Projektmanagement politische Jugendbildung im Projekt Demokratielabore gesucht (50%)

OKF - November 12, 2017 in Uncategorized

Die Demokratielabore sind ein Modellprojekt der OKF, das vom Bundesministerium für Familie, Senioren, Frauen und Jugend im Rahmen des Bundesprogramms „Demokratie leben!“ gefördert wird. Wir führen Workshop- und Aktionsformate mit Jugendlichen im Alter von 12 bis 21 Jahren rund um Digitalisierung, Technologien und gesellschaftliches Miteinander durch. Dazu arbeiten wir eng mit außerschulischen Jugendeinrichtungen und überregionalen Jugendverbände und Initiativen zusammen – deutschlandweit. Für die Stärkung unseres Projekts im Bereich der politischen Jugendbildung sind wir auf der Suche nach einer begeisterungsfähigen, teamstarken, politik- und technikinteressierten Persönlichkeit, die den Zusammenhang zwischen Technologie, Gesellschaft, Jugendbildung und Demokratie versteht. Wir wünschen uns eine Person mit mindestens zwei Jahren Erfahrung in diesem Arbeitsfeld, die unser Team insbesondere beim Aufbau und der Betreuung von lokalen Arbeitsgemeinschaften in der Jugendarbeit verstärkt. Konkret fallen unter anderem folgende Aufgaben an:
  • Pflege von Kooperationen mit Jugendbildungsstätten deutschlandweit: Nachbereitung von Workshops, Aufbau & Betreuung von digitalen Arbeitsgemeinschaften zur Verstetigung der Workshopinhalte
  • Communitymanagement ehrenamtlicher Unterstützer*innen im Rahmen der Digital-AGs
  • Mitarbeit an der Konzeption von Workshop- und Aktionsformaten für Jugendliche mit Fokus auf digitale Teilhabe und politische Jugendbildung
  • Unterstützung bei der Erstellung von Lehr- und Lernmaterialien
  • Wünschenswert: Bereitschaft zur Durchführung der Workshops in Jugendeinrichtungen und auf Festivals/Lagern zusammen mit dem Workshopteam
Wir sind bereit und in der Lage, die anfallenden Tätigkeiten so zu arrangieren, dass sie zu der Person passen, die uns am stärksten überzeugt. Was wir bieten
  • Eigenen Handlungs- und Gestaltungsspielraum im Rahmen des Projekts
  • Ein neugieriges und offenes Team, das sich auf dich freut
  • Die Möglichkeit dich persönlich weiterzuentwickeln
  • Die Möglichkeit deutschlandweit zu reisen und Kooperationspartner direkt kennenzulernen
  • Ein spannendes Arbeitsumfeld bei der OKF DE in Berlin
  • Eine nette Büroatmosphäre
  • Flexible Arbeitszeiten
  • Eine Vergütung nach TV-L 13/1
  • So viel Club Mate wie du willst (wenn du willst) :)
Die Stelle ist ab dem 01.01.18 zu besetzen und ist zunächst auf ein Jahr befristet. Eine Verlängerung wird vorbehaltlich der genehmigten Mittel angestrebt. Wir freuen uns insbesondere über die Bewerbungen von Frauen, Menschen mit Migrationshintergrund und Menschen anderer Gruppen, die in der IT-Welt unterrepräsentiert sind. Von Bewerbungsfotos und Angaben zu Alter und Familienstand bitten wir abzusehen. Bitte schicke uns Deine Bewerbung per E-Mail an Sebastian Seitz: sebastian.seitz@okfn.de.

Το Ίδρυμα Ανοικτής Γνώσης Ελλάδας στο EU Datathon 2017

Χριστίνα Καρυπίδου - November 11, 2017 in datathon, Featured, Featured @en, News, ανοικτά δεδομένα, Εκδηλώσεις, Ευρώπη, Νέα

Το Ίδρυμα Ανοικτής Γνώσης Ελλάδας είναι ένας από τους δέκα τελικούς συμμετέχοντες στο EU Datathon 2017, “Reusing European Union open data for jobs and growth – EU Open Data Portal Datathon”, που διοργανώνουν η Εσθονική Προεδρία του Συμβουλίου της Ευρωπαϊκής Ένωσης και η Υπηρεσία Εκδόσεων της Ευρωπαϊκής Ένωσης. Η τελική εκδήλωση πρόκειται να λάβει χώρα στις […]

Últimas vagas para a Conferência de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais

Elza Maria Albuquerque - November 10, 2017 in Coda.Br, Destaque, Jornalismo de dados

  A hora é agora para quem quiser participar da segunda edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais (Coda.Br). Ainda há vagas para o evento que vai acontecer nos dias 25 e 26 de novembro, no campus da FAAP, em São Paulo (SP). O encontro é o primeiro do Brasil com foco em jornalismo de dados. O objetivo é reunir os melhores profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. A conferência conta com o apoio da Abraji, do La Nación Data, do Knight Center for Journalism in the Americas e da Python Software Foundation. A ideia é que os participantes – iniciantes ou avançados em jornalismo de dados – possam colocar a mão na massa, compartilhar conhecimento, aprender, expandir o networking, refletir e sair do evento prontos para melhorar ou tirar do papel seus projetos guiados por dados. Referências internacionais em jornalismo de dados vão participar do Coda.Br – como Mar Cabra, que liderou a equipe responsável pelos Panama Papers no ICIJ, Jonathan Stray, jornalista computacional da Universidade de Columbia com passagens pelas equipes de dados do New York Times e da ProPublica, Momi Peralta, líder do La Nación Data da Argentina, a mais premiada equipe de jornalismo de dados da América Latina, e Jennifer Stark, jornalista computacional da Universidade de Maryland, com publicações em veículos como Washington Post e Vice.

Dinâmica do evento

Ao todo, serão mais de 30 workshops em oito salas paralelas com treinadores especializados em habilidades e ferramentas de pesquisa e jornalismo guiado por dados. Rodas de debate com jornalistas e pesquisadores nacionais e internacionais sobre responsabilidade algorítmica, machine learning, privacidade, o futuro do jornalismo de dados, entre outros temas. O valor das inscrições é de R$ 325 para profissionais e R$ 220 para estudantes. As inscrições podem ser realizadas no site do evento.
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Últimas vagas para a Conferência de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais

Elza Maria Albuquerque - November 10, 2017 in Coda.Br, Destaque, Jornalismo de dados

  A hora é agora para quem quiser participar da segunda edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais (Coda.Br). Ainda há vagas para o evento que vai acontecer nos dias 25 e 26 de novembro, no campus da FAAP, em São Paulo (SP). O encontro é o primeiro do Brasil com foco em jornalismo de dados. O objetivo é reunir os melhores profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. A conferência conta com o apoio da Abraji, do La Nación Data, do Knight Center for Journalism in the Americas e da Python Software Foundation. A ideia é que os participantes – iniciantes ou avançados em jornalismo de dados – possam colocar a mão na massa, compartilhar conhecimento, aprender, expandir o networking, refletir e sair do evento prontos para melhorar ou tirar do papel seus projetos guiados por dados. Referências internacionais em jornalismo de dados vão participar do Coda.Br – como Mar Cabra, que liderou a equipe responsável pelos Panama Papers no ICIJ, Jonathan Stray, jornalista computacional da Universidade de Columbia com passagens pelas equipes de dados do New York Times e da ProPublica, Momi Peralta, líder do La Nación Data da Argentina, a mais premiada equipe de jornalismo de dados da América Latina, e Jennifer Stark, jornalista computacional da Universidade de Maryland, com publicações em veículos como Washington Post e Vice.

Dinâmica do evento

Ao todo, serão mais de 30 workshops em oito salas paralelas com treinadores especializados em habilidades e ferramentas de pesquisa e jornalismo guiado por dados. Rodas de debate com jornalistas e pesquisadores nacionais e internacionais sobre responsabilidade algorítmica, machine learning, privacidade, o futuro do jornalismo de dados, entre outros temas. O valor das inscrições é de R$ 325 para profissionais e R$ 220 para estudantes. As inscrições podem ser realizadas no site do evento.
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Por que precisamos conectar os dados publicados na Web?

Elza Maria Albuquerque - November 10, 2017 in Dados Abertos, dados abertos governamentais, dados governamentais, Destaque, Economia digital, governo

Por Thiago Ávila* No primeiro artigo desta série, abordamos a problemática da oferta de dados que vem crescendo exponencialmente no âmbito da economia digital, mas com qualidade e poder de reutilização muito baixo. Conforme já explorado, estes dados estão, predominantemente, em formato não estruturado – o que limita sua descrição e reutilização por outras aplicações e pessoas. Além disso, devido à baixa qualidade dos dados disponibilizados, o processo de reutilização tem sido caro [1]. Nesta direção, novas abordagens em torno dos dados foram sendo desenvolvidas ao longo dos anos e atualmente, busca-se o estabelecimento de um conceito de dado que possa ser amplamente utilizado sem restrições de uso e aplicações, de tal maneira que o ciclo de produção de conhecimento possa ser mais rico e aprimorado [2]. O conceito de dados abertos foi estabelecido neste horizonte e consistem de Dados que podem ser utilizados livremente, reutilizados e redistribuído por qualquer pessoa – sujeito apenas, no máximo, com a exigência de atribuir o compartilhamento pela mesma licença [3]. Os dados abertos permitem que pessoas e organizações utilizem informações públicas livremente para gerar aplicativos, fazer análises ou mesmo produtos comercializáveis. Para que um conjunto de dados seja considerado aberto, ele precisa permitir que o cidadão acesse com facilidade e o utilize ou redistribua sem restrições. Ademais, os dados precisam ser facilmente encontrados em um lugar indexado, sem impedimento de leitura por máquinas ou restrições legais [4]. No âmbito governamental, para conceituar o como devem ser os dados abertos governamentais foram estabelecidas três leis, ou seja, as condições para que um determinado dado governamental seja considerado como aberto [5]: – Se o dado não pode ser encontrado e indexado na Web, ele não existe; – Se não estiver aberto e disponível em formato compreensível por máquina, ele não pode ser reaproveitado; e – Se algum dispositivo legal não permitir sua replicação, ele não é útil. Complementarmente, a The Association of Computing Machinery’s publicou uma recomendação para dados governamentais, onde estabeleceu que: “Os dados publicados pelo governo deve ser em formatos e abordagens que promovam a análise e reutilização desses dados.” [6]. Desta forma, o conceito de dados abertos governamentais emergiu como uma forte referência à publicação de dados na web, criando novos canais de comunicação entre governos e seus cidadãos, onde inúmeros portais e catálogos de dados web foram desenvolvidos, em nível continental, como o da União Europeia (reunindo catálogos de 29 países), em nível nacional como o dos E.U.A., do Reino Unido e do Brasil, e ainda em nível local, como o do Estado de Alagoas, ofertando milhares de conjuntos de dados online. Tais iniciativas têm sido bastante impulsionadas em nível global, como o estabelecimento da Parceria para o Governo Aberto (Open Government Partnership) [7] que reúne cerca de 65 países (incluindo o Brasil) em torno do estabelecimento de Governos mais transparentes, participativos e que engajem a sociedade na co-criação e colaboração em torno de soluções de interesse público. Assim, o volume de dados e informações produzido, bem como a atual descentralização destas estruturas de produção impõem desafios cada vez maiores, pois a tomada de decisão precisa ser subsidiada por informações integradas, comumente decorrente do cruzamento de várias bases de dados. Neste contexto, os consumidores de dados visualizam que a oferta de dados atual vastamente espalhada pela web representa um grande inconveniente, pois existe a necessidade de primeiro obter e armazenar estes dados localmente, antes que possam ser utilizados para a produção de informações relevantes [8]. Cumpre ressaltar ainda que, mesmo que a informação do setor público esteja disponível em formato aberto, pode estar publicada de forma caótica. Ademais, a mesma informação pode ser encontrada em diferentes locais da web e ainda, sem haver nenhuma conexão entre tais fontes de informações, apresentando, por exemplo, qual é a informação mais atualizada. Diante desta situação, para que os usuários tenham confiança nos dados disponibilizados eles buscam analisar a sua procedência, dando preferência àqueles que são originários de fontes confiáveis. Por outro lado, estes dados confiáveis são naturalmente disponibilizados por fontes distribuídas, não sendo incomum a ausência de hiperlinks para informações relacionadas, ora armazenadas no mesmo repositório de dados ou não [9]. O desafio presente consiste no fornecimento de meios eficazes para acessar dados das fontes distribuídas, e ainda, estipular mecanismos por meio dos quais eles podem ser conectados e integrados [8]. Outro desafio reside na limitação dos seres humanos em processar e conectar a atual oferta de dados e informações disponíveis, considerando que a internet faz com que a riqueza do conhecimento humano esteja disponível para qualquer pessoa, em qualquer lugar. Mais um desafio reside em como classificar e efetivamente utilizar o crescente volume de informação disponível para a obtenção das respostas necessárias. Uma iniciativa interessante na direção desse desafio foi à proposição, por Tim Berners-Lee de uma escala de maturidade dos dados, conhecida como Esquema das 5 Estrelas dos Dados Abertos[10]. Esta escala foi estabelecida quando da definição do conceito de Dados Conectados, conforme abaixo [2]: 1-Estrela: O dado está disponível na web, em qualquer formato (pdf, png, jpeg); 2-Estrelas: O dado está disponível como sendo legível por máquina e estruturado (uma planilha do Excel); 3-Estrelas: O dado está disponível num formato não-proprietário (uma planilha CSV). 4-Estrelas: O dado é publicado usando os padrões de dados abertos do World Wide Web Consortium, como o (RDF e SPARQL) e possui identificadores universais (URIS); 5-Estrelas: Todos os itens acima se aplicam, além de links para dados de fontes diferentes e utilização de semântica, ou seja, o dado é enriquecido e conectado com outros dados.

Figura 01 – Esquema de maturidade 5 Estrelas dos Dados Abertos [11]

Além dos novos conceitos estabelecidos, desta importante escala de maturidade, do conjunto de esforços que vem sendo desenvolvidos pelo W3C, há uma grande intenção em aprimorar a oferta de dados gerados pela economia digital, afinal, os dados estão bem espalhados em sistemas e catálogos de dados mundo afora e, relembrando o primeiro artigo desta série, 67% da oferta de dados em 2020 poderão ser inúteis para reuso e apoio a construção do conhecimento e subsidiar a tomada de decisão e esta oferta de dados estará cada vez mais distribuída ao redor do globo. Precisamos ou não pensar em como melhorar esta oferta de dados e conectando-a e enriquecendo-a efetivamente? No próximo artigo desta série, apresentaremos uma das perspectivas em desenvolvimento para a melhoria de dados na Web, que são os “Dados Conectados” apresentaremos este conceito e ao longo dos próximos posts, seu potencial, casos e uso, vantagens e limitações. Até a próxima!!!
  • Thiago Ávila é conselheiro consultivo da Open Knowledge Brasil.
  • Estes artigos são oriundos de pesquisas científicas desenvolvidas no Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), do Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e contam com a contribuição direta dos pesquisadores Dr. Ig Ibert Bittencourt (UFAL), Dr. Seiji Isotani (USP), e Armando Barbosa, Danila Oliveira, Judson Bandeira, Thiago Ávila e Williams Alcântara (UFAL).
[1] Alcantara, Williams; Bandeira, Judson; Barbosa, Armando; Lima, André; Ávila, Thiago; Bittencourt, Ig & Isotani, Seiji. (2015). Desafios no uso de Dados Abertos Conectados na Educação Brasileira. Anais do DesafiE – 4º Workshop de Desafios da Computação Aplicada à Educação. CSBC 2015. Recife: Sociedade Brasileira de Computação. [2] Bandeira, Judson; Alcantara; Williams;  Barbosa, Armando; Ávila, Thiago; Oliveira, Danila; Bittencourt, I. & Isotani, S. (2014). Dados Abertos Conectados. Jornada de Atualização em Tecnologia da Informação. Anais do III Simpósio Brasileiro de Tecnologia da Informação – SBTI 2014. [3] OKFN. Open Data HandBook. Why Open Data ?. Open Knowledge Foundation. Disponível em: http://opendatahandbook.org/guide/en/why-open-data/. Acesso em: jul. 2015 [4] Neves. Otávio Moreira de Castro. Evolução Das Políticas De Governo Aberto No Brasil. Anais do VI Congresso Brasileiro de Gestão Pública – CONSAD. Brasília, Brasil. 2013. Acesso em out. 2014. Disponível em: http://consadnacional.org.br/wp-content/uploads/2013/05/092-EVOLU%C3%87%C3%83O-DAS-POL%C3%8DTICAS-DE-GOVERNO-ABERTO-NO-BRASIL.pdf [5] Eaves, David. (2009). The Three Laws of Open Government Data.  Disponível em Eaves.ca: http://eaves.ca/2009/09/30/three-law-of-open-government-data. Acesso em: jul. 2015 [6] ACM. Association of Computing Machinery. ACM Recommendation On Open Government. 2009. Disponível em: http://www.acm.org/public-policy/open-government [7] OGP. Open Government Partnership. Participating Countries. 2014. Acesso em: jul. 2015. Disponível em: http://www.opengovpartnership.org/countries [8] Heath, T. (2011). Linked Data — Welcome to the Data Network. IEEE Internet Computing archive. Volume 15 Issue 6. Pages 70-73 [9] Galiotou, Eleni and Fragkou, Pavlina (2013). Applying Linked Data Technologies to Greek Open Government Data: A Case Study. Journal of Social and Behavioral Sciences, p 479-486, vol. 73; doi: 10.1016/j.sbspro.2013.02.080. [10]Berners-Lee, Tim (2006). Linked Data. W3C. Acesso em: jul. 2015. Disponível em: http://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html [11] 5 STARS OPEN DATA… “5 Stars Open Data”. 2012. Acessado em set. 2014. Disponível em: http://5stardata.info/ Texto publicado no site Thiago Ávila. Ele faz parte da série de artigos Dados abertos conectados.
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Por que precisamos conectar os dados publicados na Web?

Elza Maria Albuquerque - November 10, 2017 in Dados Abertos, dados abertos governamentais, dados governamentais, Destaque, Economia digital, governo

Por Thiago Ávila* No primeiro artigo desta série, abordamos a problemática da oferta de dados que vem crescendo exponencialmente no âmbito da economia digital, mas com qualidade e poder de reutilização muito baixo. Conforme já explorado, estes dados estão, predominantemente, em formato não estruturado – o que limita sua descrição e reutilização por outras aplicações e pessoas. Além disso, devido à baixa qualidade dos dados disponibilizados, o processo de reutilização tem sido caro [1]. Nesta direção, novas abordagens em torno dos dados foram sendo desenvolvidas ao longo dos anos e atualmente, busca-se o estabelecimento de um conceito de dado que possa ser amplamente utilizado sem restrições de uso e aplicações, de tal maneira que o ciclo de produção de conhecimento possa ser mais rico e aprimorado [2]. O conceito de dados abertos foi estabelecido neste horizonte e consistem de Dados que podem ser utilizados livremente, reutilizados e redistribuído por qualquer pessoa – sujeito apenas, no máximo, com a exigência de atribuir o compartilhamento pela mesma licença [3]. Os dados abertos permitem que pessoas e organizações utilizem informações públicas livremente para gerar aplicativos, fazer análises ou mesmo produtos comercializáveis. Para que um conjunto de dados seja considerado aberto, ele precisa permitir que o cidadão acesse com facilidade e o utilize ou redistribua sem restrições. Ademais, os dados precisam ser facilmente encontrados em um lugar indexado, sem impedimento de leitura por máquinas ou restrições legais [4]. No âmbito governamental, para conceituar o como devem ser os dados abertos governamentais foram estabelecidas três leis, ou seja, as condições para que um determinado dado governamental seja considerado como aberto [5]: – Se o dado não pode ser encontrado e indexado na Web, ele não existe; – Se não estiver aberto e disponível em formato compreensível por máquina, ele não pode ser reaproveitado; e – Se algum dispositivo legal não permitir sua replicação, ele não é útil. Complementarmente, a The Association of Computing Machinery’s publicou uma recomendação para dados governamentais, onde estabeleceu que: “Os dados publicados pelo governo deve ser em formatos e abordagens que promovam a análise e reutilização desses dados.” [6]. Desta forma, o conceito de dados abertos governamentais emergiu como uma forte referência à publicação de dados na web, criando novos canais de comunicação entre governos e seus cidadãos, onde inúmeros portais e catálogos de dados web foram desenvolvidos, em nível continental, como o da União Europeia (reunindo catálogos de 29 países), em nível nacional como o dos E.U.A., do Reino Unido e do Brasil, e ainda em nível local, como o do Estado de Alagoas, ofertando milhares de conjuntos de dados online. Tais iniciativas têm sido bastante impulsionadas em nível global, como o estabelecimento da Parceria para o Governo Aberto (Open Government Partnership) [7] que reúne cerca de 65 países (incluindo o Brasil) em torno do estabelecimento de Governos mais transparentes, participativos e que engajem a sociedade na co-criação e colaboração em torno de soluções de interesse público. Assim, o volume de dados e informações produzido, bem como a atual descentralização destas estruturas de produção impõem desafios cada vez maiores, pois a tomada de decisão precisa ser subsidiada por informações integradas, comumente decorrente do cruzamento de várias bases de dados. Neste contexto, os consumidores de dados visualizam que a oferta de dados atual vastamente espalhada pela web representa um grande inconveniente, pois existe a necessidade de primeiro obter e armazenar estes dados localmente, antes que possam ser utilizados para a produção de informações relevantes [8]. Cumpre ressaltar ainda que, mesmo que a informação do setor público esteja disponível em formato aberto, pode estar publicada de forma caótica. Ademais, a mesma informação pode ser encontrada em diferentes locais da web e ainda, sem haver nenhuma conexão entre tais fontes de informações, apresentando, por exemplo, qual é a informação mais atualizada. Diante desta situação, para que os usuários tenham confiança nos dados disponibilizados eles buscam analisar a sua procedência, dando preferência àqueles que são originários de fontes confiáveis. Por outro lado, estes dados confiáveis são naturalmente disponibilizados por fontes distribuídas, não sendo incomum a ausência de hiperlinks para informações relacionadas, ora armazenadas no mesmo repositório de dados ou não [9]. O desafio presente consiste no fornecimento de meios eficazes para acessar dados das fontes distribuídas, e ainda, estipular mecanismos por meio dos quais eles podem ser conectados e integrados [8]. Outro desafio reside na limitação dos seres humanos em processar e conectar a atual oferta de dados e informações disponíveis, considerando que a internet faz com que a riqueza do conhecimento humano esteja disponível para qualquer pessoa, em qualquer lugar. Mais um desafio reside em como classificar e efetivamente utilizar o crescente volume de informação disponível para a obtenção das respostas necessárias. Uma iniciativa interessante na direção desse desafio foi à proposição, por Tim Berners-Lee de uma escala de maturidade dos dados, conhecida como Esquema das 5 Estrelas dos Dados Abertos[10]. Esta escala foi estabelecida quando da definição do conceito de Dados Conectados, conforme abaixo [2]: 1-Estrela: O dado está disponível na web, em qualquer formato (pdf, png, jpeg); 2-Estrelas: O dado está disponível como sendo legível por máquina e estruturado (uma planilha do Excel); 3-Estrelas: O dado está disponível num formato não-proprietário (uma planilha CSV). 4-Estrelas: O dado é publicado usando os padrões de dados abertos do World Wide Web Consortium, como o (RDF e SPARQL) e possui identificadores universais (URIS); 5-Estrelas: Todos os itens acima se aplicam, além de links para dados de fontes diferentes e utilização de semântica, ou seja, o dado é enriquecido e conectado com outros dados.

Figura 01 – Esquema de maturidade 5 Estrelas dos Dados Abertos [11]

Além dos novos conceitos estabelecidos, desta importante escala de maturidade, do conjunto de esforços que vem sendo desenvolvidos pelo W3C, há uma grande intenção em aprimorar a oferta de dados gerados pela economia digital, afinal, os dados estão bem espalhados em sistemas e catálogos de dados mundo afora e, relembrando o primeiro artigo desta série, 67% da oferta de dados em 2020 poderão ser inúteis para reuso e apoio a construção do conhecimento e subsidiar a tomada de decisão e esta oferta de dados estará cada vez mais distribuída ao redor do globo. Precisamos ou não pensar em como melhorar esta oferta de dados e conectando-a e enriquecendo-a efetivamente? No próximo artigo desta série, apresentaremos uma das perspectivas em desenvolvimento para a melhoria de dados na Web, que são os “Dados Conectados” apresentaremos este conceito e ao longo dos próximos posts, seu potencial, casos e uso, vantagens e limitações. Até a próxima!!!
  • Thiago Ávila é conselheiro consultivo da Open Knowledge Brasil.
  • Estes artigos são oriundos de pesquisas científicas desenvolvidas no Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), do Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e contam com a contribuição direta dos pesquisadores Dr. Ig Ibert Bittencourt (UFAL), Dr. Seiji Isotani (USP), e Armando Barbosa, Danila Oliveira, Judson Bandeira, Thiago Ávila e Williams Alcântara (UFAL).
[1] Alcantara, Williams; Bandeira, Judson; Barbosa, Armando; Lima, André; Ávila, Thiago; Bittencourt, Ig & Isotani, Seiji. (2015). Desafios no uso de Dados Abertos Conectados na Educação Brasileira. Anais do DesafiE – 4º Workshop de Desafios da Computação Aplicada à Educação. CSBC 2015. Recife: Sociedade Brasileira de Computação. [2] Bandeira, Judson; Alcantara; Williams;  Barbosa, Armando; Ávila, Thiago; Oliveira, Danila; Bittencourt, I. & Isotani, S. (2014). Dados Abertos Conectados. Jornada de Atualização em Tecnologia da Informação. Anais do III Simpósio Brasileiro de Tecnologia da Informação – SBTI 2014. [3] OKFN. Open Data HandBook. Why Open Data ?. Open Knowledge Foundation. Disponível em: http://opendatahandbook.org/guide/en/why-open-data/. Acesso em: jul. 2015 [4] Neves. Otávio Moreira de Castro. Evolução Das Políticas De Governo Aberto No Brasil. Anais do VI Congresso Brasileiro de Gestão Pública – CONSAD. Brasília, Brasil. 2013. Acesso em out. 2014. Disponível em: http://consadnacional.org.br/wp-content/uploads/2013/05/092-EVOLU%C3%87%C3%83O-DAS-POL%C3%8DTICAS-DE-GOVERNO-ABERTO-NO-BRASIL.pdf [5] Eaves, David. (2009). The Three Laws of Open Government Data.  Disponível em Eaves.ca: http://eaves.ca/2009/09/30/three-law-of-open-government-data. Acesso em: jul. 2015 [6] ACM. Association of Computing Machinery. ACM Recommendation On Open Government. 2009. Disponível em: http://www.acm.org/public-policy/open-government [7] OGP. Open Government Partnership. Participating Countries. 2014. Acesso em: jul. 2015. Disponível em: http://www.opengovpartnership.org/countries [8] Heath, T. (2011). Linked Data — Welcome to the Data Network. IEEE Internet Computing archive. Volume 15 Issue 6. Pages 70-73 [9] Galiotou, Eleni and Fragkou, Pavlina (2013). Applying Linked Data Technologies to Greek Open Government Data: A Case Study. Journal of Social and Behavioral Sciences, p 479-486, vol. 73; doi: 10.1016/j.sbspro.2013.02.080. [10]Berners-Lee, Tim (2006). Linked Data. W3C. Acesso em: jul. 2015. Disponível em: http://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html [11] 5 STARS OPEN DATA… “5 Stars Open Data”. 2012. Acessado em set. 2014. Disponível em: http://5stardata.info/ Texto publicado no site Thiago Ávila. Ele faz parte da série de artigos Dados abertos conectados.
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Flash Mob: Revolution, Lightning, and the People’s Will

Adam Green - November 9, 2017 in allegory, Art & Illustrations, benjamin franklin, Culture & History, Featured Articles, french revolution, Jean-Paul Marat, Joseph Priestley, lightning, Maximilien Robespierre, power, revolution, Science, symbolism, thunderbolt

Kevin Duong explores how leading French revolutionaries, in need of an image to represent the all important “will of the people”, turned to the thunderbolt — a natural symbol of power and illumination that also signalled the scientific ideals so key to their project.

Autumn: Saviour, Breathe an Evening Blessing (1912)

Adam Green - November 8, 2017 in Autumn, choir, hymn

Rendition by the Trinity Choir of James Edmeston's 1820 hymn "Savior, Breathe an Evening Blessing"

OKBR busca estagiário para levantamento do Índice de Dados Abertos (Open Data Index) no Brasil

Elza Maria Albuquerque - November 8, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Estágio, índice de dados abertos, Open Data Index

Foto de um braço direito em cima do teclado de um laptop ligado e o braço esquerdo em cima de um caderno.

Pessoa com as mãos em cima do teclado de um laptop ligado. Foto: Pixabay / Creative Commons CC0.

A Open Knowledge Brasil (OKBR) deu início aos trabalhos para o levantamento do Índice de Dados Abertos (Open Data Index) no Brasil. Esse índice é uma iniciativa da sociedade civil que busca realizar o mapeamento do estado dos dados abertos em diversos países (e cidades) ao redor do mundo. No processo, membros de organizações públicas, da sociedade civil e especialistas em dados abertos avaliam a disponibilidade e a acessibilidade dos conjuntos de dados definidos em diversos lugares ao redor do mundo. Suas submissões são revisadas por pares e verificadas por uma equipe local de especialistas e revisores de conjuntos de dados. Para a edição de 2017 do índice, a Open Knowledge Brasil busca um estagiário para contratação imediata. O selecionado irá auxiliar no levantamento e avaliação das bases de dados, no processo de revisão e confecção de relatórios e apresentações com os resultados do índice. Segue abaixo o perfil desejado:
Cursos: Administração, Economia ou áreas afins.
Período: 4º período em diante.
Competências: familiaridade com bases de dados, conhecimento básico de informática (sobretudo Excel), interesse por transparência e dados abertos, boa capacidade analítica e de redação, disposição para pesquisa por meio da internet e por meio de contato com agentes públicos, inglês intermediário.
Duração do estágio: Novembro/17 a Junho/18 (8 meses).
Carga horária semanal: 20h.
Remuneração: R$ 1.000,00 mensais + vale-transporte.
Local de trabalho: Edifício Argentina, Praia de Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.
Envie seu currículo para ariel@ok.org.br
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OKBR busca estagiário para levantamento do Índice de Dados Abertos (Open Data Index) no Brasil

Elza Maria Albuquerque - November 8, 2017 in Dados Abertos, Destaque, Estágio, índice de dados abertos, Open Data Index

Foto de um braço direito em cima do teclado de um laptop ligado e o braço esquerdo em cima de um caderno.

Pessoa com as mãos em cima do teclado de um laptop ligado. Foto: Pixabay / Creative Commons CC0.

A Open Knowledge Brasil (OKBR) deu início aos trabalhos para o levantamento do Índice de Dados Abertos (Open Data Index) no Brasil. Esse índice é uma iniciativa da sociedade civil que busca realizar o mapeamento do estado dos dados abertos em diversos países (e cidades) ao redor do mundo. No processo, membros de organizações públicas, da sociedade civil e especialistas em dados abertos avaliam a disponibilidade e a acessibilidade dos conjuntos de dados definidos em diversos lugares ao redor do mundo. Suas submissões são revisadas por pares e verificadas por uma equipe local de especialistas e revisores de conjuntos de dados. Para a edição de 2017 do índice, a Open Knowledge Brasil busca um estagiário para contratação imediata. O selecionado irá auxiliar no levantamento e avaliação das bases de dados, no processo de revisão e confecção de relatórios e apresentações com os resultados do índice. Segue abaixo o perfil desejado:
Cursos: Administração, Economia ou áreas afins.
Período: 4º período em diante.
Competências: familiaridade com bases de dados, conhecimento básico de informática (sobretudo Excel), interesse por transparência e dados abertos, boa capacidade analítica e de redação, disposição para pesquisa por meio da internet e por meio de contato com agentes públicos, inglês intermediário.
Duração do estágio: Novembro/17 a Junho/18 (8 meses).
Carga horária semanal: 20h.
Remuneração: R$ 1.000,00 mensais + vale-transporte.
Local de trabalho: Edifício Argentina, Praia de Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.
Envie seu currículo para ariel@ok.org.br
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