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Seminário Internacional de Privacidade e Vigilância contará com mesa sobre Dados Abertos e Privacidade

- April 8, 2016 in Conhecimento Livre, Dados Abertos, Destaque, Direitos Humanos, Eventos, GPOPAI, Internet, privacidade, sociedade civil, USP, vigilância

Crédito: Yuri Samoilov

Crédito: Yuri Samoilov

Nos dias 4 e 5 de maio será realizado o Seminário Internacional de Privacidade e Vigilância, organizado pelo GpoPai/USP (Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da Universidade de São Paulo). O evento tem como objetivo reunir pesquisadores e demais interessados nas areas de privacidade, vigilância, criptografia e proteção de dados pessoais e conta com financiamento da Fundação Ford. Na abertura, dia 4 de maio às 15h, a mesa contará com a participação das palestrantes Anne Roth (assessora sênior da comissão de inquérito sobre vigilância em massa do Parlamento Alemão) e Nadia Kayyali (jornalista especialista em segurança e privacidade) e a moderação de Pablo Ortellado (Universidade de São Paulo – USP). No mesmo dia, às 19h30, haverá uma mesa sobre Dados Abertos e Privacidade, que contará com a participação de Ewout ter Haar (Universidade de São Paulo – USP), Fernanda Campagnucci (Controladoria Geral do Município de São Paulo), Sérgio Amadeu (Universidade Federal do ABC – UFABC) e Luiz Fernando Moncau (Centro de Tecnologia e Sociedade – CTS). A moderação fica a cargo de Jorge Machado (Universidade de São Paulo – USP). O seminário é gratuito e para participar não será necessária a inscrição prévia. No entanto, certificados serão emitidos posteriormente e, para isso, será necessário realizar o cadastramento no próprio seminário. Confira aqui a programação completa do evento.   Flattr this!

Seminário Internacional de Privacidade e Vigilância contará com mesa sobre Dados Abertos e Privacidade

- April 8, 2016 in Conhecimento Livre, Dados Abertos, Direitos Humanos, Eventos, GPOPAI, Internet, privacidade, sociedade civil, USP, vigilância

Crédito: Yuri Samoilov

Crédito: Yuri Samoilov

Nos dias 4 e 5 de maio será realizado o Seminário Internacional de Privacidade e Vigilância, organizado pelo GpoPai/USP (Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da Universidade de São Paulo). O evento tem como objetivo reunir pesquisadores e demais interessados nas areas de privacidade, vigilância, criptografia e proteção de dados pessoais e conta com financiamento da Fundação Ford. Na abertura, dia 4 de maio às 15h, a mesa contará com a participação das palestrantes Anne Roth (assessora sênior da comissão de inquérito sobre vigilância em massa do Parlamento Alemão) e Nadia Kayyali (jornalista especialista em segurança e privacidade) e a moderação de Pablo Ortellado (Universidade de São Paulo – USP). No mesmo dia, às 19h30, haverá uma mesa sobre Dados Abertos e Privacidade, que contará com a participação de Ewout ter Haar (Universidade de São Paulo – USP), Fernanda Campagnucci (Controladoria Geral do Município de São Paulo), Sérgio Amadeu (Universidade Federal do ABC – UFABC) e Luiz Fernando Moncau (Centro de Tecnologia e Sociedade – CTS). A moderação fica a cargo de Jorge Machado (Universidade de São Paulo – USP). O seminário é gratuito e para participar não será necessária a inscrição prévia. No entanto, certificados serão emitidos posteriormente e, para isso, será necessário realizar o cadastramento no próprio seminário. Confira aqui a programação completa do evento.   Flattr this!

Como foi 2015 para a Open Knowledge Brasil: uma retrospectiva de nossos momentos

- January 29, 2016 in #EuVoto, brasil, ciência aberta, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Gastos Abertos, Open Knowledge Brasil, retrospectiva, São Paulo, sociedade civil, transparência, USP

Talvez seja certo afirmar que 2015 foi um dos anos mais movimentados da breve história da Open Knowledge Brasil. Com um início de reformulações para a instituição, o ano acabou se tornando bastante movimentado a partir de julho. Separamos, aqui no blog, alguns momentos dignos de lembrança. Logo no início de março, a plataforma virtual Eu Voto, iniciativa da Open Knowledge Brasil em parceria com a Fundação Avina, que permite à população votar em projetos de lei em tramitação na Câmara Municipal, foi lançada. No mesmo mês, houve um encontro visando discutir a governança da OKBr. Já em abril, nos dias 6 e 10, houve a primeira edição de 2015 do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”, em São Paulo. Realizado anteriormente em Salvador  e no Rio de Janeiro, esta edição foi oferecida pela Escola de Dados junto à Escola de Comunicação da Universidade de São Paulo (ECA/USP). O treinamento, gratuito, integrou o programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge Internacional para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. Em julho, a OKBr promoveu, junto ao Eu Voto, o debate “Democracia e Internet: Criando uma cultura de participação política no século XXI”, que tinha como objetivo propor uma discussão aprofundada sobre as ferramentas tecnológicas para o uso e acesso a dados, decisões e construção do que é público, assim como sobre as novas iniciativas de participação política pela internet que estão surgindo no Brasil e no mundo. O evento contou com a participação de Marina Silva (Rede), ex-Ministra do Meio Ambiente e presidenciável nas eleições de 2014 pelo Partido Verde, Milton Jung, jornalista, âncora da rádio CBN e implementador da plataforma Adote um vereador; e Santigo Siri, co-fundador do Partido de la Red na Argentina, além de Ariel Kogan, conselheiro deliberativo da OKBr e idealizador da plataforma Eu Voto, e Heloisa Pait, professora de sociologia da UNESP,especialista em sociologia dos meios de comunicação e conselheira consultiva da OKBr. O mês também marcou o início da coordenação da Escola de Dados por Natália Mazotte, dando fôlego a uma série de novas atividades para o projeto ligado à OKBr.  
Agosto marcou o recebimento de um subsídio da Shuttleworth Foundation a nosso diretor executivo, para ajudar a conduzir a instituição. Também foi promovido um prêmio para um vídeo que explicasse a importância da Open Knowledge Brasil, que foi conquistado por Thiago Avila, pesquisador do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), Superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão de Alagoas. O mês teve uma agenda bastante movimentada, com a participação da organização em diversos eventos ligados ao conhecimento aberto, como Universidade Aberta, Inclusão Digital Aberta, Cidade Aberta, Paulista Aberta e Ciência Aberta. Este último tratou-se do lançamento do livro “Ciência Aberta, questões abertas”, que conta com capítulos escritos por colaboradores da OKBr e de atores ligados à nossa rede.
Em setembro, foi realizada a Con Datos e a desconferência AbreLatam. Alguns colaboradores da Open Knowledge Brasil participaram do evento e manifestaram suas impressões sobre as reuniões e sobre a comunidade de dados abertos, como Natália Mazotte e Marco Túlio Pires, da Escola de Dados, Thiago Rondon e Gisele Craveiro, assim como o diretor executivo da OKBr, Everton Zanella Alvarenga. Foi também neste mês que a instituição se manifestou abertamente contra o PL espião, projeto de lei que ainda está para ser votado e ameaça a liberdade de expressão na internet no Brasil. Ainda no dia 18 do mesmo mês, ocorreu o encontro Diálogos para Governo Aberto, organizado pela Controladoria Geral da União. A Open Knowledge Brasil foi uma das cinco organizações da sociedade civil escolhidas e subsidiadas para ir para Brasília. O principal objetivo do encontro foi fazer uma rodada de conversa sobre o Grupo de Trabalho da sociedade civil que participará da construção do 3º Plano de Ação do Brasil para a Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP). Outubro, por sua vez, foi marcado por nosso posicionamento em relação ao acordo que a Câmara Municipal de São Paulo fechou com a plataforma Vote na Web, ferramenta de código proprietário, paga e que pretere a plataforma que desenvolvemos e pretendemos usar junto à CMSP, o EuVoto. Consideramos que a situação foi um reflexo da falta diálogo entre a população e o poder público e, sobretudo, pedimos que as instituições públicas adotem processos mais transparentes, claros e coerentes. Ao final do ano, em novembro, a Open Knowledge Brasil participou do evento “Repensando as instituições e sistemas de participação no século XXI” no Columbia Global Center, no Rio de Janeiro. O movimento emergente do encontro se dedicará a pensar democracia digital e reformas estruturais no sistema político brasileiro. A reunião, realizada no dia 11/11, teve como um dos desdobramentos a conformação de um observatório em rede sobre democracia digital. No mesmo mês, nosso diretor executivo também esteve presente no Open Development Camp, em Haia, no painel “Breaking through silos”, com especialistas em organizações de tecnologia cívica (Everton Zanella, OKBr) ONGs (David Saldivar, Oxfam USA) e financiadores (Lea Gimpel, GIZ.de) discutindo suas experiências na empreitada de falar para além de seus pares. Como se nossa agenda já não estivesse cheia o suficiente, ainda em novembro, apoiamos o lançamento do Eu Voto Piracicaba, iniciativa conjunta do Observatório Cidadão de Piracicaba e da Rede Engajados. E fechamos uma parceria com a plataforma jornalística Aos Fatos, que produzirá histórias do orçamento para o projeto Gastos Abertos em troca do apoio que a Open Knowledge Brasil deu à sua campanha de crowdfunding. O início de dezembro marcou o começo do curso do projeto Gastos Abertos. No primeiro módulo das aulas, Pedro Marin explicou um pouco sobre orçamento público e Diego Rabatone falou sobre dados abertos e alguns conceitos importantes para jornalistas contarem suas histórias, como e o que é uma API. Já na segunda fase do curso, Natália Mazotte, coordenadora da Escola de Dados, apresentou os alunos a diferentes iniciativas de jornalismo de dados. Rodrigo Bugarelli ensinou os alunos a cruzarem dados, Marco Túlio Pires promoveu uma oficina sobre raspagem de dados e Natália Mazotte e Sérgio Spagnuolo mostraram aos jornalistas que participavam do curso ferramentas úteis para visualização de dados. O ano foi fechado com chave de ouro com nossa celebração, no dia 9 de dezembro, de um Termo de Cooperação Técnica com a Câmara Municipal de São Paulo. A data simbólica, do dia internacional contra a corrupção, marcou a assinatura de um documento no qual as partes se comprometem a desenvolver um programa de cooperação por meio de projetos, cursos e eventos, aprimorando o uso das tecnologias da informação e comunicação com o objetivo de ampliar e qualificar os espaços de participação cívica e estimular a transparência das instituições públicas. 20150303145302 20150303145306 20150301_170820 _MG_4668 _MG_4710 _MG_4801 _MG_4810 IMG_5515 IMG_5536 _MG_4663 _MG_4639 _MG_4813 IMG_5471 IMG_5549 _MG_4788 jorge Edital Governo Aberto Fernanda Campagnucci _MG_5023 _MG_5006 _MG_4909 GT de Ciência Aberta inclusao digital aberta helo e tom espacos urbanos IMG_5850 Kww18z8o9c4fgub3Vt1RFkJoU8Uuf6A9aIiYXh0J3kE Todos Abrelatam 2016 2015-09-18 15.57.33 abrelatam-condatos2 abrelatam-condatos abrelatam01 abrelatam02 11204399_10205361659027216_3455073508820645991_n 12232706_958350657570017_4666269818940930684_o 812337971_76644_12143393710532773371 2015-11-13 10.30.07 2015-11-13 09.45.14 aosfatosgastosabertos Pedro Marin aula Gastos Abertos cmsp2 cmsp1 cmsp3 Flattr this!

I Workshop sobre Data Science da Poli/USP acontece nos dias 18 e 19 de novembro

- November 12, 2015 in ciencia, ciência dos dados abertos, colaboração, Conhecimento Livre, Dados Abertos, Eventos, São Paulo, USP, Workshop

O Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo promove o I Workshop sobre Data Science na Poli/USP nos dias 18 e 19 de novembro. O principal objetivo do evento é promover a disseminação de conhecimento sobre iniciativas nacionais e internacionais sobre a ciência dos dados abertos que podem contribuir para resolver alguns dos desafios no contexto contemporâneo da ciência aberta no Brasil. A ciência de dados abertos é voltada para a publicação de observações e resultados das atividades científicas disponíveis para análise, uso e reutilização. Hoje, existem iniciativas internacionais para facilitar a ciência aberta e inovadora que se concentram em promover o acesso aberto seguro, persistente, robusto e apoiados nos dados científicos. O primeiro Workshop em Data Science irá apresentar dois projetos que organizam dados de monitoramento terrestre: o projeto DataONE, apoiado pelo National Science Foundation NSF – EUA e o programa Atmospheric Radiation Measurement- ARM, apoiado pelo Departamento de Energia dos EUA. Serão realizadas palestras ao púbico em geral pelos  pesquisadores Profa. Suzie Allard (University of Tennessee – UT), Prof. Mike Frame (United States Geological Survey _ USGS) e Prof. Giri Palanisamy (Oak Ridge National Laboratory – ORNL) no período da manhã do dia 18 de novembro e serão realizados experimentos de visualização de dados utilizando técnicas e ferramentas computacionais desenvolvidas no projeto ARM para um público de pesquisadores pré-definido, no período da tarde do dia 18 e durante o dia 19 de novembro de 2015. O workshop é organizado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), com o apoio do Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST)  da Universidade de São Paulo e ocorrerá no Centro de Tecnologia da Informação de São Paulo (CeTI-SP) no Campus da Cidade de São Paulo da USP, entre os dias 18 e 19 de novembro de 2015. Informações sobre participação e inscrição no evento estão disponíveis no site do Workshop. Flattr this!

Quando surgiram os 8 princípios dos dados abertos?

- April 14, 2015 in colab, Dados Abertos, Destaque, Open Data, USP

Publicado originalmente no site do COLAB/USP. Dados abertos são definidos por um conjunto de princípios estabelecidos num encontro realizado nos dias 7 e 8 de dezembro de 2007 em Sebastopol, na Califórnia, que reuniu um pesquisadores, representantes de organizações da sociedade civil e ativistas norte-americanos. jorge Entre eles estavam Lawrence Lessig, famoso criador do termo “cultura livre”; Tim O’Reilly, publisher de editora da área de tecnologia da informação que leva seu sobrenome e criador da expressão “Web 2.0″; Ethan Zuckermann, diretor do Center of Civic Media MIT e criador do Trip Advisor; Joseph Hall, Center for Democracy & Technology; Aaron Schwartz, conhecido ativista hacker, cuja vida é retratada no filme “The Internet’s Own Boy”, além dos fundadores de organizações Sunlight Foundation, My Society e GovTrack – pioneiras no uso dos dados abertos na promoção da transparência. O foco do encontro foi a abertura de informações governamentais. No entanto, nos anos que se seguiram, o conceito passou a ter seu uso ampliado, passando a incluir dados científicos ou mesmo de organizações privadas. Seus princípios afirmam que qualquer dado para ser “aberto” deve ser utilizado por qualquer um para qualquer propósito. Tal definição visa orientar o processo de abertura de dados de modo que possa ser considerado “aberto”. open-data-dados-abertos Os princípios criados por eles dão conta, com bastante simplicidade, dos principais componentes para que um dado seja considerado “aberto” e se tornaram referência internacional: Os 8 Princípios dos dados abertos Completo Todos os dados públicos devem ser disponibilizados. Dados públicos são dados que não estão sujeitos a restrições de privacidade, segurança ou privilégios de acesso. Primários Os dados devem ser coletados na fonte com o maior nível de detalhamento possível, e não de forma agregada ou modificada. Oportunidade Sua disponibilidade deve ser feita tão rapidamente quanto necessário para preservar o valor dos dados. Acessibilidade Os dados devem estar disponíveis para a mais ampla gama de usuários e as mais diversas finalidades. Processável por máquinas Os dados devem ser razoavelmente estruturados de modo a permitir o processamento automatizado. Não-discriminatório Os dados devem estar disponíveis para qualquer pessoa, sem necessidade de registro. Não-proprietário Os dados devem estar disponíveis em um formato sobre o qual nenhuma entidade tem o controle exclusivo. Licença livre Os dados não estão sujeitos a quaisquer direitos de autor, patentes, marcas comerciais ou regulamento secreto. Pode ser permitida uma razoável privacidade e restrições de privilégio e segurança. Sem dúvida, esse foi um encontro histórico. Conseguiu-se reunir mentes brilhantes. Não por acaso que o encontro resultou na mudança das concepções “convencionais” do chamado governo eletrônico – um termo que está mais ligado à pestação de serviços do que à abertura de informação. Do velho governo eletrônico saltamos um novo paradigma, dos dados abertos – mais adequado à filosofia do software livre, à cultura hacker e à concepções mais modernas de transparência. Jorge Machado COLAB/USP flattr this!

A torre de marfim trinca e a luz entra: USP mostra salários

- November 19, 2014 in Dados Abertos, Lei de Acesso, Lei de acesso à informação, salários, USP

A luz só penetra onde há transparência. A USP é referida por muitos como uma “torre de marfim”. E isto tem vários significados. Um deles pode ser também por agir como se estivesse erigida sobre ilha imune a leis e normas que regem a administração pública. Broadway Tower Cotswolds (Wikimedia Commons) Foto de Mik Reeve (Wikimedia Commons) Mas isso começa a mudar por força da lei. USP finalmente divulga informações salariais. Mas foi primeiramente à Folha e atendendo a decisão judicial, depois de derrotada em duas instâncias. O Jornal, por sua vez, disponibilizou um interessante Infográfico com os dados. Há alguns problemas nos dados divulgados, como a falta de informação sobre o vencimento líquido, pois em muitos casos (como o meu), o desconto chega a cerca de 30% do salários, já que além do Imposto de Renda, há contribuição previdenciária ao estado e o pagamento ao IAMSPE, ambos obrigatórios. Também alguns salários aparecem abaixo do salário mínimo, o que pode ser erro da planilha, da importação ou processamento dos dados ou algum tipo de pagamento não explicado. O avanço é ainda é muito pequeno, pois os dados não são detalhados, a busca no site da USP é ruim, tem um capcha no meio do caminho e só há os meses de setembro e outubro de 2014. A base pode ser ainda baixada em um arquivo em formato txt.
Salários ilegais
  É muito difícil calcular o que a USP gastou com os supersalários ilegais. Mas alguns dados permitem fazer estimativas grosseiras. Segundo o reitor, se USP tivesse aplicado o teto definido pelo STF (sem a inclusão das vantagens anteriores a 2003, ano em que se estabeleceu o teto), a economia seria de “apenas” 7 milhões ao mês. Se multiplicarmos isso pelo acumulado de meses até 2003, chegaremos a quase 1 bilhão de reais em valores atuais. Só que antes de 2013 a USP não aplicava qualquer teto. O dinheiro que foi irregularmente para o bolso dessa elite deve superar facilmente os 2-3 bilhões – sem o acesso aos dados reais, é dificil fazer um cálculo preciso. Mas é certo que o valor supera propagado déficit da USP, de R$ 963 milhões – cujo cálculo é questionado pelos sindicatos. A estrutura salarial assimétrica da USP é fortemente influenciada por um sistema de gratificações – gradualmente incorporadas aos salários – que cria uma elite, cuja ascensão está ligada a manutenção do status interno das relações de poder. Na visualização abaixo da distribuição de salários, pode se ver claramente isto. Nota-se em cada Unidade uma estrutura salarial com base larga e pico estreito e longo, tal como uma catedral gótica. No alto da catedral, está a elite acadêmica que estabelece as regras e toma as decisões – que de certa forma é co-responsável pela situação da Universidade.
Elaborado por Ewout ter Haar (IF-USP)

Elaborado por Ewout ter Haar (IF-USP)

Thiago Veríssimo, funcionário da USP, também fez outras visualizações, separando docentes e funcionários. As visualizações mostram grandes desigualdades entre as Unidades e entre docentes e funcionários. Mas elas refletem também os problemas dos planos de carreira, a histórica desigualdade de recursos entre os Unidades, a precarização do trabalho nas novas faculdades. Isto ficará mais evidente quando forem cruzadas informações sobre a proporção de funcionários docentes e não-docentes, a distribuição do orçamento, a relação professor/aluno. Há muitos dados que precisam ser levados a público e que precisam ser estudado. No entanto, a USP ainda se nega a cumprir a lei e divulgar informações importantes, como sobre seu patrimônio imobiliário, o orçamento detalhado e desagregado de cada uma das Unidades que a compõem ou mesmo o histórico das folhas salariais. Em todo caso, a luz começa a entrar pelas rachaduras da “torre de marfim”, mostrando que há urgência na modernização de sua gestão para que a universidade venha a se adequar a padrões republicanos mínimos de transparência. flattr this!