana. A principal característica é a participação voluntária de pessoas interessadas na gestão da sua cidade, com uma visão de planejar o futuro. A intenção é planejar e formar alianças, harmonizando ações locais de iniciativa da sociedade e o trabalho do poder público. Lançamento do Projeto “O Futuro da Minha Cidade” Data: 17 de novembro (quinta-feira) Horário: a partir das 18h Local: Auditório do Sinduscon-DF (SIA Trecho 2/3 Lote 1.125 – 3º andar) Flattr this!

Grupo cria documento O Futuro das Bicicletas em São Paulo para candidato eleito

- October 26, 2016 in Destaque, Sociedade

o-futuro-das-bicicletas

Fonte: Cidade Para Pessoas.

Com objetivo de melhorar a qualidade da rede de vias cicláveis em São Paulo e aumentar incentivos ao uso de bicicletas, quatro pessoas e três entidades criaram o documento “O Futuro das Bicicletas em São Paulo – recomendações para a gestão João Dória Jr” com os dados, pesquisas e informações mostrando a importância de incentivar o uso das bicicletas na cidade. “Somos Ariel Kogan, engenheiro, Carolina Ferrés, designer, Denis R. Burgierman, jornalista, e Natália Garcia, jornalista. Assinamos esse documento como pessoas físicas, mas também com as entidades que criamos e/ou representamos: Cidades para Pessoas, Café na Rua e Open Knowledge Brasil”, disse Natália Garcia, do Cidade para Pessoas. O documento foi apresentado à assessoria do prefeito eleito João Dória Jr. e enviado, por e-mail, no dia 17/10, com objetivo de elucidar essa questão, mostrando a importância do incentivo às bicicletas neste momento em São Paulo. Conversamos com Natália Garcia sobre a criação do documento, a mobilização e os próximos passos. Confira! OKBR: Como surgiu a ideia de criar o documento? Natália: Somos um grupo diverso de pessoas que têm, em comum, o entendimento sobre os benefícios que o uso de bicicletas traz para uma cidade. E também somos cidadãos preocupados com as primeiras declarações do prefeito eleito, que indicavam que ele pensava em remover algumas das ciclovias criadas na gestão Haddad, quando entendemos que seu trabalho deveria ser exatamente o contrário: adensar a rede de vias cicláveis na cidade. Uma das integrantes desse nosso grupo, a Carolina, já tinha contato com esse assessor a partir de outros projetos e fez a ponte para que pudéssemos ir até ele levar essas questões. Após a reunião, nos comprometemos em preparar esse documento para reunir os dados e fatos que mencionamos na conversa. Após a entrega, decidimos publicar uma versão ilustrada desse documento, em que há informações publicamente relevantes para esse debate. OKBR: Conte um pouco mais sobre o grupo. Natália: Esse documento foi criado por quatro pessoas que têm em comum a visão de que o uso da bicicleta faz bem a São Paulo. Essa não é exatamente nossa maior causa individualmente, mas uma visão que compartilhamos, entre várias outras. Acredito que nós quatro temos em comum a percepção da cidade como uma plataforma de inovação, um sistema complexo que pode gerar soluções para os nossos piores problemas. Somos Ariel Kogan, engenheiro, Carolina Ferrés, designer, Denis R. Burgierman, jornalista, e Natália Garcia, jornalista. Assinamos esse documento como pessoas físicas, mas também com as entidades que criamos e/ou representamos: Cidades para Pessoas, Café na Rua e Open Knowledge Brasil. OKBR: Como foi a conversa com o assessor do prefeito e a entrega do documento? Natália: Essa entrega foi feita no dia 17 de outubro, segunda-feira, por e-mail, após uma reunião presencial que tivemos com ele. Esse assessor disse que tem recebido grupos organizados da cidade em torno de temas e/ou causas para ouvir suas demandas. Fomos até ele mostrar que incentivar o uso de bicicletas na cidade de São Paulo beneficia não apenas a mobilidade urbana da cidade mas gera ganhos indiretos – melhora a qualidade do ar, ameniza o aquecimento local, atrai turistas, demanda uma infraestrutura muito mais barata do que modais motorizados, melhora a economia e tende a aumentar o rendimento escolar das crianças que pedalam. Nessa conversa, nosso objetivo era mostrar que a necessidade de incentivo às bicicletas não é uma questão ideológica, mas científica. E que esse incentivo pode ser feito com estruturas diversas, não apenas ciclovias exclusivas para bicicletas como também vias compartilhadas, adensando a rede ciclável na cidade. OKBR: Já tiveram um posicionamento do Prefeito em relação ao documento? Natália: O documento foi recebido e encaminhado aos responsáveis por assessorar o prefeito nessa questão. Ainda não temos um posicionamento claro. Mas vale lembrar que na mesma semana que fomos recebidos para a reunião, Dória pedalou com cicloativistas na cidade e sinalizou que vai olhar mais profundamente para essa questão. OKBR: Quais são os próximos passos do grupo em relação ao documento e ao tema? Natália: Acredito que será difícil ter avanços reais enquanto o secretário de transportes não é escolhido. Mas nossa intenção é seguir o contato e manter o diálogo aberto com essa gestão para podermos colaborar com a cidade. Caso a gestão se feche para nossa colaboração, vamos repensar a estratégia. Fato é que essa e outras questões fundamentais para a cidade – como a gestão da água que bebemos, a relação com os rios que passam pelo nosso território, a cura das pessoas que não conseguem parar de usar crack – precisam ser olhadas com menos partidarismo e mais complexidade.
>> O documento também está disponível para ser visualizado no álbum O Futuro das Bicicletas em São Paulo, na página do Cidades Para Pessoas, no Facebook.
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Grupo cria documento O Futuro das Bicicletas em São Paulo para candidato eleito

- October 26, 2016 in Destaque, Sociedade

o-futuro-das-bicicletas

Fonte: Cidade Para Pessoas.

Com objetivo de melhorar a qualidade da rede de vias cicláveis em São Paulo e aumentar incentivos ao uso de bicicletas, quatro pessoas e três entidades criaram o documento “O Futuro das Bicicletas em São Paulo – recomendações para a gestão João Dória Jr” com os dados, pesquisas e informações mostrando a importância de incentivar o uso das bicicletas na cidade. “Somos Ariel Kogan, engenheiro, Carolina Ferrés, designer, Denis R. Burgierman, jornalista, e Natália Garcia, jornalista. Assinamos esse documento como pessoas físicas, mas também com as entidades que criamos e/ou representamos: Cidades para Pessoas, Café na Rua e Open Knowledge Brasil”, disse Natália Garcia, do Cidade para Pessoas. O documento foi apresentado à assessoria do prefeito eleito João Dória Jr. e enviado, por e-mail, no dia 17/10, com objetivo de elucidar essa questão, mostrando a importância do incentivo às bicicletas neste momento em São Paulo. Conversamos com Natália Garcia sobre a criação do documento, a mobilização e os próximos passos. Confira! OKBR: Como surgiu a ideia de criar o documento? Natália: Somos um grupo diverso de pessoas que têm, em comum, o entendimento sobre os benefícios que o uso de bicicletas traz para uma cidade. E também somos cidadãos preocupados com as primeiras declarações do prefeito eleito, que indicavam que ele pensava em remover algumas das ciclovias criadas na gestão Haddad, quando entendemos que seu trabalho deveria ser exatamente o contrário: adensar a rede de vias cicláveis na cidade. Uma das integrantes desse nosso grupo, a Carolina, já tinha contato com esse assessor a partir de outros projetos e fez a ponte para que pudéssemos ir até ele levar essas questões. Após a reunião, nos comprometemos em preparar esse documento para reunir os dados e fatos que mencionamos na conversa. Após a entrega, decidimos publicar uma versão ilustrada desse documento, em que há informações publicamente relevantes para esse debate. OKBR: Conte um pouco mais sobre o grupo. Natália: Esse documento foi criado por quatro pessoas que têm em comum a visão de que o uso da bicicleta faz bem a São Paulo. Essa não é exatamente nossa maior causa individualmente, mas uma visão que compartilhamos, entre várias outras. Acredito que nós quatro temos em comum a percepção da cidade como uma plataforma de inovação, um sistema complexo que pode gerar soluções para os nossos piores problemas. Somos Ariel Kogan, engenheiro, Carolina Ferrés, designer, Denis R. Burgierman, jornalista, e Natália Garcia, jornalista. Assinamos esse documento como pessoas físicas, mas também com as entidades que criamos e/ou representamos: Cidades para Pessoas, Café na Rua e Open Knowledge Brasil. OKBR: Como foi a conversa com o assessor do prefeito e a entrega do documento? Natália: Essa entrega foi feita no dia 17 de outubro, segunda-feira, por e-mail, após uma reunião presencial que tivemos com ele. Esse assessor disse que tem recebido grupos organizados da cidade em torno de temas e/ou causas para ouvir suas demandas. Fomos até ele mostrar que incentivar o uso de bicicletas na cidade de São Paulo beneficia não apenas a mobilidade urbana da cidade mas gera ganhos indiretos – melhora a qualidade do ar, ameniza o aquecimento local, atrai turistas, demanda uma infraestrutura muito mais barata do que modais motorizados, melhora a economia e tende a aumentar o rendimento escolar das crianças que pedalam. Nessa conversa, nosso objetivo era mostrar que a necessidade de incentivo às bicicletas não é uma questão ideológica, mas científica. E que esse incentivo pode ser feito com estruturas diversas, não apenas ciclovias exclusivas para bicicletas como também vias compartilhadas, adensando a rede ciclável na cidade. OKBR: Já tiveram um posicionamento do Prefeito em relação ao documento? Natália: O documento foi recebido e encaminhado aos responsáveis por assessorar o prefeito nessa questão. Ainda não temos um posicionamento claro. Mas vale lembrar que na mesma semana que fomos recebidos para a reunião, Dória pedalou com cicloativistas na cidade e sinalizou que vai olhar mais profundamente para essa questão. OKBR: Quais são os próximos passos do grupo em relação ao documento e ao tema? Natália: Acredito que será difícil ter avanços reais enquanto o secretário de transportes não é escolhido. Mas nossa intenção é seguir o contato e manter o diálogo aberto com essa gestão para podermos colaborar com a cidade. Caso a gestão se feche para nossa colaboração, vamos repensar a estratégia. Fato é que essa e outras questões fundamentais para a cidade – como a gestão da água que bebemos, a relação com os rios que passam pelo nosso território, a cura das pessoas que não conseguem parar de usar crack – precisam ser olhadas com menos partidarismo e mais complexidade.
>> O documento também está disponível para ser visualizado no álbum O Futuro das Bicicletas em São Paulo, na página do Cidades Para Pessoas, no Facebook.
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A Open Knowledge Brasil é contra o aumento da velocidade nas ruas e avenidas de de São Paulo

- September 21, 2016 in Destaque, Sociedade

  sao-paulo-684875_1280 Muito tem se falado sobre a velocidade nas ruas da cidade de São Paulo. Mas o que é melhor para os habitantes? Nós, da Open Knowledge Brasil, somos, antes de mais nada, a favor da vida e, por isso, somos contra o aumento da velocidade nas vias. Estamos acompanhando os ânimos exaltados quando esse assunto aparece, principalmente na mídia e nas mídias sociais, mas a nossa opinião está embasada nos dados de estudos realizados e também na análise da implementação de políticas públicos nas principais cidades do mundo,uma tendência internacional. Está comprovado que a redução das mortes no trânsito está atrelada às políticas de redução da velocidade e ao aumento da fiscalização.   Desde julho de 2015, as velocidades máximas permitidas nas vias de São Paulo caíram de 70 km/h para 60 km/h na pista central da Marginal Tietê e de 70 km/h para 50 km/h nas pistas locais e de 90 km/h para 70 km/h nas pistas expressas. De acordo com o balanço divulgado pela Prefeitura de São Paulo, o número de acidentes sem vítimas caiu 20% (de 272 para 217) e o de acidentes com mortos ou feridos caiu 29% (de 110 para 78).   O limite de 50 km/h nas cidades já é obrigatório em mais de cem países do mundo. A Década de Segurança no Trânsito, decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU), prevê também esse limite para a redução de mortes no trânsito. O Brasil foi reprovado nesse quesito. Grandes metrópoles, como Nova York, estão realizando a campanha  Vision  Zero para zerar as mortes no trânsito e a redução de velocidade é o ponto de partida da campanha.  De acordo com a Organização Mundial de Saúde, há uma queda de 2% no número de acidentes a cada 1 km/h reduzido na velocidade média. Dados do estudo “Impactos da Redução dos Limites de Velocidade em Áreas Urbanas”, desenvolvido pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis,  respaldam a decisão da prefeitura de São Paulo. A publicação expõe que uma redução de 5% na velocidade média dos veículos pode resultar em 30% menos acidentes fatais. Velocidades mais baixas aumentam a possibilidade de condutores, pedestres e ciclistas verem uns aos outros e reagirem, evitando acidentes e reduzindo assim o número de mortos e feridos no trânsito. Em São Paulo, a redução dos limites de velocidade veio acompanhada pela implantação de Áreas 40. Depois da adoção do novo limite, vias do centro da capital registraram 71% menos óbitos por colisões e atropelamentos. De acordo com o relatório “Acidentes de trânsito fatais em São Paulo”, da CET, o número total de mortes passou de 1.249 em 2014 para 992 em 2015, o que representa uma redução de 20%. Para a Ciclocidade e a Cidadeapé, essa redução é reflexo direto da redução de velocidade nas marginais e do investimento em ciclovias. Mais uma visão de especialistas na área que destacam o que estamos defendendo, que é a vida. Um estudo, do Insurance Institute for Highway Safety, órgão norte-americano de segurança no trânsito, mostra que, nos últimos 20 anos, os aumentos da velocidade nos Estados Unidos causaram, pelo menos, 33 mil mortes no país. A pesquisa afirma que, para cada alta de 8 km/h nos limites de velocidade houve crescimento de 4% no número de óbitos. Nos últimos dias, o portal Catraca Livre fez uma campanha apartidária para alertar os riscos de aumentar a velocidade nas ruas de São Paulo. Ela conta com a opinião de diversos especialistas que alertam sobre o assunto. Entre eles, Paulo Saldiva, patologista da USP e ex-pesquisador da Escola de Saúde Pública de Harvard. Esperamos que todos os candidatos considerem esses dados e assumam um posicionamento e compromissos concretos a favor da vida. Não aceitaremos, de forma alguma, um retrocesso nesse sentido.   Flattr this!